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Está de seguida. E Miguel, começamos pelo tema que está a marcar a atualidade, a educação. Parece que tem a palavra agora o Júri Nacional de Exames. O Ministro da Educação revela que os exames estão todos corrigidos.
Compete agora ao Júri Nacional, sublinha o ministro Fernando Alexandre, enviar toda a documentação às escolas para que as classificações possam, por fim, ser afixadas.
Para informar que o Júri Nacional de Exames tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas. Por isso eu não antecipo razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames nacionais.
A bola está do lado do Júri Nacional, sendo que há uma hora, na escola Padre António Vieira, em Lisboa, as pautas ainda não tinham sido afixadas. Disso mesmo nos dava conta o repórter Martim Madeira. Martim, e agora?
A melhor resposta que eu tenho é: não estão ainda afixadas. A secretaria até alargou o período de fecho. Era suposto fechar à 13h, portanto mesmo agora, e um pai que saiu aqui da escola deu-nos conta que alargaram a secretaria para as 16h e vai ser essa a nova hora de fecho, o que indica que a entrega dos exames pode ainda ser estendida e que pode ainda demorar algum tempo. Quanto a professores e direção, ainda tentamos falar novamente, mas continuam em reunião dentro da Escola Secundária Padre António Vieira. Encontrámos, de facto, um docente de outra escola da zona cá fora, que está também nessa reunião e que se recusou a prestar qualquer tipo de declarações sobre a situação. Já outras duas responsáveis que estão presentes nessa reunião, também vieram cá para fora e apenas adiantaram que não há ainda nada em termos de notas e que dizem mesmo que não vão ficar cá durante muito mais tempo. Ainda se levanta também a questão, pelo que me disseram, que há dúvida de quem é que vai afixar estas notas, porque de facto estão a demorar muito tempo. Quanto a alunos, encontrámos um do 12º, que se mostrou preocupado pelos colegas. Diz que muitos estão com ansiedade com esta situação dos exames. Já em termos pessoais, explicou-nos que vai de qualquer maneira à segunda fase e, portanto, não faz diferença. Já uma aluna do 11º, que também aqui passou, contou que está preocupada porque pode haver a possibilidade de pedir uma reapreciação do exame de Biologia, que é já na próxima semana, e precisa de saber hoje a nota. De resto, os dois alunos manifestaram uma crítica em comum, de que o site usado para as inscrições nos exames não funciona. Dizem que essa plataforma está com constantes erros, sempre a ir abaixo, especialmente quando muitos alunos estão no site em simultâneo e ainda não há notas. Esperemos que em breve essas entregas e essa pauta sejam afixadas.
Do lado de Isilda, quem espera sempre alcança. É também essa a expectativa de muitos pais e também do repórter do Observador, Martim Madeira, que tem estado junto à Escola Padre António Vieira, na zona de Alvalade, em Lisboa, para aqui nos dar conta se de facto se concretiza essa afixação das pautas.
Apesar dos problemas registados com a correção dos exames e o adiamento por três dias nesta divulgação das notas, o ministro da Educação garante que não vai ser necessário mexer noutros prazos.
Vez logo a segunda fase dos exames nacionais, mas também o calendário de acesso ao ensino superior. Garantia deixada durante o debate de urgência sobre os exames pedido pelo PCP, que foi antecedido, Vasco Maldonado Correia, pela tal outra garantia.
As provas estão corrigidas e agora o Ministro da Educação passa a bola para o Júri Nacional de Exames.
Uma entidade que tem uma independência reforçada, que é bom não esquecer, o que também lhe dá uma responsabilidade acrescida.
Fernando Alexandra garante que não há necessidade de rever o calendário de acesso ao ensino superior e promete uma segunda fase mais calma.
Vamos poder fazer uma segunda fase com muito mais tranquilidade, o que não quer dizer que não haja ainda processos de melhoria para o próximo ano.
Sublinha que em causa está uma necessidade de dar um passo em frente, mesmo que alguns continuem a resistir.
Não há outra forma do país avançar sem mudar o nosso sistema educativo. Eu sei que para o Partido Socialista, aliás, isso foi ontem dito aqui por uma deputada, é melhor não fazer nada porque há o risco de alguma coisa correr mal.
Ao PS não serve a carapuça, como explica a deputada Aida Carvalho.
O que nunca aceitaremos, senhor ministro, é que em nome de um discurso reformista, se transformem alunos, professores e escolas em meras cobaias de experiências mal concebidas.
Para o Chega, o executivo está a fugir às responsabilidades.
Um governo que passa a culpa a um, a outro, a outro e a outro e não percebe que quem governa, quem tutela a educação, tem a responsabilidade perante pais, famílias, comunidade escolar, diretores e professores de lhes dar resposta, está a falhar na sua função de ser governo.
O debate de urgência acontece a pedido do PCP. Paula Santos também aponta a mira a Fernando Alexandre.
É uma responsabilidade sua, senhor ministro. É uma responsabilidade do governo. Foi uma responsabilidade de quem tomou uma decisão para alterar um procedimento sem estarem reunidas as condições.
E Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, quer voltar a ver o ministro no Parlamento.
As notas que saírem hoje, sairão por responsabilidade dos professores. O que falhou foi tudo por sua causa. Vemo-nos na Comissão Parlamentar de Inquérito.
O governo debaixo de fogo na Assembleia da República, acusado de ter tentado dar um passo maior que a perna na correção dos exames nacionais.
Vasco Maldonado Correia, jornalista do Observador, que acompanhou este debate de urgência pedido pelo PCP, com a oposição a visar o ministro Fernando Alexandre.
Foi convidada da Vixi Suave, Alexandra Leitão defende a saída de Fernando Alexandre do cargo de ministro da Educação.
A antiga líder parlamentar do PS, que também foi secretária de Estado da Educação, defende que o problema com os exames nacionais está a afetar toda a estrutura do governo. Em entrevista à Vixi Suave, o programa da secção de política do Observador, Alexandra Leitão diz que o ministro deve sair, mas só depois do problema ser resolvido.
Isto é um problema que o governo criou com decisões políticas erradas
E que, de certa forma, afeta até todo o governo, porque nós vimos o primeiro-ministro dizer que a culpa era da resistência dos professores e ouvimos o próprio ministro da Reforma do Estado dizer: "Bom, estas coisas para se avançar têm que se fazer por tentativa e erro". Acho que o senhor Ministro da Educação tem primeiro que resolver este problema e depois tem que olhar para si, e o governo tem que olhar para tudo e perceber se ele tem condições políticas para continuar. Já tive a oportunidade de dizer isto, que vou dizer a seguir e vou manter: eu tenho dúvidas que ele tenha condições para continuar.
Foi isso que disse Alexandra Leitão, entrevistada pelos jornalistas da seção de política do Observador, autores do programa "Vici e Suave", com críticas ao governo pela falta de empatia com as famílias. Este tema da empatia foi, de resto, abordado por Luís Montenegro durante o debate do Estado da Nação. A antiga líder parlamentar do PS, atual vereadora da Câmara de Lisboa, deixa ainda elogios à liderança de José Luís Carneiro.
Há mais uma polêmica a envolver o ministro da Administração Interna. Depois da questão em torno das faturas e dos comprovativos de pagamento das obras do monte em Santo Teotónio, foi descoberto um atrelado de droga apreendido em 2024 pela PJ na Constrobarcelos.
A empresa que celebrou 17 contratos com a Polícia Judiciária por um valor acima de € 2 milhões e tem obras particulares em curso no monte alentejano do ministro da Administração Interna, Luís Neves. Aqui conosco está o José Rafael Lopes. Zé, este atrelado estava no Seixal, desapareceu o ano passado.
E esta semana foi encontrado, interceptado e removido pela PJ a 350 km de distância, em Barcelos. Estava acoplado a um caminhão da empresa Constrobarcelos, a tal que está a fazer obras para o ministro da Administração Interna. A notícia foi avançada pela CNN Portugal e pela TVI, que diz que foi aberto um inquérito para apurar as circunstâncias em que o veículo foi parar às instalações da Constrobarcelos. Esta situação está agora a ser investigada. Terá acontecido na altura em que o atual ministro da Administração Interna era diretor-geral da PJ, o cargo que ocupava antes do convite para ser ministro. O atrelado tinha sido apreendido no âmbito de uma investigação da PJ, que levou a cabo uma megaoperação de combate ao tráfico de droga e desmantelou um laboratório de cocaína em Portugal. A dúvida agora é se esta detecção deste veículo nas instalações do empreiteiro amigo de Luís Neves foi formalmente comunicada ao Ministério Público. Este caso acontece numa altura em que estão a ser investigadas as obras ao monte do ministro em São Teotónio. Luís Neves contratou João dos Santos Carvalho, um empreiteiro amigo, para fazer o trabalho nos montes. Este empreiteiro já tinha trabalhado em várias instalações da PJ espalhadas pelo país, entre elas a remodelação da sede na Guarda, que foi dividida em cinco adjudicações entre 2020 e 2023, bem como as obras no edifício da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora, cujo contrato não foi registrado no Portal Base. Luís Neves negou, em entrevista ao "Não", qualquer tipo de preferência por João dos Santos Carvalho. Disse que só tinha conhecido pessoalmente o empreiteiro no fim da obra da Guarda, quando já tinham sido adjudicados 70% dos contratos. Sobre as obras no monte alentejano do ministro, as mais de 100 faturas foram entregues ao Observador pelo Ministério da Administração Interna. Revelaram que o valor faturado pela empresa por todos os serviços ultrapassou os € 23 mil. Não foram entregues, contudo, os comprovativos de pagamento por parte de Luís Neves.
Entretanto, Zé, há instantes a Polícia Judiciária divulgou um comunicado, enviou uma resposta ao Observador, perguntas feitas pelo Observador, relacionadas com este caso do atrelado. Que esclarecimentos são prestados?
A PJ divulgou precisamente esse comunicado, confirma a abertura de um inquérito e que esse mesmo inquérito já foi comunicado ao Ministério Público e diz também que esse atrelado, que foi interceptado, não tinha qualquer tipo de estupefacientes.
Os esclarecimentos da Polícia Judiciária. Aqui o José Rafael Lopes, que tem em mãos este caso, que envolve o ministro da Administração Interna. Ontem, Luís Montenegro, o primeiro-ministro, saiu em defesa do ministro. Foi durante o debate do Estado da Nação. O chefe de governo diz que tem confiança total no trabalho de Luís Neves.
Outras notícias em destaque a esta hora.
Vem novo aumento. Não se sabe exatamente quando, mas é praticamente certo, de acordo com a previsão da ANAREQ, a associação que representa os revendedores de combustível, que o preço do gasóleo e da gasolina vai voltar a aumentar. No caso do gasóleo, o aumento é de chegar aos 12 cêntimos, no caso da gasolina, cinco. Os preços da habitação aceleraram em quase metade os 24 municípios mais populosos de Portugal no primeiro trimestre do ano. Dados do Instituto Nacional de Estatística. Os preços da habitação aceleraram em 11 dos 24 municípios com mais população. O INE destaca Funchal e Guimarães, mas a verdade é que todos os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto registraram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional. Há apenas duas exceções nestas áreas metropolitanas: Gondomar e Santa Maria da Feira.