Mais de 1.500 pedidos de ajuda de habitantes de Gaza foram recebidos este sábado pela defesa civil do enclave devido à forte tempestade que deixou tendas e abrigos inundados ou danificados, noticiou a imprensa internacional.

“Registámos inundações em acampamentos inteiros, em todas as zonas e cidades da Faixa de Gaza, desde o amanhecer de hoje”, declarou a defesa civil de Gaza num comunicado, citado pela agência de notícias EFE.

A defesa civil acrescentou que as operações de resgate foram realizadas entre a população deslocada devido à guerra entre Israel e o grupo islamista Hamas, que teve início em outubro de 2023.

Um ano após o início do alegado cessar-fogo em Gaza — que não travou os ataques diários de Israel —, as contínuas restrições impostas pelos israelitas e a falta de financiamento obrigam 1,65 milhões de habitantes a enfrentar o quarto inverno em tendas deterioradas e edifícios danificados, segundo dados do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC).

Em imagens partilhadas a partir de Gaza, ainda antes do amanhecer, é possível ver relâmpagos e ruas com correntes de água que arrastam lonas e inundam tendas onde se encontram os pertences de famílias inteiras.

A defesa civil anunciou o envio de 30 equipas para várias áreas para lidar com os efeitos devastadores da tempestade e responder às chamadas de emergência.

Esta manhã, os moradores de um prédio de três andares — que ruiu parcialmente devido aos ventos fortes, perto do Clube Ahli, no campo de refugiados central de Nuseirat — foram retirados. A defesa civil informou que não houve feridos.

A norte, um jovem foi resgatado depois de o teto ter desabado sobre ele, sem sofrer ferimentos graves, detalhou o órgão de resgate.

“O inverno numa tenda não é apenas uma estação, mas um pesadelo”, alertou num relatório, em outubro passado, Nesma al-Sallaq, coordenadora de alojamento do NRC em Gaza.