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Meio-dia. Edição do Miguel Videira. Luís Montenegro abriu o Congresso do PSD com críticas à oposição por causa do chumbo da Lei Laboral.
Diz que o Chega tem falta de coragem e acusa os dois maiores partidos com representação parlamentar, que estão em empate técnico, de impedirem o Governo de realizar reformas. Seguimos em direto para Sangalhos, ao encontro do jornalista Vasco Maldonado Correia, um dos jornalistas do Observador que acompanha este congresso número 43 do PSD. Vasco, foi um discurso do presidente social-democrata virado para fora, tendo em deimento o chumbo do pacote laboral que aconteceu ontem no Parlamento.
Uma resposta agora mais firme a esse chumbo do pacote laboral, com críticas tanto ao Partido Socialista como ao Chega, para o partido de André Ventura, cujo voto acabou por ser decisivo à última hora para esse desfecho de ontem no Parlamento. O presidente do PSD aponta uma falta de vontade de querer mesmo mudar o país e, acima de tudo, falta de coragem ao Chega.
Nós respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento, ao imobilismo e à falta de coragem. São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade.
Críticas de Luís Montenegro que também se estendem ao PS. Diz que vai assistindo à afirmação de uma tendência no partido de José Luís Carneiro, de fingir que está disponível para cooperar com o Governo, acabando depois por se retirar de toda e qualquer negociação, para obrigar assim o Executivo a negociar com o Chega e apresentar-se depois como única alternativa ao poder. O primeiro-ministro lembrou que o Governo e a oposição devem cumprir o papel que lhes foi designado pelo povo. Lamenta, por isso, que o PS e o Chega se tenham juntado ao longo dos últimos tempos, mais do que era suposto e estava previsto. Palavras de Luís Montenegro, que numa altura em que se fala de eventual crise política, responde assim:
Creio que já perceberam que quatro anos depois de ter assumido a presidência do PSD e dois anos depois de ser primeiro-ministro, exercer as funções de primeiro-ministro, eu estou tudo, mas é que é mesmo tudo, menos preocupado com o meu futuro político. Sabem que eu sou de assumir o risco, de ousar, de sonhar. Não sou de me intimidar.
O primeiro-ministro aqui no discurso de abertura do Congresso do PSD, que vem apresentar uma moção que defende que o Governo se deve manter fora de um bloco central com o PS e continuar a praticar o "não, é não" com o Chega.
Vasco Maldonado Correia, com as linhas essenciais da intervenção de Luís Montenegro no discurso de abertura do congresso número 43 dos social-democratas, que decorre no Conselho de Anadia. Com essas críticas a PS e Chega por causa do chumbo da Lei Laboral na generalidade, que aconteceu ontem na Assembleia da República, diz Luís Montenegro que para mudar é preciso coragem. O Observador sabe que o PSD foi apanhado de surpresa com este chumbo do Chega. Na quinta-feira, o líder parlamentar Hugo Soares tinha garantido que a proposta de lei do Governo ia ser aprovada. Não aconteceu. A proposta caiu com os votos contra do Chega e de toda a esquerda. PSD, CDS e Iniciativa Liberal votaram a favor.
E seguimos, Miguel. Face ao aumento das temperaturas, a GNR reforçou os meios para a prevenção e detecção precoce de incêndios rurais.
Há uma preocupação. Há 210 patrulhas móveis diárias e 20 adicionais, asseguradas pelas Forças Armadas. Isso mesmo foi anunciado hoje pela Guarda Nacional Republicana. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o IPMA, colocou mais de 20 conselhos do país em risco máximo de incêndio rural na região Centro e no Algarve. Nos próximos dias, o risco aumenta também para a região Norte de Portugal continental.
Isto porque os termômetros vão atingir, Miguel, temperaturas muito altas nos próximos dias, a começar já hoje.
Perto dos 40 graus. 39 graus em Évora, 38 em Castelo Branco e Beja. As temperaturas aumentam ainda mais amanhã. Há oito distritos do interior Norte, Alentejo e Centro sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. As temperaturas altas vão manter-se nos próximos dias e vai também aumentar o número de distritos sob aviso do IPMA.
Vamos ainda ao Médio Oriente. Subiu para 16 o número de mortos que resultam de um ataque israelita no sul do Líbano.
Mais um ataque, apesar do anúncio de ontem à tarde de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Os números são avançados pela agência de notícias estatal do Líbano. Face a estes ataques, o Irão volta a avisar que os Estados Unidos têm de garantir que Israel cessa os ataques a território libanês, um dos pontos do memorando de entendimento alcançado por iranianos e norte-americanos. Ontem surgiram informações de que Teerão tinha decidido suspender as negociações com os Estados Unidos, precisamente por causa dos ataques israelitas ao Líbano.
A verdade é que não aconteceu a ronda negocial que estava prevista para ontem na Suíça, mas ao que tudo indica, Miguel, deve acontecer hoje.
Sim, um alto funcionário da administração norte-americana dá conta que o enviado especial de Donald Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, viaja este sábado para a Suíça. Viagem que foi ontem cancelada, segundo a Casa Branca, por motivos logísticos.
É agora 12:06, Miguel, vamos ainda dar destaque a outras notícias a esta hora.
Há mais de 2000 queixas relacionadas com táxis e TVDE registadas no livro de reclamações eletrónico em 2025. Representa um aumento de 25% face ao ano anterior. Segundo a Direção-Geral do Consumidor, os principais motivos de reclamação foram a faturação e os pagamentos. Numa nota divulgada hoje, o organismo sublinha a importância dos consumidores verificarem previamente as condições do serviço, nomeadamente os preços aplicáveis e os meios de pagamento disponíveis. Está agendada para esta tarde, em Lisboa, uma manifestação convocada pelo movimento Vida Justa. Em causa a decisão judicial do processo do caso Odair Moniz, injusta e desumana, é o que diz o movimento sobre a pena suspensa de três anos e meio aplicada ao agente da PSP que atingiu Odair Moniz a tiro durante uma operação policial na Cova de Moura. O movimento Vida Justa chama também a atenção para aquilo que considera ser o racismo estrutural da Justiça em Portugal. A manifestação arranca às 17h do Largo de São Domingos e termina no Largo José Saramago. A fechar, João, o Rock in Rio está de regresso, arranca já hoje no Parque Tejo. O festival volta a reunir alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional e promete, ao longo dos próximos dias, milhares de visitantes na cidade do Rock. Quem toca hoje?
Vamos descobrir. Gostas, Miguel? É do teu agrado? Não havia que ter mentido, por favor. Katy Perry é a cabeça de cartaz deste primeiro dia do Rock in Rio. Tem já a lotação esgotada e hoje atuam também no palco principal, no Palco Mundo, Pedro Sampaio, Charlie Puth e Calema.
Isso mesmo, sendo que o dia de amanhã, domingo, também está esgotado e traz o regresso da banda de rock Linkin Park a Lisboa 12 anos depois. Mas hoje o destaque é Katy Perry.
Que o Miguel Ribeiro vai agora vibrar imenso no final deste jornal. Ficamos com Katy Perry a fechar este jornal de meio-dia.