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Do dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia, com a edição do Miguel Videra. Miguel, estão a decorrer uma série de audições de vários ministros no Parlamento. Começamos pelo ministro da Administração Interna, que considera que os movimentos de extrema-direita representam hoje, em Portugal, uma ameaça maior que os grupos de extrema-esquerda.

Foi em resposta a uma pergunta do deputado da Iniciativa Liberal, Rui Rocha?

A ameaça de extrema-direita é muito maior. Têm armas, matam, ameaçam, coagem. É evidente que a extrema-esquerda radical está numa ascensão do ponto de vista europeu e é evidente que já teve aqui atos. Eu fui o primeiro a condenar os atos da arremesso do coquetel Molotov da Marcha Contra a Vida e fui o primeiro a apelidar que poderíamos estar perante um ato terrorista.

Sejam de direita ou de esquerda, os movimentos extremistas são uma preocupação para o ministro da Administração Interna, que foi também confrontado nesta audição com a preparação da época de incêndios.

Há mais meios que foram apresentados através do DECIR, mais meios humanos, mais meios do ponto de vista de equipamentos e, por isso, isso dá-nos algumas garantias, mas sendo certo que nenhum país pode dizer, até os países mais ricos, debelarem as grandes calamidades. Eu quero dizer, relativamente à questão da limpeza da A1, na A23 e de outra área que aqui referiu, que continua por limpar, há, de facto, alguma falta de limpeza, mas nós temos uma Constituição que fala na propriedade privada e a propriedade privada põe este obstáculo.

Um obstáculo sublinhado por Luís Neves, o ministro da Administração Interna, que continua a ser ouvido a esta hora na Assembleia da República.

Avançamos para a audição de outro governante. O ministro dos Negócios Estrangeiros está otimista, mas cauteloso com o processo de paz no Médio Oriente.

Paulo Rangel afirma que existem sinais positivos sobre a estabilização no Estreito de Ormuz. Ainda assim, o titular da diplomacia portuguesa levanta algumas reservas com a situação no Líbano, sobretudo devido às pressões de Israel.

Olhando à liberdade de navegação e ao tempo estabelecido para falar sobre o programa nuclear, esses dois pontos essenciais estão abrangidos. Há aqui uma incerteza, de facto, que tem a ver com a questão do Líbano. Nem todos os mediadores eram favoráveis a isso, que o Líbano ficasse neste processo. A ideia era que poderia haver dois processos paralelos, uma paz entre o governo libanês e Israel e outro este processo, o que poderia dar menos imprevisibilidade ao curso dos acontecimentos.

Paulo Rangel, em resposta aos deputados da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, voltou a salientar a conquista de Portugal ao ser eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

E por questões de agenda, nenhum dos líderes partidários e parlamentares vai marcar presença no jogo de estreia de Portugal, hoje, no Campeonato do Mundo de Futebol.

Declinaram o convite feito pela Federação Portuguesa de Futebol, um tema abordado esta manhã aqui na antena do Observador. Os líderes das bancadas de PSD, Chega e PS da Assembleia da República foram os convidados da Comissão de Inquérito. O social-democrata Hugo Soares não vai estar em Houston, palco do encontro, mas sublinha que a aceitação do convite não viola qualquer regra e acrescenta a este propósito um lamento.

Honestamente, a demagogia à volta destas questões é algo que me incomoda com toda a sinceridade. É uma questão, evidentemente, também de representação parlamentar no momento, que é um momento importante para a vida coletiva. Quem quiser mesmo atribuir essa importância ao futebol ou está desligado da realidade ou não percebe nada do que está a acontecer. Eu tenho o maior dos gostos em, sabendo que não violo nenhuma regra, sabendo que ninguém me está a oferecer nada para eu fazer uma coisa a favor de alguém, sabendo que o convite é um convite sincero, que nos permite estar com as nossas comunidades, eu quero dizer, eu tenho todo o gosto em aceitar o convite.

A mesma ideia é defendida pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto.

É um convite importante para todos nós. Ficamos satisfeitos que a Federação Portuguesa de Futebol tenha feito isso. É uma representação quer do partido, quer também da Assembleia da República, ou seja, o convite não é pessoal, não é um convite para o Hugo Soares, para o Pedro Pinto, para o Eurico Brilhante Dias. Não, é para os líderes, os líderes parlamentares, fosse eu qual fosse. A primeira coisa que eu fiz quando recebi o convite foi indicar a falar com o gabinete do presidente da Assembleia da República para ver se podíamos ou não aceitar esse convite, porque acho que é assim que as coisas se têm que fazer. E depois, nós também sabemos que demora a tratar o visto para os Estados Unidos, porque para os Estados Unidos também precisamos de visto. Depois, foi ver a agenda. E depois a verdade é que com esta agenda é impossível estar a sair daqui neste momento.

Do lado do PS, também a agenda dificultou a aceitação do convite e a este propósito, Eurico Brilhante Dias procura desmistificar a ideia de privilégio.

Nós temos alguma pedagogia a fazer sobre essa questão, no sentido de perceber que os portugueses votam em políticos que representam. Ir ao futebol, e é preciso que as pessoas tenham consciência, uma ida a Houston nestas circunstâncias, isso significa fazer um voo de sete ou oito horas para lá, ver o jogo e regressar num avião sete ou oito horas. Portanto, não é propriamente um passeio, mas é uma obrigação de representação institucional, que deve ser vista assim. Eu espero, pelo menos, que este momento de discussão sobre isto clarifique o assunto também na opinião pública.

As palavras de Eurico Brilhante Dias, do PS, que com Hugo Soares e Pedro Pinto estiveram esta manhã na Comissão de Inquérito da Rádio Observador.

E a poucas horas da estreia de Portugal no Campeonato do Mundo frente à República Democrática do Congo, o selecionador nacional pede que se sonhe, sim, mas com os pés assentes na Terra.

Foi durante a conferência de imprensa desta madrugada de antevisão da partida de mais logo.

O sonho comanda a vida para todos nós. Vocês, como jornalistas, tudo é um sonho e comanda a vida. Para nós, a seleção portuguesa é um sonho que comanda o nosso mundial. Faz sentido que o nosso presidente, que o nosso capitão Falam do sonho. Eu também tenho o sonho e temos o mesmo, mas a minha responsabilidade é mostrar que o mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado.

Com esta primeira etapa, o Congo e uma certeza: Rúben Dias não vai a jogo.

O Rúben teve um golpe durante o jogo contra a Nigéria e fizemos os testes. Está tudo bem estruturalmente e agora é só não arriscar.

Rúben de fora, Bruno Fernandes é quase certo, deve ser titular. O médio também marcou presença na conferência de imprensa, ao lado de Roberto Martínez, e quis deixar uma mensagem aos adeptos, em particular aos mais novos.

Eu já fui essa criança que, em 2004, no Europeu, que foi a primeira que eu tenho memória, caminhava pelas estradas até os ecrãs gigantes para tentar ver Portugal com uma bandeira às costas, a bandeira pintada na cara. E eu vejo um pouco desse menino ainda em campo e mais do que isso, quero que esses meninos que tanto olham pra nós e tanto nos idolatram, possam amanhã sentir-se bem representados e sonhar cada vez mais em um dia poder cá estar, porque foi assim que começou o meu sonho e hoje estou aqui e espero que muitos deles consigam também alcançar esse sonho.

Miúdos, graúdos e assim, assim, muitos deles, muitos de nós, mais logo colados à televisão e à rádio para acompanhar este Portugal-Congo. Estreia da seleção nacional na fase final do Campeonato do Mundo. A emissão especial, João, aqui na antena do Observador, arranca a que horas?

Arranca depois do jornal das 17h para acompanhar esse Portugal-República Democrática do Congo, com relato em direto do Ricardo Loureiro, comentários de Augusto Inácio, Gabriel Alves e também de Pedro Henriques. Oito minutos para lá do meio-dia. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

É oficial, Bernardo Silva vai jogar no Real Madrid na próxima temporada. Informação confirmada há pouco pelo clube espanhol, num comunicado publicado na página oficial do Real Madrid. O internacional português de 31 anos saiu do Manchester City a custo zero, em final de contrato. Bernardo Silva assina por duas épocas pelo Real Madrid. É o segundo reforço de José Mourinho, depois do lateral espanhol Marc Cucurella também ter assinado pelo clube da capital espanhola.

Miguel Vieira e o jornal do meio-dia.