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E começa agora o jornal com a edição de José Rafael Lopes. José, Luís Neves saúda a Comissão Parlamentar de Inquérito que o Chega anunciou para setembro. O ministro diz que é uma oportunidade para prestar esclarecimentos.

O partido Chega quer escrutínio sobre os mandatos de Luís Neves quando era diretor nacional da Polícia Judiciária e anunciou essa comissão parlamentar de inquérito na última hora. Na reação, momentos depois, Luís Neves fala numa oportunidade para esclarecer tudo o que há para esclarecer. O ministro diz não ter medo e até agradece a oportunidade.

Ainda bem. Estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária. No meu tempo próprio, prestarei os esclarecimentos que os portugueses merecem. É com a maior tranquilidade, e até agradeço, que aquilo que eu fiz enquanto servidor público possa ser absolutamente escrutinado. Tenho o maior orgulho, a maior honra naquilo que tenho feito enquanto servidor público e continuarei a fazer.

A reação de Luís Neves à comissão de inquérito parlamentar anunciada pelo Chega, aqui um registo da CNN Portugal sobre os mandatos do agora ministro, mas no tempo em que era diretor nacional da Polícia Judiciária.

E o anúncio do Chega foi feito por André Ventura.

O líder do Chega já tinha admitido essa possibilidade de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, mas que preferia evitar esse caminho para não manchar a imagem da Polícia Judiciária. Ainda assim, surge agora esse anúncio de André Ventura.

Dei hoje indicações à liderança parlamentar para avançar, ainda no dia de hoje, com uma comissão parlamentar de inquérito potestativa aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. Esta não é uma comissão parlamentar de inquérito contra a PJ, nem contra nenhum órgão de investigação do Estado. Esta é uma comissão parlamentar de inquérito para saber o que aconteceu na PJ durante o tempo de Luís Neves, que possa ser tão grave que leva ao silêncio de todos e à gravidade destes factos, em que se usou e abusou dos meios públicos para fins que ainda não percebemos exatamente quais são.

O anúncio do líder do Chega, André Ventura, sublinha ainda que a nomeação de Luís Neves para o Ministério da Administração Interna foi um mau precedente. Pede coragem ao presidente da República, ao primeiro-ministro e ao procurador-geral da República. Diz André Ventura que ninguém pode estar refém de investigar Luís Neves.

A nomeação de Luís Neves para o cargo de Ministro da Administração Interna era, como dizia Pedro Passos Coelho, um péssimo precedente. O presidente da República, o primeiro-ministro, o procurador-geral da República, não podem estar reféns, nem ter receio de qualquer investigação que envolva, mesmo se necessário, aqueles com quem trabalharam. Porque o país já percebeu neste momento que tudo aquilo que há por explicar é, pelo menos, a parte visível de um muito maior iceberg que envolve, provavelmente, os tais poderes ocultos, anos e anos de influência mútua e de nomeação mútua para lugares do Estado.

O pedido do presidente do Chega, André Ventura, ao presidente da República, ao primeiro-ministro e também ao procurador-geral da República, a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves, enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, deverá acontecer depois das férias parlamentares, em setembro.

E também a Iniciativa Liberal quer explicações de Luís Neves.

O partido vai avançar com uma comissão parlamentar permanente ao ministro da Administração Interna. A garantia é dada pela líder do partido, Mariana Leitão, que diz que Luís Neves não pode adiar mais esclarecimentos.

Precisamos de esclarecimentos urgentes. O senhor ministro pode achar que os vai dar quando bem entender. Nós queremos que eles sejam dados já. E por isso mesmo fizemos um requerimento, que vai ser obviamente para convocar uma conferência de líderes e para se marcar uma comissão permanente o mais depressa possível, para que o senhor ministro possa ir ao Parlamento explicar tudo o que há para explicar, porque a legitimidade dele fica em causa cada dia que ele não dá explicações.

Palavras da presidente da Iniciativa Liberal à margem de uma ação do partido em Lisboa sobre os combustíveis. Ainda assim, Mariana Leitão revela que esse requerimento para uma comissão parlamentar permanente ainda não foi entregue.

Seguimos com as notícias. O ministro da Economia e da Coesão Territorial reitera que o governo está atento ao aumento do preço dos combustíveis.

A estimativa da ANAREC para a próxima semana dá conta de um aumento de €0,09 no gasóleo, de €0,035 na gasolina, caso a tendência atual se mantenha. Manuel Castro Almeida garante que o governo está vigilante perante o aumento do preço dos combustíveis e a avaliar se são precisas novas intervenções, além do desconto do ISP, que já está em vigor.

O governo continua atento ao assunto. Há um desconto que nós estamos a fazer neste momento e que vai ser mantido. Há uma regra que foi definida, que era de apoiar ou de incentivar ou subsidiar o preço do gasóleo quando ele subisse mais do que €0,10 do preço antes da guerra. Essa regra está em vigor, mas o governo continua atento para avaliar permanentemente se se justificam ou não novas intervenções.

Declarações do ministro da Economia e da Coesão Territorial, captadas aqui pela Agência Luz, à margem de uma visita em Viana do Castelo, numa altura em que a ANAREC prevê uma nova subida dos combustíveis na próxima semana.

E o PS diz que avança com uma comissão de inquérito aos problemas nos exames se o ministro da Educação não esclarecer as questões do partido até setembro.

Aviso deixado por Eurico Brilhante Dias. O Partido Socialista vai enviar um conjunto de perguntas ao ministro da Educação e dá até setembro a Fernando Alexandre para responder. O PS quer saber mais sobre uma pergunta específica do exame de português, bem como mais informações sobre a correção dos exames nacionais. Caso estas perguntas não sejam respondidas pelo ministro da Educação até setembro, o PS assegura que o futuro conta com uma comissão parlamentar de inquérito.

O Partido Socialista espera que essa resposta venha Até ao início do mês de setembro e se a resposta não vier ou não for esclarecedora, a resposta a esse conjunto de questões, terminado que esteja o processo de acesso ao ensino superior, o Partido Socialista tomará a iniciativa de lançar uma comissão parlamentar de inquérito no Parlamento.

Aviso deixado por Eurico Brilhante Dias na sede do Partido Socialista ainda hoje. O grupo parlamentar do PS vai enviar o documento com as perguntas que quer ver respondidas por Fernando Alexandre.

E hoje termina a segunda fase dos exames nacionais. Fernando Alexandre diz que o processo está a correr melhor do que na primeira fase.

O Ministro da Educação reforça que a digitalização das provas está a decorrer com normalidade e sem os constrangimentos da primeira fase. Fernando Alexandre garante também que nenhum aluno vai ser prejudicado no acesso ao ensino superior e que a questão em torno dos professores classificadores ficou fechada já ontem pelo Júri Nacional de Exames.

Serão convocados até o fim da manhã. Ou seja, esse processo teve a ser fechado ontem pelo Júri Nacional de Exames. É uma tarefa que é da responsabilidade do Júri Nacional de Exames. Estes classificadores são anônimos. E como eu dizia há pouco, todas as condições estão reunidas para que, desta vez, na segunda fase, os professores recebam as provas sem nenhuma perturbação e vão poder, pela primeira vez, beneficiar totalmente das vantagens deste sistema digital, que é muito mais confortável para o professor, muito mais eficiente e, por isso, também muito mais equitativo para os alunos.

Quanto à primeira fase, o ministro da Educação espera que as desconformidades nos exames fiquem resolvidas até ao final do dia de hoje. Ontem à noite eram cerca de 600 os exames com problemas por resolver.

E a Câmara Municipal de Almada está já a desenvolver diligências para apurar os factos da morte de uma menina de 18 meses que ficou esquecida dentro de um carro.

Esta menina acabou por morrer depois de ter estado mais de sete horas no interior de uma viatura. Apesar de ter sido socorrida, não resistiu ao calor dentro do carro. Perante o caso, a Câmara Municipal de Almada diz que pretende apurar todos os factos que culminaram na morte da criança. A informação é avançada pela autarca Inês de Medeiros, que quer explicações e deixa uma mensagem de solidariedade à família da menina.

Seguimos com as notícias, José. Agora que outras notícias marcam a atualidade?

O Iraque nega que o Irão tenha rejeitado uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos. O gabinete de imprensa do primeiro-ministro iraquiano fala numa notícia infundada e sem nexo de realidade. O New York Times tinha noticiado que Teerão tinha recusado a proposta por não estar interessado no acordo temporário. O Irão desmente essa informação. No IC1, a circulação já foi restabelecida junto à localidade de Mimosa, em Santiago do Cacém. O troço esteve cortado esta manhã nos dois sentidos, na sequência de um acidente entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias. O acidente provocou uma vítima mortal e um ferido ligeiro. Segundo a GNR, o trânsito foi retomado pouco antes da uma da tarde. E a fechar, Rita, trago uma música que pode ou não ser do teu agrado, mas acredito que a reconheças quase instantaneamente. Acho que nem vais precisar de pistas.

Claro que sim, Santa Maria. Conta-me tudo, o que é que se passa?

Esta música é um dos clássicos dos Santa Maria, "Eu Sei, Tu És". Estava proibida nos concertos da banda, o que levou a várias reclamações e até pedidos de desculpa dos atuais membros dos Santa Maria, perante os fãs que queriam ouvir a música e não conseguiam.

Mas por que não cantavam esta canção?

Estava em causa um processo por propriedade dos direitos de autor do filho de Tony Lemos, um dos elementos do grupo que morreu em 2020. Era o irmão da vocalista que estamos a ouvir agora, Filipa Lemos. Esta não era a única canção que estava à alçada judicial. Também o tema "Não Dá Para Viver Sem Ti" estava embargado. Esta semana, contudo, o grupo anunciou que o tribunal libertou essas duas canções.

E agora já têm todo o direito de cantá-las nos concertos?

Não só têm o direito de o fazer, como já o fizeram. Aconteceu em Águeda esta quarta-feira e neste fim de semana, "Eu Sei, Tu És" e todos os restantes êxitos dos Santa Maria, sem qualquer tipo de embargo, podem ser ouvidos e cantados a plenos pulmões na Póvoa de Lanhoso, em Vouzela e também em Gaia.

E assim fechamos o jornal das 14h, surpreendentemente com Santa Maria, e voltamos a atualizar toda a informação às 14h30, também com José Rafael Lopes. José, até já.

Até já.