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Uma da tarde. Está a começar o Jornal da Uma com a edição do Miguel Videira. Miguel, é uma informação de há poucos minutos. Houve um novo ataque a uma escola na Turquia.

O segundo caso em 24 horas. Esta manhã, duas da tarde, na Turquia, um jovem de 16 anos, antigo aluno, disparou no interior do estabelecimento de ensino, provocando a morte a três estudantes e a uma professora. Há ainda vários feridos. Não se conhecem as motivações para este ataque ocorrido na província de Maraş, no sul do país. Como disse, é o segundo ataque em 24 horas. Ontem, 16 pessoas ficaram feridas, a maioria estudantes, na sequência de um ataque com arma de fogo, também num estabelecimento de ensino. O atacante era um antigo aluno que acabou por se suicidar.

E Miguel, quase 20 anos depois, a Brigada de Trânsito da GNR está de regresso. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Administração Interna.

Durante a cerimónia de posse do novo presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Pedro Clemente, o ministro Luís Neves já tinha prometido um combate implacável à sinistralidade na estrada. A tolerância para a fuga aos crimes rodoviários, por exemplo, através das prescrições, vai ser zero.

Queremos, como disse, impedir comportamentos a roçar a indignidade, que são impedir prescrições. Por isso, o objetivo é alargar o prazo de prescrição por um limite inédito, o máximo que a lei permita. Desincentivar, de uma vez por todas, por todos, as formas ardilosas, para não lhe chamar outra coisa, porque o momento é de educação, que usam todos os estratagemas para conseguir a prescrição.

O ministro da Administração Interna diz também que as penas para reincidentes vão ser agravadas. O mesmo se aplica à condução sob o efeito do álcool. Luís Neves diz que a resposta à sinistralidade tem de ser essencialmente local. Cinquenta e cinco das mortes acontecem em meio urbano e, por isso, são precisas mais medidas para baixar este número.

Criação e reforço de planos municipais de segurança rodoviária. Todos têm que contribuir. Identificação sistemática dos pontos críticos. Investimento em medidas de acalmia de tráfego. Melhoria da sinalização e organização do espaço urbano. Criação de zonas de transição nas travessias urbanas que obriguem à redução de velocidade.

Algumas das medidas para pôr em prática a fim de baixar a sinistralidade rodoviária. Questionado sobre o fato da Brigada de Trânsito, que está de regresso, ter sido extinta há 20 anos, depois de vários escândalos de corrupção. Luís Neves é claro.

Felizmente, as duas forças de segurança, que têm a confiança total do governo, têm estruturas internas para poder identificar os desvios relativamente àquilo que é o cumprimento da lei, dos valores e da missão. Por isso, quero dizer que há total confiança, não há nenhum problema dessa temática. Foram outros tempos, outros momentos, foi feito o trabalho que foi feito. Quero dizer o seguinte: naturalmente, são precisos mais meios.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante a cerimónia de posse do novo presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Pedro Clemente, anunciou também uma revisão do Código da Estrada. O objetivo é entregar uma nova proposta com a ajuda de especialistas daqui a poucos meses.

E a diretora clínica da ULS de Almada e Seixal faz um balanço positivo do arranque da Urgência Regional de Ginecologia e Obstetrícia.

Os serviços da Península de Setúbal estão, a partir de hoje, concentrados no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Em declarações aos jornalistas nesta unidade hospitalar, Ana Luísa Broa fala numa manhã calma e tranquila. Até às 10h30 foram atendidas sete mulheres, apenas duas da área de influência do Barreiro. A diretora clínica da ULS Almada-Seixal sublinha que nas escalas estão o número de profissionais suficientes para garantir a segurança dos utentes, sem revelar dados em concreto. O Observador avança que houve médicos tarefeiros que foram contactados para integrarem as escalas, mas rejeitaram. Ora, a diretora clínica da ULS Almada-Seixal garante que está prevista a ajuda destes profissionais. Nada a recear.

Não podemos negar que a contribuição dos médicos tarefeiros é uma realidade, como é uma realidade transversal ao Sistema Nacional de Saúde, e são eles que nos vão permitindo, em caso de necessidade pontual, podermos continuar a dar uma resposta. Portanto, posso dizer que sim, que vamos continuar a ter médicos com contrato diferente em modelo de prestação de serviço a colaborar conosco.

É essa a garantia de Ana Luísa Broa. Também esta manhã, no Garcia de Orta, esteve a diretora clínica da ULS Arco Ribeirinho. Avança que estão a participar nesta primeira escala 10 médicos do Hospital do Barreiro. Elisabete Gonçalves considera que as grávidas vão ter um melhor acompanhamento graças a esta centralização de recursos humanos.

Não é nem uma derrota, nem um alívio. É uma etapa nova, é um novo modelo de funcionamento, que, de facto, todos nós sabemos os constrangimentos que tínhamos e temos em termos de recursos humanos, quer seja de equipes médicas, quer seja de equipes de enfermagem. Alguma coisa tinha que ser feita.

É isso que diz Elisabete Gonçalves, a diretora clínica da ULS Arco Ribeirinho, que integra o Hospital do Barreiro.

E o recandidato à liderança do Conselho Econômico e Social assume que os atrasos na nomeação dos órgãos externos da Assembleia da RepúblicaCausaram constrangimentos aos trabalhos deste organismo nos últimos meses.

É isso que diz Luís Pais Antunes, presidente do CES há dois anos, deve ser reconduzido depois de um acordo entre PSD e PS e esta manhã foi ouvido e questionado pelos deputados na Assembleia da República. Depois de quase um ano à espera de novidades sobre as nomeações para os órgãos externos, novidades que só chegaram este mês, Luís Pais Antunes admite que a situação causou perturbações nos trabalhos do Conselho Económico e Social e levou a um engarrafamento de processos pendentes.

Não é caso único, já no passado aconteceram situações desta e isso perturba muito a organização dos trabalhos. Nós, neste momento, temos um certo engarrafamento no pipeline de pareceres que estão em preparação, que tem muito a ver também com essa situação de instabilidade dos últimos meses, porque nós temos o parecer sobre a revisão da lei do CES, o parecer sobre a habitação, o parecer sobre imigração, o parecer sobre a revisão dos sistemas fiscais. Portanto, já é muita coisa.

Uma consequência dos atrasos na eleição dos órgãos externos do Parlamento, eleição que vai ter lugar amanhã.

E os autarcas de Leiria elogiam a decisão do governo em ter pedido apoio europeu para recuperar a região.

Numa audição na Assembleia da República, a Comunidade Intermunicipal de Leiria deixou elogios ao governo por ter pedido esse apoio à União Europeia, tendo em vista a reconstrução da região. O presidente da comunidade, Jorge Vale, diz que só é possível reconstruir os territórios com fundos europeus. Deu também conta do apoio financeiro nacional já aprovado pelo governo. São 25 milhões de euros para os 10 municípios da região de Leiria, a que se soma uma outra boa notícia.

Ficámos agradados com o facto de o governo ter pedido à União Europeia o apoio correspondente àquilo que foram as avaliações feitas pelos autarcas do país e que corresponde a mais de cinco mil milhões de euros e naturalmente que esse reconhecimento também nos apraz, uma vez que uma parte significativa das necessidades para reconstruir a nossa região está associada à possibilidade de virem fundos.

Jorge Vale, numa declaração no arranque da audição na Assembleia da República, em que deixou um aviso: o dinheiro já alocado não é suficiente para responder a todas as necessidades.

E o presidente do Tribunal Constitucional considera que não é urgente uma revisão da Constituição.

José João Abrantes cita um estudo do ISCTE e lembra as palavras de Marçal Rebelo de Sousa para sublinhar a ideia de que os portugueses confiam na Constituição.

Não é urgente uma revisão constitucional, e eu acrescentaria muito menos com conteúdos que algumas vozes por aí têm apregoado. Uma coisa, naturalmente, seria a introdução de algumas alterações cirúrgicas, nomeadamente em temas relacionados com a situação sanitária, os metadados ou a tutela penal dos animais. Outra é trazer para a lei fundamental aspetos que diminuam o consenso constitucional, porque de facto não há um problema constitucional em Portugal. A Constituição não é um problema.

É isso que diz o presidente do Tribunal Constitucional, que participa hoje numa conferência sobre os 50 anos da Constituição na Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma hora e nove minutos. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade desta quarta-feira?

Foi detido pela Polícia Judiciária o autor do ataque contra os participantes da Marcha pela Vida no final do passado mês de março. O homem foi detido em casa, na zona de Lisboa, informação apurada pelo Observador. É professor de design e gráficos, suspeito dos crimes de terrorismo, ofensas à integridade física grave qualificada e detenção de arma proibida. A PJ propõe um reforço das medidas de coação, pede a aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva. Conflito do Médio Oriente, o período de cessar-fogo entre Estados Unidos e o Irão pode ser prolongado. É isso que indicam duas fontes próximas das negociações à Associated Press. Revelam também que os esforços para prolongar o cessar-fogo entre Washington e Teerão tornam provável que as partes em conflitos voltem a sentar-se à mesa depois do falhanço das negociações deste fim de semana. Milhares de militares norte-americanos estão a caminho do Médio Oriente, chegam nos próximos dias. É o que dá conta o Washington Post, cita uma fonte do Pentágono. O número total não foi confirmado, mas o jornal avança que esta nova mobilização inclui cerca de 6 mil militares que seguem a bordo do porta-aviões USS George Bush. O Washington Post fala ainda de mais de 4 mil fuzileiros que devem chegar à região no final do mês. Neste momento, estão já 50 mil militares norte-americanos no Médio Oriente.