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Tó bem, apesar da chuva. Jornal das três, na Rádio Observador, com Miguel Videira. Há um português entre os feridos do incêndio num bar na Suíça durante a noite de fim de ano.

Sim, as autoridades helvéticas estão a dar uma conferência de imprensa e revelam que há 40 vítimas mortais, número que ainda não está fechado, e 119 feridos. Destes 119 feridos, 113 já foram identificados, sendo que um é português. Há também a indicação de que há um outro português desaparecido. Esta é uma informação que acaba de ser confirmada à Agência Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. A Procuradora-Geral do Estado de Valais confirma que na origem do incêndio esteve uma vela de faísca colocada no topo de garrafas de champanhe e que essa vela foi encostada ao teto de madeira e que terá sido este ato que originou o incêndio. As autoridades judiciais admitem avançar com uma acusação de homicídio por negligência.

E Miguel, também há pouco, a Polícia Judiciária anunciou a detenção do homem suspeito de homicídio na noite da passagem d' ano, na Figueira da Foz.

Com golpes de arma branca no tórax e no abdômen, o pescador de 50 anos viria a morrer. O agressor é o cunhado da vítima, na origem do incidente, uma discussão durante o jantar de fim de ano. A detenção, em circunstâncias que não são reveladas, foi feita pela Polícia Judiciária em colaboração com a Guarda Nacional Republicana.

E avançamos para a corrida a Belém. Vários candidatos à Presidência da República manifestam reservas à integração de militares portugueses numa força de paz a destacar para a Ucrânia.

Foi um dos temas do debate das rádios, que juntou oito candidatos a Belém, debate em que ficaram evidentes as diferenças neste tema da Ucrânia, mas também no que diz respeito à Justiça ou à lei do lobby. O debate organizado pela Rádio Observador, TSF, Rádio Renascença e Antena Um, permitiu também perceber que todos os candidatos rejeitam a possibilidade do Presidente da República cumprir um único mandato e que a maioria entende que o chumbo de um Orçamento do Estado não deve conduzir ato contínuo à dissolução da Assembleia da República. O jornalista Miguel Gato ouviu a troca de argumentos ao longo de duas horas, um debate que teve alguns momentos, Miguel Gato, mais acalorados.

O debate das rádios aqueceu pela primeira vez quando se falou em desistências de candidaturas à esquerda, em detrimento do apoio a António José Seguro.

O Jorge Pinto, António Filipe, a Catarina Martins, mais provavelmente nas próximas duas semanas e meia, terem que desistir.

Eu não vou desistir. Já me fizeram esta pergunta várias vezes e eu dei sempre a mesma resposta. Acho insultuoso que a pergunta continue.

António Filipe também garante que não vai desistir da corrida a Belém. Menos taxativo é Jorge Pinto.

Não vai desistir dessa corrida? Não me parece sequer que seja tema para este debate.

Quase todos os candidatos afastam a dissolução do Parlamento, em caso de chumbo do Orçamento do Estado. Só André Ventura e Cotrim de Figueiredo sublinham que a decisão depende do contexto. O tema dos almoços entre candidatos voltou à tona, com André Ventura a revelar um momento que Seguro garante que não aconteceu.

António José Seguro um dia, comigo, frente a frente, até me disse quais eram as eleições mais fáceis para ser eleito, se eram as da Autonomidade, se eram as das Legislativas. Dissemos exatamente...

E voltou também a troca de argumentos entre Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes sobre transparência.

E o que verdadeiramente está a degradar a nossa democracia, eu insisto neste ponto, é a verdadeiramente a opacidade.

Forneci todos os esclarecimentos que entendia e insisto, em 18 anos não tive um problema com a Ordem dos Advogados, não tive um problema com a Autoridade Tributária, não tive um problema com o Ministério Público.

Sobre justiça, os candidatos rejeitam intervenção direta em casos concretos, mas dizem que é importante o presidente da República dar um sinal.

Estou mesmo farto que em cada período eleitoral, quando nos aproximamos de uma eleição, nós temos sempre notícias, mais ou menos filtradas pelo Ministério Público, sobre uma qualquer investigação relacionada com um dos intervenientes políticos que vai a votos.

E é bom que se fale destas questões no espaço público, porque ninguém está acima do escrutínio.

Já sobre a lei do lobbying, todos os candidatos mostraram-se a favor de uma nova lei.

Vem até tarde. Eu não percebo por que o Parlamento demorou tantos anos a legislar sobre esta situação.

Ao contrário de António Filipe e também Catarina Martins.

Há uma lei do lobby no Parlamento Europeu e há eurodeputados que foram presos por favorecerem o Qatar e Marrocos.

Neste debate, foi também discutida a integração de militares portugueses numa força multinacional de paz a ser destacada para a Ucrânia, uma possibilidade rejeitada por António Filipe.

Não vejo um interesse nacional que deva ser defendido com o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia.

Henrique Gouvéia e Melo também não é a favor, salvo se estiverem em causa interesses nacionais fortíssimos.

Qualquer força de manutenção de paz pode ser imediatamente envolvida num conflito e, portanto, é preciso ter muito cuidado. Eu não sou a favor dessa participação.

Ainda sobre a Ucrânia, o debate volta a aquecer num frente a frente entre André Ventura e Cotrim de Figueiredo.

Estamos a pedir aos contribuintes portugueses um esforço de ajudar a Ucrânia, que o dinheiro não ande a pagar coisas que não deve. Ações da própria Justiça. Isso é assustadoramente perto do discurso de Putin. Não. Eu acho que isso não tem nada a ver com a Ucrânia. Só falta chamar de nazista. Não, desculpa. Não tem nada a ver com isso.

Entre várias divergências, uma opinião unânime, oito dos 11 candidatos a Belém rejeitam a possibilidade de vir a ser instituído um mandato único do Presidente da República.

Miguel Cato, com o resumo do último debate entre os candidatos à Presidência da República. A campanha oficial arranca este domingo.

E Miguel, já se sabe por onde vão andar os diferentes candidatos.

Sim, sabe a jornalista Beatriz Félix, que agora nos vai contar tudo. Beatriz.

É isso mesmo. Começamos com a rota de António José Seguro, que tem o objetivo de passar por todos os distritos do país e, por isso, dar visibilidade a locais onde diz haver uma falta de Estado, sempre ao lado de José Luís Carneiro, que já prometeu que vai estar nesta campanha. Uma das novidades é a transmissão por streaming de algumas iniciativas, de forma a poder chegar a mais pessoas. Luís Marques Mendes aposta numa campanha com visitas em instituições, contactos com a população e sessões de esclarecimento, ao lado também de figuras da AD e, principalmente, Luís Montenegro, primeiro-ministro. No dia 9 de janeiro, faz uma pausa na campanha para marcar presença no Conselho de Estado convocado pelo Presidente da República sobre a Ucrânia. Já Henrique Coveia e Melo parte sem qualquer apoio partidário para esta campanha. Começa no Algarve, vai terminar em Lisboa, mas a passar por cada um dos 18 distritos, entre almoços e ações de campanha, sempre com direito a um discurso do almirante no final. Falamos também de André Ventura, que vai arrancar a partir do Algarve, que é uma região que tem valido mais votos ao Chega nas últimas eleições. É aí que este partido tem crescido, principalmente. André Ventura diz que mais do que vencer, quer convencer, por isso vai andar na estrada e traça como principal meta garantir um lugar na segunda volta destas presidenciais.

Já aqui deste conta, Beatriz, do itinerário que vai ser seguido e de alguns dos temas a abordar por quatro dos candidatos à Presidência da República. Faltam quatro.

Faltam quatro e começamos por João Cotrim Figueiredo, que tem em vista 10 dos 18 distritos. O último dia e a encerrar também esta campanha vai ser em Braga, onde nas últimas legislativas os liberais elegeram como deputado o ex-presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha. Já Catarina Martins é a candidata que mais vai poupar nos quilómetros a percorrer. Visita apenas oito distritos de Portugal continental, isto por ter um orçamento reduzido e, por isso, diz que quer aproveitar para falar sobre os problemas das pessoas e lançar também alguns tópicos para debates de futuro. Falamos também de António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, que arranca a campanha oficial no domingo com um encontro simbólico com alguns ex-presos políticos e vai depois percorrer 11 dos 18 distritos, a centrar atenções em temas como habitação, saúde e salários, com forte presença em Lisboa e também no distrito de Setúbal. Por último, falamos também de Jorge Pinto, candidato apoiado pelo LIVRE, que leva a caravana por 15 distritos e com especial atenção à área metropolitana de Lisboa.

Beatriz Félix, com os contornos da campanha eleitoral de oito dos principais candidatos a Belém, principais tendo em conta os resultados das sondagens. A campanha oficial arranca já este domingo.

13:08, a esta hora atualizamos a informação de âmbito local.

E começamos pelo Seixal. A autarquia vai reunir com a E-Redes para perceber os motivos dos sucessivos cortes de energia na freguesia de Fernão Ferro. Nas últimas semanas, a população tem sido afetada por diversas interrupções no fornecimento de energia, o que tem causado transtornos ao comércio local, às instituições e aos serviços públicos. A situação levou a autarquia a fazer um pedido de reunião urgente com a empresa que distribui eletricidade para esclarecer as causas concretas que estão na origem deste problema. Paulo Silva, o presidente do município, espera que após a reunião, a autarquia possa esclarecer a população. Um mural em Lisboa vai a votos para a melhor obra de street art do mundo. A pintura, numa fachada de um prédio em Campo de Ourique, com cerca de 14 metros de altura, é da autoria de Patrícia Mariano. A obra Calypso já tinha sido eleita a melhor obra do mês de junho e concorre agora para a melhor do ano de 2025. A votação online decorre entre os dias 1 e 14 de janeiro na plataforma Street Art Cities, uma das principais plataformas da arte urbana. A artista lisboeta diz em declarações ao Jornal Público que, caso vença, será também uma conquista e um orgulho para o país. Em Santarém, tanto o distrito como a cidade de Santarém, que é capital de distrito, registam a subida mais acentuada dos preços das casas no ano passado. Os dados são do relatório da empresa Idealista, que indica que o preço das casas na cidade da capital do distrito aumentou 27,1%, acima da média de Lisboa, e no distrito de Santarém, 18,8%. O relatório indica também que o município da Chamusca tem o metro quadrado mais barato do distrito, Benavente o mais caro. O relatório obtém estes dados através da mediana de todos os anúncios válidos, excluindo os anúncios atípicos e com preços fora do mercado. Na Mealhada, no próximo dia 10 de janeiro, a Orquestra Clássica do Centro leva o concerto de Ano Novo ao Cine Teatro Messias. É uma tradição que o município realiza todos os anos, promovida pela Câmara da Mealhada para assinalar a entrada no novo ano. Ainda há bilhetes disponíveis. O internacional brasileiro Dani Alves tornou-se co-proprietário da SAD do Sporting Clube de São João de Ver. Pode ver-se em comunicado publicado ontem nas redes sociais do clube que Dani Alves vai trazer uma visão global, mentalidade vencedora e ambição, com uma carreira icónica. Representou a seleção brasileira em 126 jogos. Além do Barcelona, jogou também no Sevilha, Paris Saint-Germain, Bahia, Juventus e São Paulo. Esta época, o clube da região de Santa Maria da Feira encontra-se na 10ª posição da Liga 3 e foi eliminado da Taça de Portugal pelo Famalicão.

Jornal das três, com Miguel Videira.