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Rafael Lopes. E começamos este jornal do meio-dia com o Ministro da Presidência, que está neste momento a visitar a Marinha Grande. É uma das zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristen.
António Leitão Amaro é acompanhado por uma comitiva europeia. O ministro diz que se trata de uma prova de que a Europa está a apoiar Portugal. Há instantes, Leitão Amaro falou aos jornalistas para dizer que os próximos dias vão continuar a ser de alerta.
Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação, mas também são dias em que damos todos os braços, nós portugueses, e portugueses com os europeus, para juntos reerguermos o país e reerguermos esta região centro. Vamos conseguir, com muito custo. A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infraestruturas públicas ao património natural, equipamentos desportivos, escolares, coletivos, casas de pessoas, equipamentos industriais e empresariais. A situação é mesmo terrível nesta região.
O ministro da presidência, de visita à Marinha Grande, acompanhado também pela ministra da Cultura e pela ministra da Juventude. António Leitão Amaro deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os profissionais que estão no terreno.
E em Leiria, as autoridades já conseguem comunicar entre si via rádio. A PSP ficou longas horas sem comunicações, mas está agora a usar geradores para ajudar nos trabalhos de recuperação.
Garantia foi deixada na Rádio Observador pelo comandante da PSP do Conselho, Domingos Antunes avança que já há contato com as sedes da Marinha Grande e de Pombal e explica que os polícias tiveram de recorrer à criatividade para resolver os problemas de comunicação.
As comunicações rádio estão estabelecidas, inclusive conseguimos, através da nossa criatividade, introduzir uma rede analógica para fazer essa compensação, sobretudo com as povoações da Marinha Grande e de Pombal. Ontem, ao final do dia, já conseguimos restabelecer. Portanto, temos contato direto entre a central e com essas duas quadras destacadas, e isso permitiu já, pelo menos, responder a quase todas as chamadas. A segunda grande preocupação é garantir a mobilidade, os trabalhos de limpeza, os trabalhos para fornecer substâncias críticas como oxigênio, etc., para os hospitais, para os lares e para os centros de saúde, tem que ter vias perfeitamente obstruídas e esse é o papel da polícia.
Ora, a garantia, o relato de Domingos Antunes, comandante da Polícia da PSP de Leiria. Entretanto, vamos de novo até à Marinha Grande, onde podemos acompanhar de novo as palavras de António Leitão Amaro, o ministro da presidência, que está a acompanhar os trabalhos na Marinha Grande.
Os nossos parceiros europeus vamos reerguer o país desta tragédia.
Em relação às pessoas, como vimos, há muita gente que vai ficar sem emprego durante muito tempo. Falou na reconstrução, a vida há de voltar ao normal com os serviços básicos, as casas, as telhas, enfim, mas muita gente não poderá trabalhar durante muito tempo. Está previsto algum tipo de apoio para as pessoas?
Naturalmente, as pessoas estão sempre no centro das nossas preocupações. São 100%. Há empresas para haver emprego, para haver produtos que as pessoas consumam, e, portanto, a carência resultante de tragédias como esta tem várias dimensões. A primeira é não ter teto. E nós hoje tivemos reporte de várias pessoas que não têm teto, que precisam e que estão em centros de acolhimento. Provavelmente precisamos de reforçar a capacidade, como o senhor presidente de câmara aqui nos transmitiu. Teto, alimento, as duas prioridades. Eletricidade e comunicações. E naturalmente que depois a subsistência da vida com dignidade, qualidade, e enquanto não houver condições de trabalho, de ensino nas escolas, temos que fazer e tomar medidas para isso.
Nomeadamente os que se encontram desempregados podem ser adaptados a esta circunstância?
Nós temos muita experiência no país no desenho de algumas dessas medidas e há enquadramento na Segurança Social para várias delas e ao longo dos próximos dias vamos complementando os instrumentos que regulam cada tipo de apoios às pessoas, às empresas, para as casas e para os negócios e naturalmente para as infraestruturas municipais. É sempre importante lembrar, nestes momentos e sempre, que relativamente à propriedade, as pessoas devem contratar seguros. O seguro é a forma principal para que haja recuperação do valor econômico. Mas o que me está a falar é de outro tipo de necessidade, são necessidades transitórias.
O senhor ministro da Economia está reunido?
Sim, eu transmiti isso há pouco, que o governo está reunido com os autarcas desta região, o senhor ministro da Economia com vários secretários de Estado e nós continuaremos e vários instrumentos vão sendo anunciados e divulgados ao longo dos próximos dias, adequados, dirigidos às necessidades mais prementes e complementando com os seguros e com o esforço coletivo e o esforço europeu para retomarmos a condição de vida.
Foi ativado, por exemplo, o mecanismo europeu da Proteção Civil para, por exemplo, poderem facultar geradores?
Essa situação foi analisada e identificada e como a senhora ministra do Ambiente e Energia aqui disse há pouco, nós ainda temos geradores disponíveis. Houve um diálogo bilateral com Espanha, mas uma coisa é o apoio de proteção civil, o mecanismo de proteção civil, outra é o fundo europeu de solidariedade, que é o que pode dar apoio financeiro à recuperação. O que é mecanismo europeu de proteção civil A avaliação que foi feita técnica, não foi uma decisão do governo, baseou-se numa avaliação técnica, é que aquilo que o mecanismo de proteção civil podia trazer nesta circunstância, designadamente, disse e muito bem, geradores, mas também alguns outros produtos, imagine cobradores, situações de acolhimento, nas várias capacidades nacionais, privadas, desde logo, a E-Redes, as empresas de telecomunicações, mais as públicas, incluindo a Proteção Civil, de bombeiros e das Forças Armadas, que se mobilizaram e que estão no terreno também, era suficiente e ainda é e está disponível. Portanto, a parte do apoio europeu, nós ainda tínhamos capacidade, não era necessário, na avaliação técnica, ativá-lo, foi desde o primeiro momento trabalhado o cenário do apoio de solidariedade para o futuro. Muito obrigado a todos.
Ora, as palavras de António Leitão Amaro, o ministro da Presidência, que está de visita à Marinha Grande, a dar conta das dificuldades precisamente nessa região. Há ainda uma comitiva europeia que acompanha os trabalhos de limpeza e à procura de restabelecer os serviços, diz António Leitão Amaro, que há instrumentos que vão ser divulgados nos próximos dias pelo governo para ajudar as populações nas áreas mais afetadas.
E a E-Redes diz que há ainda 285 mil casas sem eletricidade.
Os constrangimentos na distribuição de energia mantêm-se devido aos efeitos da passagem da depressão Christine. Leiria está na posição mais condicionada em termos de casas sem eletricidade. O distrito tem 215 mil casas sem eletricidade. É o que diz o balanço mais recente da E-Redes. Ainda assim, o número de casas sem eletricidade tem vindo a descer. Ao início do dia, no balanço das 06h, o número estava em 294 mil casas sem eletricidade. Entretanto, cerca de 10 mil casas já têm de novo eletricidade. Ontem, o presidente da E-Redes indicou que o processo de energização da rede ia começar, mas com várias dificuldades.
E o PS acusa o governo de insensibilidade e falta de preparação para gerir crises no país. José Luís Carneiro considera que a Proteção Civil decretou o estado de prontidão especial demasiado tarde.
O líder do PS convocou os jornalistas para dizer que o executivo liderado por Luís Montenegro falhou na gestão atempada de mais uma crise. José Luís Carneiro lembrou o aviso do IPMA para apontar o dedo ao governo e à Proteção Civil.
A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente esta crise. Tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e voltou a acontecer agora. O IPMA informou a tempo e horas, o que significa que se conheciam as características da tempestade e onde ela poderia ser mais severa. A Autoridade de Proteção Civil só decretou e comunicou o nível máximo do estado de prontidão especial, nível quatro, a menos de 12 horas da passagem da frente mais ativa desta depressão, o que manifestamente foi tarde e em cima da hora para se poder preparar a resposta.
O socialista esteve reunido esta manhã com autarcas e deputados socialistas das zonas mais afetadas pela passagem da depressão Christine.
12h09, José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
Déjà vu na Liga dos Campeões, Benfica-Real Madrid. Outra vez, os encarnados vão encontrar os merengues no playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, depois da vitória das Águias na passada quarta-feira no Estádio da Luz. A primeira mão do playoff é em Lisboa. O Benfica e Real Madrid joga-se ou no dia 17 ou no dia 18 de fevereiro. A segunda mão é no Santiago Bernabéu. A economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado, é o que indica a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística. Este valor representa, desde logo, uma desaceleração face ao aumento de 2,1 registrado no ano anterior. Isto, 2024.
José Rafael Lopes e o Jornal do Meio-Dia.