Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias na Rádio Observador. As notícias com José Rafael Lopes. E José, a sessão solene do 25 de Abril contou com o habitual desfile de cravos no Parlamento e com recados do Presidente da República.
António José Seguro pede que a origem dos donativos aos partidos seja conhecida. O chefe de Estado foi claro na posição que deixou sobre a ocultação dos nomes dos financiadores dos partidos, numa intervenção onde falou sobretudo para os jovens. O chefe de Estado deixou um pedido claro aos partidos. Miguel Viteiro Dias.
Sobre a polêmica mais recente, António José Seguro foi claro.
Os cidadãos têm o direito de saber como são tomadas as decisões que afetam as suas vidas. A transparência dos donativos políticos é essencial para garantir uma democracia saudável e justa.
Partidos como o PS, o Bloco de Esquerda ou o Livre já apresentaram propostas para ultrapassar esta decisão da Entidade de Contas dos Partidos Políticos, perante a pressão do Presidente da República.
Onde há opacidade, cresce a suspeita. Onde há clareza, fortalece a legitimidade.
E depois da mensagem para os partidos, o pescar de olho ao país, sobretudo aos que nasceram depois de 25 de abril de 1974.
Eu não venho pedir-vos que amem o 25 de Abril. Não tenho esse direito. Ninguém ama por decreto ou por coração aquilo que não viveu.
Por isso, deixou algumas ilustrações.
Quando deixaste de ser obrigado a combater, ir pra guerra, foi Abril. Quando és mulher e viajas sem ter que pedir autorização ao teu companheiro, foi Abril. Quando leste ou partilhaste uma notícia crítica do poder e ninguém te bateu à porta, foi Abril.
Na estreia em sessões solenes do 25 de Abril como Presidente da República, Seguro quis ainda fazer uma promessa.
Tinha 12 anos quando o 25 de Abril aconteceu. Não o compreendi nesse dia. Fui compreendendo ao longo da minha vida. Sou presidente porque esse dia existiu. Exercerei os meus poderes e tudo farei de forma a que valha a pena ter acontecido. É tudo isso o que vos posso prometer e é tudo aquilo que Abril pede.
O Presidente da República na sessão no Parlamento com um apelo para que os jovens não tomem a democracia por garantida.
Jornalista Miguel Viteiro Dias, com os destaques da intervenção de António José Seguro, a primeira como Presidente da República numa cerimônia do 25 de Abril. O chefe de Estado que vai abrir, na parte da tarde, os Jardins do Palácio de Belém e conduzir uma conversa com jovens. Já Luís Montenegro, que não prestou declarações à margem da cerimônia, promove um almoço com o ator Rui Carvalho e família em São Bento, um evento fechado à comunicação social.
E o presidente da Assembleia da República também discursou na sessão solene do 25 de Abril. José Pedro Aguiar-Branco critica o populismo, que não deixa discutir temas importantes.
E um dos temas escolhidos pelo Presidente da Assembleia da República foi a remuneração dos políticos.
Medidas dos políticos contra os próprios políticos são sempre muito populares ou populistas, como hoje se diz. E de repente, discutir o aumento da remuneração dos políticos passou a ser um assunto proibido, um tema de que não falamos porque não é popular. Esquecemos o velho princípio democrático, que vem desde os tempos de Péricles, que o serviço público, para atrair os melhores e para ser acessível a todos, ricos ou pobres, deve remunerar bem.
O Presidente da República critica também aqueles que atacam o caráter dos intervenientes políticos e ignoram a presunção da inocência. O discurso de José Pedro Aguiar-Branco dividiu a bancada do Partido Socialista, sobretudo na altura em que abordou as regras para a transparência dos partidos. O deputado socialista Pedro Delgado Alves levantou-se e, em protesto, virou as costas à mesa da Assembleia da República. Já António Mendonça Mendes aplaudiu de pé.
E à Agência Lusa, Pedro Delgado Alves explica que virou as costas a José Pedro Aguiar-Branco por considerar que o presidente da Assembleia da República está a prestar um mau serviço.
São palavras após a sessão solene do 25 de Abril. Diz Delgado Alves que o discurso de José Pedro Aguiar-Branco desvalorizou o trabalho que se tem feito ao longo de muitos anos para garantir a transparência e o funcionamento das instituições. Acusou ainda o presidente da Assembleia da República de ter feito uma caricatura da forma como funciona o controle de transparência. De acordo com o deputado do PS, nas sessões solenes não há espaço para protestos ou para coisas similares, foi o que disse à Agência Lusa, e por isso é que virou as costas a José Pedro Aguiar-Branco.
E vamos ainda aos discursos dos partidos nesta sessão solene do 25 de Abril.
Com, naturalmente, diferentes posições sobre os últimos 52 anos de democracia, das críticas à reforma laboral até à velha discussão de quem é dono de Abril, é o que nos explica a Marta Caramelo Nobre.
Começamos com o discurso do líder parlamentar do PSD. Hugo Soares sai em defesa da moderação.
Cumprir Abril é a coragem de dizer não. Dizer não aos populismos de direita e de esquerda. Dizer não ao radicalismo, venha de onde vier. Dizer não à pobreza e à exclusão, dizer não à indiferença e à desigualdade, mas também dizer não ao imobilismo.
Pelo Chega, André Ventura, de cravo verde na lapela, investe contra a esquerda.
E vocês serão vencidos nesta luta da liberdade e da democracia. Agora é de uma casa grande, é de uma direita grande.
Já o líder socialista, José Luís Carneiro, aproveita a sessão solene do 25 de Abril para criticar a reforma laboral.
Precisamos de estimular o crescimento econômico, mas tal não justifica a revisão dos direitos constitucionais dos trabalhadores, designadamente a proibição dos despedimentos sem justa causa.
Visão oposta tem a bancada liberal. Mariana Leitão pede mais coragem ao governo para executar as reformas.
Agora cabe ao poder político fazer o que lhe compete. Os portugueses já indicaram o caminhoFalta agora a coragem política para os acompanhar.
À esquerda, Rui Tavares critica o governo pela demora e mudança de lugar do Museu do 25 de Abril.
Que o governo, depois de ter andado durante anos a adiar o projeto do Centro Interpretativo do 25 de Abril, que a Associação 25 de Abril tem levado por diante, tenha decidido deslocá-lo para a Pontinha. O 25 de Abril merece estar no centro.
Do lado comunista, Alfredo Maia aponta o dedo aos que pretendem, nas palavras do PCP, um ajuste de contas com os valores de Abril.
São os que não se conformam com a revolução, que insistem no ajuste de contas com o 25 de Abril e com as suas conquistas.
E o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, eleva a fasquia e classifica os últimos 52 anos como o melhor período da história de Portugal. Já Inês de Sousa Real, do PAN, deixa um alerta: os valores de Abril estão ainda longe de estar cumpridos. À direita, João Almeida, do CDS, diz que o país precisa de reformas. E a abrir o debate, esteve Filipe Sousa, do Juntos pelo Povo, com apelo à memória. O medo, diz o deputado, não pode voltar a ocupar o lugar da esperança.
É um trabalho da jornalista Marta Caramelo Nobre com os destaques das intervenções dos partidos na sessão solene do 25 de Abril.
E falamos agora do Médio Oriente. O chefe da diplomacia iraniana já está na capital do Paquistão, mas não é certo que as negociações avancem hoje.
Ainda assim, os norte-americanos vão a caminho. Trata-se dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que viajam para o Paquistão. A dúvida surge sobre se as negociações avançam ou não, porque ontem à noite o Irão disse que não vai haver, para já, reuniões com os Estados Unidos e que a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros em Islamabad, capital do Paquistão, é apenas para transmitir posições ao mediador. Do lado iraniano, o chefe da diplomacia, Abbas Araqchi, já esteve reunido com o chefe do exército paquistanês.
E na Palestina, José, hoje é dia de eleições.
Pela primeira vez em 20 anos, cerca de 1 milhão e meio de pessoas estão registadas para votar na Cisjordânia e 70 mil no centro da Faixa de Gaza, onde as urnas estão abertas só até às 17h, por causa da falta de energia elétrica. Os palestinianos vão eleger presidentes de câmara e vereadores. Estas são as primeiras eleições desde a vitória do Hamas nas legislativas de 2006.
E hoje é um dos dias mais importantes da democracia em Portugal e os eventos, e são muitos, previstos para este 25 de Abril. Desde logo, o emblemático desfile na Avenida da Liberdade, às 15h.
Uma das tradições deste dia começa às 15h, vai desde o Marquês de Pombal até ao Rossio. São esperadas milhares de pessoas com cartazes e mensagens para celebrar Abril. No Porto, meia hora antes, há uma homenagem aos resistentes antifascistas e depois o desfile pelas ruas da cidade até à Avenida dos Aliados. Em Aveiro, por volta das 15h, também vai ser prestada uma homenagem aos antigos combatentes, junto ao monumento dedicado aos mesmos. Em Lisboa, durante a tarde, pelas 17h, no Palácio Baldaia, em Benfica, há garretonão, que vai depois. À noite, a Leiria canta com o Coro das Mulheres da Fábrica, no Teatro José Lúcio da Silva, às 21h30. À mesma hora, em Oeiras, Sérgio Godinho sobe ao palco do Auditório Municipal Rui de Carvalho. Pouco antes, às 21h, no Largo do Intendente, em Lisboa, as vozes de Arroios cantam Com as Minhas Tamankinhas, de Zeca Afonso.
E além de música, há também exposições.
Por exemplo, no Museu do Aljube, em Lisboa, assinala a resistência à ditadura, de portas abertas até às 18h, para quem quiser descobrir mais sobre o regime ditatorial português e a luta que culminou com a Revolução dos Cravos. Na Amadora, Viles inaugura uma peça em homenagem a Mário Soares, no Parque da Liberdade. E em Setúbal, no Cais do Porto, pode ser visitada a exposição José Afonso, Andarilho, Poeta e Cantor, com as várias facetas de Zeca Afonso, uma referência da música de intervenção, figura máxima no 25 de Abril.
Várias e boas formas de celebrar a liberdade é pesquisar. Quase todos os municípios têm uma vasta oferta para assinalar estes 52 anos de democracia do 25 de Abril. E agora sim, terminamos o Jornal das Duas, edição do jornalista José Rafael Lopes. Já a seguir temos Cinco Continentes.