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Um Céu Azul. As notícias às 15h com a Vanessa Cruz. Vanessa, o PAN defende o pedido de apreciação parlamentar feito pelo PS e também pelo Chega ao decreto de lei do governo que permitiria ao novo secretário-geral do governo ganhar mais do que o primeiro-ministro. Hélder Rosalino, nomeado, entretanto, desistiu face à polêmica instalada, ouvida aqui na Rádio Observador. A porta-voz do PAN lembra que, como deputada única, só pôde dar entrada de um requerimento para o primeiro-ministro prestar esclarecimentos, mas coloca-se ao lado de PS e Chega na necessidade de apreciar esse decreto.
A apreciação do diploma vai permitir à Assembleia da República não só retroceder nesta decisão do governo e criar limites, porque entendemos que toda e qualquer revisão a nível de vencimentos e de carreiras, seja do ponto de vista das instituições públicas, seja do ponto de vista dos cargos governativos ou até mesmo dos membros que dão apoio ao governo, devem ser feitas longe daquilo que são os beneficiários destas próprias alterações legislativas.
Inês de Sousa Real faz ainda acusações ao governo de estar a alinhar na lógica jobs for the boys e não só.
É que, de facto, com muita preocupação que vemos não só a limpeza, o saneamento político que tem sido feito ao longo destes meses de governação, como pois, por outro lado, estar aqui a fazer alterações a estes diplomas e até uma concentração de competências em áreas-chave da governação.
A porta-voz do PAN é ouvida na última hora aqui na Rádio Observador a propósito do processo de nomeação de Hélder Rosalino para secretário-geral do governo. Entretanto, o próprio desistiu. Para os partidos da esquerda à direita, este caso não está encerrado. O executivo de Luís Montenegro tem de explicar esse decreto-lei que publicou a coincidir precisamente com essa nomeação. Vanessa, mudamos agora de tema neste jornal. A Galp encontrou dois novos reservatórios de boa qualidade na Namíbia. Reservatórios de petróleo e gás condensado. A comunicação foi feita à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a CVM. Contamos em direto nesta edição com o analista de mercados energéticos Marco Silva. Bem-vindo, obrigada por estar conosco neste último dia do ano. Esta descoberta pode ter um impacto importante no negócio da Galp já em 2025?
Desi, obrigado pelo convite. É preciso enquadrar esta descoberta no panorama global do gás e do petróleo. É sempre bom pra uma petrolífera encontrar petróleo, basicamente é disso que eles vivem. Contudo, o mercado petrolífero, especialmente o petrolífero, está a mudar. É preciso ter em consideração que cerca de 60% do consumo mundial de petróleo é dos transportes e cerca disso, desses 60, 50% mais ou menos, é de estrada, portanto, transportes rodoviários. E existe, neste momento, um forte incremento das energias alternativas, nomeadamente elétrica, com a China, por exemplo, que é o principal consumidor e importador de petróleo, a reduzir, não só por causa da diminuição da atividade econômica, mas a reduzir o seu consumo de petróleo e a colocar aqui, por exemplo, já um limite de 30% de carros elétricos para os veículos do governo. Portanto, a médio e longo prazo, isto é uma notícia que a componente positiva dilui-se muito, porque eventualmente daqui a 10, 15 anos haverá demasiado petróleo, não se sabe bem o que se irá fazer com ele. No curto prazo, é obviamente positivo.
A pergunta que muitos poderão fazer com notícias destas é se pode haver alterações depois no preço na hora de abastecer o carro, mas não é isso que está em causa neste momento.
Não, não está. Porque a questão é esta: o preço do petróleo tem sido suportado, mesmo assim, pelos acontecimentos que existem no leste da Europa. Portanto, a guerra que ainda continua, os constrangimentos que ainda existem à venda de petróleo da Rússia, apesar das fugas que têm existido, ainda está a manter o petróleo entre os 70, 80, às vezes 85 dólares por barril. A questão é que se isso desaparecer, o preço iria cair substancialmente, porque a procura não está a crescer ao ritmo que supostamente deveria estar a crescer, nomeadamente quase só por causa da China e também do incremento da produção nos Estados Unidos, que provavelmente irá aumentar ainda mais com a entrada de Trump no poder. Portanto, a médio e longo prazo, como disse, o panorama não é otimista pra Galp, mas é uma notícia que é positiva para a empresa no curto prazo, apesar de não ter grandes benefícios no médio e longo prazo. Em termos do consumidor, isso vai se manter tudo na mesma.
E como os investidores em bolsa estão a reagir?
Naturalmente, devido àquilo que eu referi em termos de médio e longo prazo, não tem grande otimismo também. A empresa abriu, inclusive, a cair. É preciso referir que a subida de abril, que foi substancial, já foi toda eliminada nos meses subsequentes, portanto, neste momento a cotação está ao preço antes da subida de abril. Não existe grande entusiasmo, porque os investidores sabem perfeitamente qual é o impacto que isto pode ter. É positivo, obviamente, porque está investido numa exploração que se não houvesse petróleo, era muito pior ainda, mas é um otimismo muitíssimo moderado, porque não é o futuro que está em causa. Até porque a Galp já tem outros projetos também bastante interessantes e não deverá ter falta de produto nos próximos anos
E o mercado está mais virado para pensar na mudança de paradigma de negócio.
E daí ser importante também os esclarecimentos que nos trouxe aqui. Muito obrigada, Marco Silva. Desejo-lhe um bom ano, boas entradas em 2025.
Obrigado, igualmente.
Aqui, a propósito desta descoberta, a Galp descobriu dois novos reservatórios de boa qualidade na Namíbia.
Não fica surpreendida a Associação da ESFIA da Guarda Prisional com as deficiências que a auditoria às cadeias portuguesas vem hoje revelar.
Há problemas nos equipamentos, na organização e na gestão de recursos. O retrato das 49 cadeias do país foi pedido pela ministra Rita Judas, depois da fuga de Vale de Judeus. A tutela conclui que é preciso, por exemplo, reavaliar a lotação das cadeias. Há também torres de vigilância que não funcionam, câmaras com problemas de configuração, já para não falar dos guardas prisionais em número insuficiente, o que tem impacto precisamente na supervisão dos reclusos. São falhas que Hermínio Barradas, presidente da Associação Sindical do Corpo da Guarda, insiste, já tinham sido apontadas pelos sindicatos.
A principal causa decorre da ausência de investimento dos governos anteriores. São tudo anomalias e entropias que já tinham sido alertadas pelos sindicatos. Não mexendo na atratividade da carreira, não vemos como vão resolver este problema. Isto precisava de uma reestruturação completa, quer a nível legislativo, quer a nível do edificado, quer a nível da valorização dos recursos humanos. E quando falo de recursos humanos, não é só do Corpo da Guarda.
Ouvíamos aqui o presidente da Associação Sindical do Corpo da Guarda, entrevistado pela jornalista Catarina Duarte. O Ministério da Justiça sublinha que já há medidas em curso, mesmo antes de ter sido conhecida esta auditoria, a contratação de 225 novos guardas, a compra de equipamento de vigilância e de viaturas. Para se ter uma ideia, as carrinhas celulares e de serviço são bastante antigas, têm mais de 25 anos.
Vanessa, tempo agora para outras notícias aqui na Rádio Observador.
Há três hospitais com tempos de espera mais longos neste último dia do ano: Loures, Portimão e Leiria superam todos os serviços de urgência as três horas de espera para atendimento. Olhamos ainda para o Banco de Portugal, avisa os bancos para serem cautelosos. Foram publicadas as regras sobre a garantia pública no crédito à habitação da primeira casa de jovens entre os 18 e os 35 anos. Foi aprovada pelo governo em julho. Agora, a instituição liderada por Mário Centeno vem deixar alguns alertas aos bancos. Foi prolongado até amanhã, dia um, o aviso laranja por causa do nevoeiro em quatro distritos: Viseu, Braga, Guarda e Vila Real. Muita atenção na estrada. Foi um caso que abalou o país no início dos anos 90. A investigação aos crimes do Estripador de Lisboa é a história do novo podcast Plus do Observador. O terceiro episódio já está disponível.
Foi um dos crimes mais mediáticos da história recente do nosso país, Vanessa.
Pois foi, com contornos ainda pouco claros. Os investigadores seguiram vários suspeitos e centenas de pistas e também dicas anônimas.
Depois da morte de Maria João, as dicas não param de chegar à PJ.
É uma bomba que estoura. Portanto, a comunicação social agarra nisto, as televisões, particularmente, já havia três canais, e não largam o caso e isto mexe muito com as pessoas e todos querem colaborar e o vizinho do resto são esquerdo tem pinta de estripador.
Os telefones do piquete estão sempre a tocar e o mais difícil é fazer a seleção da informação, separar as pistas que podem ser mesmo relevantes das que não passam de paranoias ou efabulações. Maria João morreu há duas semanas. Mais uma vez, o telefone toca no piquete de homicídios da PJ.
Toca o telefone, um excerto do terceiro episódio de "A Caça do Estripador de Lisboa", que já pode ouvir no site do Observador, em todas as plataformas de podcast e também no YouTube. Esta é uma série em podcast narrada pela atriz Inês Castel-Branco, com banda sonora original de Mário Laginha. E se por acaso é assinante da Observador, então fique a saber que já tem acesso aos episódios todos deste podcast.