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Vamos às notícias. Jornal das duas com edição do Miguel Videira. E Miguel, o ator Rui de Carvalho sofreu um enfarte do miocárdio e está hospitalizado desde sexta-feira.
É isso que revela a filha do ator, Paula Carvalho, em declarações à agência Lusa, explica que o pai sentiu-se mal, foi internado. Depois de realizar exames no hospital, percebeu que tinha sofrido um ligeiro enfarte. De acordo com a mesma fonte, Rui de Carvalho está em franca recuperação, estável, mantendo-se ainda assim internado e sob observação. Rui de Carvalho faz 99 anos daqui a três meses.
De uma figura maior da representação em Portugal para um ícone do cinema francês e também por uma notícia que vai marcando este domingo. Morreu Brigitte Bardot.
A protagonista de "E Deus Criou a Mulher", ícone da década de 60, símbolo de sensualidade, feminilidade, morreu esta manhã em casa, em Saint-Tropez, no sul de França. O presidente francês Emmanuel Macron já lamentou a morte de Brigitte Bardot, que descreve como uma lenda do século. A jornalista Francisca Ré guia-nos agora para alguns dos momentos mais marcantes de uma vida que a tantos tocou.
Brigitte Bardot destacou-se no cinema na década de 50 e 60. Estreou-se em 1952, no filme "Le Trou Normand" e atingiu a ribalta com os papéis em "The Girl in the Bikini", em 1952, e depois em "E Deus Criou a Mulher", em 1956. A atriz francesa acabou por afastar-se do cinema no início dos anos 70, por força da pressão mediática. Brigitte tem também carreira no mundo da música, com vários discos editados e colaborações com outros músicos. A obra de Brigitte confunde-se com a simbologia em torno da emancipação feminina e da libertação sexual e, no final dos anos 50, era uma das grandes figuras da cultura europeia. Passou por Portugal em 1960 e fez parar o trânsito em Lisboa. As imagens de arquivo da RTP mostram milhares de pessoas nas ruas para acompanhar a visita de Brigitte Bardot. A atriz francesa jantou no Casino Estoril e nesse momento falou ao canal público português.
Eu adoro Portugal. Já cá estive há nove anos, quando ainda não era conhecida. Também estive na Madeira e em Lisboa e jurei que voltaria um dia. Estou absolutamente deslumbrada com o acolhimento de todas as pessoas que eu vi na rua e no aeroporto.
Foi há 65 anos esta entrevista na RTP. Brigitte Bardot teve uma vida no estrelato, mas cedo quis afastar-se dos holofotes. Já fora do grande ecrã, dedicou-se à defesa e sensibilização para os direitos dos animais, através de uma fundação criada pela própria em 1986. Nos últimos anos, acumulou polémicas devido a posições políticas e nos últimos meses de vida sofreu várias intervenções médicas no sul de França. Morreu aos 91 anos com um legado eterno na cultura francesa.
Francisca Ré com alguns dos momentos do trajeto de vida de Brigitte Bardot. Diversos, como aqui percebemos. Isso mesmo é sublinhado, de resto, por Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema e programador da Cinemateca.
Todo um rasto do impacto imediato da Bardot, espalhado por várias áreas, desde outras áreas artísticas ao pensamento. Estava aqui a fazer uma pesquisa rápida na internet, porque eu tenho uma citação da Simone de Beauvoir, que chamou à Bardot uma locomotiva da história das mulheres. E o impacto dela, de facto, se ela representou uma espécie de libertação, que não era apenas sexual, era também evidentemente social.
Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema, programador da Cinemateca, esteve esta manhã aqui na antena do Observador com comentário ao legado deste ícone do cinema. Brigitte Bardot morreu esta manhã, aos 91 anos.
Passamos às presidenciais. Henrique Gouveia e Melo diz que se fosse conselheiro de Estado, teria pedido para ser substituído no momento em que decidiu avançar com uma candidatura a Belém.
Em jeito de crítica a Luís Marques Mendes. Afirmação feita por Gouveia e Melo a propósito dos pedidos públicos para que Marcelo Rebelo de Sousa adie a reunião do Conselho de Estado sobre a Ucrânia, agendada para 9 de janeiro, em pleno período de campanha para as presidenciais.
Os assuntos de Estado não podem estar à espera das campanhas eleitorais. No entanto, acho que a pergunta que se tem que fazer é por que um dos nossos candidatos, que é conselheiro de Estado, quando se candidatou, não pediu ao senhor presidente da República para ser substituído? Porque não faz sentido que continue, enquanto candidato, a ser conselheiro de Estado. Não só porque tem acesso à informação privilegiada, como está numa função, que é uma função de Estado, que não é compatível, na minha opinião, com o facto de ser candidato.
É o que defende Henrique Gouveia e Melo. Luís Marques Mendes devia ter pedido para suspender o lugar que tem no Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, no momento em que decidiu avançar com uma candidatura a Belém.
E João Cotrim Figueiredo critica Marcelo Rebelo de Sousa por ter convocado o Conselho de Estado para 9 de janeiro.
Sim, Cotrim Figueiredo considera que o Presidente da República revela alguma desorientação neste final de mandato. O candidato a Belém, apoiado pela Iniciativa Liberal, fala em falta de congruência por parte de Marcelo Rebelo de Sousa.
Esta decisão não é muito congruente com o facto de o senhor Presidente ter optado por não fazer o discurso de Ano Novo com o pretexto de não querer interferir nas eleições presidenciais e depois fazer esta convocatória do Conselho de Estado E depois também não me parece coincidência que venha esta decisão numa altura em que se falava de descoordenação política entre o primeiro-ministro e o presidente da República. Eu não critico o fazer ou não fazer. Eu critico é fazer uma coisa e deixar de fazer outra com o mesmo argumento. Isso é que eu acho que me dá a ideia de alguma desorientação. E é assim um final de mandato um pouco atabalhoado.
É o que diz João Cotrim Figueiredo sobre esta decisão de Marcelo Rebelo de Sousa de convocar a reunião do Conselho de Estado para o próximo dia 9 de janeiro. Aponta incongruências ao chefe de Estado.
Lá para fora, destaque para o encontro de hoje, que vai juntar Donald Trump e Volodymyr Zelensky.
Sim, os dois chefes de Estado vão encontrar-se na Flórida, na residência privada de Trump, em Mar-a-Lago, e com o plano de cessar-fogo de 20 pontos em cima da mesa. Vai ser discutido o plano que foi detalhado por Volodymyr Zelensky na véspera de Natal. Esta manhã, um especialista em relações internacionais, Orlando Sá Monge, convidado do Observador, afirma que é improvável que saia hoje um plano de cessar-fogo fechado. Ainda assim, diz que esta quarta reunião entre Trump e Zelensky é uma forma de pressão junto da Rússia, mas também junto dos Estados Unidos.
Já muito público foi todo este processo, que aliás, pode ter ajudado a alimentar a possibilidade da Rússia interferir com o processo. Zelensky acaba por publicitar muito estas idas a Washington, aumenta muito a pressão também sobre Trump, que como vimos, também veio a reagir daquela maneira que vimos ontem, no fundo, dizendo que Zelensky não tinha nada até que ele o aprovasse. Ou seja, tentando voltar um bocadinho a uma estaca zero, também porque quer manter a ligação e as boas relações com Putin.
Orlando Sá Monge, especialista em relações internacionais, sobre o encontro entre Zelensky e Trump. Não há hora para essa reunião que vai juntar os dois chefes de Estado. Ontem, Volodymyr Zelensky conversou com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e com vários líderes europeus, por exemplo, o chanceler alemão, sobre o plano de paz que está a ser desenhado para pôr fim ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
Vamos ao desporto. Numa altura em que o Benfica e Sporting tentam aproximar-se do Futebol Clube do Porto, que está na pole position do campeonato nacional, os treinadores das duas equipas decidiram falar de Fórmula 1, Miguel.
Sim, assim foi. Nas conferências de imprensa de antevisão das partidas de hoje de Benfica e Sporting. O Benfica defronta hoje o Braga, na Pedreira. O Sporting recebe o Rio Ave em Alvalade. Na antevisão feita ontem no Seixal, José Mourinho, técnico do Benfica, foi questionado sobre as declarações de Frederico Varandas, o presidente do Sporting falou sobre a arbitragem, disse que o Benfica tem chegado atrasado na corrida pelo título nas últimas temporadas. O técnico encarnado respondeu a Varandas com recurso à Fórmula 1 e ao piloto Lewis Hamilton.
Lewis Hamilton chegou atrasado nos últimos dois campeonatos do mundo de Fórmula 1, mas se não me engano, ganhou sete ou oito. Portanto, a história do Benfica mostra que sim, que algumas vezes chega atrasado. Nas duas últimas épocas chegou atrasado, mas a história mostra que é o clube que tem mais troféus em Portugal.
Esta alusão à Fórmula 1 serviu de embalo para uma pergunta também feita a Rui Borges, em Alcochete, na antevisão do Sporting-Rio Ave. O treinador verde-branco diz que desportos motorizados não são os favoritos do transmontano.
Não vejo Fórmula 1. Vejo andebol, voleibol. No Sporting ganha também muito, por isso vejo esses desportos. Não vejo Fórmula 1, não sou fã de Fórmula 1.
Rui Borges, na antevisão deste Sporting-Rio Ave, hoje às 20h30. O Benfica entra em campo antes, às 18h, visita o terreno do Sporting Clube de Braga, sendo que há instantes, e daqui daremos conta disso mesmo na edição das 15h, Francesco Farioli, treinador do Futebol Clube do Porto, também fez a antevisão do jogo de amanhã frente ao Aves. E sim, também foi feita uma pergunta ao técnico italiano relacionada com Fórmula 1. Havemos de saber o que respondeu.
Sporting-Rio Ave e Sporting-Braga, Benfica, são dois jogos para acompanhar aqui na Rádio Observador, numa emissão especial de desporto que começa depois das 17h30.