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A regressar a casa. Uma da tarde, as notícias com Luís Soares e começamos com o Congresso do Livre. Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto foram eleitos porta-vozes do partido.
E por larga maioria, os resultados das votações foram conhecidos na última hora. Ricardo Lopes, agora em direto, a lista A conseguiu mesmo reforçar a presença na direção do partido.
Sim, como era esperado, não houve grande surpresa nesta eleição para o grupo de contacto do partido. A lista A, encabeçada por Isabel Mendes Lopes, vence com 67,9% dos votos. Fala agora a nova dupla de porta-vozes do partido, Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto. Vamos ouvir o que dizem neste discurso de vitória. Vamos escutar neste momento Isabel Mendes Lopes.
Os partidos não são um fim em si mesmo, são um meio para conseguir mudar as coisas. E este partido é o partido das ideias, uma energia certa para recuperar a política para aquilo que ela devia ser: o trabalho para o bem comum, o serviço ao país e aos nossos concidadãos e concidadãs. Obrigada a todos e a todas vocês, que o fizeram, fazem e vão continuar a fazer o Livre como é. O Livre cresceu muito, como se vê por este congresso. Somos a quinta força política no Parlamento, temos dezenas de autarcas por todo o país a fazer um trabalho absolutamente extraordinário. Quintuplicamos a nossa militância. Muitos de vocês chegaram ao Livre há pouco tempo e muitos de vocês até nem conhecem o Livre sem ser em períodos eleitorais. E, portanto, agora vamos ter dois anos, vamos ver o que é que acontece durante estes dois anos, para conseguirmos enraizar, fazer crescer e ampliar o Livre. E isso vai ser muito importante, porque cada uma e cada um de vocês tem um papel essencial no Livre e é assim que vai continuar a ser. Mas não basta.
Lista A, que vence, tem os nomes mais históricos do partido. Venceu com 432 votos, elege assim 11 pessoas para a direção, entre eles Rui Tavares.
Para uma direita polarizadora, extremista, que aposta no ódio e no preconceito para deslaçar aquilo que são os laços de comunidade e solidariedade que fazem uma sociedade mais forte. Eu não falo apenas da extrema-direita. Falo também de partidos históricos que adotam a retórica e até as bandeiras da extrema-direita e a sua cartilha. Falo de quem todos os dias legitima a extrema-direita e legitima os seus ataques às instituições, que são o que salvaguardam a nossa democracia. Falo de um governo de um país onde é impossível conseguir uma casa, onde o SNS está como está, mas que está mais preocupado em atacar a imigração, restringir a nacionalidade, discutir burcas ou proibir bandeiras. Não nos enganemos.
Isabel Mendes Lopes aqui com largas críticas ao executivo da AD.
Dos serviços mais vulneráveis, de todas nós, que estão a ser atacados categoria a categoria. Das pessoas imigrantes, ainda por cima essenciais para Portugal e para a nossa economia. Dificultam a sua vinda, quando o país, na verdade, precisa das pessoas imigrantes, dificultam a sua estadia em Portugal, querem dificultar direitos tão básicos como o acesso ao SNS. Mas não de todos os imigrantes. Os imigrantes ricos têm passadeira vermelha e privilégios fiscais em Portugal. Os direitos das pessoas LGBTQIA+ voltam a estar em causa, depois de já termos sido um dos países mais progressistas neste caminho para a igualdade. E não nos enganemos, a história das bandeiras não é mais do que um ataque visceral à bandeira arco-íris e à liberdade, à luta e ao orgulho que ela representa. E sim, é o orgulho.
Grande aplauso agora, aplausos também de Rui Tavares, que está na primeira fila, desiste o fato de porta-voz, mas mantém o lugar nesta direção do Livre, vai agora desempenhar uma função diferente, desta vez com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. Dizer também que esta lista majoritária do Livre aumenta, com estes resultados, o número de eleitos na direção do partido. Passa de 10 para 11 eleitos neste órgão executivo. Vamos escutar mais um pouco Isabel Mendes Lopes.
Mas o ataque não é só à bandeira, não é só simbólico, é à vida concreta das pessoas e das suas famílias. Depois de progressos enormes, como a lei da autodeterminação de género ou criminalização das chamadas terapias de conversão, num esforço conjunto entre vários partidos no Parlamento, esta aliança de direita e extrema-direita prepara-se para agora retroceder. Não têm uma noção do enorme sofrimento que estão a causar? Da nossa parte, lutaremos com todas as forças, nem um passo atrás.
Dar também nota dos resultados das listas da oposição, que de um modo geral concordavam com as críticas à excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes. Lista S ficou com 132 votos, graças ao método de Hondt, consegue três eleitos para a direção. Já a lista V tem uma votação menos significativa, 60 votos, ainda assim, elege uma pessoa. Vamos continuar a ouvir Isabel Mendes Lopes.
Às vezes de forma subtil, outras vezes de forma muito visível. No ano passado, a Assembleia da República tinha aprovado uma lei muito importante, a lei contra a violência obstétrica. Todas as mulheres sabem do que falo. E sabem que dar um nome a um fenômeno que está aí, que acontece todos os dias, dar o nome é preciso dar para o poder erradicar. É um problema estrutural, que tem na base um preconceito que todos e todas acabamos por ter enraizado, a resposta é identificá-lo pelo nome e atacá-lo de frente. E foi o que Portugal fez, e bem, há um ano, na vanguarda da Europa Ora bem, o Parlamento, este Parlamento que nós temos, prepara-se agora para o reverter, para apagar da lei o conceito de violência obstétrica e a não atacar este problema de frente. No Livre, vamos continuar a atacá-lo de frente e vamos lutar com todas as forças para que a violência obstétrica não saia da nossa lei.
Ficamos com o essencial do discurso de Isabel Mendes Lopes. Luís, dar nota também que foram revelados os resultados para a eleição do Conselho de Jurisdição do partido. O deputado Paulo Muacho foi eleito o novo presidente deste Conselho de Jurisdição. A lista que encabeçava teve 376 votos, sete eleitos, concorria contra a lista J, do advogado Ricardo Sá Fernandes, que teve 224 e, portanto, quatro eleitos. Por fim, deram também conta da nova composição da Assembleia do Livre. As deputadas Filipa Pinto e Filipa Gonçalves foram as duas pessoas com mais votos entre os 50 membros que vão compor a assembleia do partido. De momento, Luís, mais um aplauso de pé para esta nova dupla de porta-vozes do Livre. Entretanto, também há de falar o Jorge Pinto, seguido de Isabel Mendes Lopes.
Ricardo Lopes aqui em direto, ele que está a acompanhar o Congresso do Livre em Sintra, que encerrou com a vitória da lista de Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, eleitos porta-vozes do partido.
Destaque agora para Espanha. Está estabilizado o incêndio em Almeria que provocou 12 mortes, o que vai permitir o regresso a casa de cerca de mil pessoas.
O incêndio em Los Gallardos consumiu 7 mil hectares, chegou a ter um perímetro de 40 km. Ontem à noite, mais de 600 moradores foram autorizados a regressar a casa em várias localidades. O regresso das cerca de mil pessoas em falta vai ser feito agora de forma progressiva, como explicou o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno.
Uma equipa de cerca de 90 profissionais permanece no local e as mil pessoas que haviam sido retiradas de casa receberam autorização para regressar. Ontem, 600 moradores foram autorizados a voltar às próprias casas. No entanto, este regresso está a ser realizado de forma faseada para garantir que todas as medidas de segurança e precauções necessárias sejam observadas. Trata-se, portanto, de mais uma boa notícia para os moradores que, infelizmente, enfrentaram situações de grande perigo.
Para já, o perímetro está estabilizado e as perspetivas são favoráveis, acidenta o presidente da Junta da Andaluzia. No terreno, operacionais e voluntários andam pelos locais onde as chamas já foram extintas para tentar encontrar possíveis vítimas.
13h08, Luís, a esta hora, que outras notícias estão em destaque?
Mais de um terço do território francês está em alerta vermelho devido ao calor. O Serviço Meteorológico elevou para 37 o número de comunas francesas em alerta máximo devido à onda de calor. A partir do meio-dia de hoje, o Météo-France descreve o fenómeno como prolongado, intenso e generalizado, sublinhando que eleva o risco de propagação de incêndios florestais. A polícia britânica deteve um novo suspeito no caso de Anne White, que ambem causa a morte da antiga deputada de 78 anos. O corpo foi encontrado na casa onde vivia na quinta-feira. Ontem à tarde, a polícia deteve um homem descrito como cidadão britânico caucasiano, que está agora sob custódia policial. Na sexta-feira, a polícia tinha detido um outro homem, que entretanto deixou de ser suspeito. As autoridades sublinham que não existem indícios de terrorismo ou de risco alargado para a população.
Luís Soares com o Jornal da Uma.