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Vamos às notícias . Jornal das três com o Miguel Videira. Miguel, Luís Montenegro pressiona a UGT para avançar com a reforma laboral. Há uma nova reunião no início da próxima semana.
No encerramento das jornadas parlamentares dos social-democratas, em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, o primeiro-ministro pressionou a central sindical a chegar a bom porto na negociação, que já dura há vários meses. Anuncia uma reunião no início da próxima semana com os parceiros sociais. Luís Montenegro pede à UGT para não seguir o exemplo da outra central sindical, a CGTP, que segundo o presidente social-democrata, nunca chega a acordos com o governo. Miguel Vítor Dias.
Luís Montenegro diz que são oito meses de diálogo e perto de meia centena de reuniões e, por isso, aumenta a pressão sobre a UGT.
Aqueles que têm sentido de compromisso alicerçado ao longo de anos, vão agora claudicar nesse sentido de compromisso para alinharem com aqueles que manifestamente não têm tido esse sentido.
O primeiro-ministro adianta que o governo já aceitou 26 propostas da central sindical e diz que para apoiar a CGTP, já existe um partido.
Para capitular perante essa confederação sindical, já basta o partido da extrema-direita.
A farpa para o Chega, que se tem manifestado contra a proposta do governo e que serve de exemplo para Montenegro sobre as dificuldades em ser mais reformista.
Primeiro reclamam a mudança e depois da mudança estar em execução, estão contra a mudança. Nós vamos fazer, mas têm de estar preparados para isso.
Mas também deixa recados para dentro.
Até muito perto de nós. Eu próprio tenho que reconhecer isto. Às vezes, está mesmo dentro de nós também. Nós, Partido Social-Democrata, nós, governo.
E para rematar.
Porque reformismo de boca têm muitos, mas reformismo de ação não é para todos.
O primeiro-ministro que vai voltar a sentar os parceiros sociais à mesa e procura puxar dos galões da capacidade de diálogo e, no que toca ao mundo laboral, um número que tem sempre no bolso, mas desta vez em linguagem sindical.
Quando o governo é patrão, o governo chega a acordo. Trinta e sete acordos, 27 carreiras já foram renegociadas e valorizadas.
Luís Montenegro a pressionar para avançar na reforma laboral, para responder também às pressões que tem recebido para reformar.
Miguel Vítor Dias com os destaques da intervenção que marcou o encerramento das jornadas parlamentares do PS5, marcou também presença o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, eleito precisamente pelo círculo de Viana do Castelo.
Ora ouvimos aqui Luís Montenegro afirmar que reformismos de boca têm muitos, reformas é precisamente o que tem pedido Pedro Passos Coelho.
Que esta manhã participou numa conferência em Viseu, uma conferência à porta fechada. No final, recusou responder às perguntas dos jornalistas. Eu não queria estar a fazer comentário, está bem? Não levem a mal.
E porquê?
Porque não posso andar permanentemente a fazer comentário, não há nada para comentar. Nem mais um comentário de Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro.
Seguimos com a revolta do presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande.
Paulo Vicente reagiu esta tarde aqui na antena do Observador a acusação feita esta manhã pelo ministro da Economia, a pretexto dos atrasos na concessão de apoios para a reconstrução de casas destruídas pelo mau tempo. Foi isso que disse Manuel Castro Almeida.
Onde as coisas não estão a correr bem, eu preciso vos dar uma explicação sobre isso, é bom, os deputados têm que saber isto, é na atribuição dos apoios às casas. Nós temos 25 mil candidaturas a apoios no valor de 143 milhões e o dinheiro que chegou à mão das pessoas é ainda muito pouco, porque está a demorar o processo de avaliação a cargo das câmaras municipais. Estão contratados 700 técnicos para ajudar as câmaras municipais a fazerem a avaliação dos prejuízos das casas. Eu pergunto: o que é que o governo pode fazer mais para acelerar este processo?
Há uma resposta ineficaz ou pelo menos mais demorada por parte das autarquias no processo de avaliação dos danos, é o que diz o ministro da Economia. Paulo Vicente, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, ouvido aqui esta tarde na antena do Observador, não gostou desta declaração.
Estou profundamente chocado com as declarações do senhor ministro, que além de serem inadmissíveis, são injustas. Nós na Câmara da Marinha Grande, só funcionários da Câmara, temos 10 funcionários alocados à verificação das candidaturas. E só depois é que elas vão para os técnicos que não foram contratados pelo governo, como diz o senhor ministro. É inadmissível e é revoltante.
Paulo Vicente devolve, de resto, as críticas.
O governo é que teve esta opção de lançar para as câmaras municipais mais esta incumbência. Repare, o meu município foi devastado no dia 28 de janeiro. Os nossos serviços estiveram encerrados durante mais de um mês a acudir todos os funcionários, a acudirem às necessidades básicas da população. Portanto, não peçam mais aos municípios. E é injusto. Eu tenho um conselho devastado e ainda não recebi um cêntimo.
É o que denuncia Paulo Vicente, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande. Entretanto, também há pouco e em comunicado enviado à Agência Lusa, à Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, afirma que são injustas e desleais as declarações e responsabilização das autarquias por atrasos nos processos de reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo. Refuta a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, as declarações feitas esta manhã pelo ministro da Economia.
Miguel, vamos a um novo ponto de situação sobre o Médio Oriente.
Sim, está aqui conosco em estúdio o Ricardo Lopes. Ricardo, quais são as últimas?
Já começou a reunião convocada por Emmanuel Macron com os países membros do G7. O presidente francês está em Paris, no entanto, vai ouvir os restantes líderes à distância, por videochamada. Esta é a primeira vez que os chefes de Estado e de governo do G7 se reúnem para discutir as consequências econômicas da guerra no Médio Oriente. O ministro francês da Economia garante que nesta reunião vão ser debatidas medidas concretas para estabilizar os preços do petróleo. A reunião acontece também no seguimento dos encontros realizados ainda esta semana, dos ministros das Finanças e da Energia, para tentar coordenar medidas entre os Estados membros.
Sim, a comunidade internacional, Ricardo, procura soluções de emergência para evitar a escassez e, consequentemente, o preço dos combustíveis.
Nesse sentido, a Agência Internacional de Energia vai fazer a maior libertação de reservas de petróleo da história para controlar os preços dos combustíveis. É uma informação avançada hoje pela ministra da Economia da Alemanha, que explica que foi feito um pedido aos 32 governos que integram esta Agência de Energia, incluindo o nosso, Portugal, para que, em conjunto, libertem um total de 400 milhões de barris de petróleo, que os países têm como reserva para eventuais situações de crise. Estes barris, que fazem parte destas reservas estratégicas, vão ser utilizados com o objetivo de acalmar os mercados e controlar os preços.
Ainda relacionado com este tema, Ricardo, há mais dois navios atacados no estreito de Ormuz.
Ontem, as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que destruíram 16 navios iranianos perto do estreito de Ormuz e parece, Miguel, que a resposta não tardou. Foi imediata por parte do Irão. Já tínhamos dado conta de um navio porta-contentores que foi atingido no início desta manhã e passam agora a três os navios só no início deste dia. Os incidentes foram todos confirmados pela Agência de Segurança Marítima, que embora esteja sob tutela do exército do Reino Unido, vigia a segurança dos navios em todo o mundo. Este primeiro ataque aconteceu a sensivelmente 46 quilômetros a noroeste da costa dos Emirados Árabes Unidos e não causou feridos.
Algumas das informações mais recentes relacionadas com este conflito no Médio Oriente, aqui trazidas à antena do Observador pelo jornalista Ricardo Lopes.
Vamos às notícias de âmbito local.
Vamos começar pelo Barreiro. Um corte de água está a afetar três ruas do município. A Rua Abreu Moreira, a Rua João da Luz e a Rua Doutor Manuel Pacheco Nobre. A interrupção acontece devido a obras de ligação de novas condutas na rede pública. A intervenção vai prolongar-se até às 18h. A Câmara de Ourém, a vereadora do CHEGA renunciou ao mandato. É isso que informa a Agência Lusa. A autarca apresentou a renúncia há uma semana, invoca razões de natureza pessoal. Vai ser substituída pelo segundo elemento da lista do CHEGA, Natalina Vieira, que entretanto também renunciou. Luís Alves, a terceira escolha do partido, já foi convocado para integrar o novo executivo. Nas escolas de Sintra, a Câmara vai reforçar a inclusão de crianças com necessidades de saúde especiais. Trata-se de um apoio de €190 mil para garantir melhores condições de acompanhamento aos alunos. Com o aumento do número de crianças com necessidades especiais, o presidente do município, Marco Almeida, afirma que é dever da autarquia assegurar escolas verdadeiramente inclusivas. Mais a norte, em Vila Nova de Famalicão, o conselho foi distinguido com o título de Destino Desportivo Recomendado 2026. Foi atribuído pela Cidade Social, no âmbito do programa Município Amigo do Desporto. A distinção procura destacar a regular oferta de eventos no conselho que promove o turismo e a região. Alcobaça vai receber pelo quarto ano consecutivo o programa Cister Música Sacra. Três concertos, palestras e apresentações sobre música sacra. Os concertos contam com coros nacionais e internacionais. O primeiro realiza-se já no próximo dia 22, no Mosteiro de Alcobaça.