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Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. O ministro do Interior de Espanha garante que a situação está a voltar ao normal em Ceuta e alerta que a entrada de milhares de migrantes vindos de Marrocos é culpa de grupos criminosos de tráfico humano.
"O que representa um ataque à integridade territorial de Espanha", é o alerta deixado por Fernando Grande-Marlaska em conferência de imprensa esta manhã. O governante deixa uma mensagem, ainda assim, de tranquilidade para garantir que a normalidade em Ceuta está a ser reposta.
Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta, e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar.
Fernando Grande-Marlaska diz mesmo que Espanha é um país de acolhimento, mas comprometido com o cumprimento da lei. Os enviados especiais do Observador também descrevem um cenário muito diferente em Ceuta esta semana. A Inês André Figueiredo dá conta de menos pessoas na rua e muito mais controle.
O cenário é completamente diferente e há uma razão de ser para isso, porque quando Pedro Sánchez esteve aqui em Ceuta ontem, na sexta-feira, prometeu boias físicas no mar para impedir a passagem desses migrantes, dos marroquinos que tentam chegar a território espanhol, e é exatamente isso que vemos neste momento. Ontem à noite, por volta das duas da manhã, não existiam boias, que foi a hora a que saímos daqui, e neste momento essa boia gigante cor de laranja está colocada no mar. Tem vários barcos à volta, porque os migrantes poderão tentar passar e essa zona já é muito mais funda e pode levar a outras mortes, como tem acontecido. Portanto, há essa segurança.
A reportagem da Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta. As autoridades estimam que perto de 70 mil migrantes voltaram a Marrocos. Já o número de mortos subiu para 67.
O antigo ministro da Administração Interna, Ângelo Correia, considera que a entrada pelo mar de migrantes em Ceuta foi pensada e calculada por Marrocos.
Ângelo Correia diz que a operação foi feita com o objetivo de pressionar Espanha a uma posição política mais próxima de Marrocos no que diz respeito ao Magrebe.
Toda a imigração de Marrocos para a Europa é controlada pelo governo marroquino na exata medida que ele quiser. Esta operação desencadeou-se com o apoio do governo marroquino com um fim diferente. Este é um exercício calculado e pensado em Marrocos para mostrar à Espanha os riscos, os perigos de uma visão política em relação ao Magrebe, distinta daquela que Marrocos não pretende.
O também ex-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe Portuguesa diz que Espanha deve continuar com a política migratória que tem seguido, de respeito pelos direitos internacionais, sobre o perigo de algo semelhante acontecer no sul de Portugal. Ângelo Correia diz que existem mecanismos de prevenção para o controle na fronteira marítima. Diz ainda que a Europa tem de pensar como um todo a política migratória, algo que, no entender de Ângelo Correia, ainda não aconteceu.
Nós temos mecanismos de controle. A Espanha e Portugal, no sul, nós nunca podemos saber quando é que a ameaça nos chega a nós. Logo, tudo o que seja prevenção marítima é essencial, mas não chega. A questão que se coloca à Europa, e ela tem de decidir, é: são detetadas pessoas que vêm no mar. O que é que fazemos? Continuamos a aceitar que entrem em terra e depois se proceda administrativamente todos os processos que a imigração clandestina obriga, ou pura e simplesmente recusamos e dizer: "Voltem para trás". Essa é uma questão que está por abrir.
Palavras do antigo ministro da Administração Interna, Ângelo Correia, na Rádio Observador. Hoje há uma reunião de emergência da União Europeia. Pedro Sánchez também pediu uma reunião aos 27.
As autarquias que foram afetadas pelo comboio de tempestades no início deste ano já se podem candidatar ao Fundo de Emergência Municipal.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial. Em comunicado, explicam que este fundo destina-se a financiar até 60% a reparação, construção e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, das freguesias e das entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respectivas comissões de coordenação e desenvolvimento regional até ao final do mês de novembro. O governo diz ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.
Um apoio que surge numa altura em que ainda há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas de casa e seis estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria.
Há seis meses que um comboio de tempestades provocou danos significativos na região Centro do país. Tudo começou com a tempestade Cristina. Hoje, os municípios queixam-se de falta de apoios, numa altura em que há, Teresa Freire, ainda pessoas desalojadas e estradas cortadas.
Seis meses depois, ainda há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e o Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios de Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.
Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades, que provocou danos na zona Centro do país há seis meses.
Pedro Proença chegou a acordo com os árbitros numa reunião que aconteceu esta madrugada. A ameaça de boicote à Supertaça, que estava em cima da mesa, foi assim levantada.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola avança que houve um entendimento para que a Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torreense decorra sem incidentes. Em causa, os polémicos áudios nos quais Pedro Proença critica a arbitragem em Portugal. De acordo com A Bola, esta reunião em Tomar durou cerca de uma hora e meia. Todas as partes envolvidas ficaram satisfeitas com o ponto de entendimento a que chegaram e acordaram que há condições para realizar a Supertaça. Antes, o presidente da FPF, a Federação Portuguesa de Futebol, já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável. Pedro Proença, que deixou esta garantia também viva voz em declarações ao Canal 11.
Vamos à antevisão da Supertaça. Francesco Farioli afirma que o Porto quer começar a época da melhor forma e elogia o percurso do Torreense na Taça de Portugal.
O Torreense chega à Supertaça depois ter ganho a Taça de Portugal ao Sporting, naquilo que foi uma vitória inédita para uma equipa da Segunda Divisão. Francesco Farioli diz que o Torreense tem todo o mérito em chegar a este jogo, mas assegura ao treinador portista que os Dragões querem arrancar a nova temporada da melhor forma.
"Acho que eles fizeram um percurso extraordinário. O Diogo Costa já mencionou a final, que foi um feito realmente impressionante, mas também todo o caminho que fizeram até lá chegar e aquilo que têm feito nas últimas semanas para preparar a equipa não só para este jogo, mas também para o campeonato e para a competição europeia que vão jogar. Por isso, mais uma vez, têm todo o mérito e todo o nosso respeito, como sempre, mas o nosso foco está em nós, naquilo que queremos fazer e na abordagem que queremos ter no jogo da amanhã."
Francesco Farioli, treinador do Futebol Clube do Porto, na antecâmara da Supertaça Cândido de Oliveira. Do lado do Torreense, o treinador Luís Tralhão diz que tem crença na capacidade dos jogadores para surpreenderem o campeão nacional e diz, Luís Tralhão, que está confiante que o Torreense pode mesmo voltar a fazer história.
Porque não? A Taça de Portugal nunca ninguém tinha ganho da Segunda Liga. Nós acreditávamos que poderia acontecer e temos muita confiança naquilo que podemos fazer. Podemos criar dificuldades a qualquer equipa. E num dia, num jogo, tudo pode acontecer. Tudo aconteceu naquele dia com o Sporting. É uma competição. Estamos aqui porque aconteceu esse dia e muitos outros dias na Taça de Portugal. Atenção, não foi só por esse dia. E contra o Porto, acreditamos, como é óbvio, que podemos voltar a fazer e os jogadores sabem disso. Hoje falei disso com eles.
Luís Tralhão, treinador do Torreense. Antes escutámos Francesco Farioli no lançamento desta Supertaça Cândido de Oliveira entre Futebol Clube do Porto e Torreense. Joga-se em Coimbra.
E o jogo começa às 20h15. Emissão especial aqui na Rádio Observador a partir das 19h30. Já a seguir, e enquanto o "Cinco Continentes" está de férias, vamos ter gabinete de guerra com a análise de Luís Tomé, mas ainda antes disso, Zé, há outras notícias em destaque a esta hora.
O Benfica confirma que o jogo com o Académico de Viseu, na primeira jornada do campeonato, vai mesmo ser realizado à porta fechada. Em comunicado, o Clube da Luz diz que vai cumprir o castigo de um jogo sem adeptos, na sequência de uma decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto. Na origem do castigo, estão vários processos relacionados com o arremesso de pirotecnia desde a época 2022/2023. Além do jogo à porta fechada, os encarnados foram ainda multados em €150 mil. O Benfica diz que os detentores de Red Pass que não vão poder ver o jogo vão ser compensados. Promete novidades sobre esse tema nos próximos dias. O aeroporto de Caracas vai reabrir na próxima quarta-feira, dia 5, mas apenas para operações de transporte aéreo de carga. A informação é avançada em comunicado pelo Ministério Venezuelano dos Transportes. O principal aeroporto do país está fechado desde 24 de junho, devido aos danos provocados pelos dois sismos que atingiram a Venezuela. Pelo menos seis pessoas morreram em novo ataque da Rússia a Kiev. Há ainda registro de 27 feridos, entre os quais quatro crianças. Este ataque foi feito com recurso a mísseis balísticos. Foi a segunda ofensiva de Moscovo à capital ucraniana em apenas 48 horas.
Ponto final neste jornal do meio-dia.