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As notícias. Começa agora o Jornal das duas, edição do jornalista Rui Casanova. Luís Montenegro e António José Seguro estão em sintonia de visita ao Luxemburgo. O presidente da República e o primeiro-ministro afirmam que se completam um ao outro.
Luís Montenegro juntou-se a António José Seguro, que está de visita ao Luxemburgo desde sexta-feira. A visita oficial marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal, que é celebrado na quarta-feira. Luís Montenegro foi abordado pelo emigrante Pedro Teixeira, que tem uma bandeira de Portugal com uma coleção de autógrafos de personalidades portuguesas. António José Seguro já tinha assinado na sexta-feira, no primeiro dia da visita. Hoje foi a vez de Luís Montenegro, o momento em que ambos os líderes afirmaram que se completam. Vamos ouvir esse momento.
Onde é o melhor sítio?
Onde quiser. O presidente escolheu o verde, que era a esperança.
Então pronto, eu vou aqui para o lado do vermelho. Está vendo? Assim completamo-nos. É assim que tem que ser.
António José Seguro assinou do lado verde, Luís Montenegro do lado vermelho da bandeira de Portugal e, em fundo, ouvimos o presidente da República a dizer que assim chefe de Estado e líder do governo se completam, um ao outro, primeiro-ministro e presidente da República, mostram-se assim em sintonia nesta visita oficial ao Luxemburgo.
O presidente da República quer que o ensino do português seja alargado no Luxemburgo e o primeiro-ministro promete que o governo vai dar todas as condições aos professores que ensinam língua portuguesa no estrangeiro.
Declarações de António José Seguro e de Luís Montenegro esta manhã numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo. O presidente da República garante ter falado com os responsáveis do país para alargar a opção de língua portuguesa no programa curricular, isto de forma a garantir que o português abre ainda mais portas lá fora.
Deixei aos responsáveis luxemburgueses um apelo claro: que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular do nosso ensino aqui, num país onde cerca de um terço de residentes é lusófono, onde o português é a segunda língua principal falada em casa pelos alunos do ensino público, e isso é relevante para o nosso país.
Na mesma linha, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também promete continuar a dar condições aos professores para que a língua portuguesa chegue mais longe.
Àqueles que continuam a querer ensinar português, que continuam a servir o interesse de Portugal, aquilo que eu também vos quero transmitir é que nós não deixaremos de tudo fazer para garantir as condições para que esse trabalho possa ser continuado e para garantir que este elo que liga a nossa comunidade, que liga a portugalidade, tenha sempre como o veículo mais eficaz, mais eficiente e também mais emotivo a nossa língua.
A promessa deixada por Luís Montenegro depois de, à entrada para esta sessão, dois professores e delegados sindicais no Luxemburgo terem abordado o presidente da República e o primeiro-ministro para lhes pedirem que olhem com o coração para o futuro regime jurídico do ensino português no estrangeiro. Hoje é o último dia de visita oficial ao Luxemburgo, dedicado à comunidade portuguesa, às comemorações oficiais do Dia de Portugal, prossegue agora em território nacional. Vai ser na Ilha Terceira, nos Açores.
A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso está preocupada com o número elevado de mortes em prisões portuguesas e acusa o Estado de negligenciar os reclusos.
Vinte e oito reclusos morreram desde o início do ano nas prisões nacionais. Dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais revelados hoje pelo jornal Público. Estes números mantêm a mortalidade prisional em Portugal entre as mais elevadas da Europa. Ouvido pela Rádio Observador, o secretário-geral da APAR, a associação que representa os reclusos, critica as condições dos estabelecimentos prisionais. Vítor Manuel Ilharco diz também que os reclusos não têm acompanhamento.
O problema é que, ao desespero de se estar numa situação complicada, é gente com problemas, gente que sofre, muitos deles doentes, e não têm a mínima preocupação da parte do Estado, mas há longas décadas, que permita não só a sua reabilitação, mas até eles terem um tratamento digno. As nossas cadeias estão encurralizadas, são medievais, são uma vergonha a nível nacional.
Vítor Manuel Ilharco, secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, em declarações à Rádio Observador, aqui numa reação acerca do número de mortes nas prisões portuguesas desde o início do ano. Ao todo foram 28. Vinte reclusos faleceram devido à doença, sete por suicídio e um por homicídio, de acordo com o jornal Público, que revela estes números. As famílias dos falecidos exigem transparência e justiça sobre estes casos.
E na atualidade internacional, destaque para a guerra na Ucrânia. Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz vão estar hoje reunidos com Volodymyr Zelensky em Londres.
O presidente da Ucrânia volta a ser recebido pelo primeiro-ministro britânico em Londres, uma reunião que conta também com a participação do presidente francês e do chanceler alemão. O encontro acontece dias depois de Vladimir Putin ter rejeitado reunir-se com Volodymyr Zelensky, isto de forma a aprofundar as conversas com vista à paz na Ucrânia. Na análise, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, perspetiva uma reunião importante, isto porque a Rússia tem mostrado fragilidades nos últimos tempos que os ucranianos e a Europa, diz, podem explorar.
Esta reunião parece-me uma das reuniões mais importantes desde o início da primavera. Aliás, desde logo, porque se segue à carta aberta que Zelensky enviou a Vladimir Putin durante esta semana e também depois, e isto também me parece bastante relevante, ao Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, em que Vladimir Putin reconhece pela primeira vezQue a dinâmica económica está atualmente moderada na Rússia. O que parece claro é que a Europa já percebeu que terá de assumir uma maior liderança, porque Donald Trump está muito menos preocupado neste momento com aquilo que se passa na Ucrânia.
Análise de Liliana Reis, especialista em Relações Internacionais no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. O encontro entre Zelensky, Starmer, Macron e Merkel deve acontecer esta tarde em Downing Street, Londres. Entretanto, o presidente da Ucrânia denuncia nas redes sociais um ataque extremamente vil da Rússia no território de Chernobyl. Foi atingido um dos edifícios que faz parte dos depósitos de combustível da região. As forças ucranianas já apagaram, entretanto, o incêndio que começou no edifício na sequência deste ataque. É um assunto que também contamos desenvolver ao longo desta tarde aqui nos jornais da Rádio Observador.
O Papa apela à luta contra o egoísmo e pede que a religião não seja um museu do passado.
Palavras de Leão XIV na homilia durante a missa que decorreu em Madrid, no âmbito da visita oficial que o líder da Igreja Católica está a fazer a Espanha. O Papa dá como exemplo a religiosidade que há vários séculos se vive em Espanha para servir de base à fé dos nossos dias.
Uma escola que nos ensina a ajoelhar-nos diante de Deus e diante do próximo, porque ninguém pode ajoelhar-se diante do Senhor e desprezar o irmão. Uma escola que nos ensina a gratidão do amor que se faz presente, para que circule entre nós e quebre as correntes de todo o egoísmo. Uma escola onde aprendemos que Deus é uma presença real e que também somos chamados a estar presentes nas situações e desafios da sociedade.
Mais de 1 milhão e 200 mil fiéis estiveram a assistir a este discurso do Papa Leão XIV em Madrid. Esta missa é já considerada uma das maiores de sempre em Espanha. Hoje é o segundo dia da visita de Leão XIV a Espanha. À tarde, o Papa tem um encontro com a comunidade dos Agostinhos na Nunciatura e depois vai ter também um encontro dedicado aos setores da cultura, economia e desporto.
Olhos postos também nas eleições para a presidência do Real Madrid. Até agora votaram mais de 12,5 mil sócios.
A continuidade de Florentino Pérez ou um novo capítulo. Enrique Riquelme e os 70 mil sócios aptos para votar nestas eleições decidem hoje o futuro do Real Madrid. Eleições que interessam também ao Benfica, por causa de José Mourinho. Desde 2004 que Florentino Pérez não tinha oposição em eleições. Enrique Riquelme é o homem que desafia agora o atual presidente. O empresário espanhol diz que o objetivo desta candidatura é impedir a venda do clube e devolver a democracia aos adeptos do Real Madrid.
20 anos depois, pode-se votar novamente. O compromisso que fiz com todos os sócios do Real Madrid foi que apresentávamos para tentar parar a venda do clube. Era a primeira linha vermelha. E depois, criar um projeto profissional sério e entusiasmante. Estou agradecido a todos os sócios do Real Madrid que vieram valorizar uma candidatura séria, que põe os sócios no centro de tudo depois de 20 anos de esquecimento.
Enrique Riquelme é o opositor de Florentino Pérez nas eleições do Real Madrid, em declarações aos jornalistas depois de ter votado. É um dos mais de 12,5 mil sócios que já foram às urnas. O número é avançado pela imprensa espanhola. Uma primeira sondagem à boca das urnas feita pela Rádio Cope dá uma clara vantagem ao atual presidente, Florentino Pérez. Se se confirmar a vitória, José Mourinho vai sair do Benfica e rumar ao comando técnico do Real Madrid a troco de 15 milhões de euros. As urnas abriram esta manhã, fecham às 19h, hora de Lisboa. Os resultados devem ser conhecidos mais logo à noite.
E é assim que fechamos o Jornal das Duas, edição de Rui Casanova. Ele está de regresso às 14h30. Até já.
Até já.