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Tantará.

Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Luís Soares. Luís, o preço do gasóleo pode aumentar mais de € 0,20 na próxima semana. A previsão é feita pelo Automóvel Clube de Portugal.

Que estima uma subida de € 0,23 no preço do gasóleo e de € 0,075 na gasolina. No entanto, o primeiro-ministro anunciou esta semana que o governo vai avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida de combustíveis, caso se verifique um aumento de € 0,10 face ao valor desta semana. No caso do gasóleo, isso é algo que deve acontecer, mas ainda se desconhece qual a medida exata que o governo promete tomar. Esta subida fica a dever-se em muito ao aumento do preço do petróleo, que esta manhã chegou a superar os $87 por barril. É o máximo desde 2024. A dimensão do conflito no Médio Oriente, que se estende agora de Chipre à Arábia Saudita, ameaça provocar perturbações significativas no fornecimento global de petróleo, com os analistas a avisarem que um conflito prolongado pode levar o preço do petróleo para valores acima dos $100. Já o ministro da Energia do Qatar avisa que o conflito no Médio Oriente pode levar o preço do petróleo até aos $150 por barril e deitar abaixo as economias mundiais.

E esta manhã aterrou em Lisboa mais um avião com cerca de 150 cidadãos repatriados do Médio Oriente. A maioria dos passageiros era portuguesa.

Um avião da TAP que aterrou por volta das 11h15 e que participou nesta operação de repatriamento das autoridades portuguesas. O voo foi fretado pelo Estado português. O repórter João Lourenço acompanhou esta chegada ao aeroporto de Lisboa e, João, já se sabe que o próximo voo de repatriamento deve sair da Arábia Saudita.

E é uma das garantias dadas por Emídio Sousa em declarações aos jornalistas há pouco na chegada destes passageiros provenientes do Omã. Emídio Sousa diz mesmo, sem quaisquer mais garantias, até porque este tipo de voos são feitos no máximo sigilo, que a próxima aeronave deve mesmo arrancar da Arábia Saudita.

A hipótese que pomos em cima da mesa, se avançarmos com o voo próprio, será via Arábia Saudita.

A contagem do número de pessoas que devem ser repatriadas nas próximas horas ainda não está atualizada. Emídio Sousa afirma que a recontagem está a ser feita, novos contactos no terreno estão a ser efetuados. No entanto, garante que nas próximas horas mais voos podem acontecer, como ouvimos agora desde já da Arábia Saudita, ou também em participação com outros países europeus.

Estamos agora a fazer novamente uma ronda pelas pessoas que lá estão para ver os que têm vontade de vir, porque há duas situações que é importante distinguir. Os residentes, a maioria quer continuar lá, sentem-se seguros, os meios de defesa aéreos dos países onde estão funcionam bem e há os viajantes que foram apanhados numa situação, muitas vezes, até de transbordo de avião, esses querem vir. Portanto, são duas situações diferentes.

Foram cerca de 140 portugueses que chegaram aqui ao Aeródromo de Figo Maduro, nesse avião fretado pelo Estado português, uma aeronave da TAP. Um desses passageiros, de seu nome João Oliveira, disse que nas primeiras horas do conflito teve medo, até porque mora num prédio muito perto da zona da queda dos mísseis.

Eu senti mais medo em minha casa, porque a minha casa era perto de onde os mísseis estavam todos a arrebentar, do que propriamente na viagem. Na viagem já estava ok, pelo menos estou em movimento, estou a sair dali.

Fica um dos vários relatos que recolhemos destes passageiros que chegaram agora a Figo Maduro, chegaram, neste caso, mais tranquilos. Era esse o ambiente que descreveram no voo que arrancou de Omã, que esteve ainda em paragem técnica em Atenas, na Grécia, e que agora já está em Lisboa. Os passageiros estão são e salvos. Muito provavelmente, haverá nos próximos dias mais portugueses a chegarem do Médio Oriente.

João Lourenço em direto do aeroporto de Lisboa. No total, em dois voos, chegaram hoje 186 passageiros a Lisboa, vindos do Médio Oriente.

E na política nacional, o governo pede aos deputados para não caírem na tentação de querer governar. Em causa, a aprovação do pagamento do layoff a 100% para as empresas das zonas afetadas pela tempestade Cristina.

A proposta foi aprovada no Parlamento contra a vontade do governo. Esta manhã, num debate sobre a forma como o Executivo tem sido fiscalizado pela Assembleia da República, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, pediu aos deputados para não confundirem as funções de cada órgão de soberania.

Que nunca se caia na tentação desequilibradora de confundir fiscalização parlamentar com a parlamentarização da governação, situação reprovável e ofensiva dos rudimentos mínimos do princípio da separação dos poderes constitucionalmente previsto, em que os parlamentos poderão ensaiar intrusões na esfera constitucional do poder executivo, aproveitando anseios circunstanciais de maiorias parlamentares.

Carlos Abreu Amorim, em resposta aos deputados na Assembleia da República, em que adiantou também que os ministros estiveram no Parlamento mais de 500 vezes durante o anterior governo de Luís Montenegro.

E o antigo ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, considera que o governo se deixou fragilizar com as críticas de Pedro Passos Coelho.

Em causa estão críticas deixadas por Passos Coelho à governação de Luís Montenegro. Nos últimos dias, o antigo primeiro-ministro defendeu que o Executivo devia ter procurado um acordo com o Chega ou o Iniciativa Liberal para assegurar reformas. Ora, nesta sequência, Luís Montenegro propôs antecipar as eleições diretas do PSD e deixou no ar um desafio a Passos Coelho para concorrer. Ouvido no "Explicador" desta manhã, o antigo ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, interpreta o discurso do ex-primeiro-ministro como uma crítica construtiva, mas considera que o Executivo se deixou afetar.

O governo é que se deixou fragilizar pela resposta que teve às críticas

O Dr. Passos Coelho fez um conjunto de críticas, algumas delas eu poderei concordar, outras nem tanto, mas fez as críticas, as mesmas de que o governo do Dr. Passos Coelho, de que fiz parte, foi alvo de imensas críticas por parte de figuras destacadas do PSD e não foi por isso que deixamos de fazer o nosso trabalho. Penso que o Dr. Monteiro, como digo, está eventualmente, profilaticamente a querer olhar para uma ameaça que ele sentirá dentro do partido e que não é o Dr. Passos Coelho. São formas de responder, mas o que me parece é que as críticas pretenderam ser construtivas. Se o senhor primeiro-ministro tem uma leitura diferente, enfim, ele saberá explicar.

A interpretação de Fernando Leal da Costa. Também Carlos Carreiras, ex-autarca de Cascais, vê um ponto de vista construtivo nas palavras do antigo primeiro-ministro. No entanto, Carlos Carreiras alerta para problemas estruturais que impedem qualquer governo de avançar com reformas necessárias para o país.

Acho que é a obrigação de qualquer militante, ainda para mais militante, como é o caso de Pedro Passos Coelho, que possa contribuir com o seu conhecimento. Portanto, nesse sentido, foi pelo menos como eu identifiquei as últimas intervenções. De facto, por vezes não é possível ir ao ritmo que nós queremos. Não está sequer a nível do primeiro-ministro. Está muito nas estruturas intermédias. Eu tenho uma grande admiração pelo Pedro Passos Coelho, mas tenho também algumas divergências. O país não está para se ir para extremos, tem que voltar outra vez a centrar-se.

Declarações de Carlos Carreiras, ex-presidente da Câmara de Cascais, no Explicador desta manhã.

12:08, Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade?

O coordenador do Bloco de Esquerda acusa Paulo Rangel de não ter condições para continuar a ser Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Nas redes sociais, Jamil Poreza cita uma notícia d'O Expresso, que dá conta de que os Estados Unidos fizeram sete voos a partir das Lajes para apoiar os ataques ao Irão, diz que Portugal foi cúmplice de Donald Trump ao violar o direito internacional e acusa Paulo Rangel de ter omitido a informação. A Lufthansa confirma que quer participar no processo de privatização da TAP e prepara-se para avançar com uma proposta. Além de sinergias industriais, a Lufthansa admite novos investimentos em Portugal, incluindo a eventual criação de uma escola de formação de pilotos. A UEFA castigou o Real Madrid por racismo durante o jogo contra o Benfica em Espanha. Em causa estão comportamentos racistas ou discriminatórios por parte dos adeptos madrilenos. O Real vai ser multado em €15 mil, além de uma sanção de um jogo de encerramento de um setor do estádio, que só será cumprido em caso de reincidência.

Luís Soares e o Jornal do Meio-Dia.