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Vamos atualizar as notícias. A edição é do Miguel Videira. António José Seguro arranca as presidências abertas no início de abril. Vai passar por Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém.

O presidente da República já tinha avançado, ainda durante a campanha para a segunda volta, que pretendia começar a iniciativa na zona centro do país para visitar as zonas afetadas pelo mau tempo e agora já há data. Vai acontecer na semana de 6 de abril, logo a seguir à Páscoa. É o que se pode ler no site da presidência. Seguro pretende ouvir as populações, ver os impactos das intempéries, assim como as necessidades de resposta e recuperação das zonas afetadas. Na nota partilhada hoje, ainda não há qualquer informação sobre o detalhe deste programa, que vai ser divulgado mais adiante.

E Miguel, a Infraestruturas de Portugal já resolveu mais de 90% dos cortes de estradas causados pelas tempestades.

O que corresponde a perto de 300 ocorrências, 300 casos resolvidos. De acordo com o Ministério das Infraestruturas, há ainda cerca de três dezenas de situações por resolver, problemas nas estradas. Na ferrovia, faltam solucionar dois problemas: a retoma da circulação na linha do Oeste Sul das Caldas da Rainha e também na linha da Beira Baixa. Ao todo, a tutela contabiliza entre infraestruturas rodoviárias e ferroviárias mais de 4200 ocorrências. O governo disponibilizou uma verba extraordinária de € 400 milhões para a Infraestruturas de Portugal, com o objetivo de promover os trabalhos de recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo.

Olhamos também para a situação internacional. Continua a tensão entre Israel e o Líbano. Tel Aviv emitiu ordens de evacuação para vários bairros em Beirute.

Tem sido uma constante ao longo dos últimos dias. Numa publicação na rede social X, o porta-voz militar israelita deixa esse alerta direcionado a vários bairros nos subúrbios do sul de Beirute. Garante que o exército de defesa não vai atacar qualquer pessoa que se encontre perto de elementos do Hezbollah, das instalações do grupo terrorista libanês. Pretende salvaguardar as vidas de civis. A Reuters informa também que o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, afirma que o governo não tem qualquer intenção de iniciar conversações diretas com o Líbano nos próximos dias, uma possibilidade que havia sido aventada pela imprensa internacional. Garante também que não comunicou aos Estados Unidos que se encontrava com o estoque reduzido de interceptores de mísseis, ao contrário do que é noticiado.

E Miguel, entretanto, o Irão diz ter atingido dois alvos em Israel.

O quartel-general de uma unidade especial da polícia israelita e o Centro de Comunicações por Satélite da Defesa de Gilat, anúncio divulgado pela imprensa do Irão, que já esta manhã tinha dado conta de um ataque iraniano aos Emirados Árabes Unidos. Teve como alvo as forças norte-americanas na base de Al-Dafra. Nas últimas horas, há também registro de uma nova ofensiva reivindicada por Tel Aviv. As Forças de Defesa de Israel anunciaram nas redes sociais um ataque em larga escala contra infraestruturas do regime iraniano no oeste do país.

Donald Trump recusou um acordo com o Irão para um cessar-fogo no Médio Oriente e diz que pode voltar a atacar a ilha de Kharg só por diversão.

Foi essa a expressão usada pelo presidente norte-americano numa entrevista à NBC News, depois de ter atacado a pequena ilha do Golfo Pérsico, que funciona como ponto estratégico para as exportações de petróleo do Irão. É desta ilha que sai 90%, aproximadamente, das exportações de crude iraniano. Trump garante também que foi oferecido um acordo por Teerão, pelo regime, e que foi prontamente recusado por considerar o presidente dos Estados Unidos que os termos não são bons o suficiente. A especialista em assuntos internacionais, Ana Cavallieri, aponta dois possíveis interlocutores iranianos para chegar a um acordo de paz com o presidente norte-americano. Foi no gabinete de guerra desta manhã aqui na antena do Observador.

Eu acho que ele vê Pezeshkian, que é o presidente, e também Araghi, que é o ministro dos Negócios Estrangeiros, como os interlocutores para esta fase de transição. Isto porque Pezeshkian é alguém que, dentro daquilo que é o standard que a pessoa pode ter relativamente às instituições políticas iranianas, é alguém mais moderado e mais reformador e também tem uma legitimidade democrática.

Dois possíveis interlocutores, eventualmente aceitos por Donald Trump para o início de conversações de paz. Donald Trump manifestou nesta entrevista à NBC News também surpresa com a retaliação iraniana direcionada aos países aliados dos Estados Unidos na região do Golfo. Fala em ataques desnecessários contra países, expressão de Trump, fantásticos.

E a Ucrânia quer contribuições financeiras e tecnológicas como moeda de troca para ajudar na defesa contra os drones iranianos no Médio Oriente.

São essas as condições colocadas em cima da mesa por Volodymyr Zelensky. De acordo com a agência Reuters, o presidente ucraniano enviou especialistas a quatro países do Médio Oriente. Cada equipe é composta por dezenas de pessoas. Em caso de acordo, poderão realizar avaliações especializadas e demonstrar como devem funcionar os sistemas de defesa contra drones.

E numa altura em que cresce a preocupação em torno do aumento do preço do gás natural, Portugal tem potencial para produzir 60% do gás que consome, mas para isso precisa de apostar no biometano. É o que conclui o mais recente estudo encomendado à Roland Berger pela Floan, o principal grupo de distribuição de gás natural no país.

Que quer posicionar o biometano como alternativa renovável ao gás natural. Até 2030, a meta fixada no Plano Nacional de Biometano passa por substituir 9% do gás consumido no país por esta fonte de energia limpa e renovável. Meta que, ainda assim, fica aquém de outros países europeus. A Dinamarca, por exemplo, tem uma taxa de 40% a 50%, e França define como meta os 20% até final da década. O presidente Floan, Gabriel Sousa, sublinha os impactos positivos do biometano para a economia

Isto é muito importante, porque estamos a falar de reduzir em 9% as importações, de reduzir as emissões, porque é um gás que, conforme eu dizia, é renovável, é produzido a partir dos resíduos da atividade de diversos setores, e portanto, reduz as emissões do país.

Além de ajudar a diversificar as fontes de consumo para algumas indústrias como a agropecuária, o biometano pode ser também uma grande ajuda na redução de emissões de dióxido de carbono. E para os consumidores, garante Gabriel Sousa, não há qualquer diferença.

CH₄, que é exatamente a fórmula do metano, serve tanto para gás natural como para biometano. E portanto, tem esta enorme facilidade quando comparado com o hidrogênio, é que nós não sentimos nada nas nossas casas. Deixe-me fazer aqui uma analogia, é como a eletricidade verde. Nós quando ligamos o interruptor da nossa casa ou quando uma unidade industrial liga um sistema qualquer elétrico, não tem a mínima noção se aquele elétron é cinzento ou é verde.

O presidente da Flowan, Gabriel Sousa, entrevistado pela grande repórter do Observador, Ana Suspiro. Em Portugal há duas cidades que nesta altura estão a ser abastecidas totalmente através do biometano: Évora e Portimão. 12h07, está com a Rádio Observador. Já a seguir, em 40 minutos. Esta semana a convidada é a Blaia. Vamos ouvir essa entrevista já já a seguir, mas antes, Miguel, vamos ainda a outras notícias em destaque. E começamos com alerta. Atenção ao mar no arquipélago dos Açores. Entre segunda e terça-feira há um aviso amarelo para as ilhas do grupo ocidental, devido à agitação marítima. O IPMA revela que o aviso vai estar ativo entre as 17h00 de segunda-feira e as 23h00 de terça-feira. Em Sesimbra, decorre a esta hora uma manifestação contra o abate massivo de pinhais no concelho. O protesto é organizado pelo movimento Cidadania Mequ livre. Começou às 10h00, na Herdade do Cabeço da Flaúta. Andrea Kimi Antonelli é o grande vencedor do Grande Prêmio da China de Fórmula 1. É a terceira vitória do piloto da Mercedes, que com este resultado se torna o segundo piloto mais novo de sempre a vencer um Grande Prémio. George Russell terminou em segundo lugar. A fechar o pódio, o piloto da Ferrari, Lewis Hamilton. A Fórmula 1 está de regresso este mês, dia 27, ainda na Ásia, Grande Prêmio do Japão.