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Observador. As notícias com André Maia.
Bom dia. Começamos nos Estados Unidos da América. Um atropelamento em Nova Orleans fez vários mortos, pelo menos 10 e 30 feridos durante esta madrugada, nos festejos da passagem de ano. De acordo com o canal norte-americano CBS News, depois do atropelamento, o condutor abriu fogo sobre a multidão numa das mais movimentadas ruas da região. O ataque aconteceu na rua Bourbon Street, uma das mais procuradas para os festejos de fim de ano na cidade de Nova Orleans. Ainda não há essa confirmação certa, mas a CBS News está a divulgar pelo menos 10 vítimas mortais. Fonte da polícia de Nova Orleans confirma ao canal norte-americano que há registro de vários mortos. É uma notícia que vamos continuar a acompanhar nos próximos espaços informativos aqui na Rádio Observador. Ano Novo, problemas antigos. 2025 começa com constrangimentos nas urgências em vários pontos do país, com especial enfoque para a Grande Lisboa. Neste momento, é na zona da capital que se verifica os maiores tempos de espera. Situação mais complicada neste momento é no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. O atendimento menos urgente demora neste momento mais de 19 horas, enquanto que o atendimento urgente ultrapassa as 11 horas. Logo a seguir, vem o Hospital Fernando Fonseca, o Hospital Amadora-Sintra, com tempo de espera para atendimento urgente de seis horas e menos urgente de 15 horas. São os maiores tempos de duração em todo o país neste momento. Saúde, que é precisamente uma das prioridades do governo para 2025. Saúde, educação e transição energética. É o que escreve Luís Montenegro, que diz que a chave para 2025 está no investimento. É o que escreve o primeiro-ministro num artigo publicado no início desta madrugada no jornal "Notícias". O chefe do Executivo considera que este é um ano para continuar sem hesitações na construção de um país renovado, mais justo, livre, democrático, mais tolerante, competitivo e com mais riqueza. Só assim, diz Luís Montenegro, vai ser possível continuar a salvar o Estado Social. O primeiro-ministro salienta que o governo que lidera foi para mudar e melhorar a vida dos portugueses. Já hoje é o presidente da República que fala ao país. Vai ser a penúltima mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado. O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde assume as responsabilidades pelas coisas que gostaria que estivessem diferentes. Reconhece ainda que o plano de emergência para a saúde é muito ambicioso. António Gandra d'Almeida diz que já foram cumpridas muitas metas e garante que a direção-executiva do SNS vai continuar a trabalhar para cumprir o que está por fazer no plano da saúde em Portugal.
É muito ambicioso, mas todos os dias trabalhamos e tentamos fazer, e que já conseguimos cumprir imensas metas e coisas importantes pra população portuguesa, e vamos continuar a trabalhar nesse sentido. É bom termos um grupo de peritos que nos ajudem e que nos deem pontos onde podemos cumprir o plano de uma forma eficaz. Por isso, vejo como uma forma muito positiva para podermos cumprir e continuarmos a cumprir tudo aquilo que já fizemos.
António Gandra d'Almeida diz ainda que há, naturalmente, problemas por resolver. Assume a responsabilidade do que gostava que estivesse diferente, mas garante que a direção-executiva do SNS faz todos os possíveis para melhorar os serviços. A Força Aérea Portuguesa aumentou em 10% o número de resgates e salvamentos em 2024. O balanço foi feito hoje, na virada do ano, com 881 pessoas a serem apoiadas diretamente no ano passado. É um crescimento de 10% face a 2023. Foram transportadas mais de 840 pessoas por via aérea, a precisar de cuidados médicos. São mais 100 doentes do que no ano passado. A maior parte dos transportes foi feito entre as ilhas e o continente. A instituição adianta ainda que resgatou 41 pessoas em terra e no mar e fez 37 transportes de órgãos para transplante. A partir de hoje são abolidas as portagens nas antigas SCUT, isto depois de 13 anos de luta das populações. Assim, terminam as portagens na A4, Transmontana e Túnel do Marão, A13 e A31 no Pinhal Interior, A22 no Algarve, A23 na Beira Interior, A24 Interior Norte, A25 Beira Litoral e Beira Alta, e ainda A28 Minho, esta última apenas entre Esposende e Antas e também entre Neiva e Darque. Coisas a acabar, outras a começar. Nasce hoje a Agência para o Clima, a primeira do país dedicada totalmente ao tema. Entrou hoje em funções, mas tem dois meses para fazer a transição. Vai começar com entre 120 a 130 funcionários, com a maior parte a transitar da Agência Portuguesa do Ambiente e também da Secretaria-Geral do Ministério do Ambiente. O objetivo da Agência para o Clima é o de criar políticas públicas da luta contra as alterações climáticas. Vai ser também responsável pela gestão dos mercados de carbono e pela gestão do comércio europeu de emissões. Vai funcionar junto do Ministério do Ambiente. Vai ser coordenado pela ministra da tutela, Maria da Graça Carvalho. O Ano Novo vai ser também marcado por processos judiciais, mas que nada têm de novos. Entre uns mais recentes, como a Operação Influencer, outros já têm até mais de uma década. Beatriz Canato.
2025 começa, mas os casos judiciais em destaque já são antigos. Onze meses depois de ter sido pronunciado, José Sócrates vai ser finalmente julgado no caso da Operação Marquês. O ex-primeiro-ministro e os restantes 21 arguidos estão acusados pela alegada prática de 118 crimes, entre eles subornos durante todo o mandato de José Sócrates. A Operação Influencer, que fez cair o governo constitucional de António Costa, começou a ser julgada em 2023 e vai se manter durante o ano de 2025. Em causa estão, entre outras situações, a descoberta dos mais de €75 mil no gabinete do ex-primeiro-ministro em São Bento. Mais de 10 anos depois do caso Universo Espírito Santo ter começado, o julgamento que começou em 2024 vai se prolongar por todo o ano de 2025 e continuar em 2026. Além das sessões do julgamento do processo principal do Universo Espírito Santo, vão começar os julgamentos de mais duas certidões do caso BES. O primeiro a avançar vai ser o caso do Banco Espírito Santo Angola, que arranca a 29 de abril. O ano vai ficar ainda marcado pelo caso EDP, que já se arrasta há mais de 12 anos. Em causa está a suspeita de António Mexia e João Manso Neto, ex-líderes do grupo EDP, subornarem Manuel Pinho, ex-ministro da Economia de José Sócrates, entre 2005 e 2009. Ainda assim, segue-se uma espera de pelo menos cinco meses até o arranque da fase de instrução deste processo.
A jornalista Beatriz Canato com os processos que vão marcar este ano judicial. Este que é um artigo que está também em destaque no site do Observador, em observador.pt. Na atualidade internacional, a Rússia atacou Kiev na madrugada de Ano Novo. Um ataque que fez um morto e seis feridos. Entre estes seis feridos, está uma grávida. O ataque russo danificou prédios em duas zonas distintas da capital ucraniana. Por causa dos ataques constantes e com o fim do contrato, a Ucrânia cortou o transporte de gás natural russo através do território, tal como já tinha avisado. O ataque surge depois da mensagem de Ano Novo de Volodymyr Zelenskyy, uma mensagem muito virada para o Ocidente. O presidente ucraniano apelou à ajuda e à união com os Estados Unidos da América em 2025.
Não tenho dúvidas de que o novo presidente norte-americano quer e será capaz de trazer paz e acabar com a agressão de Putin. Ele percebe que o primeiro é impossível sem o último, porque esta não é uma luta de rua onde os dois lados precisam de ser pacificados. Esta é uma agressão em grande escala de um Estado perturbado contra um civilizado. Acredito que com a ajuda dos Estados Unidos, somos capazes de forçar a Rússia a uma paz justa.
O apelo de Volodymyr Zelenskyy aos Estados Unidos na mensagem de Ano Novo publicada durante esta noite. As notícias regressam à antena da Rádio Observador daqui a menos de meia hora, quando for 12h30. Até lá, deixe-se ficar na companhia da sua rádio, aconteça o que acontecer. Tenha um feliz Ano Novo e um bom ano de 2025. Até já!