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Notícias. Jornal das duas, edição com Miguel Cordeiro. Miguel, o Presidente da República avisa que não envia recados através de ninguém e refere que não quer comentar a moção de censura apresentada pelo Chega.
Posição do Presidente da República em declarações à SIC, declarações que não foram gravadas e que aconteceram em Porto Covo, onde está a passar férias António José Seguro. O Observador sabe que há um clima de desgaste entre Belém e os sociais-democratas, que aumentou depois do alegado ultimato Seguro ao primeiro-ministro, a exigir a demissão de Luís Neves, informação que não foi desmentida pela presidência. Agora, nestas declarações à SIC, António José Seguro deixa apenas claro que o Presidente da República não é um fator de perturbação e que não envia recados através de ninguém. Abstém-se António José Seguro de comentar a moção de censura apresentada pelo Chega. Diz que quando entender que é a altura de falar sobre o assunto, vai fazê-lo. O chefe de Estado não coloca também de parte tomar uma posição durante as férias, mas diz que para já ainda não é o momento de o fazer.
Luís Montenegro considera que a moção de censura do Chega não faz sentido. O primeiro-ministro diz também que está tranquilo.
De visita a São Tomé, Luís Montenegro desvalorizou esta intenção do Chega.
Estamos a aguardar a definição do dia e da hora em que temos de nos apresentar na Assembleia da República para responder a esta moção de censura e mostrar que ela não faz sentido, que ela se enquadra numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas. O nosso foco é completamente diferente àqueles que são os proponentes desta moção. Mas a democracia incorpora os dois prismas e, portanto, nós daremos o nosso na Assembleia da República.
Luís Montenegro, nestas declarações, referiu que os portugueses neste momento não querem eleições e sobre as críticas aos casos a envolver Luís Neves, Luís Montenegro também desvaloriza e deixa um recado aos comentadores.
Deus me livre se eu governasse atendendo àquilo que dizem os comentadores, sejam eles de direita, de esquerda, de centro, ou sejam eles quem forem. Eu governo à base das minhas convicções e dos compromissos que assumi com o povo. É esse o meu princípio e a minha filosofia. As pessoas são livres de dizerem o que entendem e isso é também democrático. Agora, uma coisa é dizerem, outra coisa é parecer que querem impor, eles próprios, ao governo que faça assim ou assado. Não, quem tem ideias e quer desempenhar a função da governação, candidata-se.
Luís Montenegro, de visita a São Tomé.
O presidente da Assembleia da República avisa que vai ter de rejeitar os planos do Chega se não forem feitas alterações na proposta para uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
Considera José Pedro Aguiar-Branco que os fundamentos que estão na proposta do Chega são insuficientes. Refere, num despacho a que a Agência Lusa teve acesso, que o documento, da forma como está escrito, não permite a constituição obrigatória da comissão de inquérito. Entende José Pedro Aguiar-Branco que deve ser reformulada, por exemplo, a referência à intervenção de Luís Neves enquanto diretor da PJ durante todos os mandatos, para identificar as decisões, os atos ou os procedimentos que devem ser investigados. E sobre a sociedade Constrobarcelos, Aguiar-Branco refere que devem ser delimitados os contratos, os procedimentos e as matérias que devem ser analisados para avançar com esta comissão parlamentar de inquérito. O presidente da Assembleia da República pede à bancada do Chega que altere este requerimento, senão não o pode aprovar.
O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde responsabiliza o Ministério das Finanças pela demora em contratar mais profissionais de saúde.
Foi esta semana que o Observador avançou que há vários meses que os hospitais estão com dificuldades em contratar profissionais, porque os planos de desenvolvimento organizacionais destes hospitais ainda não foram aprovados pela direção executiva do SNS. Hoje, o diretor executivo, Álvaro Almeida, foi confrontado com esta notícia e no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, apontou o dedo para o Ministério das Finanças.
Os planos de desenvolvimento organizacional têm que estar alinhados com o quadro global de referência do SNS e, portanto, o parecer da direção executiva é o parecer a dizer: "Sim, este PDO está alinhado com o QGR". Mas para poder fazer isso, precisamos de conhecer o quadro global de referência, que ainda não foi aprovado.
E quem é que não o aprova?
É o Ministério das Finanças.
O diretor executivo do SNS assume que estes planos deveriam ser idealmente aprovados no final do ano anterior, mas refere também que não impedem a atividade dos hospitais.
A ONU prevê um El Niño muito forte que pode durar até fevereiro do próximo ano.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alerta para a intensificação nos próximos meses deste fenômeno, o El Niño. Diz que o fenômeno se está a intensificar diante dos nossos olhos e que o mundo vive agora uma situação de alto risco. António Guterres sublinha também que este evento excepcional do El Niño exige uma preparação e uma resposta excepcional e, para isso, diz que não há tempo a perder. Uma resposta para um alerta que foi deixado pela Organização Meteorológica Mundial. Esta organização, Beatriz Félix, aponta para um cenário que pode ser catastrófico.
Catastrófico e talvez o mais forte sempre, até com uma dimensão monstruosa. É o que apontam vários especialistas. É também aquilo que nos dizem as previsões mais recentes da OMM, que mostra ainda que este fenômeno totalmente estabelecido pode vir a durar até fevereiro do próximo ano, 2027. Espera-se que este fenômeno se intensifique ainda mais e cada vez mais nos próximos meses, até atingir a intensidade mais forte, mas o pico final será só No final de 2026. O fenômeno El Niño altera os padrões climáticos em todo o mundo e provoca secas em algumas regiões, enquanto outras podem vir a sofrer com os tufões mais fortes de sempre e com inundações. Vários meteorologistas apontam também para que o El Niño vá fazer disparar as temperaturas em vários pontos do mundo, um fator que se junta ao aquecimento global do planeta, que já é conhecido, e que está a influenciar os vários ciclos do El Niño. 2027 está, por isso, prestes a quebrar todos os recordes para se tornar o ano mais quente já registrado. O aumento da temperatura causado pelo El Niño já está também a ter impactos, desde o agravamento dos incêndios florestais na Indonésia até ao enfraquecimento das chuvas na Índia. Os impactos vão mesmo ser globais. Falamos de maior risco de incêndio na Austrália e inundações ainda mais intensas na América do Sul. Há ainda um outro alerta. O Programa Mundial de Alimentos também já tinha avisado, em agosto, que o El Niño pode levar a que cerca de 50 milhões de pessoas entrem em situação de fome extrema.
São vários avisos da ONU e da Organização de Meteorologia Mundial. Impactos do novo ciclo do fenômeno El Niño, impactos que devem acontecer e registrar-se durante os próximos meses. O ano mais quente até hoje foi 2024. O próximo ano, de acordo com as previsões, vai superar essa marca.
O Porto inaugura amanhã a quinta jornada da Liga, recebe o Moreirense no Estádio do Dragão. Na antevisão, Francesco Farioli avança que dois dos novos reforços vão estar convocados e garante que o foco dos Dragões amanhã é o campeonato.
Garante que Santiago Gimenez e Souza já estão disponíveis para ir a jogo. Gabriel Mek ainda não é opção. O foco do Porto: vai jogar com o Moreirense, mas recebe o Manchester City já na primeira jornada da Liga dos Campeões na próxima terça-feira. E com esse jogo no horizonte, o treinador italiano lembra a filosofia da época passada. Garante que o foco da equipa é primeiro o duelo com o Moreirense.
"Não há nada que mentalmente nos afaste do jogo frente ao Moreirense no Dragão. A nossa atenção está toda lá. Como fizemos na última temporada, há livros diferentes relacionados com diferentes competições. Isso vai acontecer este ano também. Agora o nosso foco é o Moreirense. Amanhã vamos ser a equipa que abre a jornada. Temos que estar absolutamente prontos para encarar o jogo com o espírito certo."
O treinador do Porto em conferência de imprensa. Já o Moreirense está na 11ª posição, tem apenas quatro pontos, tem uma derrota, uma vitória e um empate. Na conferência de imprensa, o treinador dos cónegos, Vasco Telha da Costa, assume que a equipe tem de dar as mãos para contrariar a supremacia teórica do Futebol Clube do Porto.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
Falha no sistema informático do INEM. Garante o INEM que a resposta aos pedidos de socorro está a ser assegurada. A garantia é do próprio Instituto de Emergência Médica. Em comunicado, esclarece que, apesar da indisponibilidade registrada durante a manhã, a resposta aos pedidos de socorro está a funcionar com normalidade. As causas da falha ainda não foram identificadas. O problema está, nesta altura, de acordo com o INEM, em fase de resolução. Espanha. Pedro Sánchez defende que os agentes espanhóis fizeram o correto ao deixar entrar temporariamente os migrantes em Ceuta. O chefe de governo foi ouvido esta manhã no Parlamento Espanhol sobre a entrada em massa de migrantes no final de julho. Assegurou que o governo não recebeu alertas prévios sobre a dimensão da crise, mas diz que a decisão de deixar entrar os migrantes em Ceuta foi a decisão correta. O presidente espanhol anunciou também que o rei Felipe VI está a preparar para as próximas semanas uma visita. Será a primeira em 20 anos de um chefe de Estado espanhol a Ceuta e Melila. Nesta audição no Parlamento, a oposição pediu a demissão de Pedro Sánchez. Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, pediu formalmente a demissão de Pedro Sánchez.