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A hora é agora meio-dia. As notícias com o Vasco Maldonado Correia. O socialista Vitalino Canas diz que é despropositado utilizar a comissão parlamentar de inquérito para o caso do ministro da Administração Interna.

Declarações esta manhã no "Explicador". Vitalino Canas considera que o Partido Socialista tem apresentado uma posição sensata em relação ao tema Luís Neves. Acredita que no caso das polémicas do antigo diretor da PJ, essas devem ser resolvidas fora do Parlamento, ao contrário do que é pretendido pelo Chega.

A questão de saber se o diretor nacional da Polícia Judiciária, hoje ministro, na altura em que era diretor nacional, praticou um ato irregular no que diz respeito a determinada situação de um atrelado, etc, uma galera, como parece que se diz, é uma coisa completamente diferente e parece-me desproporcionado utilizar o mecanismo das comissões de inquérito, que é, como já foi dito pelo Fernando Silva, um mecanismo que deve ser utilizado excepcionalmente. Felizmente, parece-me que nesta legislatura está a ter-se alguma parcimônia que não se teve em legislaturas passadas, onde se faziam comissões de inquérito por tudo e mais alguma coisa, banalizando-as e tornando-as praticamente irrelevantes.

Vitalino Canas no "Explicador" com Fernando Silva, ministro sombra da Administração Interna do Chega, que discorda desta posição, considera que Luís Neves tem de ir ao Parlamento mesmo se, entretanto, for demitido do cargo.

Neste momento, face às circunstâncias, à evolução dos acontecimentos e à gravidade dos mesmos, não está em causa o comportamento do titular da pasta da Administração Interna enquanto tal, mas sim o seu eventual comportamento enquanto diretor da Polícia Judiciária e, portanto, a sua eventual demissão como ministro da Administração Interna, o que também pressupomos que não vai acontecer, nem por iniciativa dele, nem por iniciativa do primeiro-ministro, não apagaria a circunstância e necessidade de se averiguar a fundo toda a verdade.

É o que diz Fernando Silva, ministro sombra da Administração Interna do Chega, aqui em representação do partido no Explicador desta manhã.

Ainda sobre a polêmica a envolver Luís Neves, o antigo presidente social-democrata Rui Rio diz que o caso está a prejudicar a imagem do PSD.

E não compreende a posição do Partido Socialista.

É intrigante que o partido de oposição, Partido Socialista, ataque ferozmente o professor Fernando Alexandre, a doutora Ana Paula Martins, e depois relativamente a este caso, que do ponto de vista ético é muitíssimo mais grave, anda com paninhos quentes a fugir, a tentar ver se passem dos pingos da chuva. Isso leva a que o Chega, por exemplo, possa dizer: "O doutor Luís Neves tem-nos presos, o PS e o PSD, por qualquer coisa."

É o que diz Rui Rio ontem à noite na SIC Notícias. O jornal "Expresso" adiantou ontem que podem estar em causa indícios da alegada prática dos crimes de descaminho e abuso de poder, no caso do atrelado que viajou do Seixal para a empresa do amigo Luís Neves, em Barcelos. O ministro da Administração Interna garantiu ontem aos jornalistas que se sente com legitimidade para continuar no cargo. Pede respeito pelo trabalho que está a realizar no governo.

Nos primeiros cinco dias de concurso ao Ensino Superior, candidataram-se às universidades e politécnicos cerca de 20 mil estudantes, menos nove mil do que no ano passado.

A primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior está a decorrer após os problemas relacionados com os exames nacionais do Ensino Secundário, com muitos alunos com dificuldades em saber as notas devido às falhas na classificação digital. Os dados mostram uma redução de 29 para 20 mil estudantes que se candidataram ao Ensino Superior nos primeiros cinco dias do concurso. Este número pode ser justificado pelo crescente número de estudantes que se inscreveram na segunda fase dos exames, que terminou ontem. O processo de correção começa apenas na segunda-feira. Ontem, Livre, PCP e Bloco de Esquerda juntaram-se ao PS e admitiram uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro Fernando Alexandre.

Vamos ainda a uma notícia que está em destaque esta manhã no site do Observador. O presidente do Benfica, Rui Costa, está na lista negra do Banco de Portugal por incumprimento financeiro.

Rui Costa está sinalizado por incumprimento em prestações sobre créditos superiores a 20 milhões de euros para um empreendimento de luxo, em causa um projeto imobiliário de uma empresa da qual Rui Costa é acionista, situação que coloca o líder dos encarnados na lista de devedores na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal. Recebemos agora em direto para comentar esta notícia Bruno Batista, foi diretor de campanha de Luís Filipe Vieira nas últimas eleições do Benfica. Eu pergunto-lhe, Bruno Batista, se este caso mancha ou põe em causa a credibilidade de Rui Costa para liderar o clube.

Bom dia. Pois, infelizmente, esta foi a notícia da noite de ontem, está a ser a notícia do dia de hoje e, na verdade, nada tem a ver com a instituição Sport Lisboa e Benfica, mas sim com a vida empresarial do seu presidente. Mas a realidade é que os benfiquistas foram ontem todos dormir com o tema da lista negra na cabeça. Eu devo dizer que já na altura da campanha eleitoral, não fiz nenhum comentário às insinuações que entendo maldosas na altura sobre a situação financeira de um dos candidatos. Aliás, se eu bem me recordo, o único comentário que fiz foi exatamente dizer que era com malícia e fora de contexto que se faziam tais acusações. Ainda afirmei que a condição econômica, e afirmo hoje, que a condição econômica de um sócio não tem que ser por si só condição para ser presidente. O que eu quero dizer com isto? O Benfica é eclético e democrático e tem que escolher o seu líder E tal da palavra líder, em função da competência do projeto que apresenta para o clube e nada tem a ver com a riqueza de cada um. Ou seja, não é preciso ser rico para ser presidente do Benfica. E neste sentido, e focando neste tema, a vida econômica e empresarial de qualquer presidente ou até qualquer membro da direção não é relevante para a vida do clube, a não ser que interfira na sua capacidade de decisão. E até prova em contrário, eu acho que isto, para já, não se verifica. Mas respondendo diretamente e no momento delicado que o Benfica atravessa, eu acho que a gestão desportiva e econômica requer foco, habilidade, requer também capacidade de decidir com eloquência, porque é urgente que o Benfica se volte a focar, a ganhar, para afastar todas as divisões que a falta de resultados gera. E é com vitórias que recuperamos isto. E aquilo que mais me custa é que neste momento estejamos a discutir este tema, que de qualquer forma é paralelo à gestão do Benfica, mas que sim, pode afetar a credibilidade que os sócios veem no seu presidente. Espero, acima de tudo, que Rui Costa resolva quanto antes este seu problema empresarial, financeiro ou da sua empresa, para se poder voltar a focar na resolução dos problemas do Benfica, que esses são muitos. Estamos a começar uma nova época, uma época que devia ser de mudança, mas estamos a começá-la da mesma forma que a anterior: a perder com os piores resultados, sem apresentarmos futebol. E parece-me que até Marco Silva, nesta última conferência de imprensa, já estava com ar desgastado no final do primeiro jogo oficial da época. E isto é que deve preocupar os benfiquistas. Este é que deve ser o foco.

E eu pergunto então, Luís Chipieira, de resto, tem sido muito crítico do mandato do Rui Costa, veio agora a público dizer isso mesmo. E também na vertente desportiva, eu pergunto-lhe, Bruno Batista, enquanto a bola não entra, este tipo de casos vem pressionar a atuação, por um lado, do presidente Rui Costa, mas também pode servir de fator de instabilidade para os jogadores e para o treinador Marco Silva?

De certo deve destabilizar, porque ninguém gosta deste tipo de notícias e com todo o respeito pelo presidente do Benfica, espero que o resolva quanto antes. Mas a realidade é essa, é que o Benfica não está a produzir, não produz vitórias, não produz resultados. Eu sei que só vamos no primeiro jogo oficial da época, mas a verdade é que é um jogo fundamental e esta semana vamos ter a segunda mão desse jogo que nos permite seguir em frente e ainda faltam duas eliminatórias para conseguirmos entrar na Liga Europa, o que caso contrário atiraria o Benfica para os distritais das competições europeias, e isto é gravíssimo. E aquilo que muito me tem espantado também, tem sido alguma passividade dos benfiquistas, dos sócios que estamos a dar esta mediocridade como normal no Benfica. E pior, o que eu sinto, eu tenho 43 anos, andei aqui mais de 20 anos a olhar para o outro lado da Segunda Circular e ouvir dizer "para o ano é que é". E infelizmente, parece-me que estou a assistir, na minha geração, à sportinguização do Benfica. E é isto que eu espero que esta direção, liderada por Rui Costa, que não pode apresentar aquele semblante que apresentou esta semana diante o mau jogo da equipa. Ele é o líder, ele tem que ter capacidade de mostrar que é o primeiro a saber como se dá a volta e fazer com que esta equipa consiga voltar a ganhar, porque isso é que é fundamental. O Benfica tem nesta época, uma época fundamental para o seu futuro desportivo e financeiro dos próximos anos.

Obrigado, Bruno Batista esteve aqui conosco em direto, foi diretor de campanha de Luís Chipieira nas últimas eleições do Benfica, esteve aqui a comentar esta notícia que dá conta que Rui Costa está na lista negra do Banco de Portugal. São agora 12:09, Vasco Maldonado Correia. Já seguirá gabinete de guerra com a análise do coronel José do Carmo. Por agora, vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora. Pedro Sánchez alerta que este verão, a área ardida em Espanha pode ser maior do que nos últimos anos, garante, no entanto, que o dispositivo de combate aos fogos está na máxima força. Sánchez enalteceu também o apoio internacional, incluindo o de Portugal, que vai enviar ajuda do exército para o terreno espanhol. O presidente do governo está esta manhã na região de Madri a visitar as zonas mais afetadas pelos fogos, depois de ontem ter acionado o estado de emergência nacional. Donald Trump diz que o Irão ainda não está pronto para um acordo de paz e, por isso, admite continuar com os ataques. Declarações esta madrugada no jantar de correspondentes da Casa Branca. Trump vai receber na próxima terça-feira o primeiro-ministro israelita na Casa Branca também, no mesmo dia em que deverá também reunir-se com Volodymyr Zelensky.