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Rádio Observador, Jornal das 11 com Miguel Viterbo Dias. Adalberto Campos Fernandes rejeita ser um porta-voz do presidente da República.

O coordenador do Pacto para as Saúde garante que as opiniões que dá são por conta própria, numa entrevista à História do Dia da Rádio Observador. Adalberto Campos Fernandes assegura que não representa ninguém nas opiniões que dá e que o presidente da República também nunca o iria permitir.

O doutor Hugo Soares, que numa entrevista terá dito que não passava pela cabeça de ninguém que o presidente da República tivesse porta-vozes, evidentemente que também pela minha cabeça nunca passaria a ideia de que esse papel me fosse acometido. Primeiro porque eu, do ponto de vista intelectual, trabalho por conta própria e, portanto, não tenho nenhum tipo de dependência, para além, naturalmente, de ser um apoiante e uma pessoa que considera que António José Seguro é um excelente presidente da República e vai ser com certeza um excelente presidente da República. Outra coisa é o próprio presidente. Se há coisa que este presidente nunca na vida aceitaria ter, era interpostos comunicadores ou pessoas que falassem por ele.

Adalberto Campos Fernandes, na semana passada, falou no irregular funcionamento das instituições, frase que foi interpretada por alguns comentadores e deputados como sendo um recado de António José Seguro. Ora, o coordenador do Pacto para as Saúde avisa que nem sequer integra a Casa Civil da Presidência da República e diz que vê em António José Seguro uma interpretação mais clássica da Constituição.

A interpretação do papel de presidente da República, apesar de tudo, a de António José Seguro parece ser a mais clássica, que se aproxima mais de Aníbal Cavaco Silva, de António Ramalho Eanes, de Jorge Sampaio. São interpretações do papel constitucional que são mais formais, mais no ritual constitucional da prudência, da reserva. E isso parece-me bem.

Adalberto Campos Fernandes na História do Dia da Rádio Observador. O presidente da República que, durante a campanha, admitiu pedir a saída de ministros. Esta posição foi tida numa entrevista à SIC, em que recordou o caso de Jorge Sampaio com Armando Vara ou de Marcelo Rebelo de Sousa com João Galamba, garantindo António José Seguro que quando o fizer, será de forma leal com o primeiro-ministro e em privado.

A História do Dia, que agora também pode contar com um novo episódio aos sábados, já disponível no site do Observador e nas plataformas de podcast. O primeiro-ministro reserva uma reação à moção de censura para o debate da próxima terça-feira, mas considera, Miguel, que a iniciativa do Chega não tem sentido.

Numa declaração aos jornalistas durante uma visita a uma feira de vinhos em Nelas, Luís Montenegro recusa voltar a falar sobre Luís Neves até ao debate da moção de censura apresentada pelo Chega. Diz apenas que a iniciativa não tem qualquer sentido.

Já ontem me pronunciei sobre esse tema e aquilo que eu posso transmitir-vos é que a próxima vez que falarei dele será na terça-feira da próxima semana, a partir das 15h, na Assembleia da República, que é perante os representantes do povo, respondendo a uma iniciativa que é legítima por parte de um partido da oposição, embora não faça sentido.

Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, sem querer adiantar muito mais sobre o debate marcado para terça-feira à tarde.

O SNS abandona a meta de dar médicos de família a todos os utentes e as contas vão agravar-se até 2028.

É o que avança o jornal Público esta manhã. A taxa de utentes com médico de família vai manter-se nos 85%, a mesma que há dois anos, sem qualquer perspetiva de melhoria, ainda que a recente revisão das listas de utentes tenha baixado o número de pessoas sem médico de família para 1.400.000. O que é certo é que a promessa do governo cai de forma definitiva. Maria Inês Rocha.

O governo tinha prometido que até o próximo ano iam ser atribuídos médicos de família a todos os utentes. No entanto, a ministra da Saúde e o diretor-executivo do SNS já tinham avisado que isto não seria possível devido ao número crescente de novos inscritos. O que ainda não tinha ficado claro é que a taxa de cobertura ia manter-se exatamente como está nos próximos anos, ou seja, com 15% da população sem médico de família. O objetivo inicial do governo era que 98% dos utentes tivessem médico de família até ao final deste ano. Para além disso, também as contas do SNS vão continuar no vermelho, com uma previsão de €1.150.000 negativos daqui a dois anos. Ainda assim, o governo prevê uma redução das idas às urgências acima dos 3% ao ano até 2028. E por isso também só prevê um reforço de pessoal na ordem de 1,4% em relação ao ano passado.

A jornalista Maria Inês Rocha com os detalhes da estratégia do SNS para os próximos anos. Os dados foram recolhidos pelo jornal Público com base no quadro global de referência do SNS até 2028.

E vamos agora ao futebol. O Benfica visita o Marítimo na Madeira e o Sporting recebe em Alvalade o Nacional.

Na comitiva encarnada rumo ao arquipélago, já constam os nomes de Enzo Barrenechea e de Órdenes, recuperados de lesão. Na antevisão à partida, o treinador das Águias, Marco Silva, destaca o bom momento da equipa dos Barreiros.

Um bom impacto neste regresso, que é sempre importante para uma equipa que regressa à primeira divisão, à primeira liga, neste caso, e acabou por ter um impacto. E percebe-se quando jogam em casa, o ambiente está em favor da equipa, como tem que ser e como é normal, mas naturalmente, naquele espaço acaba por ser sempre fundamental de uma equipa que nos vai tentar fazer a vida difícil, como é normal e que o papel que vão ter. Uma equipa que é forte, que é agressiva no seu espaço, que tem um bom apoio também em casa, com um bom começo, o que dá confiança à equipa.

Marco Silva, na antevisão do jogo com o Marítimo, marcado para as 18h. Horas depois, é o Sporting que recebe o Nacional da Madeira. Rui Borges alerta para a incerteza do adversário, que mudou agora de treinador, perdeu o técnico João Gião, e diz que essa indefinição é um desafio para esta partida.

Focamo-nos muito mais naquilo que é o adversário em termos de características individuais, pequenas coisas também que podem, independentemente do treinador, levar a que aconteçam. É uma equipa muito forte, já o era a época passada em bolas paradas, em esquemas táticos, ofensivos e defensivos, por isso focamo-nos por aí também nesse momento de jogo, que é um momento de jogo que eles gostam e aproveitam muito por a capacidade atlética que têm.

Rui Borges, na antevisão do jogo frente ao Nacional da Madeira, marcado para as 20h30. Na Rádio Observador, pode acompanhar estas duas partidas numa emissão especial que arranca pouco depois das 17h30.

E são agora 11:08. Já a seguir temos o Explicador, mas antes, Miguel, ainda outras notícias em destaque a esta hora.

O Ministério Público já pediu à Câmara de Odemira informações sobre as obras iniciadas por Luís Neves no Monte da Família, quando era ainda diretor nacional da Polícia Judiciária. A informação é avançada pelo Correio da Manhã. As obras tinham arrancado sem Luís Neves ter apresentado um projeto de licenciamento. O inquérito às obras de Luís Neves, categorizado esta semana como urgente pelo procurador-geral da República, visa apurar se o atual ministro cometeu alguma ilegalidade nas obras realizadas neste monte alentejano. As informações da Câmara de Odemira foram pedidas pelo Ministério Público em julho. Figuras próximas de Donald Trump viajam hoje até Moscovo e Kiev para procurar reativar as conversações entre os dois países. Steve Witkoff e Jared Kushner vão primeiro a Moscovo, onde deverão reunir-se este sábado com o presidente russo Vladimir Putin. Depois, seguem para Kiev, onde se encontram no domingo com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Esta vai ser a primeira reunião dos representantes da administração Trump com Zelensky, apesar dos sucessivos convites feitos pelo presidente ucraniano. Subiu para 1334 o número de mortes devido às inundações no Nepal. Entre as vítimas mortais estão 85 menores. As autoridades indicam ainda que há quase 5 mil desaparecidos, entre os quais 600 cidadãos estrangeiros. As operações de resgate mantêm cerca de 8 mil agentes mobilizados.