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De Aveiro. Está a começar o Jornal da Uma com a edição do Miguel Vilela. Miguel, estão a decorrer buscas na Polícia Judiciária, uma diligência relacionada com o caso que envolve o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro.
Informação avançada pelo Expresso e confirmada pelo Observador. O diretor nacional da Polícia Judiciária foi alvo de uma denúncia por alegadamente ter permitido a realização de escutas ilegais no âmbito do processo Futebol Leaks. Carlos Cabreiro nega. Foi aberto um inquérito no âmbito da investigação. Estão a decorrer buscas nas instalações da Polícia Judiciária.
É um caso que vamos continuar a acompanhar ao longo desta tarde de quarta-feira. O Instituto Nacional de Estatística, Miguel, revelou em alta o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre do ano.
Mais 0,1 pontos percentuais. Sim, o INE revela que em abril, maio e junho a economia portuguesa cresceu 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com os primeiros três meses de 2026, registou-se também um crescimento, desta feita, na ordem dos 0,9 pontos percentuais.
E o INE divulgou também ao final da manhã os dados referentes ao saldo orçamental. Portugal registou um excedente de 0,5%.
Sim, compara com os 0,9 alcançados no mesmo período do ano passado. No entanto, a editora de economia do Observador, Alexandra Machado, esteve há uma hora aqui nos estúdios do Observador a ajudar-nos a ler estes números. Sublinha que o resultado agora alcançado é significativo, tendo em conta aquele que foi o ponto de partida, ou seja, o resultado obtido no primeiro trimestre de 2026.
No primeiro trimestre, o saldo orçamental tinha sido negativo. Houve uma grande recuperação no segundo trimestre, o que permitiu que, no conjunto dos seis primeiros meses do ano, portanto, na primeira metade do ano, o saldo orçamental ficasse positivo em 0,5%.
Fica em aberto a possibilidade de o governo concretizar a previsão de um ligeiro excedente. Os indicadores agora conhecidos devem fazer com que o debate do orçamento do Estado limite a aceitação de propostas da oposição por parte do governo. É essa a expectativa da editora de economia do Observador.
O governo vai usá-lo, como tem feito, aliás, acenar com o papão do déficit e da austeridade, para dizer que as contas públicas estão com muito risco pela frente. Vê-se muitos riscos pela frente na economia e nas contas públicas.
A reboque dos dados agora conhecidos e que deverão condicionar a elaboração do orçamento de Estado e, muito em particular, a aceitação de propostas da oposição por parte do governo.
E o vereador de Cascais, João Maria Jonet, acusa a Câmara de gastar dinheiro público em propaganda política. Em causa, Miguel, os € 175 mil do PRR gastos num evento de promoção à inauguração de uma escola no concelho.
Um evento de dois dias, o primeiro no passado dia 5 de setembro, contou com a presença da comunidade escolar, pôs claro, o último na passada segunda-feira. Presidente da República e Primeiro-Ministro estiveram ao lado do Ministro da Educação e do presidente da autarquia para a inauguração da nova Escola Secundária de Cascais. Ora, em declarações à instância ao Observador, o vereador independente João Maria Jonet deixa críticas, a começar pela necessidade da presença de Seguro e Montenegro, que no entender do vereador, significa que o autarca Nuno Питера Lopes tem falta de notoriedade.
Quando os presidentes de Câmara são dos aparelhos partidários e vêm com pouca notoriedade à partida, essa notoriedade é ganha à custa do dinheiro dos impostos dos contribuintes para fazer campanha política, para fazer promoção do PSD no país. Isso já se viu com Miguel Pinto Luz, já se viu com Carlos Carreiras e vê-se agora com Nuno Питера Lopes. Isto não é uma novidade.
É uma crítica semelhante àquela que é feita por João Ruivo, o vereador do PS Cascais acusa a Câmara de utilizar verbas do PRR para propaganda.
Nós não precisávamos de ter ofertas de gelados e ofertas de cachorros-quentes no dia 5 de setembro. Não precisávamos de ter DJs não sei quantas horas, porque no fim, isto transformou-se mais numa ação de propaganda à própria Câmara Municipal do que propriamente em informação pública de que a Europa teve ajuda neste projeto.
As críticas do vereador do PS, João Ruivo. Ora, o executivo liderado por Nuno Питера Lopes já veio esclarecer que o PRR prevê a possibilidade de realizar eventos com relevante impacto mediático para projetos que receberam mais de € 10 milhões. É o caso da Escola Secundária de Cascais, que custou € 32 milhões. João Rodrigues dos Santos, vereador do Chega, com pelouros no executivo camarário, diz que esta norma se calhar é desajustada, mas sublinha também esta ideia: não houve qualquer violação de regras.
O Chega Cascais considera que efetivamente foi cumprido aquilo que está regulamentado nas normas de comunicação do PRR. Outra questão também que é muito importante é se esta regra do PRR, se é uma regra adequada ou não. Eu acho que, efetivamente, pode haver aqui um desajustamento entre aquilo que deveria ser a concretização de uma obra e depois
A sua publicitação.
É isso que diz o vereador do Chega, João Rodrigues dos Santos, que integra o executivo camerário da autarquia de Cascais.
E três entidades: a Câmara Municipal de Almada, EPAL e SMAS assinaram esta manhã um acordo tendo em vista a procura de soluções para o problema do abastecimento de água no município da margem sul. A resposta, Miguel, só deve ser concretizada daqui a três anos.
É esse o horizonte temporal fixado pela autarca de Almada, Inês de Medeiros, convidada do explicador desta manhã da Rádio Observador. Explica que o estudo, que agora vai arrancar, incide essencialmente na possibilidade de ligar as redes de abastecimento das margens norte e sul do Tejo. A concretizar-se, não será uma solução para pôr em prática no imediato.
É muito importante lembrar às pessoas que não é amanhã que esta solução está operacional.
Quando será então?
Os prazos que se estimam são de dois a três anos. Mas isso também depende da celeridade, porque para além da obra, é muito importante que todas as entidades responsáveis, em termos ambientais e pela certificação da qualidade da água, alinhem e estejam conosco.
Inês de Medeiros, a presidente da Câmara de Almada, revela que tem sido detectado no concelho um número surpreendente de desvios de água da rede de abastecimento, resultado do reforço da fiscalização, um reforço conseguido com recurso à contratação de uma empresa externa.
E Miguel, está marcada para daqui a duas horas a sessão plenária no Parlamento, que vai ter como primeiro ponto da agenda o arranque do ano letivo, um tema proposto pelo PCP. A Federação Nacional dos Professores estima que existam 200 mil alunos sem pelo menos um professor.
O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, espera que o ministro Fernando Alexandre esclareça daqui a pouco de que forma pretende o governo resolver o problema, que se faz sentir de forma muito particular no primeiro ciclo. É isso que diz o secretário-geral da FENPROF.
O primeiro ciclo, quando falta um professor, falta o professor. Temos já milhares de alunos a quem falta esse professor. E o que está a acontecer? E o ministro também espero que explique isto. Estão a sobrecarregar turmas, estão a tentar resolver da pior maneira. Esperemos que essas e outras explicações sejam dadas pelo ministro.
É essa a expectativa do secretário-geral da FENPROF. A jornalista Maria Inês Rocha falou também com o secretário-geral da FNE, o outro sindicato representativo da classe docente com maior representatividade, passo o pleonasmo. Pedro Barreiros relembra que já foram enviadas propostas concretas ao Ministério da Educação para resolver este problema.
Aquilo que importa mais do que ouvir o Ministério da Educação são duas coisas: primeiro, que o Ministério da Educação demonstre disponibilidade para resolver este problema, olhando para os contributos que lhe são enviados. Segundo, e obviamente importante, que sejam enviados contributos, porque aquilo que eu tenho assistido ao longo dos últimos meses é toda a gente a identificar o problema, mas a ninguém ser capaz de apresentar soluções para a resolução.
É isso que diz o presidente da Federação Nacional de Educação, que admite que as medidas entretanto adotadas pelo governo não são suficientes para valorizar a carreira dos professores e desta forma atrair mais pessoas para a profissão. Fernando Alexandre é ouvido no Parlamento esta tarde. A sessão plenária está agendada para às 15h.
13h10, Miguel, que outras notícias estão a marcar esta quarta-feira?
Estados Unidos e Irão retomaram as conversações em Nova York. Não acontecia este encontro desde o colapso do cessar-fogo em junho passado. Os contactos decorrem à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas e juntam o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff. Segundo o porta-voz da diplomacia de Teerão, o encontro teve por objetivo transmitir a Washington as condições do Irão para o fim do conflito, por exemplo, o fim da guerra em todas as frentes, a suspensão das ações agressivas por parte dos Estados Unidos, incluindo o bloqueio naval e a guerra económica.
Miguel Vidara e o Jornal da Uma.