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Semitismo. As notícias na Rádio Observador, edição do Miguel Cordeiro: um ato maligno de antissemitismo. É desta forma que o primeiro-ministro australiano descreve o tiroteio que terminou com 12 mortos na praia de Bondi.

Também com 29 pessoas hospitalizadas. Tiroteio numa das mais conhecidas praias da Austrália, numa altura em que mais de mil pessoas estavam reunidas para celebrar o início do Hanukkah, também conhecida como a Festa das Luzes, o festival anual judaico que comemora a reabertura do Templo de Jerusalém no século II a.C. Numa declaração ao país, o primeiro-ministro australiano classificou este ataque como um ato de antissemitismo e de terrorismo que teve como alvo os judeus australianos. Anthony Albanese diz que não há lugar para este ódio, para violência, para terrorismo na Austrália e garante que vai erradicar esta ameaça.

"Este é um ataque direcionado aos judeus australianos. No primeiro dia do Hanukkah, que devia ser um dia de alegria, uma celebração de fé, aconteceu este ato de antissemitismo maligno, terrorismo, que atingiu o coração da nossa nação. Um ataque aos judeus australianos é um ataque a todos os australianos. E hoje, todos os australianos como eu, estão devastados pela perda de vidas neste ataque. Não há lugar no nosso país para este tipo de atos bárbaros. Deixem-me ser bem claro: nós vamos erradicar a violência e o ódio e vamos levantar um movimento nacional para que todos os australianos do país abracem todos aqueles que têm a fé judaica".

Vinte e nove feridos, dois são polícias, 12 mortos, entre eles está um dos atiradores. O outro atirador está detido pelas autoridades, que estão também a estudar a hipótese de haver um terceiro suspeito deste ataque. Os detalhes foram deixados pelo comissário da Polícia australiana, Mick Lennane, que detalha os números mais recentes depois deste tiroteio.

"Infelizmente, 12 pessoas morreram e 29 foram transportadas para hospitais nos arredores de Sydney, incluindo dois polícias. Como resultado dos eventos de hoje, declarei este incidente como um ataque terrorista. Ativei também mecanismos especiais para garantir que, se existir um terceiro atirador, e estamos a investigar isso neste momento, garantir que prevenimos quaisquer novos ataques. Gostava de pedir calma à comunidade e que nos deixem fazer o nosso trabalho".

Algumas testemunhas no local do ataque, na Bondi Beach, uma das praias mais conhecidas na Austrália, relatam que este ataque durou cerca de 10 minutos e que se ouviram cerca de 50 disparos. O tiroteio aconteceu por volta das 19h, em Sydney, por volta das 08h em Lisboa, na Bondi Beach. No local estavam várias pessoas reunidas para celebrar o início do Hanukkah, uma celebração judaica.

E Miguel, já foi identificado pelas autoridades um dos suspeitos do ataque.

Naved Akram, 24 anos. A informação está a ser avançada pela televisão australiana, a ABC, que cita uma fonte da polícia. Não esclarece, no entanto, se este suspeito, agora identificado, é o que foi morto ou o que está detido em estado crítico. A casa de Naved Akram já foi alvo de buscas. Fica no bairro de Bonry, no sudoeste da cidade de Sydney.

Entretanto, multiplicam-se as reações. O governo português, pela voz de Paulo Rangel, condena o ataque, diz que se trata de um ato hediondo de antissemitismo.

O ministro dos Nós Estrangeiros envia condolências às famílias das vítimas, ao povo e às autoridades australianas, bem como a toda a comunidade judaica. Há mais reações na rede social X. António Guterres, secretário-geral da ONU, condena o ataque, fala de um ataque hediondo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, diz que a Europa está do lado da Austrália e das comunidades judaicas de todo o mundo. Afirma que os europeus estão unidos contra a violência, o ódio e o antissemitismo. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, diz que está horrorizada e presta condolências à comunidade judaica na Austrália. O primeiro-ministro britânico diz que o Hanukkah devia ser um momento de celebração e alegria. Considera o ato terrorista repugnante e lamenta a morte das 12 vítimas. Envia condolências para as famílias. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que a Ucrânia está solidária com a Austrália e deixa condolências às famílias das vítimas. Diz que o terror e o ódio jamais vão ser esquecidos. Também a primeira-ministra italiana reagiu. Giorgia Meloni condena todas as formas de violência e antissemitismo e envia condolências às famílias das vítimas, aos feridos e à comunidade judaica.

E Miguel, o presidente israelita pede medidas contra o antissemitismo.

Isaac Herzog reagiu ainda antes de ser confirmado o ataque terrorista. Envia condolências e pede ao governo australiano para tomar essas medidas para combater o antissemitismo.

"Neste exato momento, os nossos irmãos e irmãs em Sydney, Austrália, foram atacados por terroristas cruéis num atentado brutal contra judeus que foram acender a primeira vela de Hanukkah, na praia de Bondi. Os nossos corações estão com eles. O coração de toda a nação de Israel está em luto neste momento. Enquanto oramos pela recuperação dos feridos e oramos pelos que morreram, enviamos as nossas mais sinceras condolências de Jerusalém e repetimos os nossos alertas para o governo australiano, para que tome medidas e lute contra esta onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana".

Reação israelita perante este ataque na Austrália.

Nos Estados Unidos, já foi detido o suspeito de matar duas pessoas na Universidade Brown.

Também um tiroteio este sábado, aconteceu ontem à tarde na Universidade de Brown, em Providence, estado de Rhode Island. Para além dos dois mortos, há também nove pessoas feridas. A universidade confirma que todos são estudantes. O atirador estava em fuga, foi entretanto detido. A confirmação foi dada à CNN Internacional pelo gabinete do presidente da Câmara da cidade de Providence.

A Sociedade de Advocacia Ana Bruno e Associados vai realizar uma investigação interna o mais exaustiva possível perante a detenção do advogado Paulo Abreu dos Santos, adjunto da antiga ministra da Justiça.

Paulo Abreu dos Santos foi colocado sob prisão preventiva por suspeita de abuso sexual e pornografia de menores. Foi adjunto da antiga ministra da Justiça, trabalhou como consultor durante dois anos na Sociedade de Advocacia Ana Bruno e Associados. Ao Observador, Filipe Eusébio, sócio desta firma, explica que Paulo Abreu dos Santos acumulou o exercício da advocacia com a atividade docente na faculdade de direito. A Polícia Judiciária realizou buscas ao escritório e analisou a secretária de Paulo Abreu dos Santos. Não terão sido encontrados materiais de interesse para a investigação neste local, ao contrário do que aconteceu nas buscas domiciliárias. De acordo com a CNN Portugal, foram descobertas, na casa do advogado, provas incriminatórias, como vídeos de crimes sexuais contra crianças a serem cometidos pelo próprio. Paulo Abreu dos Santos foi adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, do Partido Socialista. Tem 38 anos, foi investigado pela PJ em parceria com o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa. De acordo com a CNN Portugal, as autoridades nacionais foram avisadas sobre o suspeito pelo Estados Unidos da América, na sequência de uma monitorização de crimes sexuais contra menores nas plataformas Telegram e Signal.

Os municípios portugueses defendem a aprovação da nova lei das finanças locais.

Consideram os autarcas que o atual modelo está ultrapassado e está a limitar a autonomia das autarquias. Surge este documento sobre o financiamento local durante o segundo dia de Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses, congresso que acontece em Viana do Castelo. Os autarcas apontam como razões a convergência com os níveis médios de partilha de recursos da zona euro e também a necessidade de correção de assimetrias territoriais. Também neste congresso, os autarcas defendem o prorrogar do prazo para a execução do plano de recuperação e resiliência.

Ainda neste jornal, Miguel, há outras notícias em destaque a esta hora.

Marcelo Rebelo de Sousa assinala hoje o aniversário dos 70 anos de adesão de Portugal à ONU. Para assinalar esta data, o presidente da República destaca o compromisso renovado de Portugal com o multilateralismo e a defesa dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas. Marcelo Rebelo de Sousa considera a Carta das Nações Unidas como um pilar essencial do direito internacional e de uma ordem internacional baseada em regras. Os funcionários do Museu do Louvre vão estar em greve nos próximos dias. É um protesto devido ao que descrevem como más condições de trabalho. A partir desta segunda-feira, começa a paralisação, que pode prolongar-se pelos dias seguintes. O aviso de greve surge num contexto de forte controvérsia, devido ao estado de degradação de algumas das instalações do Museu do Louvre e também por causa do roubo das joias da Coroa de França, que aconteceu no passado mês de outubro.

Jornal da Uma com Miguel Cortês.