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Tudo em ponto? Edição das 14h, na Rádio Observador, com o João Lourenço. E começamos, João, com a notícia de que Portugal condena o ataque russo e reitera o apoio a Kiev.
O Executivo português condena fortemente o que descreve como mais um enorme ataque da Federação Russa à capital ucraniana, com recurso a um míssil com capacidade nuclear. Reitera toda a solidariedade e apoio sem reservas à Ucrânia. A mensagem do governo surge através de uma publicação na rede social X, do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreve na rede social X que o ataque massivo da Rússia à Ucrânia, na noite passada, mostra a brutalidade do Kremlin e o desrespeito tanto pela vida humana como pelas negociações de paz. No mesmo sentido, surge o presidente do Conselho Europeu, António Costa, escreve que condena fortemente aquilo que descreve como escalada imprudente. Na onda de condenações, surgem também os presidentes da Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha a condenarem este ataque da Federação Russa a Kiev.
Uma condenação que chega depois de a Rússia ter confirmado que utilizou mísseis hipersônicos para atacar a Ucrânia na última noite.
A Força Aérea Ucraniana informou que a Federação Russa utilizou mais de 600 drones e mísseis neste bombardeamento. O presidente da Ucrânia tinha denunciado, este domingo, o ataque à capital ucraniana. Também hoje, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Kiev pediu o reforço dos apoios ao país, à União Europeia, face à agressão russa.
E ainda pela atualidade internacional, viramos atenções para o Médio Oriente, isto porque a presidente da Comissão Europeia aplaude os avanços aparentes nas negociações entre Estados Unidos e Irão.
Aplaude através da rede social X. Ursula von der Leyen reitera que todo e qualquer acordo deve garantir uma verdadeira redução das tensões. Ursula von der Leyen pede o fim das tensões e daquilo que descreve como ações desestabilizadoras e ainda a plena liberdade de navegação sem taxas no Estreito de Ormuz. Esta é a reação europeia ao anúncio de ontem de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos fala num princípio de entendimento que vai consistir, sobretudo, na reabertura da passagem marítima. É o que se escreve numa publicação na Truth Social. Donald Trump afirma que está tudo praticamente negociado entre norte-americanos, Irão e outros países do Médio Oriente. Explica que os pontos finais do acordo ainda estão a ser discutidos, mas promete que vão ser anunciados em breve. O portal Axios avança com alguns detalhes que podem constar deste acordo. O cessar-fogo pode ser prolongado por 60 dias, mas, Marta Caramelo Nobre, não é a única questão em cima da mesa.
Este acordo de cessar-fogo, que está praticamente negociado, vai permitir a retoma da circulação livre e sem taxas no Estreito de Ormuz. Em troca, Washington compromete-se a levantar o bloqueio aos portos iranianos, permitindo a Teerão vender petróleo livremente. A mesma fonte avança também que, no fundo, este memorando vai funcionar como uma espécie de fase transitória para tentar estabilizar o conflito e aliviar a pressão sobre os mercados energéticos globais. Ainda assim, a administração de Trump deixa um aviso: o alívio das sanções econômicas só avança se o Irão fizer cedências. O documento em cima da mesa inclui ainda compromissos de Teerão para não desenvolver armas nucleares e negociar limites ao enriquecimento de urânio. Mas estas conversações devem prolongar-se pelos 60 dias previstos no acordo. Até lá, as forças militares norte-americanas continuam mobilizadas no Médio Oriente e só saem da região se for alcançado um entendimento definitivo.
Journalista do Observador, Marta Caramelo Nobre, com os pontos que já são conhecidos do possível entendimento entre Estados Unidos e Irão, uma altura em que ainda há dúvidas sobre quando é que este acordo pode ser alcançado.
Seguimos agora com a atualidade nacional, João Lourenço, nesta edição das 14h, isto porque o atual secretário-geral da Juventude Social-Democrata, João Pedro Luís, foi eleito presidente com quase 60% dos votos.
É o novo líder da JSD, lista liderada por João Pedro Luís, que obteve mais de 300 votos. Com 24 anos, o novo presidente sucede a João Pedro Louro na liderança da Jota Social-Democrata. Foi eleito no congresso que decorre neste fim de semana em Viseu. O novo presidente foi cabeça de lista do Partido Social-Democrata por Portalegre nas legislativas de 2022. Desempenhou funções como mandatário nacional da juventude de Luís Montenegro, neste caso, na luta pela liderança do PSD. Na moção estratégica apresentada neste congresso, João Pedro Luís defende medidas como o agravamento de penas para crimes de violência sexual, o combate à discriminação e resposta reforçada nas áreas da saúde mental, na habitação e no emprego jovem. Entre as propostas apresentadas estão também o alargamento do programa Creche Feliz até aos cinco anos e o reforço das ligações ferroviárias entre os distritos.
E falamos agora do Partido Socialista, que acusou hoje o governo, João Lourenço, de se comportar como um agente imobiliário invertido ao vender imóveis do Estado abaixo do preço.
E os socialistas avançam mesmo com um pedido de audição no Parlamento ao Ministro da Habitação e das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Em causa, uma notícia que está a ser avançada este domingo pelo jornal Público, atenta que o Estado vendeu abaixo do preço de mercado imóveis que podiam ter centenas de casas públicas. À Agência Lusa, o vice-presidente da bancada socialista, Luís Testa, afirma que esta notícia apenas comprova algo que a bancada socialista já suspeitava e diz que vai pedir já na próxima semana a audição parlamentar do Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
E para já nesta edição das 14 horas viramos as atenções para onde vamos ter o coração a partir das 16 horas, para o Estádio do Jamor. Ouvidos também lá colocados, Sporting ou Torriense, um deles vai ser o vencedor da Taça, João.
E vamos antes dessa partida entre Sporting e Torriense olhar para a festa que está a decorrer no Jamor. Antes disso, dizer que o Sporting, em caso de triunfo, soma o 19º troféu desta competição. O Torriense, em caso de vitória, faz uma conquista inédita, já não está na final do Jamor desde 1956. Antes disso, recordar aquilo que foi a antevisão da partida, neste caso, de ambos os técnicos. Começamos com Rui Borges, que em conferência de imprensa ontem esclareceu que apesar do Torriense militar na segunda divisão, não quer facilitismos por parte dos leões.
É sermos sérios e não entrarmos em facilitismos. A pressão neste clube existe diariamente. Agora sim, acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, é merecedor de lutar por o troféu e vencê-lo. Agora temos que fazer muito para o vencer. Não adianta dizermos que somos merecedores, temos que o demonstrar dentro do campo, contra uma equipa que vai dar a vida num momento histórico para o clube, num momento histórico, se calhar, para a grande maioria dos seus atletas, independentemente de quem seja o adversário, neste caso, o Torriense, que é de um escalão inferior, é certo, mas tem demonstrado aquilo que é a sua qualidade ao longo da época. E nesta semana demonstrou contra uma equipa da Primeira Liga toda a sua qualidade, e que sirva de alerta para aquilo que nós vamos encontrar amanhã.
Já o técnico do Torriense, Luís Tralhão, afirma que o foco central da equipa está na subida para o primeiro escalão do futebol português. No entanto, vai até ao Estádio Nacional do Jamor para competir por um troféu inédito.
Nós priorizamos o campeonato, mas obviamente que agora estamos aqui envolvidos na Taça. Não viemos aqui passear. Eu já utilizei essa expressão há cerca de um mês, nas meias-finais, quando atingimos a final. Então nós vimos competir. E o mister Rui Borges disse que jogava com os melhores e nós vamos jogar com os melhores, de certeza absoluta. Isso não há dúvida nenhuma. Agora, é relativo para ele quem são os melhores ou para mim. Portanto, temos um grupo que está preparado para jogar qualquer jogo.
Partida que vai ter arbitragem de António Nobre, juiz da Associação de Futebol de Leiria. Emissão especial, Vicente Figueira, que arranca perto das 16 horas.
E que tem um Torriense na final, no Jamor, sete décadas depois. É um regresso e por isso acho que faz todo sentido que oiçamos quem acompanhou nesta área do clube, João.
E vamos ouvir mesmo o quase centenário e sócio número um da formação de Torres Vedras, Manuel Rosado. Em entrevista à Rádio Observador, conta que a aventura de associado começou com a simples vontade de querer assistir aos treinos depois do trabalho.
Nos meus tempos de jovem, era hábito sair-se do emprego e ir ao Torriense assistir ao treino de futebol. Havia treinos todos os dias, todas as tardes. De maneira que íamos assistir. Era a prerrogativa que tínhamos por ser sócio, poder assistir aos treinos. Lá íamos queimar um terço do nosso dia, ver o treino, arranjar rixas e discussões.
E à segunda-feira há jogo.
À segunda-feira era o jogo.
No início da militância no Torriense, Manuel Rosado recorda que o valor das cotas era de dois escudos e meio, e habituado a ver a equipa da terra no Estádio Municipal Manuel Marques, o sócio número um reconhece que qualquer tipo de mudança de casa, em virtude da subida à primeira divisão, pode prejudicar o clube.
A falta de apoio da população. É sempre mais vantagem, julgo, jogar em casa do que fora. Se estou enganado, peço desculpa.
É um preço a pagar muito alto.
É, pois.
É um preço a pagar muito alto, efetivamente.
É, pois, acho que sim.
Aqui ouvimos Manuel Rosado indicar que o caminho de regresso ao Jamor foi uma surpresa, mas indica que não se mostra muito confiante com um triunfo nesta final da Taça. Setenta anos depois, o Torriense está de regresso à final do Jamor e vai, neste caso, competir com o Sporting para esse troféu, o último desta temporada 2025/2026.
Setenta anos depois o regresso do Torriense, também 10 anos depois o regresso de uma equipa da Segunda Liga à final da Taça de Portugal. E hoje podemos mesmo também acabar a tarde com um vencedor inédito, embora seja improvável, é algo que o futebol pode trazer e é algo que vamos acompanhar a partir das 16 horas. O apito inicial deste encontro está marcado para às 17h15, com relato em direto do Diogo Varela e do Alexandre Luna Pais. As notícias ao longo desta tarde vão nos chegando também pela voz do João Lourenço, que está de regresso às 14h30. Um abraço, João. Até já.
Até já.