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Jornal do Meio-Dia. Jornal do Meio-Dia, que tem a edição do Miguel Videira. Miguel, ficou em prisão preventiva o homem suspeito de ter atirado um coquetel molotov contra os manifestantes que participavam na iniciativa Marcha pela Vida.

É a medida de coação mais gravosa. A informação é avançada por fontes judiciárias à agência Lusa. O homem de 39 anos foi ontem detido pela Polícia Judiciária. Está indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, posse de arma proibida, incêndio, explosão e ofensas à integridade física. É isso que é referido no comunicado ontem divulgado pela Polícia Judiciária. Este caso faz precisamente manchete a esta hora em observador.pt. Os jornalistas Miguel Pinheiro Correia e Pedro Rainho desvendam quem é Nelson, o designer gráfico militante do PS, partido que decidiu, entretanto, suspender a militância, através de testemunhos de quem privou com o protagonista deste caso, que ficou há pouco a saber se vai aguardar pelo desenrolar do processo em prisão preventiva.

Terrorismo é a expressão usada pelo socialista Manuel Pizarro para qualificar as reservas em torno da escolha de Tiago Antunes para Provedor de Justiça.

O antigo secretário de Estado dos governos de António Costa e José Sócrates é o nome indicado pelo PS no âmbito do acordo com o PSD para a eleição dos órgãos externos ao Parlamento. Não é o nome consensual. A Iniciativa Liberal, por exemplo, mas também o Chega, questionam a independência de Tiago Antunes e ontem o Observador noticiou que mesmo entre a bancada do PSD e do PS, há reservas quanto à escolha de Tiago Antunes. O socialista Manuel Pizarro não compreende, considera as críticas uma espécie...

Uma espécie de terrorismo contra essa pessoa. Assim não vamos lá. Eu estou muito preocupado com a incapacidade que os líderes partidários têm demonstrado de compreender que o país não pode estar à espera destas indecisões e deste questionar permanente de tudo.

Manuel Pizarro, o que é o terrorismo contra um candidato? Está a referir-se concretamente aqui?

Refiro-me a qualquer suspeição que ponha em causa a total integridade profissional e pessoal do doutor Tiago Antunes, que é o candidato indigitado para Provedor de Justiça. O facto de as pessoas terem um percurso partidário não pode significar que elas estão inibidas de ocupar lugares que exigem adequada isenção.

É o que defende o antigo ministro da Saúde, entrevistado pela jornalista Carla Jorge de Carvalho, sobre as reservas entre os deputados do PS quanto à escolha de Tiago Antunes para a Provedoria de Justiça. Manuel Pizarro considera normal. Foi o convidado do Explicador desta manhã, em que participou também Fernando Negrão, o antigo ministro e deputado do PSD, sublinha que este episódio não é caso único.

Isto que está a acontecer, de contestação do nome e da possibilidade de não vir a ser eleito pelo voto direto dos deputados, não é nenhuma novidade no que diz respeito à eleição de provedores de justiça. Eu recordo-me uma vez, já não me lembro bem quem é que veio a ser provedor de justiça, mas levou, salvo erro, três ou quatro votações até conseguir eleger uma personalidade como Provedor de Justiça. Portanto, se porventura não for eleito o candidato indicado pelo Partido Socialista hoje, não é nenhuma novidade.

É isso que diz Fernando Negrão, antigo ministro da Justiça. A eleição do novo provedor e demais órgãos externos ao Parlamento está agendada para às 15h.

E Miguel, o grupo de trabalho que tem como objetivo estudar o que esteve na origem do apagão prevê entregar o relatório no final deste mês. A ideia é fazê-lo mesmo no dia 28 de abril, o dia em que se assinala um ano deste episódio.

A data é avançada à Rádio Observador pelo coordenador deste grupo de trabalho, o deputado do PSD, Carlos Cação. O grupo de trabalho foi criado em julho de 2025 e investiga precisamente as causas e medidas para prevenir novos cortes de eletricidade. O último corte afetou tanto Portugal como Espanha. Sem querer revelar quais as conclusões, o coordenador do grupo, o deputado Carlos Cação, diz que poderá sair uma espécie de guião para o governo para futuras crises.

É um guião que pode depois cada grupo parlamentar ter alguma iniciativa parlamentar, algumas sugestões ao governo. Há aqui, efetivamente, um empenho de todos os grupos parlamentares de concluirmos este trabalho com sucesso e ele vai ser conseguido, tenho a certeza absoluta. E a partir daí, depois também cabe a cada grupo parlamentar tomar as suas iniciativas legislativas em função das conclusões do relatório.

É o que diz Carlos Cação, coordenador deste grupo de trabalho, onde está também o deputado socialista Pedro Vaz, foi, de resto, quem propôs a criação deste grupo. Espera que o governo tenha em consideração as conclusões plasmadas no relatório final. No entanto, tem dúvidas.

Espero, apesar de este governo ter uma dimensão muito grande de autossuficiência, de soberba no que diz respeito às propostas das outras forças políticas ou mesmo até de outros stakeholders, de outras entidades da sociedade.

É isso que diz o deputado do PS, Pedro Vaz, que foi ouvido pela Rádio Observador. O grupo de trabalho já fez mais de 80 audições desde que foi criado. Este ponto de situação relativo ao trabalho deste grupo é tema em destaque no OPOQUE desta semana, o "Onde Pára o Caso", que vai poder ouvir depois do jornal das 17h.

23 cirurgiões do IPO do Porto, Miguel, apresentaram escusa de responsabilidade. Estes profissionais de saúde alertam que os doentes estão em risco por falhas organizativas.

Sim, os médicos dizem que não têm condições para garantir os devidos cuidados dos doentes. Os cirurgiões explicam, por exemplo, que estão a ser chamados para assegurar casos da área de especialidade que não é deles durante a noite, fins de semana e feriados, o caso de urologia e também otorrinolaringologia.

Já o conselho de administração do IPO rejeita que os cuidados dos doentes oncológicos estejam em risco. A unidade hospitalar garante que tem uma resposta consistente de todas as situações urgentes.

No comunicado enviado há instantes à Rádio Observador, o IPO do Porto garante que tem uma estrutura consolidada de resposta, que inclui uma equipa médica multidisciplinar, um modelo que garante a resposta a situações urgentes. Acrescenta que nenhum hospital do SNS tem todas as especialidades médicas de forma contínua e a organização funciona em rede, por decisão da tutela. Por exemplo, as especialidades de urologia e otorrinolaringologia funcionam no Hospital de São João. Este esquema nunca colocou em causa a segurança dos doentes, garante a administração do IPO do Porto, em comunicado. Informa também que a unidade dispõe de um serviço de atendimento não programado, aberto 24 horas por dia, com três cirurgiões e que mantém as escalas de prevenção próprias em função do perfil clínico específico dos doentes internados. A instituição lamenta ainda o disseminar de informação alarmista por parte do Sindicato dos Médicos do Norte.

E a antiga vereadora da Câmara de Lisboa, Filipa Roseta, considera que o Estado deve ter um papel central na luta contra a crise da habitação.

Não, excluindo parcerias com o setor privado. A Filipa Roseta foi a convidada da Comissão de Inquérito das manhãs "360". A arquiteta e antiga vereadora da Câmara de Lisboa diz que a chave para resolver o problema da habitação passa pelo uso das propriedades do Estado.

A chave do nosso país é a propriedade pública do Estado, que não está a ser aproveitada para este fim. O maior proprietário que não está a pôr os seus produtos no mercado é o Estado. Portanto, qualquer coisa no caso de Lisboa, no Conselho de Lisboa, que está uma pressão brutal no Conselho de Lisboa, nós temos qualquer coisa como 30 mil habitações que podem ser feitas em propriedade que está ainda por desenvolver. Destas 30 mil, 15 mil são públicas.

Números avançados esta manhã aqui na antena do Observador pela antiga vereadora com o plano da habitação, Filipa Roseta, foi a convidada da comissão de inquérito.

12h09, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?

A taxa de inflação da zona euro, os países da moeda do euro, referente ao mês de março, foi revista em alta para 2,6%, +0,1 pontos percentuais face à previsão anterior. Há também dados do Eurostat relativos à inflação em todos os países da União Europeia. Há uma subida de 2,8% dos preços. Esta revisão em alta é justificada com o aumento da subida do preço da energia face à crise provocada pela guerra no Médio Oriente. Um adolescente de 16 anos foi hoje detido por suspeitas de ter violado duas colegas de escola durante uma visita de estudo à Lourinhã. É também suspeito de ter sequestrado uma delas, a informação é avançada pela Polícia Judiciária em comunicado. Durante a visita de estudo, os alunos pernoitaram numa pousada da juventude na Lourinhã. O suspeito entrou no quarto das jovens e chegou a trancar-se com uma delas numa casa de banho. A PJ adianta que o adolescente vai agora ser apresentado a um primeiro interrogatório judicial para definir as medidas de coação a aplicar.