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Observador é uma hora. Jornal da Uma com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, vamos começar pela Comissão Europeia, que afirma que a tentativa de ataque da Rússia ao aeroporto alemão de Leipzig não vai ser tolerada e afirma que a pressão da Europa e da NATO sobre Moscovo vai aumentar.

Uma garantia deixada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, depois de a Alemanha ter acusado ontem formalmente Moscovo de ser responsável pelo ataque híbrido registrado no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Foram detectados drones com explosivos no aeroporto alemão. Von der Leyen diz estar solidária com o povo da Alemanha, depois dessa tentativa, diz que este tipo de incidentes são um padrão cada vez mais perigoso. Garante que o apoio à Ucrânia vai prevalecer, assim como a pressão sobre a Rússia.

"Nós não vamos tolerar este tipo de ataques. Estamos completamente solidários com a Alemanha. Se a intenção era fazer com que deixássemos de apoiar a Ucrânia, isto só fortaleceu a nossa causa. A intimidação não vai resultar. Estamos unidos. A Europa e a NATO não vão apenas manter a pressão, vamos aumentá-la. Não vamos parar até que a Rússia pare de bombardear, matar crianças, homens e mulheres inocentes da Ucrânia".

A presidente da Comissão Europeia diz também que neste novo paradigma mundial, as infraestruturas do dia a dia tornam-se alvos na linha da frente de guerra. Ursula von der Leyen anuncia que a Europa tem equipas de intervenção rápida prontas para responder no terreno e sanções para responder no âmbito económico.

"Temos de considerar as nossas infraestruturas do dia a dia como alvos da frente de guerra e temos de os proteger, tendo em conta isso. Vamos apoiar qualquer Estado-membro que seja alvo de ataques russos. A Europa já tem equipas de resposta rápida capazes de responder a este tipo de ataques dentro ou fora da União. As nossas sanções enfraqueceram a economia russa e podem ser aumentadas, estão prontas para ser usadas e quaisquer que sejam as lacunas que a Rússia esteja a explorar, vamos impedi-las".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na conferência de imprensa onde falou também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirma que tudo está a ser feito para garantir a segurança dos membros da Aliança Atlântica. Sublinha a união entre a NATO e a Europa.

"A Rússia está cada vez mais imprudente. Enquanto continua uma guerra terrível contra a Ucrânia, vemos cada vez mais drones e mísseis a passar pelo nosso espaço aéreo, o que aumenta o risco. Os exemplos são muitos, os perigos que a Rússia apresenta são claros. Estamos a trabalhar para garantir que estamos preparados para manter o nosso povo seguro. Se a Rússia pensa que estamos divididos ou que deixaremos de apoiar a Ucrânia, está enganada. A nossa unidade é inabalável".

Secretário-geral da NATO, Mark Rutte, numa conferência de imprensa depois de a Alemanha ter acusado a Rússia de uma tentativa de ataque ao aeroporto de Leipzig.

E Portugal vai convocar ainda hoje o embaixador da Rússia em Lisboa para discutir os ataques híbridos ao aeroporto de Leipzig, que a Alemanha, Vasco, atribui à Rússia.

Anúncio feito esta manhã por Paulo Rangel à entrada para a reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia na Irlanda. O chefe da diplomacia portuguesa explica que é natural que nos próximos dias o embaixador russo seja chamado a esclarecer o caso.

Eu diria que hoje de manhã faremos essa convocatória. Iremos convocar o embaixador russo para explicações sobre este incidente. Fá-lo-emos ainda durante a manhã, portanto é natural que depois nuns próximos dias, ele venha ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A resposta portuguesa é passar apenas por sanções ou ir mais além e assumir outro tipo de formas?

Não, porque neste momento o que está em causa são sanções. Hoje, como sabe, provavelmente vamos discutir, embora sem tomar ainda a decisão, um pacote muito alargado de sanções visando indivíduos e empresas.

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, à entrada para uma reunião informal dos chefes da diplomacia da União Europeia.

E à entrada para esta reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros falou também da situação no Médio Oriente.

Perante o repto dos Estados Unidos, que pede uma maior pressão económica sobre o Irão, Paulo Rangel diz que é preciso analisar caso a caso.

Nós vemos sempre com apreensão a deterioração da situação no Médio Oriente. Temos sempre chamado a atenção para que é necessário desescalar e portanto vemos com bastante apreensão. Portugal já tem um regime que a União Europeia há muito tempo definiu de sanções relativamente ao Irão e, portanto, qualquer outro movimento terá de ser visto caso a caso. Na nossa opinião, é fundamental que as partes possam voltar a uma mesa das negociações e que possa ser reposta a liberdade de navegação.

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações esta manhã na Irlanda.

E Vasco, subiu para 18 o número de mortos dos ataques ou resultantes dos ataques de ontem à noite entre Estados Unidos e Irão.

Quatro das vítimas mortais registaram-se num casamento depois de mísseis norte-americanos terem atingido uma casa no sul do país. Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva contra o Irão, a segunda em 48 horas, uma resposta a tentativas de ataques contra navios mercantes no Estreito de Ormuz por parte do Irão. É no mínimo o que afirmam os Estados Unidos. As autoridades iranianas retaliaram com o lançamento de mísseis contra infraestruturas norte-americanas em vários países do Golfo Pérsico.

E será daqui a três horas e meia que André Ventura irá anunciar ao país a decisão do Chega sobre a moção de censura ao governo.

Notícia confirmada por fonte oficial do Chega numa nota enviada às redações. André Ventura vai fazer uma declaração na sede do partido a partir das 16h30. Vai anunciar se afinal o Chega avança ou não com uma moção de censura ao governo de Luís Montenegro, motivada pelas várias polémicas em torno do ministro da Administração Interna, que garantiu ontem que não vai sair do Executivo. Ontem à noite, André Ventura assumiu também, em entrevista à CNN Portugal, que está mais perto de dar luz verde a essa iniciativa.

E Sérgio Sousa Pinto alerta para a politização das forças de segurança, levada a cabo por Luís Neves no discurso de ontem na Madeira.

O ministro da Administração Interna falou numa cerimónia dedicada à polícia para se defender dessas polémicas. Ora, esta manhã, no programa "Realpolitik", o antigo deputado socialista Sérgio Sousa Pinto fala num discurso razoável, mas com pouco sentido de oportunidade.

É um discurso razoável. Agora, não percebi foi a circunstância escolhida. Aquilo parecia uma ação de politização das forças de segurança. Porque quem é que estava lá? Quem era o auditório? Eram as forças de segurança. Qual é o sentido de estar a fazer aquela preleção diante das forças de segurança? Portanto, acho que o contexto foi um bocadinho pouco ponderado. Agora, quanto ao resto, defendeu-se politicamente, que é o que lhe compete fazer.

O Chega anuncia hoje se vai ou não avançar com essa moção de censura ao governo. Sérgio Sousa Pinto aponta algumas dúvidas ao sucesso dessa moção.

Causa-me muita impressão que uma cruzada liderada pelo líder do partido de extrema-direita derrube um ministro que é o representante do poder político democrático, porque o Luís Neves está no governo porque foi convidado pelo partido a quem os portugueses deram a maioria.

Análise de Sérgio Sousa Pinto, antigo deputado do PS, feita esta manhã no "Realpolitik" da Rádio Observador.

E Rui Rocha, antigo presidente da Iniciativa Liberal, alerta que o Presidente da República está a enviar mensagens ao governo sobre o funcionamento irregular das instituições.

Precisamente sobre o caso Luís Neves, o deputado liberal considera que esse aviso chegou aqui na Rádio Observador pela voz de Adalberto Campos Fernandes, que foi escolhido por António José Seguro para coordenar o pacto para a saúde.

Temos António José Seguro sitiado em Belém, sendo que eu considero relevante as declarações de ontem de Adalberto Campos Fernandes, a dizer que estamos já perante uma questão de regular ou falta dele, funcionamento das instituições. Nós sabemos que Adalberto Campos Fernandes é muito próximo de António José Seguro e não podemos interpretar isto de outra maneira que não seja uma mensagem do Presidente da República. Parece-me que vai ser necessário mais do que isso, porque já percebemos que o vizir de Odemira, Luís Neves, ainda não compreendeu qual é o seu papel, ainda não compreendeu o mal que está a fazer às instituições.

Ideia transmitida por Rui Rocha no Explicador, deputado da Iniciativa Liberal, não revela o sentido de voto do partido caso a moção de censura do Chega avance mesmo, diz que estas polémicas prejudicam tanto a Polícia Judiciária como Luís Montenegro e o próprio Presidente da República.

Uma hora e nove minutos, Vasco, que outras notícias estão a marcar a atualidade esta quarta-feira?

A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, subiu para 1,59%. Já o montante das novas operações de depósito atingiu um máximo histórico, mais de 13 bilhões de euros no mês de julho. São dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal. A taxa Euribor subiu a três e a 12 meses, 10 a seis, no caso da Euribor a seis meses, que em janeiro de 2024 passou a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, sofreu uma descida, encontra-se neste momento nos 2,7%, valor mais alto desde novembro de 2024. Já a taxa a 12 meses subiu para os 3%, valor mais alto desde setembro. No prazo mais curto, a três meses, o valor subiu também para os 2,6%. O suspeito do homicídio de Charlie Kirk pode enfrentar a pena de morte. O juiz responsável pelo caso, Tony Graf, considera haver provas suficientes para que o suspeito Tyler Robinson, de 23 anos, seja julgado por homicídio agravado. O Wall Street Journal explica que dentro dessa sentença está a possibilidade de ser aplicada a pena de morte. A defesa pediu uma acusação menos grave, precisamente para tentar afastar essa pena de morte.

É o ponto final do Jornal da Uma, que teve a edição do Vasco Maldonado Correia.