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Vasco, começamos com as três surpresas nos escolhidos de Jorge Jesus para a primeira convocatória do técnico como selecionador nacional português.
Samuel Soares na baliza, Nuno Tavares na defesa e Fábio Silva no ataque são as principais novidades da primeira convocatória de Jorge Jesus, que promoveu também o regresso de João Palhinha às opções da Seleção A. De fora, em relação à última convocatória, esta de Roberto Martínez, ficaram José Sá, Matheus Nunes, Nelson Semedo, Samu Costa e Gonçalo Guedes. Vamos em direto até à Cidade do Futebol, onde está o Martim Madeira. Martim, estiveste a ouvir nesta última hora as longas explicações de Jorge Jesus para esta primeira lista de escolhidos. É acima de tudo, Martim, uma lista que aposta na continuidade.
Sim, quatro alterações apenas naquela que foi a primeira convocatória de sempre como selecionador nacional. Uma convocatória que contou com estas quatro caras novas em relação àqueles que foram os convocados pro Mundial nos Estados Unidos. E Jorge Jesus justifica o porquê destas quatro caras novas.
Primeiro, dos quatro, tirando o Fábio Silva, foi o único que não trabalhou comigo. Os outros três já trabalharam comigo: Samuel, o João Palhinha e o Nuno Tavares. Portanto, são jogadores que já me conhecem, que eu também já os conheço. Para além disso, tirando o João, os outros três jogadores são jogadores na faixa dos 20 e poucos anos, quer dizer que em 2030 ainda são jogadores que ainda não chegaram aos 30 anos, são jogadores do presente e do futuro, e principalmente pelo que é o mais importante, pelo que neste momento eles estão a fazer nos seus clubes.
O treinador nacional refere ainda que nesta seleção estão 13 jogadores que já treinou.
Nesta convocatória estão 13 jogadores que já trabalharam comigo. Parece que não, mas ajuda, porque eu vou jogar, não tenho uma base, a equipe vai começar a jogar. E, portanto, dentro deste perfil, houve vários jogadores que para mim foram importantes na minha decisão e a minha escolha.
Relativamente a contactos com o antecessor, Roberto Martínez, JJ garante que não falou com o técnico que comandou Portugal no Mundial 2026.
Não, não falei com o meu colega. Até hoje não falei com ele. A mudança não é assim tão complicada. Para mim não é complicada em nada, porque a gente tem um período de treino. É verdade que nos clubes às vezes até temos dois períodos de treino, ou seja, o bi diário. E, portanto, eu tenho estado a adaptar fácil.
Uma adaptação que ainda está a decorrer. Foi esta a primeira convocatória de Jorge Jesus como selecionador nacional, com quatro caras novas. Esta convocatória é pra Liga das Nações. Portugal está na Liga das Nações A, no grupo quatro, e o primeiro jogo de Jorge Jesus como selecionador nacional será no Estádio José Alvalade, em Lisboa, no dia 24 de setembro, frente ao País de Gales.
Martim Madeira esteve a acompanhar o anúncio da primeira convocatória de Jorge Jesus para a Seleção Nacional. Portugal que tem encontro marcado com o País de Gales, com a Dinamarca e ainda uma dupla jornada com a Noruega, jogos a contar para a Liga das Nações. Viramos atenções para a política. Depois das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, o Parlamento discutiu hoje o aumento do custo de vida a pedido do PS.
E como esperado, houve discórdia entre as principais forças partidárias, com acusações de cumplicidade, e o PSD a negar que o governo tenha responsabilidades na subida do preço dos combustíveis. Miguel Gato.
O debate começou com a intervenção de José Luís Carneiro.
Estamos a exigir ao governo que governe e que responda às necessidades fundamentais das famílias, reduzindo os custos com os combustíveis, os custos com eletricidade, os custos com os gás para as pessoas e para as empresas.
Se por um lado o secretário-geral do PS faz exigências ao governo, acusa também o Chega de ser cúmplice do PSD, no que considera ser uma falha na resposta à crise do custo de vida.
Houve um biombo que impediu o escrutínio da ação do governo na resposta a esta crise. Esse biombo tem um nome, mas não é Partido Socialista, é Chega e chama-se André Ventura.
Perante as acusações do PS, André Ventura devolve a crítica.
Não há nenhuma norma-travão que trave José Luís Carneiro. O que trava José Luís Carneiro é um acordo enviondo com o PSD para não baixar o IVA dos combustíveis.
Com esta troca de acusações, Hugo Soares sobe ao púlpito para criticar quem atribui a responsabilidade ao governo.
Está a mentir, é demagógico e é populista, porque não é responsabilidade do governo. A responsabilidade do aumento dos preços é de uma guerra, de uma guerra que todos condenamos.
E lembra.
Hoje, por litro, se não fosse a decisão do governo português, e não foi a decisão nem do deputado André Ventura, nem do deputado José Luís Carneiro, os combustíveis estavam mais caros 23 cêntimos.
Já a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, não gostou da declaração de ontem de Luís Montenegro.
Nós temos um primeiro-ministro à deriva, a distribuir dinheiro dos contribuintes sem critério, sem visão, sem rumo e sem eficácia.
Tal como a deputada do LIVRE, Patrícia Gonçalves, que critica o anúncio da descida do IRS.
Para mais de dois milhões de famílias que não pagam IRS, que são as de menores rendimentos, representa zero.
Bloco de Esquerda e JPP pedem o IVA zero no cabaz alimentar. Já o PCP diz que o PS não está livre de responsabilidades e que tem cumplicidade com a direita.
Reportagem do Miguel Gato com os destaques desta sessão parlamentar que serviu para discutir o aumento do custo de vida. No plenário, a ministra do Ambiente e Energia, Maria Graça Carvalho, garantiu que o governo foi rápido a reagir à subida do preço dos combustíveis e revelou também que pediu a Bruxelas regras claras para manter a integridade do mercado interno.
Interessa também perceber o que pensam os portugueses sobre o aumento generalizado dos preços e sobre estas medidas agora anunciadas pelo governo.
Foi precisamente o que o repórter David Bilé esteve a tentar saber ao longo da manhã. David, no mercado de Alvalade, os comerciantes e consumidores dizem que estas medidas não vêm trazer grandes mudanças.
No dia em que se debate o aumento do custo de vida na Assembleia da República, há quem não mostre confiança nas medidas anunciadas ontem por Luís Montenegro. É o sentimento manifestado pela maioria das pessoas esta manhã no mercado de Alvalade. Sara Reis, uma das trabalhadoras neste mercado, não acredita que medidas como a descida do IRS possam resolver os problemas imediatos dos portugueses.
Não acredito que isso o faça, porque seria aplicado no fim do ano. Eu acho que as pessoas precisam de dinheiro todos os dias, talvez diminuir os combustíveis.
A mesma visão é partilhada por Rui Fernandes, frequentador habitual do mercado de Alvalade, que defende que o governo tem de adotar outras medidas para ajudar as pessoas mais vulneráveis.
Acho difícil que a descida do IRS, por mais que seja obviamente uma iniciativa louvável, estamos a falar sempre de uns pequenos pontos percentuais, um 2% ou um 3% é praticamente irrelevante. Dá para comprar mais uma barra de pão e pouco mais.
A afluência de pessoas no mercado de Alvalade tem sido afetada pelo aumento do custo de vida nos últimos meses. Ana Lu, uma das comerciantes na zona da pastelaria, relata que o número de pessoas caiu para metade e que não se notam melhorias.
Sim, muito menos. Os últimos dois meses caíram a metade do pessoal, dos clientes. Esse mês a gente esperava que pudesse melhorar um pouco, mas ainda a gente não vê melhoras nenhuma e a tendência é cada vez pior.
Já Albert Santos, vendedor de fruta no mercado de Alvalade, descreve como a crise no cabaz alimentar tem alterado a forma de trabalho e venda dos produtos. E diz que as propostas do Chega e do PS de IVA zero para os bens essenciais não iam ter grande efeito para mudar a situação.
IVA zero é relativo, que a gente já não está a aplicar. A gente faz a tabela e já nem liga muito a isso. Então agora há que aguentar a bronca. É mais uma crisezinha que a gente tem.
As preocupações de quem passa e trabalha pelo mercado de Alvalade, no momento em que o custo de vida dos portugueses continua a aumentar.
Reportagem do David Bilé, no mercado de Alvalade.
Faz-se que vamos agora a outras notícias que também estão em destaque a esta hora.
O ministro da Economia afirma que os apoios às vítimas das tempestades do início do ano estão pagos quase na totalidade. Falta apenas pagar 2% dos pedidos, todos eles vindos da Marinha Grande, um conselho que Manuel Castro Almeida diz que está a ter mais dificuldade a acompanhar outras autarquias. Foi o que deu conta o ministro da Economia numa visita ao mercado abastecedor regional de Lisboa. Nove distritos do continente vão estar sob aviso amarelo no domingo e na segunda-feira, devido à previsão de temperaturas elevadas. O aviso abrange Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, também Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal. De acordo com o IPMA, as temperaturas podem chegar aos 38 graus no Alentejo e na região de Vale do Tejo. Na Rússia, arrancam hoje as eleições legislativas. A votação decorre durante três dias, até domingo, perante uma oposição limitada pelas autoridades. O partido Rússia Unida, que apoia o presidente Vladimir Putin, procura conservar a maioria constitucional na Duma, o Parlamento Russo.