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A informação. Jornal das duas com Miguel Vítor Dias. Miguel, a Confederação Empresarial de Portugal lamenta a marcação de uma greve geral com negociações ainda a decorrer.
Armindo Monteiro considera que é uma decisão desproporcional. É a reação do presidente da CIP ao anúncio feito ontem pela Intersindical. Armindo Monteiro defende que neste momento não há pontos assim tão distantes que separem as partes que estão envolvidas neste processo.
Lamentamos. Lamentamos apenas porque a greve é utilizada, se me permite a analogia, é um bocadinho como na guerra. É quando a diplomacia falha. A greve é tempo de bombardeamentos, não é tempo de diplomacia. E a diplomacia é essa que ainda estamos, desde junho, infelizmente, por um período demasiado longo. Ainda estamos nessa fase de diplomacia, isto é, de negociação, de procurar consensos, de procurar equilíbrios e, neste momento, não há pontos tão distantes que separam as posições.
Armindo Monteiro considera que a discussão da nova lei do trabalho não está no ponto de rutura que aparenta estar, mas o líder da CGTP faz outra leitura. Tiago Oliveira diz que a abertura negocial prometida pelo governo não se traduziu em nada e que as linhas vermelhas continuam inalteradas.
É que as razões que assistiram à greve geral do ano de dezembro mantêm-se. E nós temos tido da parte do governo a tentativa de construir uma retórica, uma perceção, que depois não corresponde à realidade que tem sido todo este processo de discussão. E talvez seja necessário terminar com isto: é que ao fim de nove meses a CGTP ainda não teve a oportunidade de discutir uma única proposta que tenha apresentado.
O líder da CGTP, o secretário-geral da CGTP, admite desconvocar a greve geral marcada para 3 de junho, apenas se o governo retirar a atual proposta laboral e ceder às exigências dos sindicatos.
Os dois foram convidados do Explicador desta manhã na Rádio Observador, que já está disponível em podcast. O PCP vai propor um aumento intercalar de €50 para todas as pensões a partir do dia 1 de julho.
Em comunicado, o Partido Comunista Português indica que a proposta vai dar entrada em breve na Assembleia da República. O grupo parlamentar do PCP quer que esta proposta abranja todos os pensionistas e quer que seja um aumento estrutural, ou seja, feito de forma permanente, ao contrário dos aumentos previstos pelo governo, que têm sido atribuídos apenas enquanto suplemento extraordinário. Na quarta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro considerou ser cedo para um aumento permanente das pensões mais baixas, mas admitiu, mais uma vez, um novo suplemento extraordinário, caso as finanças públicas assim o permitam.
E o Futebol Clube do Porto pode sagrar-se campeão esta noite, mas a festa nos Aliados está adiada para a última jornada.
Se houver festa hoje, será nas imediações do Estádio do Dragão. A entrega da taça de campeão e a tradicional festa na Avenida dos Aliados será apenas no fim de semana de 17 de maio. João Gama.
Tal como aconteceu em 2018 e em 2022, o Futebol Clube do Porto só sobe à varanda da Câmara Municipal do Porto, na Avenida dos Aliados, depois da última jornada, que está marcada para o fim de semana de 17 de maio, em que os Dragões recebem o Santa Clara. Para hoje, a confirmar-se a conquista do título, que pode acontecer no fim do jogo do Benfica ou depois do encontro entre o Porto e o Alverca, a festa vai fazer-se nas imediações do Estádio do Dragão. A Câmara Municipal do Porto deu conta, em comunicado, que será montado um dispositivo de segurança para separar a possível festa do título de um outro evento esta noite na cidade do Porto, que é a monumental serenata que abre a Queima das Fitas. Assim, os Aliados vão estar cortados ao trânsito a partir das 19h30 para evitar a festa do título e nos arredores do Estádio do Dragão, várias estradas vão estar cortadas entre as 19h30 e a meia-noite. Se o Futebol Clube do Porto confirmar hoje a conquista do campeonato nacional, a festa faz-se a dois tempos: esta noite no Estádio do Dragão e daqui a 15 dias na tradicional Avenida dos Aliados.
O jornalista João Gama com os preparativos de segurança para a festa. Esta tarde, o Benfica entra em campo às 18h00, frente ao Famalicão. Jogo que tem impacto na festa do título do Porto, que entra em campo duas horas depois, quando forem 20h00.
Tudo para acompanhar na Rádio Observador, numa longa emissão especial que arranca às 17h30. Miguel, o presidente dos Estados Unidos admitiu abertamente a possibilidade de atacar Cuba, mas só depois do fim do conflito no Médio Oriente.
Num discurso na Flórida, o presidente norte-americano avisou que os Estados Unidos podem vir a assumir o controle do país num futuro próximo, assim que terminar a guerra no Médio Oriente. No programa Cinco Continentes, na Rádio Observador, o historiador Bruno Cardoso Reis destaca o contexto em que o presidente norte-americano disse isto.
Donald Trump estava a falar, tanto quanto eu percebi, das alterações arquitetônicas na Casa Branca e, portanto, a respeito disso, fala do seu arquiteto preferido, com quem ele tem trabalhado muito, que é um cubano-americano, Ricky González. E depois, a pretexto, vamos por isto aqui entre aspas: "Já que eu estou a falar de Cuba, se calhar podemos ir a seguir invadir Cuba". E portanto, é neste contexto que surge esta ameaça de invadir um país.
Mesmo assim, Bruno Cardoso Reis sublinha que Donald Trump parece ter a noção de que não faz sentido atacar Cuba enquanto não terminar o conflito no Irão.
Donald Trump diz: "Bem, mas primeiro vamos acabar esta, vamos acabar o Irão e depois é que..." Mas, portanto, ele parece dar por adquirido que isso do Irão se irá resolver rapidamente com uma vitória decisiva norte-americana. Não parece tudo claro. Se isso não acontecer, não sei se Donald Trump não se sentirá tentado, no fundo, a mudar a conversa, mudar o tema, fazendo algum tipo de ação contra Cuba, enquanto as coisas não estão ainda resolvidas no Irão. E isso realmente é, na estratégia, um grande erro.
A análise do historiador Bruno Cardoso Reis no programa Cinco Continentes da Rádio Observador sobre esta possibilidade dos Estados Unidos atacarem Cuba.
E a NATO está a trabalhar com os Estados Unidos para perceber a retirada de 5 mil soldados de bases militares alemãs.
A porta-voz da NATO recorreu às redes sociais para escrever que esta decisão por parte dos Estados Unidos da América só reforça a necessidade de a Europa continuar a investir mais no setor da defesa. Já a Alemanha diz que esta decisão era previsível e, tal como a NATO, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, pediu aos aliados europeus que assumam mais responsabilidades pela sua própria segurança. Esta é a reação de Berlim ao anúncio feito pelo Pentágono de que vai retirar 5 mil soldados norte-americanos de bases militares na Alemanha.
Miguel Vítor Dias com o Jornal das Duas.