Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das Duas, com edição do Luís Soares. Irão e Israel dizem que decidiram parar os ataques entre os dois países. Ainda assim, a porta fica aberta para a retoma das hostilidades.

Israel decidiu, na última hora, suspender os ataques contra o Irão, na sequência de um pedido feito pelo presidente norte-americano Donald Trump. A notícia está a ser avançada por um canal de televisão israelita, que cita um alto responsável do país. De acordo com essa fonte, as operações militares israelitas no sul do Líbano irão, contudo, continuar nos próximos dias com toda a intensidade. Se os ataques do Hezbollah contra cidades israelitas continuarem, Israel promete atacar os subúrbios do sul de Beirute. Isto numa altura em que a agência Reuters noticia que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o presidente norte-americano Donald Trump terão conversado esta manhã ao telefone. A chamada terá ocorrido ainda antes de Donald Trump ter publicado nas redes sociais que Israel e o Irão estavam a procurar um cessar-fogo imediato e ter apelado também às duas partes para que parassem imediatamente com os ataques. Donald Trump terá ligado a Benjamin Netanyahu para o convencer a não retaliar após os primeiros ataques do Irão. Antes disso, as Forças de Defesa de Israel diziam que o exército israelita estava a preparar-se para vários dias de luta com o Irão ou até mesmo para uma campanha militar mais prolongada.

Ainda antes de Israel, as Forças Armadas do Irão anunciaram o fim das operações militares contra o país.

Diziam que os ataques mostraram que o Irão mantém o elevado nível de preparação militar, tanto para operações defensivas como ofensivas. Num comunicado citado pela agência iraniana estatal, Teerão declarou que Israel foi alvo de ataques pesados, precisos, inteligentes e com impacto significativo, durante uma operação que classificou como bem-sucedida. O Irão acrescenta que vai continuar a enfrentar quaisquer ameaças, sendo que o país promete não ceder perante os adversários. As Forças Armadas Iranianas avisam ainda que qualquer nova ação hostil poderá provocar uma resposta ainda mais forte. Já o presidente do Irão assegura que o país vai continuar a defender os interesses e a segurança, garantindo que nunca abandonou as negociações para um cessar-fogo.

De visita à Espanha, o Papa Leão XIV pede respostas para o que diz ser o trágico drama migratório e condena ainda a praga dos abusos.

Ideias deixadas por Leão XIV, primeiro num discurso no Parlamento Espanhol, depois num encontro com a Conferência Episcopal Espanhola. No Congresso Espanhol, 15 anos depois da última visita de um líder da Igreja Católica, Leão XIV apelou à cooperação multilateral para que seja dada uma resposta a migrantes e refugiados.

A situação dos migrantes e refugiados exige uma resposta que olhe para as pessoas, enfrente as causas que os obrigam a partir e vá mais além da mera gestão de fluxo. Daí nasce uma dupla exigência de justiça social: oferecer vias seguras e legais, um acolhimento respeitoso e possibilidades reais de integração. E ainda promover, ao mesmo tempo, o direito a permanecer na própria terra, trabalhando para que ninguém tenha de abandonar o seu lar por falta de paz, segurança ou condições dignas de vida.

Papa Leão XIV, no discurso esta manhã no Parlamento Espanhol, onde também exigiu respeito por quem pensa diferente. O Papa considerou também preocupante o rearmamento da Europa e pediu respeito pelo direito internacional, assim como coragem diplomática aos líderes mundiais, considerando que a verdadeira segurança resulta do diálogo paciente. O líder da Igreja Católica foi aplaudido no final do discurso no Congresso Espanhol, durante cerca de sete minutos. Pode mesmo ter sido o aplauso mais longo da história do Congresso Espanhol.

Depois, Luís, e como avançávamos há pouco, o Papa encontrou-se com vários bispos e aproveitou para condenar o que classifica de praga dos abusos.

Foi no discurso na sede da Conferência Episcopal Espanhola. Leão XIV não mencionou a expressão abuso sexual, mas deixou o apelo aos bispos.

Uma das situações mais dolorosas é com aqueles que foram feridos justamente por aqueles que deveriam cuidar deles, até mesmo por membros do clero. Perante esta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça, reparação e um compromisso cada vez mais determinado com a prevenção e uma cultura do cuidado. Cada ferido deve ser capaz de encontrar escuta sincera, aceitação, proteção e caminhos reais para a cura.

Apelo deixado por Leão XIV num discurso nesta manhã perante o clero espanhol.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia considera que a alteração da moldura penal relativa aos crimes contra agentes de segurança é uma ínfima parte da resolução do problema das agressões contra as forças de segurança.

A reação de Paulo Santos aos números divulgados hoje pelo "Diário de Notícias" relativos aos crimes contra elementos das forças de segurança. De acordo com o jornal, todos os dias, seis agentes ou militares são alvo de crimes. À Rádio Observador, o presidente da ASPP, Paulo Santos, critica os últimos governos pela falta de ação.

A moldura penal é uma ínfima parte da resolução. Temos que perceber como é que os policiais estão a ser colocados no terreno. Se faz sentido termos um polícia isolado no terreno, se faz sentido termos dois polícias num carro de patrulha a responder a desordens com 10 indivíduos. Temos que ver o que é que está a falhar do ponto de vista do policiamento de proximidade. Ou seja, há aqui um conjunto de dimensões que eu julgo que os últimos governos não têm acautelado, desde logo a questão do efetivo, o número de polícias nas esquadras.

Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, lembra também a importância de pôr em uso as bodycams, diz que podem ser uma solução para dissuadir os agressores. Da mesma opinião é César Nogueira, o presidente da Associação de Profissionais da Guarda. O número de profissionais no terreno e nas ruas é insuficiente.

Posso falar com primazia, porque eu sou patrulheiro, ando todos os dias na rua e ando normalmente com mais um camarada meu. E em situações com o maior número de indivíduos e que estejam propensos a enfrentar a autoridade, logicamente que dois é sobejamente insuficiente e daiaso até que se virem mais rapidamente aos agentes da autoridade.

Relativamente à alteração da moldura penal, César Nogueira, o líder da APG, diz que é preciso que a lei seja efetivamente aplicada.

14h07, Luís. Há ainda outras notícias em destaque a esta hora.

O presidente da República manifestou-se hoje solidário e enviou condolências às famílias das vítimas do sismo que atingiu o sul das Filipinas. Na mensagem que envia ao presidente filipino, António José Seguro deseja ainda a rápida recuperação dos feridos. As autoridades filipinas atualizaram na última hora para 31 mortos e uma dezena de desaparecidos o balanço provisório do forte sismo de magnitude 7.8 na escala de Richter, no sul das Filipinas. A Autoridade de Gestão de Desastres contabiliza também mais de 130 feridos. O PCP acusa o governo de elitizar cada vez mais o ensino superior e de o submeter à lógica do lucro. O partido defende ainda a revogação do regime jurídico das instituições de ensino superior, cuja revisão foi aprovada no Parlamento. O partido considera que essas alterações em curso no ensino superior promovem uma crescente mercantilização do ensino superior público.