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Está com a Rádio Observador. Em destaque nesta edição das 14:00, o primeiro-ministro que anuncia 400 novos polícias para Lisboa e também para o Porto até ao final do ano.
Duzentos para cada cidade. Luís Montenegro discursou ao final da manhã de hoje na Casa do Roseiral, durante um encontro entre os autarcas do Porto e de Lisboa. Reconhece Montenegro que a segurança tem sido um tema dominante e, por isso, apresenta uma proposta para reforçar a presença de polícias nas ruas.
O governo assume perante os senhores presidentes de Câmara, um reforço de aproximadamente 200 efetivos para os Comandos Metropolitanos de Lisboa e do Porto, 200 para cada, a ter lugar no decurso ainda deste ano. De acordo com os processos de formação que estão em curso, um terminará no final do primeiro semestre, o outro no final do ano. Haverá essa alocução de recursos humanos.
As palavras de Luís Montenegro esta manhã no Porto. Anunciou também que a antiga sede do Conselho de Ministros vai ser utilizada para criar habitação acessível. Esse anúncio feito também ao final desta manhã e com esta construção, o governo vai abdicar, pelas contas do primeiro-ministro, de 25 milhões de euros.
Quero anunciar que o Conselho de Ministros já tomou a decisão política, será agora consubstanciada do ponto de vista legislativo e será operacionalizada a transferência gratuita para a Câmara Municipal do edifício da antiga sede do Conselho de Ministros, na Rua Gomes Teixeira. Ao abrigo deste processo, a afetação daquele edifício será exclusiva para políticas locais de habitação, com o objetivo de aumento da oferta habitacional.
Prioridade para esta habitação acessível, esclarece o primeiro-ministro, vai para profissionais da área de saúde, segurança e educação. O discurso de Luís Montenegro foi seguido das intervenções do presidente da Câmara Municipal do Porto e de Lisboa. No que toca à mobilidade, Pedro Duarte aponta para projetos na cidade Invicta para encontrar uma alternativa à via de cintura interna. Em Lisboa, preocupações voltadas para a regulação de trotinetes, TVDs e tuk-tuks, apresentadas na voz de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Apresentadas as medidas, Luís Montenegro aponta agora para uma nova reunião com os autarcas daqui a seis meses.
Entretanto, a reação, o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia elogia o anúncio de Montenegro.
Na reação a essa medida apresentada pelo primeiro-ministro de reforço de polícias para Lisboa e para o Porto, Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, diz que vê o reforço de agentes da PSP como positivo, mas deixa uma pergunta no ar.
Nós vemos, naturalmente, como muito positiva. A questão é: tem que se perceber de onde é que vêm esses 400 polícias. Desde logo, porque não virão certamente do curso de formação de agentes, quer o que vai ir a sair agora, quer o que entretanto se está a formar para o ano que vem ou ainda durante o presente ano, já que ambos ficam aquém daquilo que são as vagas inicialmente previstas. Tudo aquilo que seja a libertação de recursos permitir-nos-á reforçar e robustecer aquilo que são estruturas que a vários níveis têm sido pauperadas ao longo de anos.
Sendo que a PSP necessita de reforço de meios em várias áreas, de acordo com Bruno Pereira, na prevenção criminal, na investigação, na segurança rodoviária e na visibilidade, são alguns dos aspetos que identifica sobre a necessidade de reforço de meios na PSP.
E Miguel, o presidente do Tribunal Constitucional renuncia às funções. José João Abrantes comunicou a decisão há minutos.
Razões pessoais e institucionais, razões para esta saída. Uma decisão com efeitos a partir da posse do substituto. Nas últimas semanas, já se estava a antecipar esta decisão. Avança José João Abrantes que a decisão foi tomada há algum tempo e que tem por base exclusivamente razões pessoais e institucionais. No comunicado, adianta também que não renunciou mais cedo porque não teria sido responsável desencadear a eleição de um novo presidente com quatro juízes que estariam de saída.
E perante esta saída, Miguel, há mais uma vaga que vai ter que ser indicada pelo Parlamento.
O Parlamento deve agora eleger quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional. É preciso substituir José António Teles Pereira e Gonçalo Almeida Ribeiro, que saíram por ultrapassar os nove anos de mandato. Também Joana Fernandes Costa, também ultrapassou os nove anos de mandato, e agora José João Abrantes.
Em Lisboa, está a chegar ao fim o protesto dos enfermeiros. Estes profissionais estão em greve e saem à rua no Dia Internacional dos Enfermeiros. O protesto termina à porta do Ministério da Saúde, Miguel, para fazer ouvir algumas reivindicações sobre os problemas que se arrastam nos últimos anos.
Manifestação que juntou cerca de uma centena de enfermeiros em Lisboa. A greve nacional foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Os profissionais reivindicam o aumento de salários e contestam o banco de horas. Alertam também para a falta de profissionais. À Rádio Observador, Dora Franco, enfermeira há 24 anos e presidente do Conselho Diretivo da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros, explica que faltam mais de 10 mil enfermeiros no SNS. Sublinha que, nos últimos anos, o número de profissionais a emigrar reduziu, mas há ainda muitos que continuam a sair do país à procura de uma maior valorização.
Nós temos uma falta de quase 14 mil enfermeiros em Portugal. A taxa, em termos de pedidos de emigração, reduziu ligeiramente, mas continuamos ainda a ter uma grande percentagem de enfermeiros que emigram e que, na verdade, procuram e encontram em países da União Europeia, mas também nos Estados Unidos e no Canadá, mais condições. Condições do ponto de vista laboralDe segurança financeiras, de progressão, mas também mais condições em termos de utilização e de exercício da prática dos cuidados.
Dora Franco alerta também para números relacionados com a saúde mental. Quarenta e dois por cento dos enfermeiros apresentam níveis elevados de burnout e quase 90% reportam sintomas de ansiedade. Esta enfermeira admite que é impossível que isto não afete os cuidados que são prestados.
Com estes níveis de percepções negativas da sua saúde mental, com estes níveis de insônia, de ansiedade, é óbvio que nós vamos ter consequências em termos de cuidados que são ministrados aos nossos utentes e à nossa comunidade. E dessa forma, também acredito, que nós só conseguimos melhorar as políticas de retenção, se nós investirmos de forma séria naquela que é a promoção da saúde mental e também o reconhecimento do desgaste e da penosidade associada à prestação de cuidados e à prática dos cuidados.
Dora Franco, presidente do Conselho Diretivo da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros. Palavras à Rádio Observador neste dia de greve de enfermeiros.
E Miguel, a Organização Mundial de Saúde admite novas infecções por hantavírus, mas descarta um surto de grandes dimensões.
Hoje houve uma conferência de imprensa que juntou o diretor-geral da OMS e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, conferência de imprensa em Madri, para falar sobre o surto de hantavírus. Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor-geral da OMS, garante que nada aponta para o início de um surto de maiores dimensões, mas assume também que é natural que surjam mais casos.
É de esperar que haja mais casos, porque, como se devem lembrar, o primeiro caso no navio ocorreu a 6 de abril e até que o relatório fosse confirmado como infeccioso, o que aconteceu por volta de 24 ou 25 de abril, houve, na verdade, muitas interações entre os passageiros. E como sabem, o período de incubação é também de seis a oito semanas.
Palavras do diretor-geral da OMS. Atualmente, há nove casos confirmados, há 11 suspeitos ligados ao surto e há também três mortes.
São 14h08, é esta hora, Miguel. Temos ainda outras notícias em destaque.
Com 90 anos, morreu o antigo vereador de Lisboa e dirigente do CDS, Pedro Faiste. Foi vereador na autarquia lisboeta durante o mandato de Nuno Encacich, entre 1977 e 1989, e foi também vereador durante o período de Carmona Rodrigues, entre 2005 e 2007. Pedro Faiste foi ainda deputado à Assembleia da República, eleito pelo CDS por Lisboa, durante três legislaturas, além de ter desempenhado cargos como presidente da distrital de Lisboa e presidente do Conselho Nacional do CDS. A Rússia diz que o cessar-fogo chegou ao fim e que a operação militar especial na Ucrânia continua. Depois de, no fim de semana, Vladimir Putin ter falado num fim iminente da guerra, o porta-voz do Kremlin diz agora que é prematuro discutir os pormenores concretos do processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Ainda assim, Dmitry Peskov, o porta-voz do Kremlin, afirma que todos os progressos alcançados no processo de paz permitem afirmar que o fim está realmente próximo. A Rússia e a Ucrânia tinham acordado o cessar-fogo de três dias a propósito do Dia da Vitória, mas os dois lados denunciaram violações desse acordo, que terminou ontem.
Edição das duas com Miguel Cordeiro.