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Com Miguel Videira. Miguel, já vamos escutar a garantia do ministro da Educação de que as classificações dos exames nacionais vão mesmo ser divulgadas na sexta-feira, mas começamos este jornal com essa nova vaga de ataques dos Estados Unidos contra o Irão.

Anunciado há pouco pelo comando central do exército norte-americano na rede social X. Na publicação é explicado que a ofensiva visa enfraquecer ainda mais os recursos militares de Teerão usados para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz. Não há até o momento indicação de quais os alvos atingidos pelas forças norte-americanas. O preço do barril de Brent continua, entretanto, a subir, ainda que a subida seja ligeira. Há pouco 0,2%, o barril de Brent estava a ser comercializado a 86 dólares.

Agora sim, os exames nacionais. O ministro da Educação revela que as provas estão quase todas corrigidas.

Falta muito pouco, garante Fernando Alexandre.

Estamos neste momento com 99% das respostas corrigidas. O processo está a decorrer com normalidade. Obviamente, quando chegamos à fase final, é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem, por exemplo, ter emitido um atestado médico. Esse processo, obviamente, exige que essas provas sejam entregues a outro professor. Mas eu penso que durante a manhã de hoje as provas estão quase todas fechadas. Estamos a falar de 99%.

Face a este balanço, o ministro Fernando Alexandre assegura que as pautas com as classificações vão mesmo ser divulgadas depois de amanhã e rejeita qualquer falta de rigor no processo de avaliação.

Ao contrário do que muitas vezes foi dito, nunca foi dito a nenhum professor: "Corrija uma prova que não está completa". Aliás, quando nós identificamos alguma dificuldade, nós corrigimos e pedimos ao professor que corrija outra vez, que faça outra vez a nova avaliação. Desta forma, garantimos que na próxima sexta-feira teremos a publicação de todas as avaliações com rigor, com toda a transparência.

O ministro da Educação voltou a deixar uma palavra de elogio e agradecimento aos professores, tendo em conta os problemas que têm enfrentado.

A prova que tem tido mais dificuldades foi a de português, porque é a prova mais difícil de corrigir. E deixo aqui um agradecimento muito especial, não apenas aos professores de português, mas a todos, porque nesta reta final e porque houve de facto erros, houve professores que tiveram que corrigir a mesma prova três vezes, isso está identificado. Mas o que é que isso mostra? Isto mostra, por um lado, o esforço que está a ser pedido aos professores e que nós reconhecemos e que nós agradecemos, mas mostra, por outro lado, o comprometimento total que nós temos com o rigor da avaliação.

Declaração do ministro da Educação, que marcou presença na cerimânia de abertura do encontro Ciência e Inovação. Foi acompanhado pelo primeiro-ministro, que não prestou declarações aos jornalistas à saída. Lá dentro, sublinhou esta ideia: é preciso não ter medo de arriscar.

Não vou dizer que nós procuramos na política a validação científica daquilo que decidimos, mas procuramos sempre que aquilo que decidimos seja o mais adequado e o mais sustentado na realidade que temos hoje e na realidade que queremos construir para amanhã. Mas também aí não ignoramos o princípio de que vos falei há pouco. Também aí não nos importamos de arriscar. Mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem, nós vamos arriscar na mesma, até por uma razão moral, porque se nós incitamos a sociedade a fazê-lo, nós temos que ser os primeiros também a dar o exemplo.

Luís Montenegro, primeiro-ministro, a declaração que fez durante a cerimânia de abertura deste fórum, deste encontro subordinado ao tema da ciência e da inovação. Luís Montenegro, primeiro-ministro que, como disse à saída, não prestou declarações aos jornalistas.

Mas ontem à noite lamentou algumas resistências dos professores a este processo de digitalização dos exames nacionais.

Uma declaração que, segundo o presidente da Associação de Diretores das Escolas Públicas, Filinto Lima, não caiu bem entre a comunidade escolar.

Essas afirmações caíram muito mal no seio das comunidades educativas. Os professores sentiram-se injustiçados com aquilo que ouviram. Eu acho que Luís Montenegro devia agradecer aos professores, a todos os professores, aos diretores, às escolas, aos professores classificadores, pelo trabalho que tem sido feito, que muitas vezes tem enormes constrangimentos, resultante de quê? Resultante da digitalização, processo inovador, e resultante da plataforma. O problema não são os professores.

É o que diz o presidente da Associação Nacional, que representa os diretores dos estabelecimentos de ensino, Filinto Lima, entrevistado esta manhã aqui na antena do Observador. Entretanto, há uma novidade relacionada com o pedido de esclarecimentos por parte dos partidos da oposição. Esclarecimentos do Fernando Alexandre em torno destes problemas associados à classificação dos exames nacionais. Junta-se a este jornal da 13h o coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Videiro Dias. Miguel, vários partidos pediam a audição do ministro Fernando Alexandre e há já um debate de urgência agendado para esta semana.

Sim, para sexta-feira de manhã, esse debate de urgência pedido pelo PCP e também pelo Chega foi aprovado na conferência de líderes parlamentares, que terminou há poucos minutos, com o PCP e o Bloco a denunciarem que a AD foi contra a marcação deste debate. Assim, um dia depois do Estado da Nação, que está marcado para amanhã à tarde, é a vez do Parlamento discutir a situação dos exames e do setor da educação. Por confirmar está ainda sobre se o governo se fará representar pelo próprio ministro Fernando Alexandre, isto porque tem a possibilidade de indicar um outro governante. Fernando Alexandre pode sempre alegar indisponibilidade de agenda e resta ainda confirmar se será o próprio titular da pasta da Educação a marcar presença. Essa pressão está também a ser feita pelos partidos da oposição, que estão a falar a esta hora aos jornalistas, Chega, PCP e Bloco de Esquerda, a insistirem que o governo se deve, naturalmente, fazer representar por Fernando Alexandre e não delegar esse debate num outro ministro. Por exemplo, Carlos Abreu Amorim, ministro dos Assuntos Parlamentares, que habitualmente marca também presença em todos os debates na Assembleia da República. Para já, a garantia que sai desta reunião é que vai mesmo haver debate sobre a situação dos exames sexta-feira, a partir das 10h.

É uma informação saída da reunião da Conferência de Líderes, que terminou há instantes. Teve lugar esta manhã no Parlamento. Dessa decisão, aqui nos deu conta o jornalista do Observador e coordenador de política da rádio, o Miguel Viterbo Dias.

O ministro das Finanças não se compromete com o pagamento do suplemento de pensões este ano.

Diz que foi possível atribuir este suplemento em 2024 e o ano passado, porque nessa altura existia margem orçamental. Este ano, vamos ver.

Ninguém antes tinha o atribuído antes deste governo. E, portanto, o suplemento de pensões é algo que este governo atribuiu em 24, que atribuiu em 25, porque tinha margem orçamental para o fazer. Veremos, no decorrer deste ano, se existe essa margem orçamental para poder voltar a atribuí-lo.

Foi o que disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ouvido esta manhã pelos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças sobre a evolução das contas públicas. O ministro aponta para um saldo orçamental nulo. É essa a expectativa que tem. Quem também esteve a ser ouvido esta manhã no Parlamento foi o ministro da Economia. Manuel Castro Almeida diz que o governo não antecipa novas medidas para amenizar a subida dos custos com os combustíveis, apesar da subida do gasóleo e gasolina. Esta semana, diz Castro Almeida que a medida de desconto do ISP em vigor é suficiente.

Em Paredes, já está em fase de rescaldo o incêndio que atingiu esta madrugada a zona industrial. Não há registo de feridos.

As chamas consumiram 10 armazéns de vários tipos de atividade na zona de Sobrosa, no concelho de Paredes. O alerta foi dado perto das 5h e há pouco o comandante dos Bombeiros Voluntários de Paredes, José Morais, dava conta que o incêndio já tinha entrado em fase de rescaldo no local. Estavam há pouco 55 operacionais apoiados por 20 viaturas.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

"Um excelente trabalho que tem de ser continuado." É desta forma que o presidente dos Estados Unidos se refere ao trabalho dos agentes do ICE envolvidos no controle de imigração. A declaração na rede Truth Social. Nas últimas três semanas, morreram três pessoas na sequência de operações de fiscalização de trânsito que visam encontrar imigrantes ilegais. O caso mais grave teve como protagonista um homem de nacionalidade colombiana em situação legal nos Estados Unidos, segundo o pai da vítima, que morreu na sequência de disparos feitos pelos agentes do ICE. Os incêndios na floresta de Fontainebleau, em França, consumiram mais de 2 mil hectares. A polícia deteve seis pessoas. Um dos detidos é bombeiro voluntário. Confessou ter ateado fogo a ramos secos com isqueiro e gasolina. O outro suspeito diz que provocou um fogo de forma acidental com um cigarro. Nesta altura, ainda há três focos de incêndio de intensidade moderada.