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Na Rádio Observador. Jornal das 14h da Rádio Observador, com edição de Beatriz Félix. E Beatriz, a FENPROF acusa o ministro da Educação de caluniar o Sindicato dos Professores.

E por isso vão avançar com uma queixa contra o ministro. O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, diz que Fernando Alexandre teve declarações insultuosas para com a estrutura sindical a propósito do processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre acusou a FENPROF de ser oposição à classificação digital e tudo ter feito para prejudicar o processo. Ouvido na Rádio Observador, José Feliciano Costa diz que o ministro vai ter de provar o que disse.

O ministro lançou uma calúnia contra a FENPROF. E isso constitui um indício criminal, aliás, é tipificado juridicamente no Código Penal e, portanto, por isso vamos avançar com uma queixa. Evidentemente, que o ministro depois vai ter que provar em sede própria em que é que a atuação da FENPROF, ao longo do processo, prejudicou o próprio processo de classificação dos exames. Isso tem que ser provado, portanto, isso é uma calúnia. Ou seja, nós vivemos numa democracia e de qualquer forma, não vale tudo. O que nós fizemos ao longo de todo o processo foi denunciando e, de facto, foi com muita pena que este processo correu mal, mas há um responsável.

O secretário-geral da FENPROF deixou outras críticas ao ministro da Educação. José Feliciano Costa considera que Fernando Alexandre tem desrespeitado todas as regras de negociação.

Nós pedimos uma renegociação suplementar no sentido de melhorar, por exemplo, o documento de quadros e concursos. O governo desrespeitou isso tudo. Eu recordo que o processo ainda não estava finalizado e nós pedimos a negociação suplementar e o documento foi aprovado em Conselho de Ministros. Portanto, quem tem desrespeitado todas as regras da negociação é o ministro.

José Feliciano Costa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, no programa Explicador desta manhã na Rádio Observador. José Feliciano Costa acusa ainda o ministro da Educação de estar desesperado relativamente à falta de professores, à colocação dos alunos e aos exames.

PSD e CDS insistem na restrição do acesso de estrangeiros não residentes ao Serviço Nacional de Saúde.

Os dois partidos de centro-direita retomaram a proposta para alterar a Lei de Bases da Saúde e para restringir o acesso a cidadãos estrangeiros não residentes em Portugal aos cuidados do SNS, assim como também dos cidadãos que estejam no país em situação de permanência irregular, ou que vivem em Portugal com o visto de residência caducado. Uma proposta que já tinha sido aprovada na generalidade com a ajuda do Chega em 2024, mas que acabou por caducar com a dissolução da Assembleia da República em maio do ano passado. Agora, no texto entregue ao Parlamento, os partidos da AD admitem a possibilidade de que os cidadãos estrangeiros não residentes possam ser atendidos nos serviços de urgência, tanto por cuidados de saúde vitais e urgentes como emergentes. E no final, têm de apresentar obrigatoriamente um comprovativo de cobertura de cuidados de saúde, bem como a identificação de um contacto no país de origem para faturação e pagamento dos custos. Há ainda um novo ponto neste projeto que dita que vão ter de ser estabelecidos os mecanismos necessários para identificar responsáveis de pagamento, cobrança de encargos e, quando necessário, a exigência de garantia, pagamento antecipado ou outra forma de pagamento.

O governo pede à ANA mais detalhes sobre a procura, as pistas e a expansão do novo aeroporto de Lisboa.

O Executivo pretende trabalhar com a concessionária para adiantar a abertura do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, que está prevista para 2037. Numa resposta ao relatório técnico entregue pela ANA Aeroportos de Portugal em julho, o governo reconhece o avanço do projeto e o nível de detalhe já alcançado, mas identifica várias matérias que precisam de clarificação ou desenvolvimento adicional antes da apresentação da candidatura completa ao Aeroporto Luís de Camões. O governo pede que sejam apresentados diferentes cenários de evolução da procura para testar a dimensão e antecipar as necessidades de adaptação das infraestruturas. Nesta componente aeroportuária, quer mais informações sobre as pistas e a rede de caminhos de circulação. Já em relação ao terminal de passageiros, o Executivo pede que seja aprofundada a estratégia de expansão e faseamento. O relatório ditou que apenas seria construído um terminal.

Seguimos com as notícias. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal insiste que deve existir uma solução intermédia até que o aeroporto de Alcochete entre em funcionamento.

Francisco Calheiros não critica a escolha da localização do novo aeroporto, mas diz que esperar 12 anos é inviável para o turismo português. O presidente da Confederação do Turismo defende uma solução intermédia, tal como chegou a ser apresentada pelo antigo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

A Confederação não põe em causa Alcochete minimamente, a decisão está tomada. Agora, não vou especular o que é a construção de Alcochete, se é 10 anos, se é 12 anos. Aquilo que eu digo é: a capacidade da Portela está esgotada e nós não podemos ficar 12 anos à espera de ter uma infraestrutura.

Por isso defendia sempre uma alternativa, não é? Até lá.

Sempre defendi uma alternativa intermédia que pudesse dar aumento de capacidade, independentemente de se continuar com a construção de Alcochete.

Francisco Calheiros, em entrevista à Agência Lusa, que sai também em defesa da TAP, mas espera que a companhia aérea possa ser privatizada na totalidade.

A TAP tem passado por tudo. É nacional, é pública, é nacionalizada, renacionalizada, intervencionada. Aguenta tudo. Portanto, eu gostaria que a privatização da TAP tivesse sido a 100%. Penso que há garantias que o possa ser num futuro próximo É muito importante para o comprador poder captar as suas sinergias, ter uma TAP a 100%. Agora, neste momento, temos dois players muito importantes em cima da mesa. Quando me dizem qual é que prefiro, não faço ideia nenhuma, porque eu tinha que conhecer os planos que têm para a TAP. Agora, que são dois players muito sérios, que era a Lufthansa, que era a KLM Air France, são dois players muito sérios que eu acho que vão fazer bem à TAP.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, numa entrevista à Agência Lusa, em que elogia ainda o turista português e diz que é um mito urbano que Portugal seja um destino, sobretudo para os estrangeiros.

E olhamos agora para a atualidade internacional. Donald Trump rejeitou a proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.

É isso mesmo que avança o Wall Street Journal, que cita responsáveis norte-americanos não identificados. Em causa estão as declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, que à margem da Assembleia Geral da ONU, anunciou esta proposta que entraria em vigor assim que Washington aceitasse. Mas agora o presidente norte-americano rejeita a proposta por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às exigências norte-americanas.

E centenas de milhares de pessoas acolhem o Papa Leão XIV nos Campos Elísios.

Este é um dos momentos mais aguardados da visita do chefe da Igreja Católica na visita à França. Chegou no Papamóvel para então celebrar uma missa naquele local, que já começou, está a decorrer a esta hora. São 3h08min da tarde em Paris, mas logo desde as primeiras horas da manhã, centenas de pessoas começaram a juntar-se nos vários pontos de acesso a este recinto onde está a decorrer a celebração. As entradas foram controladas por códigos QR, a prever a organização perto de 700 mil pessoas admitidas até à hora do começo da cerimônia, por esta hora, mas mesmo assim são mais 100 mil do que aquilo que inicialmente era esperado.

E assim fechamos o jornal das 14h, edição da jornalista Beatriz Félix. Está de regresso às 14h30. Até já.

Até já.

E nesta hora temos pop-up.