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Com a edição do Miguel Videra. Miguel, começamos com as presidenciais. André Ventura diz que não esperava cartas de amor nesta fase da campanha.

Numa referência à carta enviada por João Cotrim de Figueiredo a Luís Montenegro, pedindo o apoio formal do PSD ao candidato, antigo presidente da Iniciativa Liberal. Ventura aponta para uma corrida de todos contra um, e o um é André Ventura. E em Vila do Conde, também atacou Luís Montenegro por entrar novamente na campanha. O candidato apoiado pelo Chega esteve esta manhã no Mercado das Caxinas e, Miguel Cordeiro, agora aqui em direto em frente ao mar, podemos falar de um banho de multidão.

Podemos dizer isso. Foi, de facto, a rua mais concorrida, ou a ação de campanha mais concorrida de André Ventura. Foi no Mercado das Caxinas. André Ventura chegou com cerca de 45 minutos de atraso face à hora indicada, e isso criou alguma ansiedade. É natural, gerou-se muita expectativa para ver chegar André Ventura. Eu diria que estavam cerca de 250 pessoas a aguardar pelo candidato, em frente ao pequeno Mercado das Caxinas. O candidato foi completamente engolido pela multidão. A bolha de segurança foi sendo criada pela equipe de André Ventura e pelos jornalistas e câmaras, naturalmente. O candidato chegou, depositou uma coroa de flores no memorial aos náufragos e depois falou à imprensa. E foi aí que reagiu à carta enviada por Cotrim a Montenegro.

Eu achava que as cartas que ia haver de amor e de todos contra mim ia acontecer só na segunda volta, mas aparentemente o despertar tão grande já está nesta primeira volta. Já é: "Luís Montenegro, por favor, votem em mim". Ainda vai acabar a apelar ao Partido Socialista e a outros para votarem nele também. Eu compreendo que todos estejam com medo que eu vença estas eleições. O meu apelo é aos portugueses, não é a mais ninguém, é aos portugueses. Na segunda volta, nós teremos tempo de clarificação política.

Também nestas declarações à imprensa, André Ventura acabou por reagir à reentrada de Luís Montenegro na campanha.

É uma entrada desesperada. O primeiro-ministro deve evitar, como primeiro-ministro, fazer esta entrada. Mas também lhe vou dizer uma coisa: tem direito a fazê-lo. Eu pergunto-me se isto é sequer bom para Luís Marques Mendes nesta altura, mas é a prova daquilo que eu sempre disse: Luís Marques Mendes não é o candidato do povo. Eu quero ser o candidato do povo. Luís Marques Mendes é o candidato do montenegrismo.

Declaração de André Ventura. Perdemos aqui o contato com o jornalista do Observador, Miguel Cordeiro, que acompanhou esta iniciativa de campanha de André Ventura no Mercado das Caxinas. André Ventura recebeu um banho de multidão, poucas horas depois de ser conhecida essa sondagem da Universidade Católica, que coloca o presidente do Chega na liderança das intenções de voto nas eleições agendadas para o próximo dia 18 de janeiro, o próximo domingo.

E o candidato João Cotrim de Figueiredo apela de viva voz ao presidente do PSD que retire o apoio a Luís Marques Mendes e que opte pela candidatura do antigo presidente da Iniciativa Liberal.

Repete assim, ou dá voz ao apelo que fez numa carta enviada esta manhã ao presidente do PSD. Cotrim diz que Luís Montenegro tem que fazer uma escolha.

O que eu estou a tentar fazer é constitucionalizar o senhor primeiro-ministro, como eu próprio disse aqui há umas semanas, isto não é uma brincadeira. Portanto, se não quer esse risco, nomeadamente de ter António José Seguro na Presidência da República ou ter essa escolha entre António José Seguro e André Ventura, deve ele próprio recomendar o voto na minha candidatura, sem menosprezo pelo trabalho e pelo mérito que Marques Mendes teve durante a sua candidatura, mas é óbvio que não vai conseguir lá chegar.

É, pelo menos, esse o entendimento de João Cotrim de Figueiredo, a reboque desta sondagem, que sim, coloca Luís Marques Mendes na quinta posição na corrida a Belém. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal foi também confrontado com a polêmica acusação de assédio sexual por parte de uma antiga assessora da IL, para dizer que não quer falar mais sobre o assunto.

Então eu sou acusado de uma coisa gravíssima, sem qualquer fundamento, e acha que vem do nada? Estamos há dois dias a falar desse assunto, não quero voltar a falar desse assunto. Quando falar, falarei em tribunal. Está entregue à minha advogada. Não quero dizer mais uma palavra sobre o assunto.

Ponto final. Cotrim de Figueiredo esta manhã numa ação de campanha em Montemor-o-Velho.

E Luís Marques Mendes já reagiu ao pedido de Cotrim de Figueiredo para que o PSD apoie o antigo presidente da Iniciativa Liberal e com um argumento de peso.

Sim, Marques Mendes anuncia que vai juntar-se à caravana, esta quarta-feira, o destinatário da carta de Cotrim de Figueiredo.

Não tenho que reagir. Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo. O que eu posso dizer-vos, a novidade que eu vos posso dar é que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18h, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual, e como já estava previsto, em Famalicão, às 18h. Isso é que é importante.

A revelação feita por Luís Marques Mendes, que teve um contato com a população em Arcos de Valdevez, com muitas pessoas na rua. Quem também marcou presença foi o mandatário nacional, Rui Moreira, que diz que a música do Minho é melhor que a música de Cotrim de Figueiredo.

Não falta muito. Temos ainda que percorrer mais algumas cidades, alguns distritos, mas falta pouco. E nós sabemos que no domingo Luís Marques Mendes vai ser eleito presidente. E nós não temos dúvidas. Aqui ouvimos a música, a música do Minho. Não é como outras campanhas. Há outras campanhas, nomeadamente a Iniciativa Liberal, em que dizem que têm dois amores e que em nada são iguais. Um dia querem Ventura, no dia seguinte querem Montenegro. Nós queremos outra coisa. Nós queremos Luís Marques Mendes como presidente.

É o que diz o mandatário nacional da candidatura de Luís Marques Mendes, Rui Moreira, no Alto Minho, antes de um almoço com estudantes em Braga.

E em Vila Franca de Xira, António José Seguro resumiu as presidenciais a uma corrida a dois: ele Versus André Ventura.

Embalado pela mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP, para o Público, a RTP, Público e Antena 1, que coloca André Ventura apenas a um ponto percentual de distância, Seguro resume a corrida a Belém como uma corrida a dois e talvez não por acaso, decidiu terminar as iniciativas de campanha em Vila Franca de Xira, com uma visita a uma esquadra para mostrar, João Gama, que segurança não é tema exclusivo do Chega.

A segurança entra na campanha de António José Seguro, mas quando o socialista vê a corrida a Belém como um sprint com André Ventura, rejeita estar à pesca do eleitorado do Chega.

Eu não considero nenhum eleitor perdido. Eu dirijo-me sempre a cada portuguesa e a cada português e espero que no domingo, eu confie muito no bom senso dos portugueses. E tenho a certeza que no domingo vai haver uma votação.

À porta da esquadra de Vila Franca de Xira, Seguro defende que este é um tema que vai além dos quadrantes políticos e não responde sobre se os problemas de segurança em Portugal se limitam a perceções.

O que eu quero assinalar hoje, verdadeiramente, é expressar a gratidão pelo trabalho.

Antes, no Mercado Municipal de Vila Franca de Xira, o apelo ao voto continuou presente na campanha de Seguro, com ou sem sondagens.

Não dispersar votos, que há muitas pessoas que dizem: "O Seguro está na segunda volta." Não está, só está com os votos que tiver neste momento.

Depois de dizer que quer ser o candidato mais votado na primeira volta, insiste que há apenas duas opções no próximo dia 18.

As sondagens mostram que, de facto, há uma corrida a dois, fundamentalmente.

E para isso, diz que não se deixa contaminar por apoios dentro da área do Partido Socialista, como o de Augusto Santos Silva. E quanto a cartas, como a de Cotrim a Montenegro, não acrescenta.

Eu não recebi nenhuma carta, senão responderia por educação às cartas. Portanto, a carta que eu escrevo todos os dias é a cada portuguesa e a cada português.

António José Seguro vê a luz do Palácio de Belém ao fundo do túnel.

João Gama, com início do dia de campanha de António José Seguro, durante a tarde, está prevista uma arruada na Amadora e um jantar na Lourinhã.

Já Henrique Gouveia e Melo fala ao eleitorado do Chega para dizer que André Ventura não quer ser presidente.

Para além de considerar que o candidato apoiado pelo Chega é um perigo.

O presidente do Chega não quer ser presidente. Primeira coisa, quer ser governo. Depois, quando se manifestou sobre o que queria fazer se fosse presidente, era uma mudança revolucionária e uma rutura constitucional. Isso é um perigo para a democracia como nós a concebemos hoje.

Henrique Gouveia e Melo, sobre as cartas enviadas por Cotrim Figueiredo a Luís Montenegro a pedir o apoio do PSD, o almirante entende que é uma prova de subserviência.

Uma hora e nove minutos, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

A presidenta do Parlamento Europeu diz que o regime iraniano está perto do fim e lamenta o que está a acontecer no país, numa altura em que o número de mortes continua a aumentar, resultado da repressão das manifestações que têm acontecido nos últimos dias um pouco por todo o país. Roberta Metsola, presidenta do Parlamento Europeu, considera que a Europa não pode ficar de braços cruzados. É também uma notícia de há pouco. A poucas horas do encontro na Casa Branca para discutir o futuro da Gronelândia, a Dinamarca confirma que vai reforçar a presença militar na ilha. É uma resposta às críticas de Trump, que acusa a Dinamarca de não proteger a Gronelândia da Rússia e da China. Entretanto, Donald Trump publicou há instantes nas redes sociais uma mensagem a dar conta de que Washington não vai aceitar menos do que o controle da região. O líder da Casa Branca vai mais longe, diz que a NATO deveria mesmo liderar esse caminho. Mais um posicionamento que surge a poucas horas do chefe da diplomacia dinamarquesa ser recebido na Casa Branca para discutir, precisamente, o futuro da Gronelândia.