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Vamos às notícias. Jornal das Duas com o Miguel Vidara. Miguel, começamos com essas críticas motivadas por mais uma presença de Luís Montenegro na campanha para as presidenciais.

O presidente do PSD vai juntar-se esta quarta-feira à caravana de Luís Marques Mendes. Henrique Gouveia e Melo considera que é um sinal do desespero do adversário na corrida ao Belém. Uma declaração feita durante uma visita a uma escola em Miraflores, em Lisboa. Foi acompanhada pela jornalista Nadine Soares. Nadine, agora aqui em direto, Gouveia e Melo volta a não poupar Marques Mendes.

Sim, Gouveia e Melo volta a criticar também Luís Montenegro, por decidir aparecer novamente na campanha. Uma má ideia que não é compatível com o cargo de primeiro-ministro. O almirante diz ainda que se trata de uma tentativa desesperada, agora sim, do candidato presidencial, para aparecer quando as sondagens estão a dar maus resultados.

Uma tentativa, de alguma forma, que será uma tentativa desesperada. De facto, o lugar do primeiro-ministro obriga a um conjunto de responsabilidades que não podem ser dissociadas do papel que ele tem enquanto primeiro-ministro. E não me parece que seja uma boa ideia. Claro que não é ilegal, não é isso que está aqui em discussão, mas em termos éticos, da ética pública, da ética republicana, não me parece ser uma grande ideia.

Já sobre os cenários de segunda volta, Gouveia e Melo dá quase como garantida a presença de António José Seguro e, por isso, apresenta-se como alternativa para o outro lugar disponível.

Não tem o perfil certo para o momento que se adivinha do nosso futuro coletivo, mas está a ser, por voto útil e uma conjugação forte de um partido que o criticava, mas que agora o anda a apoiar, que isso também me parece um bocado cínico, parece estar na segunda volta. O que os portugueses têm a decidir é quem é o outro candidato que querem na segunda volta. Se é o doutor André Ventura, não há competição nenhuma, quer dizer, já resolvemos o problema à primeira volta.

São declarações de Gouveia e Melo, que diz que André Ventura tem uma taxa de rejeição alta e, por isso, acredita que pode passar à segunda volta. São declarações feitas numa escola em Miraflores, onde o almirante ainda conversou com alguns alunos, trocou um dedo de conversa com alunos simpatizantes do Chega, admitiam, ao trocar ideias sobre a imigração, o almirante não hesitou em dizer que estes jovens foram envenenados por ideias erradas.

Um momento acompanhado pela repórter do Observador, Nadine Soares, que segue durante esta campanha eleitoral no encalce da caravana de Henrique Gouveia e Melo.

André Ventura também critica a presença de Luís Montenegro na campanha para as presidenciais. Foi durante uma visita ao Mercado das Caxinas, pequeno para tantos apoiantes.

O maior banho de multidão até ao momento e foi em Vila do Conde que o candidato comentou em tom crítico mais uma participação do primeiro-ministro e presidente do PSD na campanha.

É uma entrada desesperada. O primeiro-ministro deve evitar, como primeiro-ministro, fazer esta entrada. Mas também lhe vou dizer uma coisa, tem direito a fazê-lo. Eu pergunto-me se isto é sequer bom para Luís Marques Mendes nesta altura. Mas é a prova daquilo que eu sempre disse: Luís Marques Mendes não é o candidato do povo, eu quero ser o candidato do povo. Luís Marques Mendes é o candidato do montenegrismo.

E depois de Marques Mendes, as críticas a João Cotrim de Figueiredo por causa da carta que enviou a Luís Montenegro a pedir o apoio do PSD.

Eu achava que as cartas que ia haver de amor e de todos contra mim, ia acontecer só na segunda volta, mas aparentemente o desespero está tão grande que já está nesta primeira volta. Já é Luís Montenegro, "por favor, votem em mim". Ainda vai acabar a apelar ao Partido Socialista e a outros para votarem nele também. Eu compreendo que todos estejam com medo que eu vença estas eleições. O meu apelo é aos portugueses, não é a mais ninguém, é aos portugueses. Na segunda volta, nós teremos tempo de clarificação política.

André Ventura surge em primeiro lugar na sondagem da Universidade Católica para a RTP Antena 1 e Público, com a vantagem de um ponto percentual para António José Seguro.

Jorge Pinto também comentou essa carta dirigida por Cotrim de Figueiredo ao primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro.

O candidato apoiado pelo LIVRE acusa Cotrim de estar com as prioridades trocadas.

João Cotrim de Figueiredo escreve muitas cartas, mas não escreve as cartas que deveria. Que são as cartas aos portugueses a dizer-lhes, afinal, por que é que está confortável a ter André Ventura numa segunda volta ou que tem dúvidas numa eventual votação em relação a André Ventura. Não escreve as cartas aos portugueses para dizer, por exemplo, como é que iria defender o SNS público de qualidade que não abandona ninguém. Cotrim de Figueiredo parece estar preocupado com tudo, menos com escrever e falar diretamente aos portugueses. Essa nova carta, no fundo, vem no seguimento daquilo que tem sido a linha da candidatura de Cotrim de Figueiredo, que é tentar agradar um bocadinho a gregos e troianos.

Jorge Pinto, que começou hoje o dia numa visita ao Hospital de Faro, vai ainda passar durante esta quarta-feira pelo Barreiro e pela Moita. Entretanto, Catarina Martins, candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda, também comentou esta iniciativa de João Cotrim de Figueiredo.

Fica claro que há muitos candidatos à Presidência da República que têm muita vontade de agradar ao primeiro-ministro. E o que nós precisamos é de uma presidente da República que defenda a população quando há um governo que claramente não está a saber responder.

Catarina Martins e a reação a esta iniciativa de João Cotrim de Figueiredo, que enviou uma carta a Luís Montenegro a pedir ao presidente do PSD que os social-democratas declarem o apoio a João Cotrim de Figueiredo e retirem esse mesmo apoio, já anunciado, a Luís Marques Mendes.

A presidente do Parlamento Europeu diz que o regime iraniano aproxima-se do fim e lamenta o que está a acontecer no país.

Isto numa altura em que o número de mortes continua a aumentar, resultado da repressão das manifestações que há vários dias ocorrem em várias cidades do Irão. Roberta Metsola, a presidente do Parlamento Europeu, considera que a Europa não pode ficar de braços cruzados.

Nós vimos violência, vimos assassinatos, e isso não é algo que vamos tolerar. A comunidade iraniana e os protestantes pediram solidariedade, ajuda, mas não apenas pedimos um passo mais longe para aumentar as sanções, para colocar o IRGC na lista de organizações terroristas.

Roberta Metsola, num registo captado pela Euronews, a presidente do Parlamento Europeu acrescenta que 2026 é o ano em que terminam as ditaduras, incluindo a ditadura do regime iraniano.

A poucas horas do encontro na Casa Branca para discutir o futuro da Gronelândia, a Dinamarca confirma que vai reforçar a presença militar na ilha.

Anúncio feito esta manhã pelo ministro da Defesa da Dinamarca. É uma resposta às críticas de Donald Trump, que acusa a Dinamarca de não proteger a Gronelândia da Rússia e da China. Entretanto, Donald Trump publicou ao final da manhã, nas redes sociais, uma mensagem a dar conta de que Washington não vai aceitar menos do que o controle da região. O líder da Casa Branca vai mais longe e diz que a NATO devia liderar este caminho. É mais uma posição que surge a poucas horas do chefe da diplomacia dinamarquesa ser recebido na Casa Branca para discutir o futuro da Gronelândia e vai ser recebido pelo vice-presidente norte-americano J. D. Vance e também pelo secretário de Estado, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio. É uma reunião que está agendada para às 15h30.

Vamos agora a outras notícias que também estão a marcar a atualidade.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garante que os habitantes da Gronelândia podem contar com o apoio da União Europeia. Declarações antes dessa reunião que vai juntar a diplomacia dinamarquesa e os Estados Unidos. A líder do Executivo comunitário reitera que o Ártico e a segurança são um tema importante para os 27 Estados-membros da União Europeia. A Comissão Europeia atualizou as medidas contra a gripe aviária depois de uma nova onda de casos. Em causa, o estabelecimento de zonas de proteção e de vigilância em redor dos focos. No último mês foram identificados 60 focos de gripe aviária, incluindo em Portugal, no distrito de Santarém. Um estrangeiro condenado no Brasil por homicídio foi detido pela Polícia Judiciária nas Caldas da Rainha. A detenção aconteceu ontem, na sequência de um mandado de detenção internacional. O homem de 41 anos foi condenado a uma pena de 14 anos de prisão no Brasil.