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Com a Rádio Observador. As notícias, edição do Miguel Videira. O Ministro da Educação revela que 92% dos exames nacionais já estão corrigidos.
Balanço feito por Fernando Alexandre há instantes, à entrada para uma reunião do Conselho de Escolas. O prazo para a divulgação das notas é a próxima sexta-feira.
Quando eu sei era 92, estamos a caminho dos 93, certeza a esta hora. A cadência é muito elevada. Como eu vos disse, o processo teve muita entropia inicialmente, os professores tiveram muitas dificuldades causadas pelo sistema informático. Elas têm vindo a ser corrigidas, mas os professores têm mostrado, ao longo de todo este processo, um enorme comprometimento com o cumprimento do prazo, é isso que nós vemos nos dados.
O Ministro da Educação foi também confrontado com as informações que dão conta da convocatória nos últimos dias de professores para fazerem a correção de exames. Tudo normal, sentencia Fernando Alexandre.
Podemos ter professores convocados a qualquer momento, porque nós temos professores também que metem baixa e há uma bolsa de professores que está preparada. E aquilo que é fundamental é que onde tivermos um estrangulamento na correção, porque nós conseguimos monitorizar classificador a classificador, prova a prova, escola a escola, nós sabemos exatamente a informação que temos, e quando vemos que um classificador está parado, esse classificador ou é contactado ou sai da bolsa e por isso tem que ser substituído, é normal.
Declaração do Ministro da Educação há instantes, à entrada para uma reunião do Conselho de Escolas, no mesmo dia em que se ficou a saber que o PCP fez um pedido potestativo para ouvir Fernando Alexandre no Parlamento na próxima sexta-feira, dia 17.
Entretanto, sucedem-se os pedidos de esclarecimento. Também há pouco, o PS veio pedir explicações do ministro, depois de uma reportagem da SIC ter revelado que vários membros do Ministério da Educação acederam ao espaço onde estão guardados os exames nacionais.
O dirigente do PS, André Moz Caldas, considera que estes acessos podem pôr em causa a credibilidade do processo.
Nós esperamos a todo momento um desmentido prontamente da parte do Ministério da Educação, porque caso esse desmentido não chegue, está irremediavelmente quebrada a confiança no processo de avaliação dos exames. Por isso, é cada vez mais inevitável que o PS se aproxime do acompanhamento de medidas de inquérito parlamentar, se o governo não responder cabalmente a todas as inquietações que as famílias portuguesas, os estudantes e os professores neste momento estão a viver.
André Moz Caldas aqui a abrir a porta a uma comissão parlamentar de inquérito a este caso das avaliações dos exames nacionais. Sobre os pedidos de demissão de Fernando Alexandre, André Moz Caldas diz que para já não, não neste contexto.
Acima de tudo, o ministro não pode fugir antes de estarem resolvidas todas as consequências do caos que originou. Agora, é incerto que o ministro ainda governe. É preciso, contudo, permitir que consiga resolver este problema com dignidade e depois pôr a mão na consciência e tirar as eleições políticas óbvias que tem que tomar.
É o que sugere o porta-voz do PS, André Moz Caldas.
Miguel, o primeiro-ministro não vê razões para pôr em causa a confiança no ministro da Educação.
Tem sido alvo de críticas pela forma como está a gerir as avaliações dos exames nacionais, os problemas com a classificação, pela primeira vez com recurso a ferramentas digitais, obrigaram ao adiamento da divulgação das pautas e do calendário da segunda fase de exames. Nada que ponha em causa a confiança de Luís Montenegro em Fernando Alexandre.
Com certeza, mas estaria em causa alguma vez a confiança que eu tenho nos ministros? Isso não é uma questão.
O chefe do governo sublinha que o importante nesta altura é mesmo resolver os problemas.
Os ministros, como os secretários de Estado, como o primeiro-ministro, estão no governo para resolver problemas, não é para se queixarem dos problemas, nem é para esmorecerem quando eles aparecem. E hoje é o ministro da Educação, amanhã é outro ministro. Todos estão sob uma pressão cotidiana, diária, e estando no governo é porque têm, naturalmente, competência para encontrar as soluções para os problemas.
Declaração do primeiro-ministro, que marcou presença esta manhã na assinatura do auto de consignação de uma via rodoviária em Castelo de Paiva.
Estamos em semana de debate do Estado da Nação. A Rádio Observador está a promover uma série de debates setoriais, hoje sobre saúde. O PS diz que o governo tem de refletir sobre a reforma realizada no setor.
A começar pelo regime de complementaridade entre público e privado. Para a deputada socialista Susana Correia, usar o privado, sem ser para complementar o SNS, pode fragilizar o serviço público de saúde. Por isso, pede que o governo olhe novamente para a reforma que foi feita.
O mais importante é a senhora ministra da Saúde e o senhor ministro fazerem uma avaliação séria desta grande reforma e efetivamente mostrar o que têm de novo para fazer e para melhorar. Continuar a dizer que as coisas não estão bem e não fazer nada de diferente também não será um bom caminho. Usar o serviço privado, para a pergunta que me fez, não sendo em complementaridade, como nós sempre defendemos, fragiliza o Serviço Nacional de Saúde em todos os meios que ele tem e acabamos por os deixar dispersar. A senhora ministra tem dito que não é o seu objetivo. Na prática, precisamos mesmo que ele funcione como complementaridade.
É o que diz Susana Correia, deputada do Partido Socialista. Pelo Chega, a deputada Marta Silva aponta o dedo ao Executivo por não ter conseguido resolver o maior problema estrutural do SNS, na opinião desta deputada.
O governo aumentou a produção, sim, mas não conseguiu transformar essa produção em acesso real. Sabe por quê? Porque continuam sem resolver aquele que é o maior problema estrutural do SNS, e que são os profissionais. Continuo a dizer que o maior equipamento do Serviço Nacional de Saúde não são os hospitais, são os profissionais. E continuamos, dois anos depois, sem saber retê-los. Nós sabemos que o PSD herdou uma herança pesada, mas já não serve de desculpa para tudo.
Pelo PSD, o deputado Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, reconhece que nem tudo está bem, mas faz um balanço positivo da ação do governo.
O governo não ficou apenas pelo acesso O governo introduziu mais vacinas, mais rastreios, apostou forte nos rastreios, mais prevenção, mais investimento em infraestrutura de equipamentos, mais acesso a medicamentos e inovação terapêutica e tecnológica e, obviamente, fez, logo no início, a valorização das várias profissões da saúde, nomeadamente médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de emergência pré-hospitalar, etc. Ou seja, houve aqui uma forte aposta. Os problemas estão todos resolvidos? Não.
Miguel Guimarães, deputado do PSD, esteve esta manhã aqui na antena do Observador, um primeiro explicador a reboque do Estado da Nação. A sessão da Assembleia da República está agendada para a próxima quinta-feira.
Miguel, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estão reunidos a esta hora em Bruxelas.
Com o tema do apoio à Ucrânia e a guerra no Oriente Médio em pano de fundo, um dos temas em cima da mesa vai ser a aplicação de sanções aos colonatos israelitas na Cisjordânia. À entrada para o encontro, o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, explicou o que vai defender.
A posição de Portugal é muito clara. Medidas de proibição de importação de bens oriundos dos colonatos não é tarde, é tardíssimo.
Sanções deve também ser a receita aplicada à Rússia no âmbito da discussão do apoio da União Europeia à Ucrânia.
E parte a qualquer momento para a Venezuela um avião da TAP com oito toneladas de ajuda humanitária.
Parte do Aeroporto General Humberto Delgado, em Lisboa. É para lá que seguimos de imediato ao encontro do jornalista do Observador, Ricardo Lopes. Ricardo, já partiu esse avião?
Não, o avião ainda não partiu, mas já tem os medicamentos no porão. A carga já está dentro do avião. São oito toneladas de medicamentos que o Estado português vai enviar para a Venezuela e a acompanhar este processo de carregamento esteve o secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, que mesmo há cerca de dois minutos acabou de falar aos jornalistas e explica que tipo de medicamentos vão no porão.
Os medicamentos são essencialmente para doentes crónicos, também para doentes de patologias de caráter respiratório, portanto, medicamentos que são precisos no momento para dar resposta àqueles que mais necessitam.
O secretário de Estado da Gestão da Saúde sublinha também que o Estado português garantiu que os medicamentos vão mesmo chegar a quem mais precisa.
Do nosso lado, tudo fizemos para estar em contato com as entidades oficiais. Os medicamentos vão ser entregues à guarda do Ministério da Saúde venezuelano e a campanha de distribuição vai ser acompanhada também por entidades multilaterais, quer a nível pan-regional, a nível sul-americano, mas também pela secção regional da Organização Mundial de Saúde, o que à partida nos dá todas as garantias que efetivamente estes medicamentos chegam a quem mais necessita.
Explicações do secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, que esteve a acompanhar este carregamento do avião. Deixe-me contar, Miguel, que é um avião comercial da TAP. Segundo aquilo que nos disse fonte da companhia, vão também viajar neste avião 225 passageiros, próximo da máxima capacidade. Vai aterrar na cidade venezuelana de Valência, a cerca de 200 km de Caracas, e isto porque ainda não há a possibilidade de aterrar no principal aeroporto de Caracas. As infraestruturas estão ainda muito debilitadas para se ter uma ideia da dificuldade em viajar neste momento para a Venezuela. A TAP, por exemplo, fazia, antes dos sismos, três voos por semana, agora faz apenas um. Este, que vai partir sensivelmente daqui a uma hora, é o primeiro voo comercial da TAP para a Venezuela depois dos sismos do dia 24. Esta é uma ação da responsabilidade de várias entidades, entre elas o Infarmed, a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde e também o Instituto Camões. O objetivo é apoiar a resposta das autoridades de saúde. Miguel, o avião deve partir sensivelmente daqui a uma hora.
Com oito toneladas a bordo de ajuda humanitária, a maior premência nesta altura, depois dos dois terremotos de 7.2 e 7.5 que atingiram o território venezuelano.