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Começa agora o jornal das 14h, edição do jornalista Martim Madeira. Martim, um grupo de 22 países europeus pede uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União Europeia.
Um grupo que é liderado pela Itália e pela Dinamarca e enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, ao presidente do Conselho Europeu e à Irlanda, que assumiu a presidência rotativa do Conselho da União. Esses países querem uma reunião extraordinária com os ministros da Administração Interna dos 27 Estados-membros, na sequência desta crise migratória em Ceuta. Pedem uma avaliação comum da situação e um acordo sobre uma resposta europeia coordenada. O presidente do governo espanhol também pede uma reunião de urgência com os ministros da Administração Interna dos 27 e critica as reações divergentes de alguns Estados-membros.
Entretanto, o ministro do Interior de Espanha garante que a situação está a voltar ao normal em Ceuta.
Fernando Grande-Marlaska deixa uma mensagem de tranquilidade ao garantir que a normalidade está a ser reposta.
Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar.
Fernando Grande-Marlaska alerta ainda que esta situação é obra de grupos criminosos de tráfico humano.
Martim, os enviados especiais do Observador também descrevem um cenário muito diferente em Ceuta durante esta manhã.
A jornalista Inês André Figueiredo dá conta de menos pessoas na rua e mais controle na cidade autónoma.
O cenário é completamente diferente e há uma razão de ser para isso, porque quando Pedro Sánchez esteve aqui em Ceuta ontem, na sexta-feira, prometeu boias físicas no mar para impedir a passagem desses migrantes, dos marroquinos que tentam chegar a território espanhol, e é exatamente isso que vemos neste momento. Ontem à noite, por volta das duas da manhã, não existiam boias, que foi a hora a que saímos daqui, e neste momento essa boia gigante cor de laranja está colocada no mar, tem vários barcos à volta, porque os migrantes poderão tentar passar e essa zona já é muito mais funda e pode levar a outras mortes, como tem acontecido. Portanto, há essa segurança.
Reportagem da Inês André Figueiredo. As autoridades estimam que cerca de 69.500 migrantes já voltaram para Marrocos. Já o número de mortes subiu para 67. Entretanto, Alberto Núñez Feijóo, o líder do Partido Popular e da oposição espanhola, também já chegou a Ceuta.
E viramos agora as atenções para a atualidade nacional. As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial, mais de seis meses depois destas tempestades terem atingido, sobretudo, o centro do país. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, freguesias e entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respectivas CCDR até ao fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.
É um apoio que surge numa altura em que ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas de casa e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria.
Com as câmaras municipais ainda a alertarem para falta de apoio ou atrasos no processo. Teresa Freire.
Seis meses depois, ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.
Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há seis meses.
Seguimos agora para o desporto. Hoje é dia de Supertaça. Havia uma ameaça de boicote por parte dos árbitros, mas Pedro Proença chegou a acordo com os juízes numa reunião que aconteceu esta madrugada.
O que levou a que essa ameaça fosse levantada? O presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola avança que houve um entendimento para que haja Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torriense. Em causa estão os polémicos áudios nos quais Proença critica a arbitragem em Portugal. De acordo com A Bola, a reunião durou cerca de uma hora e meia. Todas as partes envolvidas ficaram satisfeitas com o ponto de entendimento a que chegaram e acordaram que há condições para se realizar a Supertaça. Antes, o presidente da FPF já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável.
A Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torriense tem início às 20h15 em Coimbra e vai ter claro relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. E Martim, agora com sete minutos para lá das 14h, há ainda mais destaques nesta tarde informativa.
A ANA Aeroportos enviou à Agência Portuguesa do Ambiente um relatório final sobre o impacto ambiental do novo Aeroporto Luís de Camões. Em resposta à Agência Lusa, a ANA Aeroportos explica que entregou ontem o estudo de cerca de 5 mil páginas, desenvolvido durante um ano e meio por mais de 60 técnicos. O relatório incide em temas como os recursos hídricos, o ruído, os sistemas ecológicos, a qualidade do ar, a saúde e a socioeconomia. A construção do novo Aeroporto Luís de Camões deve começar em 2029 e ficar concluída até 2033. A Marcha do Orgulho LGBTQIA+ em Hamburgo já começou e com medidas de segurança reforçadas. Em causa está o ataque da semana passada durante o Festival de Orgulho de Berlim, no qual morreu uma pessoa e 15 ficaram feridas. Para hoje, a organização da marcha espera pelo menos 250 mil pessoas. A polícia avança que vão estar no terreno o dobro dos agentes em relação à marcha do ano passado. O número de mortes no ataque russo na Ucrânia sobe para 10. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reitera o apelo a um maior apoio à defesa aérea da Ucrânia. Na aplicação de mensagens Telegram, escreve, e cito: "Cada lote de interceptores de mísseis balísticos salva a vida do nosso povo e cada noite sem eles resulta em mais vítimas". Por fim, no desporto, o Benfica confirma que o jogo com o Académico de Viseu, da primeira jornada do campeonato, vai mesmo ser realizado à porta fechada. Em comunicado, o Clube da Luz diz que vai cumprir o castigo de um jogo sem adeptos, na sequência de uma decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência do Desporto. Na origem do castigo, estão vários processos relacionados com arremesso de pirotecnia desde a época 22/23. Além do jogo à porta fechada, as Águias foram multadas em €150 mil. O Benfica diz que os detentores de réplica que não vão ver o jogo vão ser compensados e promete novidades para os próximos dias.
E é o ponto final no Jornal das duas, edição do jornalista Martim Madeira.