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Está a começar o Jornal do Meio-Dia com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, já regressou a Portugal a Força Operacional Conjunta que esteve a ajudar nas operações de busca e resgate na Venezuela.

A equipa que esteve em missão humanitária durante duas semanas na Venezuela chegou esta manhã a Beja, por volta das 11h, no voo da Força Aérea Portuguesa. À chegada, os operacionais foram recebidos pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e pelo Presidente da República. António José Seguro destaca a coragem demonstrada pelos operacionais no terreno.

Nós temos uma grande capacidade para organizar o nosso talento e quando juntamos a isso a vossa bravura, há sempre bons resultados. Merecido descanso agora e, sobretudo, uma expressão muito grata do vosso Presidente da República. Muito obrigado.

Agradecimento de António José Seguro. A Força Operacional Conjunta foi composta por 62 operacionais. Esteve destacada para apoiar as operações de busca e salvamento na Venezuela depois dos sismos no final do mês passado. Trabalho que ficou marcado pelo salvamento de um homem de 44 anos que esteve vários dias preso debaixo dos escombros de um supermercado destruído. Nesta altura, ainda há 57 portugueses e lusodescendentes desaparecidos.

E aqui ao lado, em Espanha, pelo menos 11 pessoas morreram, oito ficaram feridas e 19 permanecem desaparecidas no sul de Espanha, na zona de Almeria.

O governo da Andaluzia já fala numa tragédia sem precedentes. O incêndio teve origem na queda de um cabo de eletricidade junto a uma estrada. As chamas alastraram-se depois a uma zona de floresta. Cerca de mil pessoas foram retiradas de casa na região por precaução, devido à proximidade das chamas, que estão agora alojadas em abrigos temporários. A Cruz Vermelha Espanhola afirma estar a preparar a deslocação temporária da população que se encontra nas regiões próximas a Almeria. O vice-presidente do governo da Andaluzia, Antonio Sanz, deixou uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas.

Não há palavras para descrever a dor. Quero transmitir, em nome do governo, a nossa consternação e as nossas condolências às famílias das vítimas. É uma notícia terrível. Hoje, o coração de todos os andaluzes está de luto. Quero transmitir também uma mensagem de máxima prudência, ao mesmo tempo de confiança no trabalho de todas as autoridades envolvidas no combate ao incêndio.

Antonio Sanz, vice-presidente do governo da Andaluzia, sendo que esta manhã António José Seguro enviou uma mensagem de condolências e solidariedade ao rei de Espanha, Felipe VI, sendo que o monarca, entretanto, também já reagiu à tragédia num evento em San Javier. Esta manhã, o monarca espanhol expressou condolências, afeto e apoio às vítimas, destacou o esforço, o trabalho, a dedicação e o sacrifício dos envolvidos no combate ao incêndio.

E também o primeiro-ministro enviou uma mensagem de condolências às vítimas deste incêndio em Espanha.

Numa nota publicada na rede social X, Luís Montenegro salienta que os fogos florestais são desafio comum a Portugal e Espanha. Diz que os dois países têm por hábito socorrer-se mutuamente e apresenta, por isso, as mais sentidas condolências a todas as vítimas, familiares e amigos. Em nome de Portugal, deixa uma mensagem de conforto a todos os cidadãos espanhóis.

E o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente adianta que os reservatórios de água existentes em Almada estão a recuperar os níveis.

Perante as falhas no abastecimento de água no município, José Pimenta Machado admite que ainda não consegue apresentar valores concretos, mas que a situação está a melhorar.

O plano de contingência que foi montado na terça-feira, e essa é a boa notícia, mas temos de tomar com muito cuidado. Está a produzir resultados, estão a reduzir os consumos e os reservatórios estão a recuperar níveis. É uma boa notícia, mas todos têm que estar a fazer esforço.

Consegue quantificar essa recuperação nas últimas horas ou ainda não é possível?

Nós estamos a fazer contas. Eu vou ter uma reunião hoje às 14h30 com toda a equipa para fazer as contas. E esse é um bom indicador. Portanto, o esforço que as pessoas estão a fazer está a produzir efeitos. Temos que continuar nesse caminho. Estamos em contingência. Temos de sair desta crise.

José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, esta manhã na Rádio Observador.

E o PS critica o governo por não ter levado o novo regime de arrendamento urbano a debate no Parlamento e espera a disponibilidade do Executivo para ouvir a posição dos socialistas.

O PS critica a apresentação deste novo regime de arrendamento numa altura em que as rendas estão a subir em praticamente todos os municípios. Quem o diz é André Moz Caldas, secretário nacional socialista, que falou esta manhã na sede nacional do partido. Diz que os socialistas preferiam outro caminho, ou seja, que o projeto de lei fosse discutido na especialidade.

O Partido Socialista preferia que o governo tivesse tomado a iniciativa de apresentar uma proposta de lei ao Parlamento que pudesse ser maduramente discutida na especialidade. Se o governo insistir na manutenção de uma proposta de lei de autorização legislativa, o Partido Socialista espera a disponibilidade do governo para ouvir quais são as posições do partido nesta matéria, porque a matéria do arrendamento urbano é de tal forma sensível que a Constituição a reserva ao Parlamento, sem prejuízo da possibilidade de o Parlamento autorizar o governo a legislar.

Declarações de André Moz Caldas, secretário nacional do PS, esta manhã na sede do partido, no Largo do Rato.

Fica por aqui o Jornal do Meio-Dia, teve edição do Vasco Maldonado Correia.