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Vamos às notícias. Jornal das duas da tarde com edição do jornalista José Rafael Lopes. O secretário-geral do Partido Socialista acusa o Governo de estar a lucrar com a subida do preço dos combustíveis.

A partir de amanhã, o preço da gasolina e do gasóleo vai voltar a subir, ultrapassa os €2 por litro. Esta manhã, em Vila Nova de Gaia, o secretário-geral do PS não quis voltar a comentar o caso do ministro da Administração Interna. Quis, antes, criticar o executivo. José Luís Carneiro entende que têm faltado medidas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis e aos efeitos que isso tem na população portuguesa.

Nós avançámos com propostas que o Chega, a Iniciativa Liberal e a AD chumbaram na Assembleia da República, reduzir o IVA temporariamente sobre os impostos relativos aos combustíveis. E é isso que o Governo deve fazer, porque o Governo, volto a repetir, já ganhou em 2024 e 2025, mais de 1.048 milhões de euros só de carga de impostos sobre os combustíveis. Ou seja, o Governo está a lucrar com o sacrifício de todas vós e todos nós quando vamos colocar combustível. Têm de ser medidas temporárias e adequadas às necessidades da economia das famílias e da economia das empresas.

O líder do Partido Socialista em Gaia, a criticar o Governo pelo aumento do preço dos combustíveis. Amanhã aumenta o gasóleo e a gasolina. O preço dos dois combustíveis vai ultrapassar os €2 por litro.

A Comissão de Trabalhadores do INEM denunciou hoje a retirada de 100 ambulâncias do dispositivo operacional do INEM.

Consideram que tal vai aumentar a pressão sobre os bombeiros e a Cruz Vermelha, com risco acrescido para os utentes. Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores do INEM nega o cenário de um reforço de meios que tem vindo a ser apontado pela direção. Esta posição surge depois de palavras do presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, em entrevista à RTP, que confirmou a transferência das ambulâncias de emergência médica do INEM para as unidades locais de saúde, bem como a transformação das atuais ambulâncias de suporte imediato de vida em viaturas ligeiras, situação que leva a Comissão de Trabalhadores do INEM a denunciar a retirada de 100 ambulâncias e não um reforço de meios.

Ainda na saúde, José, os técnicos de emergência pré-hospitalar fizeram mais de 360 mil horas extras no ano passado. O sindicato, que representa a classe, alerta para a falta de profissionais.

O jornal Público escreve esta manhã que mais de um quarto dos trabalhos dos técnicos do INEM foi feito em horas extra no ano passado. Na Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, diz não estar surpreendido com os números.

Tendo em conta a défice de recursos humanos, sobretudo destes técnicos, não há outra forma de garantir a missão do INEM sem ser através do recurso ao trabalho extraordinário. Seria necessário e será necessário contratar cerca de mais 500 técnicos de emergência pré-hospitalar para que os recursos humanos estejam sem défice e aí, sim, podemos esperar que o trabalho extraordinário seja residual.

Rui Lázaro, em declarações na Rádio Observador, alerta ainda que ter profissionais a fazer tantas horas extra pode tornar-se um risco para os utentes.

Desde logo para os próprios profissionais, que com menos tempo de descanso estarão sempre mais suscetíveis a terem lesões de trabalho ou como alguns colegas já estão a entrar em estado burnout, tendo em conta a pressão da missão em si associada ao número de trabalho extraordinário que fazem. E naturalmente que este risco pode também dispersar-se pelos cidadãos à medida que os trabalhadores vão ficando cada vez mais cansados e mais desastrosos com o trabalho.

E perante este cenário, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar diz que é urgente começar a olhar para o país como um todo.

Garantir mais resposta, mais eficiente, com mais educação e mais competências e a todo o país. Não podemos tomar medidas com base no que acontece no Porto, em Lisboa e em Coimbra. Temos de olhar para o país como um todo, garantir uma equidade nos serviços, para isso precisamos de mais técnicos. Precisamos que as competências destes técnicos sejam alargadas a todas as ambulâncias do sistema, incluído bombeiros e Cruz Vermelha, pois são estes, sobretudo em todo o país, sempre os primeiros a chegar às ocorrências mais graves e é aqui que tem que estar uma resposta rápida, segura e eficaz.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, entrevistado na Rádio Observador, a dar conta desses problemas nos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM, que fizeram mais de 360 mil horas extra no ano passado.

Em Espanha, já foram controladas várias frentes do incêndio que ainda está ativo entre Ávila e Madrid. É o que revela o mais recente briefing das autoridades.

A Unidade Militar de Emergência Espanhola diz que a maior parte do fogo já está controlada, embora ainda existam cabeças ativas deste incêndio. Por isso, o fogo não está totalmente controlado, mas há uma evolução positiva de ontem para hoje. Isso mesmo deu conta o presidente do governo espanhol. Pedro Sánchez alerta, no entanto, que as próximas horas vão ser ainda muito duras.

Vêm aí horas complexas, mas a informação que nos chegou hoje é de que esta noite foi muito positiva no que diz respeito à evolução do incêndio. Vamos ver como se vai desenrolar o dia de hoje, mas volto a insistir que é importante que a população redobre as medidas de prevenção.

Pedro Sánchez a pedir prevenção numa altura em que o fogo continua ativo entre Ávila e Madrid. O presidente do governo espanhol agradeceu ainda a ajuda que Portugal forneceu no combate a este incêndio.

Tenho a oportunidade agora de cumprimentar os militares que chegaram do nosso país irmão, Portugal. Queremos agradecer-lhes porque houve outros momentos em que Portugal também sofreu incêndios graves e Portugal e Espanha têm mantido esta relação de irmandade e solidariedade.

A Proteção Civil portuguesa anunciou ontem o envio de ajuda operacional, uma força conjunta de mais de 120 homens e mulheres que vão ajudar no combate a este incêndio em Espanha, que já tem grande parte das frentes controladas. É o que diz o mais recente balanço das autoridades espanholas, sendo que O número de pessoas deslocadas ultrapassa as 100 mil.

Situação bem diferente vive-se em França, José. O ministro francês da Administração Interna fala num cenário muito desfavorável.

Laurent Nunez descreve na rede social X mais uma noite complicada no combate aos incêndios, com uma situação ainda muito desfavorável, com destaque para o caso mais grave, o fogo de Gironda, que se dirige em direção à região metropolitana de Bordéus. A autarquia admite mesmo evacuar a cidade inteira se o combate às chamas não for favorável nas próximas horas. São mais de 200 mil as pessoas que tiveram de sair e procurar abrigo por causa deste incêndio. As autoridades falam na maior operação de evacuação civil em França desde os tempos da Segunda Guerra Mundial.

Ainda na atualidade internacional, o Papa pede que seja retomado o diálogo no Médio Oriente.

O apelo de Leão XIV feito este domingo, o líder da Igreja Católica pede que todas as partes envolvidas em conflitos armados ponham fim às operações militares.

"Renovo o meu apelo em relação à situação em todo o Médio Oriente, onde a intensificação das operações militares trouxe de volta a violência e a destruição, colocando em grave risco a vida de inúmeros civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade. Do fundo do meu coração, exorto todas as partes envolvidas a cessarem os ataques e a reabrirem com urgência vias para o diálogo e a diplomacia".

O apelo do Papa Leão XIV, este domingo, no Vaticano.

No Reino Unido, o novo primeiro-ministro afasta a hipótese de eleições antecipadas no país.

Andy Burnham assumiu o poder na última semana, sem passar pelas urnas. Substituiu Keir Starmer, que apresentou a demissão. Em entrevista à BBC, o novo líder do país lembra que o Reino Unido vive num sistema parlamentar e que o foco, agora, diz Andy Burnham, é outro.

"Vou descartar essa possibilidade. Não haverá eleições antecipadas. Não creio que as pessoas queiram isso. As sondagens da opinião podem indicar que algumas pessoas querem, outras não. Acho simplesmente que o que é mais necessário fazer é concentrar o Reino Unido em colocar o país de volta onde deve estar, em fazê-lo funcionar".

A recusa do novo chefe do governo britânico em convocar eleições antecipadas, apesar das pressões da oposição, que acusa Andy Burnham de não ter o mandato eleitoral, dizem que significa apenas que pretende cumprir a legislatura até o fim, sendo que essa legislatura termina em 2029.

No Médio Oriente, pela segunda noite consecutiva, não houve ataques entre Estados Unidos e Irão.

Depois de quase duas semanas de bombardeamentos norte-americanos a infraestruturas militares iranianas e de retaliações por parte de Teerão, este foi um fim de semana calmo, sem registro de ataques. No entanto, na Rádio Observador, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, diz que isso não é um sinal de que o cessar-fogo esteja mais perto.

Não me parece que esta ausência de ataques deva ser confundida com uma desescalada, mas apenas que todos os atores estão a recalibrar a sua estratégia. Repare que nós já não estamos perante uma pequena crise. Estamos perante uma nova arquitetura de conflito regional que está a transformar numa competição de resistência estratégica e, naturalmente, também numa estratégia regional multidomínio. Ora, o conflito, neste momento, já não é apenas entre o Irão e os Estados Unidos, passou a envolver diretamente toda a Península Arábica.

Liliana Reis, na Rádio Observador. Donald Trump tinha prometido uma nova escalada da guerra no Médio Oriente, mas este fim de semana, para já, não há registro de ataques.

O jornalista José Rafael Lopes com as notícias que estão a marcar a atualidade. Voltamos a atualizar toda a informação na síntese das 14h30. Contamos contigo, José.

Até já.

Até já.