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Está a começar o Jornal das 14 horas na Rádio Observador, com edição do Miguel Videira. Miguel, fica tudo na mesma. O Banco Central Europeu decidiu manter inalteráveis as taxas de juro.
Era, de resto, essa a expectativa dos analistas, embora reconheça os riscos inflacionistas no curto prazo, o aumento generalizado de preços, o BCE optou por não mexer nas taxas. É um instrumento para travar a inflação. Em comunicado, o Conselho de Governadores dá conta que os riscos inflacionistas decorrem do conflito no Médio Oriente, com a subida dos preços dos combustíveis a arrastar toda a economia. A este propósito, sublinha o BCE que os países do euro estão mais bem preparados para enfrentar este ciclo face ao que aconteceu aquando da guerra na Ucrânia. A esta hora, a presidente do BCE dá uma conferência de imprensa. Espera-se que possa indicar o que pretende fazer o Banco Central Europeu no futuro.
E Miguel, o primeiro-ministro considera que os dados da inflação, hoje conhecidos, não são motivo para alarme.
A estimativa do INE aponta para uma taxa de 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais face a março.
Preocupados e apreensivos estamos todos, mas não é ainda motivo pra alarme, não vale a pena estarmos a antecipar problemas que ainda podemos evitar. Portanto, desse ponto de vista, o que eu quero dizer é que o governo está muito atento à evolução dos preços, à evolução dos preços dos bens mais essenciais à vida das pessoas, não deixará de estar atuante, de acordo com o critério que é de responsabilidade e de prudência, de adequação à evolução da realidade.
A declaração de Luís Montenegro à entrada para a reunião do Conselho de Ministros, que hoje decorre em Beja.
E o INE avançou também esta manhã com uma estimativa da evolução do PIB nos primeiros três meses do ano, 2,3%.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o INE, para este resultado contribuiu de forma muito particular a procura interna, com o aumento do investimento. Já a procura externa foi negativa. As importações subiram mais do que as exportações.
E Miguel, vamos agora à comparação com o último trimestre do ano e, neste caso, registou-se uma estagnação.
Sim, face aos últimos três meses de 2025, não houve qualquer variação do PIB. A média da União Europeia e dos países do euro foi de 0,1%. Na comparação em cadeia, Portugal teve um dos piores desempenhos, pior só mesmo a Lituânia, Suécia, Irlanda. Na comparação a um ano, Portugal está entre os melhores.
Duas horas e três minutos, Miguel, o Ministério da Saúde recebeu três e-mails com o pré-aviso de greve dos técnicos do INEM em 2024, uma paralisação que provocou atrasos no socorro e que, segundo uma auditoria, esteve na origem de três mortes.
O Ministério da Saúde foi acusado de não ter acautelado a definição de serviços mínimos. A ministra Ana Paula Martins argumentou que não teve conhecimento do pré-aviso. Isso mesmo foi reiterado pela titular da pasta durante a audição na Comissão Parlamentar de Inquérito a este caso. O Observador teve acesso aos e-mails que provam que o ministério foi informado do pré-aviso de greve 20 dias antes da paralisação. O jornalista Tiago Caeiro diz ainda que não há espaço para dúvida, os e-mails foram lidos. Isso diz Tiago Caeiro, o jornalista que assina esta notícia que faz manchete a esta hora no Observador.
Foram enviados a 10 de outubro de 2024 a três gabinetes. Aos gabinetes da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também ao gabinete da Secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vasco Tomé, que tinha a tutela do INEM à data, e também à Secretaria de Estado da Saúde, liderada por Ana Paula.
Os e-mails foram lidos? Sabemos se esses e-mails foram lidos, foram abertos?
Sim, nós tivemos acesso aos recibos de leitura e que provam que foram lidos.
Resta saber se a informação chegou ou não à Ministra da Saúde e à Secretária de Estado, com a tutela do INEM. Isso agora é tema para a Comissão Parlamentar de Inquérito?
Isso é o que agora a Comissão Parlamentar de Inquérito, que está em curso agora na Assembleia da República, vai tentar perceber. O que sabemos é que a ministra Ana Paula Martins e também a ex-secretária de Estado Cristina Vasco Tomé, disseram no Parlamento que não tiveram conhecimento desses pré-avisos de greve. Uma informação que tivemos esta semana foi que esse serviço de apoio encaminhou este e-mail para o chefe de gabinete da Secretária de Estado da Saúde, que não era a Secretária de Estado da Gestão da Saúde, que tinha a pasta do INEM, ou seja, encaminhou o pré-aviso pro gabinete errado.
Explicação do jornalista Tiago Caeiro, que assina o artigo que revela que o Ministério da Saúde recebeu três e-mails com o pré-aviso de greve dos técnicos do INEM em 2024.
É um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador com o título: "E-mails com pré-aviso de greve lidos no ministério". Miguel, já voltou o subidez, reabriu hoje em Lisboa ao público o funicular da Graça.
Oito meses depois, esteve encerrado na sequência do descarrilamento do elevador da Glória, que provocou oito mortes. A Carris decidiu encerrar estes equipamentos para fazer uma avaliação técnica das condições de segurança. Este funicular da Graça vem permitir uma maior mobilidade aos moradores, que passam a trocar as escadas pelo conforto deste meio de transporte. Miguel Pina-Andrade.
A subida até ao Miradouro da Graça demorava cinco minutos. Agora, com o regresso do funicular, há uma alternativa para quem quer chegar mais rápido ao destino. Junto à Pastelaria Lagares, na rua onde começa a subida, José Ramos, o dono, confessa que o regresso ajuda toda a gente e principalmente a clientela.
As pessoas estão a gostar da reabertura, porque é uma coisa que faz falta à população e mesmo pro turismo. É bom. E eu, como tenho aqui um estabelecimento, também me ajuda. É ótimo.
José Ramos não é utilizador assíduo, mas confia na segurança do recém-aberto funicular. Já a Jaqueline Estela mal pode esperar para voltar à rotina.
Utilizava duas vezes na semana
Tem dias que mais.
Como é que fez nestes oito meses em que não dava?
Tive que dar a volta pela Graça por cima. Faz muita falta isso aqui, fez muita falta. Aquele outro é diferente desse. Aquilo ali era perigosíssimo mesmo. Isso aqui eu creio que é mais tecnológico, não sei. Aqui eu nunca tive medo.
Uma subida sem medos é a experiência da passageira Jaqueline Estela. E esta reabertura não agrada só aos residentes e turistas. O jovem Henrique Pereira ouviu falar sobre este regresso, que decidiu ver com os próprios olhos.
É a primeira vez. Hoje é o primeiro dia desde a reinauguração com a Carris. Vamos ver como é que funciona. Espero que funcione tudo bem. A Carris de certeza que fez ao longo deste ano todos os testes possíveis. A cidade de Lisboa sempre foi uma cidade segura, com infraestruturas seguras, e esta também será uma infraestrutura segura, de certeza.
A esperança do jovem Henrique Pereira acerca do futuro do funicular da Graça, que a partir desta manhã voltou ao ativo, de cinco em cinco minutos, faz o percurso que liga o bairro da Mouraria ao Miradouro da Graça.
O jornalista Miguel Pina-Andrade esteve esta manhã na cerimônia de reabertura do funicular da Graça. Vai funcionar das 9 às 17h, sendo que nos primeiros dias vai ter o horário alargado. É isso que anuncia a Carris.
E na atualidade internacional, o Irão acredita que o Golfo Pérsico vai ter um futuro sem os Estados Unidos da América. Diz que o único lugar para os norte-americanos na região é no fundo do mar.
Foi assim que Mostaba Khamenei assinalou o Dia Nacional do Golfo Pérsico num tom abertamente hostil com os Estados Unidos da América. O líder supremo do Irão escolheu não falar sobre as negociações para um cessar-fogo a longo prazo, João Gaba.
Khamenei promete apenas proteger as capacidades nucleares e balísticas do Irão, apesar de esta ser, como sabemos, uma linha vermelha para a Casa Branca e para Donald Trump. Diz que os iranianos vão proteger estas instalações nucleares como se tratassem das fronteiras marítimas, terrestres e aéreas do país. Este é um discurso que não foi feito de viva-voz. Surgiu em comunicado nos meios de comunicação social iranianos, o que dá gás a informações que têm sido reveladas pelos Estados Unidos da América e também por Israel. Não se conhece o paradeiro de Mostaba Khamenei.
Até porque o filho do anterior líder supremo, Ali Khamenei, ficou ferido no ataque norte-americano que matou o antecessor. Mas de viva-voz ou não, João, este discurso serviu para o Irão distanciar-se por completo dos Estados Unidos.
Uma vez que deseja, o Irão, um futuro do Golfo Pérsico livre dos Estados Unidos da América e um novo capítulo no Estreito de Ormuz, dois meses depois do início da guerra. Mostaba Khamenei é claro, acredita que o bloqueio norte-americano se transformou num fracasso vergonhoso. Aponta ainda as bases militares fantoches do exército norte-americano na região, bases que têm sido alvo de ataques iranianos em países como os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Bahrein. E diz o líder supremo do Irão que os norte-americanos no Pérsico apenas pertencem no fundo do mar.
As palavras de Mostaba Khamenei, líder supremo do Irão, no dia em que se assinala o Dia Nacional do Golfo Pérsico.
Duas horas e nove minutos. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade nesta quinta-feira?
O incêndio num prédio na Amadora ainda não foi extinto, mas já está controlado pelos bombeiros. É isso que revela a fonte dos Bombeiros Voluntários da Amadora ao Observador. O prédio de 16 andares foi evacuado. O fogo deflagrou no 13° andar, por volta do meio-dia. Segundo esta fonte, os bombeiros dá registo de sete feridos ligeiros devido à inalação de fumo. Foram todos transportados para o Hospital Amadora-Sintra. Os nascimentos em Portugal aumentaram 3,7% o ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística. O número ultrapassa os 87 mil nascimentos. Mais de metade das mães têm idades entre os 20 e os 34 anos e cerca de um terço dos bebés são filhos de mães estrangeiras. O INE fala também que o saldo natural se agravou devido ao número mais elevado de mortes, superior aos nascimentos. O número de óbitos aumentou quase 3%. A Grande Lisboa é a única região com um saldo positivo pelo terceiro ano consecutivo.
Miguel Vieira e o Jornal das Duas.