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Observador. Jornal do Meio-Dia, edição com Luís Soares. Luís, é formalizada a esta hora a coligação de esquerda encabeçada por Alexandra Leitão para concorrer à Câmara de Lisboa.

Coligação que junta PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN. Uma cerimónia que está marcada para esta hora no Miradouro de São Pedro de Alcântara, onde está já o repórter João Gama. E João, vão estar aí também os líderes dos quatro partidos.

Desde já, vejo a Mariana Mortágua numa comitiva que começa a juntar-se aqui no Miradouro de São Pedro de Alcântara, com vista para a cidade de Lisboa e para o Castelo de São Jorge. Estão neste momento, Luís, algumas cadeiras ainda vazias. Aqui à minha frente está um púlpito onde podemos ler "Viver Lisboa", onde será a Alexandra Leitão, candidata a presidente da Câmara de Lisboa do Partido Socialista, a discursar. Será o único discurso desta tarde. Os restantes líderes partidários que aqui marcarão presença vão fazer declarações depois à margem aos jornalistas. Além desta mensagem do nome da candidatura Viver Lisboa, há também símbolos dos partidos que vão integrar: o Partido Socialista, o Livre, o Bloco de Esquerda e o PAN estão organizados por ordem de representatividade nesta candidatura, nesta coligação, nesta frente de esquerda. O acordo prevê, soubemos ontem, que os quatro primeiros lugares sejam do Partido Socialista, o quinto do Livre, o sexto do Bloco de Esquerda, o sétimo novamente do Livre e finalmente o oitavo do PAN, do Pessoas Animais e Natureza. A esta hora, Luís, faço apenas um compasso de espera, porque apesar de estar marcada para o meio-dia, o anúncio desta coligação ainda não começou. Ainda não vi a Alexandra Leitão aqui no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Irá falar aos jornalistas para anunciar esta frente de esquerda, com a qual espera, no próximo dia 12 de outubro, derrotar a coligação liderada por Carlos Moedas.

João Gama aqui em direto, ele que vai acompanhar esta cerimónia que está marcada, mas com algum atraso para esta hora, no Miradouro de São Pedro de Alcântara.

E vamos transmitir em direto esse discurso de Alexandra Leitão, assim que se inicie. O Chega admite vir a aprovar a descida de IRC anunciada ontem pelo governo no debate do Estado da Nação.

Foi um dos temas que marcou o debate de ontem. O governo anunciou uma diminuição no imposto sobre as empresas de 21 para 19% já no próximo ano e uma redução até aos 17% até ao final da legislatura. Foi também tema no explicador desta manhã. O deputado do PSD, António Rodrigues, fala numa boa medida para todos e recusa aproximações com o Chega e diz que é normal negociar com todos os partidos.

Esta situação não é nova, nem é novo a discussão sobre esta matéria relativamente ao Partido Socialista, que não é nova relativamente ao Chega. O Chega teve esta posição no ano passado, mas nessa altura, por razões táticas ou por razões próprias, e eu não tenho que me envolver nessa situação, não quis avançar com aquilo que é a medida que agora o Governo assumiu. Mas trata-se de matéria que qualquer um dos partidos tinha clara. Não é uma aproximação a ninguém, é uma situação de coerência de cada um dos partidos relativamente a esta matéria. Não é uma aproximação do PSD ao Chega, é uma posição determinada do PSD de cumprir o seu programa de governo.

António Rodrigues volta a repetir a ideia do primeiro-ministro de que não há parceiros preferenciais e acusa o PS de se pôr de parte em algumas matérias. Do lado do Chega, Rui Paulo Sousa admite aprovar a medida de descida do IRC no Parlamento.

Todas as medidas que sejam boas para os portugueses e para as empresas portuguesas, em princípio, normalmente têm a concordância do Chega, podendo o próprio partido tentar alguma alteração, alguma correção.

Esta descida do IRC deverá merecer essa concordância, é isso?

Sim, em princípio sim, mas terá que ser sempre analisada e estudar o projeto de lei da própria medida, se está de acordo também com os próprios objetivos que o Chega tem relativamente à parte fiscal.

A garantia deixada por Rui Paulo Sousa, do Chega. Pelo PS, Marina Gonçalves garante que a descida de IRC não está nas prioridades dos socialistas, que preferem ver uma descida de IRS e por isso deixam em aberto a possibilidade do PS votar contra a medida.

Quando nós olhamos para a economia e achamos que não devemos fazer uma medida que só beneficia as grandes empresas e que devemos apostar na economia de forma estratégica, nós não estamos aqui reduzidos àquela que é a nossa incapacidade de negociar. Estamos, sim, envolvidos também para defender uma forma de olhar para a economia e desenvolver a economia de uma forma muito mais alargada e olhando de forma estratégica para o nosso país.

Marina Gonçalves, no explicador desta manhã, a propósito do debate do Estado da Nação, com destaque para esta descida do IRC anunciada pelo governo. Esta medida, em conjunto com a criação de um suplemento extraordinário para as pensões e o alargamento do apoio à deslocação de professores, vai ser aprovada hoje em Conselho de Ministros.

A Confederação Empresarial de Portugal saúda a medida anunciada pelo governo de descida do IRC para 19% no próximo ano.

Armindo Monteiro considera que é uma medida positiva. O presidente da CIP explica que esta proposta mostra preocupação por parte do Executivo para com as empresas do país.

Esta é uma medida positiva porque aproxima as condições de tributação do resto dos empresários europeus. Portanto, os empresários portugueses deixam de estar no pódio, no primeiro lugar, dos mais tributados. É uma medida efetiva que traduz um sentimento que é necessário apoiar o tecido produtivo.

Declarações de Armindo Monteiro à Rádio Observador. No ano passado, o governo queria descer o IRC a um ritmo mais acelerado, de dois pontos percentuais, até chegar aos 15% em 2027. Acabou por recuar para conseguir o apoio do PS para aprovar o orçamento deste ano.

A Ordem dos Médicos quer esclarecimentos sobre os contratos milionários do Hospital de Braga com uma empresa privada detida pelo diretor de serviço de oftalmologia desta unidade local de saúde.

A Ordem dos Médicos diz que enviou hoje à Unidade Local de Saúde de Braga um ofício a solicitar esclarecimentos sobre o caso. De acordo com a TVI e CNN Portugal, esta situação dura há 15 anos. Neste período, o Hospital de Braga pagou dezenas de milhões de euros em serviços de consultas, cirurgias e injeções à empresa Iberofthal, detida por Fernando Vaz em 30%. Na sequência das questões colocadas pela TVI e CNN Portugal, o diretor de serviço Fernando Vaz apresentou a demissão.

A União Europeia aprovou hoje o 18º pacote de sanções contra a Rússia, por causa da invasão à Ucrânia, e é um dos maiores de sempre.

Limita o acesso de bancos russos a financiamento e pretende banir os gasodutos. O anúncio foi feito pela alta representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança nas redes sociais. Kaja Kallas sublinha que as sanções cortam ainda mais o orçamento de guerra do Kremlin, perseguem os navios da frota fantasma e limitam o acesso dos bancos russos a financiamento. Os gasodutos Nord Stream também vão ser banidos. A chefe de diplomacia dos 27 adianta que a indústria militar russa será mais pressionada, assim como as instituições financeiras chinesas que permitem escapar às sanções aplicadas até hoje. A alta representante da União Europeia para a diplomacia esperava a aprovação deste pacote no início da semana, chega três dias depois de ser ultrapassado um impasse com Bratislava por causa do fim da utilização do gás russo. A presidenta da Comissão Europeia também já saudou a aprovação destas sanções. Ursula von der Leyen considera que este é um golpe no coração da máquina de guerra da Rússia, que inclui os setores bancário, energético e da indústria militar.

12h07. Vamos a outras notícias que também estão a marcar a atualidade.

Portugal é o país da Europa onde os reclusos passam mais tempo presos. São dados do relatório anual de estatísticas penais do Conselho da Europa, mostram que Portugal surge como primeiro na lista dos maiores períodos médios de detenção. Faz ainda parte dos países com população prisional mais envelhecida e é dos que têm menos jovens reclusos. A Polícia Judiciária deteve dois suspeitos de integrarem um grupo organizado de tráfico de droga de âmbito internacional. Além disso, apreendeu substâncias que teriam como destino o Boom Festival, que arranca hoje em Idanha-a-Nova. Em comunicado, a PJ explica que deu cumprimento a quatro mandados de busca domiciliária e oito não domiciliária. Os dois suspeitos, de 29 e 39 anos, estão fortemente indiciados pela prática reiterada do crime de tráfico de estupefacientes. Nelson, não sei se já estás preparado para a mudança de frequência.

Ah, OK!

É disso mesmo que eu estou a falar.

A partir da próxima madrugada, à meia-noite e meia, daqui por 12 horas, mais ou menos.

Exatamente.

A Rádio Observador vai passar a ser ouvida na Grande Lisboa numa nova frequência, 92.8.

É um novo centro emissor em Loures, vai permitir melhorar a qualidade e alcance do sinal da nossa rádio. Ou seja, quem nos costuma ouvir em 93.7, vai ter que ajustar o rádio para 92.8, se for daqueles rádios manuais, não queria dizer arcaicos, mas aqueles mais antigos.

Os mais analógicos.

Mais analógicos, exatamente, essa era a expressão. Mas no carro, em princípio, é tudo automático, não tem que se fazer nada.

Se tiver o RDS, normalmente ele faz essa mudança automaticamente, mas caso não faça e deixe de ouvir.

É lá buscar a frequência.

Exatamente. Se deixar de ouvir a Rádio Observador em 93.7, é porque a partir desta madrugada vamos passar a emitir em 92.8 na Grande Lisboa. Há mais notícias com o Luís Soares, daqui a pouco, ao 12h30.