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Observador, muito boa tarde. Jornal das duas, edição com Ana Nadine Soares. Nadine, a tempestade Gabriel provocou mais de 260 ocorrências até ao meio-dia, mas não há registro de vítimas ou danos.

São dados avançados pela Proteção Civil ao Observador. A zona norte do país foi a mais afetada durante a madrugada, sobretudo a área metropolitana do Porto. Da meia-noite até ao meio-dia, foram já registadas 262 ocorrências, a maioria relacionada com inundações, queda de árvores e estruturas. Não há registro de vítimas ou danos significativos. Com base nas previsões do IPMA, o estado do tempo vai melhorar gradualmente ao longo das próximas horas. A meteorologista Maria João Frada indica que as temperaturas vão subir a partir de segunda-feira.

O que se pode esperar já a partir de amanhã é uma subida de temperatura máxima nas regiões centro-sul. A mínima, pelo contrário, deverá descer. Portanto, esta última noite foi quente. Tínhamos uma massa de ar tropical sobre o território do continente. Amanhã já não é tão quente e, portanto, as temperaturas mínimas vão descer, mas, ao contrário, as máximas vão subir nas regiões centro-sul e depois na terça-feira uma nova pequena subida da temperatura máxima menos significativa.

Maria João Frada, meteorologista do IPMA, em declarações à Rádio Observador. O IPMA deixou, entretanto, o aviso vermelho para amarelo relacionado ao nível de chuva prevista para o distrito do Porto.

Viramos agora a página para a política. A candidata socialista à Sintra, Ana Mendes Godinho, acredita que o grande risco das eleições autárquicas é a cedência à extrema-direita.

Uma posição defendida pela candidata do PS e Livre, à Sintra, no carpool das eleições autárquicas da Rádio Observador. Ana Mendes Godinho comentou as candidaturas de Marco Almeida, da AD, e Rita Matias, do CHEGA, para apontar semelhanças entre estes candidatos. A socialista defende que a postura do candidato social-democrata em relação ao partido CHEGA representa um risco para a democracia.

Sinto uma cedência total ao discurso de extrema-direita. Eu acho que é mesmo esse o risco que está em causa nestas eleições aqui no Conselho de Sintra. Por isso é que eu digo que nós temos que ser a porta da esperança e não deixar que essa radicalização e que essa cedência à extrema-direita, aliás, como já foi referido, que não tem linhas vermelhas com a extrema-direita, é mesmo um perigo neste momento para a nossa democracia. E eu acredito muito que é no equilíbrio, é na capacidade da sociedade acreditar em si que consegue encontrar formas de resolução.

Ana Mendes Godinho, candidata do PS à Câmara Municipal de Sintra, no carpool da Rádio Observador, onde foi tema ainda o receio inicial da candidata a uma coligação do PS com outras forças de esquerda. Ana Mendes Godinho garante que esta questão já foi ultrapassada. São declarações nesta entrevista carpool, que foi conduzida pela jornalista Rita Tavares, que pode ler com mais detalhe no site do Observador.

André Ventura acusa Luís Montenegro de se limitar a fazer promessas e de se apropriar das medidas do seu partido.

São declarações durante uma ação de campanha para as eleições autárquicas em Ansião, no distrito de Leiria. André Ventura dá o exemplo de uma das medidas para a habitação para acusar Montenegro de só fazer promessas. Diz mesmo que cansa os eleitores.

Tem sido só promessas, porque há um ano atrás, há uns nove meses atrás, quando foi a descida do IRS, os senhores acompanharam, o CHEGA disse: "É preciso descer o IRS pra quem ganha menos e não pra quem ganha mais. E é preciso aumentar as deduções pra habitação." Os senhores recordam-se disso. O governo disse que não dava orçamentalmente, era uma medida muito exigente, aceitavam a nossa descida de IRS, mas não a dedução pra habitação. Agora o governo veio anunciar exatamente aquilo que o CHEGA tinha proposto, agora que estamos à beira de eleições, que é o que faz sentido, que é uma proposta nossa, espero que o Primeiro-Ministro ao menos reconheça isso, que é o aumento das deduções fiscais pra habitação.

Acusa ainda o governo de andar aos ziguezagues e de não conhecer verdadeiramente o país. André Ventura destaca sobretudo nos temas da habitação e imigração.

Estamos a poucos dias da entrega do documento do Orçamento do Estado. Importa aqui recordar algumas das medidas que já são conhecidas.

O governo já tem várias medidas anunciadas para o Orçamento do Estado do próximo ano, que afetam a margem para eventuais negociações e propostas. As bandeiras do Executivo continuam a ser a redução do IRS e do IRC. O documento deverá passar pela votação final global no dia 27 de novembro. Mas ao dia de hoje, já são conhecidas várias medidas que vão constar nas contas do governo para o próximo ano. Guilherme Pires.

O orçamento parte já com um conjunto de medidas que têm um impacto nas contas públicas superior aos 4 mil milhões de euros. Isto segundo o quadro de políticas invariantes entregue pelo governo à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Entre as medidas que afetam mais a receita, destaca-se a redução do IRC em um ponto percentual, com impacto de 300 milhões de euros, bem como a atualização da dedução específica, dos escalões do IRS e o mínimo de existência com 325 milhões. Já no que diz respeito à despesa, o aumento determinado no acordo de rendimentos, as despesas com pessoal, os acordos salariais e as pensões são alguns dos fatores que sobressaem. E o governo espera atingir um excedente orçamental de 0,3% do PIB este ano e prevê ainda um salto positivo também para o próximo. Apesar de ainda não terem sido apresentadas novas previsões para 2026, as últimas perspectivas são de um excedente de 0,1% em 2026, de acordo com o relatório entregue em Bruxelas no mês de abril. No entanto, o Conselho das Finanças Públicas continua a projetar um déficit orçamental no ano que vem de 0,6% do PIB, e o Banco de Portugal também aponta para esta situação. Já no que diz respeito ao cenário macroeconômico, no Orçamento do Estado, o governo tinha inscrito um crescimento de 2,1% para este ano, que foi revisto para 2,4, mas é ainda incerto se esta estimativa se vai manter.

Guilherme Pires, com alguns dos detalhes já desvendados sobre o Orçamento do Estado do próximo ano, um documento que vai ser entregue no Parlamento já no próximo mês.

Vamos ao desporto. O Futebol Clube do Porto joga amanhã com o Arouca na sétima jornada da Liga Portuguesa, apesar da polêmica em torno do adiamento da partida. O treinador dos Dragões quer ver a equipe focada apenas no que se passa dentro das quatro linhas.

Uma garantia deixada hoje por Francesco Farioli, no dia em que o Futebol Clube do Porto celebra 132 anos de fundação. Em dia de festa, o treinador italiano quis afastar a polêmica relativamente à data escolhida para este jogo, que motivou duras críticas do presidente do clube à liga. Mas Francesco Farioli garante que os jogadores não estão a pensar em vinganças.

Não há vingança contra ninguém. Existe, sim, uma jornada, algo que temos de preparar e fazer apenas por nós. Não há qualquer tipo de vingança e não há tempo nem energias a perder, a pensar no que está à volta. Só interessa o nosso caminho, a direção que queremos tomar em todas as competições, percebendo, claro, que existem dificuldades.

São declarações do treinador do Futebol Clube do Porto na antevisão do jogo entre o Arouca e precisamente o Futebol Clube do Porto.

Uma partida com relato em direto aqui na Rádio Observador, amanhã, depois das 8 da noite.