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Em destaque a esta hora, Miguel: aumentou a participação nas eleições europeias, contas feitas até ao meio-dia.
A afluência até o meio-dia é de quase 14,5%, mais do que em 2019 à mesma hora. Nesse ano, tinha sido de 11,5%. Estes dados são da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Pela primeira vez, recordo, em Portugal, é possível votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual. Quer isto dizer que é possível votar em qualquer lado, basta para isso apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto. Recordo também que nas eleições europeias anteriores, Portugal registou a pior taxa de abstenção desde que pertence à União Europeia, quase 70%. Para já, até ao meio-dia, a participação indica que está a aumentar.
O Presidente da República considera que é bom sinal a afluência às urnas contabilizada até ao meio-dia. Isto a propósito destas eleições europeias que estão hoje a decorrer.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que ficou animado quando viu pessoas a irem votar às 08h, hora em que abriram as urnas. Diz que é positivo que assim seja e que é importante que a participação tenha subido. Declarações do chefe de Estado português em Figueira dos Vinhos, no distrito de Leiria, onde participa nas comemorações do Dia de Portugal.
Apesar do aumento do número de eleitores, ao final da manhã, registraram-se alguns problemas pontuais em algumas mesas de voto.
Essencialmente, alguma demora depois de registrados alguns problemas no sistema informático. O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições acredita que existe uma relação direta entre o aumento da afluência às urnas e os problemas que se têm registado nas votações. À Rádio Observador, Fernando Anastácio refere que, desde a manhã, o processo da votação tem decorrido com normalidade. No entanto, aponta que começaram a ser registrados alguns problemas a partir das 11h.
Começaram a surgir algumas informações que o processo de votação está um pouco mais lento, portanto, há alguma dificuldade nalguns casos de fazer a descarga do eleitor no sentido de voto. Isso reporta à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e penso que estarão a analisar algumas questões. Mas penso que há uma relação, pelo menos, direta entre a afluência e a verificação dessa demora.
Fernando Anastácio, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, à Rádio Observador, reconhece que o maior número de eleitores pode estar a afetar o sistema e que isso aconteceu por volta da hora de almoço. Ainda assim, isso tem resultado apenas numa ligeira demora no momento de votar. A Rádio Observador tem estado ao longo do dia em diferentes mesas de voto. Seguimos agora em direto para a zona do Parque das Nações, onde está a repórter Nadine Soares, que está na Escola Básica do Parque das Nações. Nadine, nessa escola, pela hora do almoço, também se registaram alguns problemas para votar.
Sim, registaram-se alguns problemas. Agora, neste momento, muito calmo para votar, poucas pessoas que estão aqui nesta escola. Desde que André Ventura votou, há cerca de duas horas, que cerca de 60 a 70 pessoas cruzaram este portão principal para votarem nas mesas de voto que aqui se encontram. Tenho comigo Alexandre Marvão, presidente da mesa 16 desta escola. Foi a mesa onde André Ventura votou. Alexandre, perguntava-lhe como descreve a afluência às urnas durante esta manhã, se sente que este modelo de votação, de mobilidade, está a fazer alguma diferença.
A frequência tem sido razoável para eleições parlamentares. Tem sido normal ou até um pouco melhor. Não tão boa como as legislativas, mas mesmo assim com uma frequência muito razoável. Temos tido vários casos de pessoas que reportam que não são moradores aqui e que se podiam votar aqui e têm vindo votar, por isso isso também, possivelmente, ajudou a este maior afluxo que temos aqui.
Sente então essa diferença de facilidade. Há pouco foram registrados aqui alguns problemas técnicos. Por acaso, não foi quando André Ventura chegou, foi minutos antes. Já tinha sido resolvido quando o líder do Chega chegou para votar. Gostava de lhe perguntar se a situação foi fácil de resolver e se neste espaço de duas horas já voltou a acontecer.
Não, foi um momento único no dia, um pouco antes do meio-dia, em que o sistema ficou muito lento por uns minutos e que foi rapidamente resolvido. Até nem foi intervenção nenhuma daqui, remotamente foi tudo resolvido e voltou tudo à normalidade e desde então ainda não tivemos mais problemas nenhuns.
Muito obrigada. Alexandre Marvão, presidente da mesa de voto onde esteve André Ventura esta manhã. Os trabalhadores destas mesas de voto falam num terço da afluência que foi sentida nas legislativas, mas uma maior participação, se compararmos com as últimas europeias, em 2019, em relação aos problemas técnicos. Uma situação que foi resolvida rapidamente, não criou grandes constrangimentos, pelo menos aqui nesta Escola Básica do Parque das Nações. Temos recebido sim alguns alertas de falhas técnicas de outros locais. Por aqui está resolvido. Neste momento, posso adiantar que não há ninguém para votar. Já chegou a existir uma pequena fila aqui nesta escola, mas neste momento, Miguel, pode-se dizer que é hora de almoço. Estão a entrar aos poucos, aos pares, mas nem uma dezena agora neste momento estão aqui para tentar votar. A afluência não está a ser muito elevada.
A repórter Nadine Soares a acompanhar as votações, neste caso, na Escola Básica do Parque das Nações.
E foram já vários os candidatos e líderes políticos que votaram durante a manhã, deixando o habitual apelo ao voto. O presidente da Assembleia da República, por exemplo, sublinha que é o momento em que os portugueses podem exprimir opinião em relação à União Europeia.
José Pedro Aguiar-Branco votou na cidade do Porto e falou aos jornalistas. O presidente da Assembleia da República realça que os portugueses não devem olhar para as eleições como algo rotineiro.
A minha primeira mensagem é apelar a que todos vão votar. Votar não é propriamente uma formalidade, é um momento maior, nós podemos exprimir a nossa opinião, o sentido do que queremos para o país e também das escolhas que fazemos em relação às pessoas que depois vão protagonizar as políticas que nós escolhemos. Por isso, a nossa vontade coletiva é feita por cada um de nós. Nós somos responsáveis, cada um de nós, por aquilo que depois é o sentido coletivo e, portanto, o meu primeiro apelo é que se vá votar com esse sentido de que não é uma rotina, não é uma formalidade, mas é um momento maior do exercício da cidadania e da democracia.
Apelo ao voto do presidente da Assembleia da República.
E os candidatos a estas europeias votaram quase todos durante esta manhã.
Sebastião Galra votou em Lisboa, no Braço de Prata, antecipa um sorriso logo à noite, no momento em que forem divulgados os resultados. Marta Temido defende que um bom resultado do Partido Socialista significa uma Europa mais protegida. A cabeça de lista do PS votou no Liceu Camões esta manhã. António Tanger Correia tem boas expectativas em relação ao resultado destas eleições. Mostra-se otimista. Pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins apela a que as pessoas se desloquem às urnas. No Livre, Francisco Paupério elogia o sistema de voto em mobilidade e acredita que a taxa de abstenção vai diminuir. Pelo PAN, Pedro Fidalgo Marques fez um apelo ao voto para deixar também elogios à forma como o processo está a ser conduzido. Na CDU, o cabeça de lista João Oliveira pede também menos abstenção do que em 2019 e na Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo disse aqui na Rádio Observador que já tem bilhete para Bruxelas.
No desporto, hoje há a final do Roland-Garros, Carlos Alcaraz defronta Alexander Zverev.
Duelo entre o tenista espanhol e o tenista alemão. É a estreia de ambos na final da competição em terra batida, que se realiza em Paris. O jogo entre o atual número três e o atual número quatro do mundo está agendado para esta hora. Pelo caminho, nas semifinais do Roland-Garros, Alcaraz superou Jannik Sinner, o vice-líder do ranking mundial do ténis. O espanhol, aos 21 anos, tornou-se o mais jovem de sempre a alcançar as finais de grandes competições de ténis nas três superfícies diferentes. Quanto a Zverev, nas semifinais, derrotou o norueguês Casper Ruud, sétimo do ranking ATP.
Fica por aqui o jornal das 14 às 14h30. O Miguel Cordeiro atualiza toda a informação.