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Miguel, começamos com o congresso do PSD, que está a acontecer este fim de semana. Luís Montenegro considera que falta coragem à oposição para avançar com as mudanças necessárias.
Posição assumida pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, a reboque do chumbo da proposta de lei de alterações ao Código do Trabalho. Foi tema central, Vasco Maldonado Correia, do discurso de abertura do congresso número 43 do Partido Social-Democrata, que decorre em Anadia. Um dia depois do chumbo do pacote laboral, Luís Montenegro aparece no Congresso do PSD a atirar a matar na oposição.
Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança.
O primeiro-ministro encontra no Chega uma falsa vontade de reformar o país.
São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma.
E não encontra qualquer virtude na postura do partido de André Ventura.
Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade. Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem. Para ser teleguiado por comentadores mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não é preciso ter grande coragem.
Montenegro alerta também para a estratégia teatral de José Luís Carneiro.
"Vamos obrigar a AD, o governo, a negociar exclusivamente com o Chega". E com esta atitude, pretende o PS depois dizer: "Eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa".
Uma narrativa falsa, explica Montenegro, que garante que se há proximidade, é entre os dois maiores partidos da oposição.
O povo também decidiu que o Partido Socialista e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o governo. Eu só acho é que o povo, neste particular, queria que isso acontecesse apenas de forma excepcional.
Com o pacote laboral chumbado e ventos de crise política no horizonte, o primeiro-ministro deixa uma garantia aos militantes do PSD.
Eu estou tudo, mas é que é mesmo tudo, menos preocupado com o meu futuro político. Não sou de me intimidar.
Luís Montenegro, no discurso de abertura do Congresso do PSD, em que veio apresentar a moção que defende a manutenção do "não é não" em relação ao Chega e a recusa de um bloco central com o Partido Socialista. Que junta a acusação de falta de coragem à oposição para fazer as mudanças de que o país precisa. Vasco Maldonado Correia, aqui com a síntese da intervenção de Luís Montenegro.
O ministro da Economia sugere que o que vai ficar para a história do chumbo do pacote laboral é a resistência do primeiro-ministro em mexer nas pensões a troco da viabilização do diploma.
É o facto que, para Manuel Castro Almeida, vai resistir à passagem do tempo.
O que vai ficar para a história não é se o pacote laboral foi ou não foi aprovado. O que vai ficar para a história é que houve um primeiro-ministro que resistiu a mexer nas reformas dos portugueses, mesmo quando tinha, do outro lado, a proposta de aprovar uma lei que era importante para o governo. E mesmo com essa cenoura, de que é "aceitem mexer nas reformas que nós viabilizamos esta lei", o primeiro-ministro Montenegro resistiu a mexer nas reformas.
Castro Almeida sublinha também que o governo tudo fez para que as alterações à legislação laboral fossem aprovadas, aponta o dedo à oposição.
O PSD fez tudo o que tinha a fazer. Como era sua obrigação, negociou até ao limite, quer na concertação social, e recordar-se-á que estivemos quase perto do acordo. Depois negociámos no plano político, estivemos quase perto do acordo. Ninguém acuse o governo e o PSD de não ter feito tudo o que estava ao seu alcance. Agora, se do outro lado há uma contraparte que simula, que aponta para um lado, mas olha para o outro, que faz crer que vota e depois, à última hora, não vota, ou que impõe condições que não são possíveis, nessa altura, nada a fazer.
Sobre as eventuais dificuldades a partir deste processo legislativo para aprovar o próximo orçamento do Estado, Castro Almeida não está, para já, preocupado.
Não sei, nem esse assunto me tira o sono. Não é um assunto que eu tenha pensado esta noite, não vou pensar na próxima. Vamos fazer a nossa obrigação, apresentar um bom orçamento, um orçamento equilibrado, que faça o país crescer. E não vale a pena fazer aqui grandes prognósticos, porque como viu agora, no último minuto, já depois do árbitro apitar, um partido pode mudar de oposição e alterar tudo.
Sobre a eventualidade da legislatura terminar mais cedo, por falta de condições de governabilidade, Manuel Castro Almeida diz que o PS e o Chega, os dois principais partidos da oposição, só apresentam e aprovam uma moção de censura se acharem que vencem as eleições. Ora, sentencia Castro Almeida que um ou os dois partidos vão enganar-se.
E face ao aumento das temperaturas, a GNR reforçou os meios para a prevenção e deteção precoce de incêndios rurais.
É isso mesmo. Anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana. Há 210 patrulhas móveis diárias e 20 adicionais asseguradas pelas Forças Armadas. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou mais de 20 concelhos do país em risco máximo de incêndio rural na região Centro e no Algarve. Nos próximos dias, o risco vai aumentar e estender-se à região Norte de Portugal continental.
Isto porque os termômetros vão atingir temperaturas muito altas nos próximos dias, a começar já hoje.
Muito próximas essas temperaturas dos 40 graus. Por exemplo, em Évora, 39 graus de máxima prevista para este sábado, 38 em Castelo Branco e Beja. As temperaturas aumentam ainda mais amanhã. Há oito distritos do interior Norte, Alentejo e Centro sob aviso amarelo do IPMA. As temperaturas elevadas vão manter-se nos próximos dias e vai também aumentar o número de distritos sob aviso do IPMA.
Atualidade internacional. Israel foi incluído pela primeira vez na lista negra de abusos sexuais contra crianças palestinianas. O relatório da ONU motivou um momento de tensão esta madrugada nas Nações Unidas.
Com o embaixador israelita junto da ONU, Danny Danon, a acusar a representante especial das Nações Unidas para crianças e conflitos armados de ter cedido à obsessão do secretário-geral António Guterres de atacar Israel. Foi interrompido. Seguiu-se uma acesa troca de palavras. O momento foi este.
You came to the Secretary-General's obsession with targeting Israel.
I'm sorry, but I have to make a point. I have to make a point of order.
No, you will be quiet because it's what the chair should be doing.
I make a point of order.
Vanessa Frazier aqui a argumentar que tem provas das violações. O embaixador israelita junto da ONU a dizer que Vanessa Frazier devia ter vergonha e pede a renúncia da representante do secretário-geral.
Ainda no Médio Oriente, subiu para 16 o número de mortes que resultam de um ataque israelita no sul do Líbano.
Mais um ataque. Aliás, foram vários os ataques da última madrugada em diversos pontos do território do sul do Líbano. Isto apesar do anúncio, ontem à tarde, de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Os ataques são noticiados pela agência estatal do Líbano de notícias. Perante estes ataques, o Irã volta a avisar que os Estados Unidos têm de garantir que Israel cessa os ataques ao Líbano, um dos pontos do memorando de entendimento alcançado por iranianos e norte-americanos. Ontem surgiram informações de que Teerão tinha decidido suspender as negociações com os Estados Unidos, precisamente por causa dos ataques israelitas ao Líbano. A verdade é que não aconteceu a ronda negocial que estava prevista para ontem na Suíça, mas ao que tudo indica, deve realizar-se hoje. Um alto funcionário da administração norte-americana dá conta de que o enviado especial de Donald Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, viaja este sábado para a Suíça. Viagem que foi ontem cancelada, segundo a Casa Branca, por motivos logísticos.
12h08, Miguel. Aliás, 13h08. Já estava aqui uma hora para trás. Não, é para frente. 13h08. Vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
A Associação Zero está contra as novas barragens em afluentes do rio Guadiana. Os ambientalistas opõem-se aos dois projetos para Mértola e Beja, anunciados pela empresa gestora do Alqueva. Em comunicado enviado hoje à Agência Lusa, a Zero exige a suspensão imediata dos concursos públicos para os estudos relativos às barragens de Terges e Cobres e de Carrelas. O anúncio foi publicado quinta-feira em Diário da República. A apresentação de propostas decorre até ao próximo dia 20 de julho. A mulher do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, vai a julgamento por crimes como tráfico de influências, corrupção e desvio de fundos públicos. Fica também proibida de sair do país. A decisão judicial foi conhecida hoje. Subiu para 245 o número de mortes por Ebola na República Democrática do Congo. Dados atualizados pelo governo deste país africano. As mortes estão incluídas nos 933 casos confirmados da doença desde que foi declarada a epidemia no passado dia 15 de maio. A taxa de mortalidade do Ebola mantém-se entre os 30% e os 50%.
Ponto final no Jornal da Uma com o Miguel Videra.