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De graus máxima. Jornal das três, com edição do Miguel Cordeiro. O Primeiro-Ministro considera que o pacote europeu para as florestas vai tornar o país ainda mais resiliente e preparado para o futuro.

Luís Montenegro escreve isto numa publicação na rede social X: "A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal, válido até 31 de dezembro de 2029. O objetivo é reflorestar as áreas afetadas e compensar os proprietários com subvenções." Para o chefe do Governo português, esta ajuda europeia para recuperar as florestas é uma boa notícia.

O Primeiro-Ministro, que está satisfeito com este plano para as florestas, mas o ministro da Administração Interna antecipa um ano complicado em incêndios florestais.

À margem de uma reunião com bombeiros em Portalegre, Luís Neves mostra-se apreensivo para esse período de incêndios no verão e diz que há novos desafios para este ano.

Prevemos um ano complicado e, como disse, e bem, não é só o momento do combate. O momento do combate é aquele que há de sempre existir. Portanto, foco muito na esfera da segurança interna, em toda ela, não só nesta esfera da Proteção Civil. A preparação, a proatividade, estamos, de facto, exercitados para responder a esses desafios. E este ano, como sabem, por via da calamidade que tivemos no mês de janeiro e depois de fevereiro, há muito material lenhoso no terreno. Portanto, é um combustível fácil, que colocarão novos desafios do ponto de vista climático, tudo aquilo que já é do nosso conhecimento e estamos a trabalhar no sentido de procurar minimizar esse risco acrescido.

Luís Neves avança também que vai, dentro dos próximos dias, fazer uma comunicação específica sobre o SIRESP, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. Ainda assim, o ministro diz que está confiante que o sistema vai dar uma resposta diferente daquela que deu no passado e partilhou também alguma apreensão com esse período de incêndios em Portugal este ano.

O ministro adjunto e da Reforma do Estado diz que não se sente visado pelas críticas de Pedro Passos Coelho, devido à falta de ímpeto reformista do atual governo.

Deixou esta posição esta manhã aqui na Rádio Observador. Foi entrevistado no programa Explicador. Pedro Passos Coelho, no mês passado, criticou as reformas do Estado feitas apenas para comunicação política. Ora, na Rádio Observador, Gonçalo Matias foi questionado sobre essas declarações de Pedro Passos Coelho. Perguntámos se se sente visado com essa crítica. O ministro adjunto e da Reforma do Estado diz que não. Respondeu assim:

Não, de maneira nenhuma. Eu concordo com o doutor Pedro Passos Coelho sobre o diagnóstico, que, aliás, foi feito também pelo professor Cavaco Silva esta semana no Expresso, que é, no fundo, o diagnóstico de que Portugal precisa fortemente de uma profunda reforma de Estado. Portanto, eu concordo com essa análise e com esse diagnóstico.

Não se sente pressionado.

Não, repare, eu fui secretário de Estado do doutor Pedro Passos Coelho, justamente no ministério que se chamava Modernização Administrativa, que é, no essencial, reforma do Estado e que tinha um ministro para esse efeito.

Gonçalo Matias, no Explicador da Rádio Observador esta manhã, uma entrevista que já está disponível em podcast, em que o ministro adjunto e da Reforma do Estado falou também do clima de crispação entre o Partido Socialista e PSD para dizer que não acredita que o Partido Socialista seja irresponsável ao ponto de chumbar o Orçamento do Estado.

A ministra da Saúde admite a criação de uma portaria para ajudar nos atrasos dos tempos de espera das cirurgias.

Ana Paula Martins está hoje pela região Norte. Quis deixar essa garantia à margem de uma visita à obra do Parque de Saúde da Maia. Aos jornalistas, admitiu a ministra que pode ser criado um regime de incentivos para ajudar a combater os atrasos em cirurgias.

Aquilo que vamos fazer, eu admito, é, certamente, cada vez trabalhar mais em rede, disso não há nenhuma dúvida. Mas a parte que cabe ao governo tem, sobretudo, que ver com o garantir de condições em termos de incentivos para que haja uma portaria no sentido de facilitar a resposta a estes doentes, pelo menos durante um determinado período de tempo, até conseguirmos atingir os tempos máximos de resposta garantido.

Declarações de Ana Paula Martins, que falou sobre o empréstimo de fármacos entre hospitais, para dizer que é uma prática normal.

Esta prática é uma prática que tem décadas de existência e a nossa grande preocupação, eu queria muito dizer isto aos portugueses que nos ouvem, é que não faltem os medicamentos e, por isso, estes empréstimos acontecem neste primeiro trimestre exatamente para que não falhem os medicamentos.

Palavras da ministra da Saúde, que garante que não vão faltar medicamentos aos portugueses.

E falamos agora de Donald Trump, que voltou a deixar uma ameaça ao Irão. Agora diz que vai destruir as centrais elétricas do país se não houver um acordo sobre o Estreito de Ormuz.

Alterou em poucas horas aquilo que disse inicialmente. Primeiro, disse que ia tentar tomar esta região no Irão, a ilha de Kharg, agora diz que vai destruir a ilha de Kharg. Donald Trump quer a reabertura do Estreito de Ormuz, estreito que está condicionado desde o dia 28 de fevereiro, quando começou este período de conflito no Irão, mas o regime iraniano mostra-se inflexível. E Donald Trump, com isso, ameaça novos ataques às infraestruturas energéticas iranianas, aponta agora às centrais elétricas do país e vai mais longe, admite destruir a ilha de Kharg. Isto pode ler-se numa publicação na rede social Truth Social. Donald Trump afirma também que estão a decorrer negociações para tentar chegar a um acordo para pôr fim à operação militar.

E Miguel, a ameaça do presidente norte-americano surge numa altura em que o Irão insiste que não está a negociar diretamente com os Estados Unidos.

É o que garante o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão. É uma frase que, na verdade, continua a ser repetida pelas autoridades iranianas. Diz que estão dispostos a negociar, mas que apenas receberam mensagens indiretas de intermediários e que estão agora focados na defesa do país. Diz também que as propostas que foram transmitidas pela administração norte-americana são propostas irrealistas.

São agora 13h07. Está com a Rádio Observador e é tempo agora de atualizar as notícias de âmbito local, Miguel.

O município de Pombal apresentou ao PTRR projetos num valor superior a 270 milhões de euros. A proposta formal ao governo envolve objetivos que a autarquia considera estruturantes para a recuperação, resiliência e transformação do Conselho. Em comunicado, o município sublinha que a proposta apresentada ao PTRR identifica oito áreas prioritárias, como o ambiente e a sustentabilidade, também a inovação e a competitividade, e há espaço também para propostas na área da habitação. A autarquia de Matosinhos vai reforçar a segurança para responder ao aumento de furtos e atos de vandalismo registrados desde o início do ano. O Notícias Maia avança que vai haver um reforço de policiamento nas ruas e a instalação de um sistema de videovigilância com cerca de 86 câmeras em 56 pontos do Conselho. O investimento previsto ronda os dois milhões e meio de euros e o sistema deve estar concluído até ao início do próximo ano. Em Lisboa, vão ser apresentados hoje os resultados do projeto Muda: Assédio nas Artes em Portugal. É financiado pela Direção Geral das Artes e tem o objetivo de fazer um levantamento de situações de assédio laboral e sexual, para depois preparar respostas para melhorar o setor da cultura e das artes. A apresentação é às 18h, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Santarém vai receber o 25 de abril com um programa marcado por concertos, cerimônias e iniciativas culturais. Um tributo a Salgueiro Maia esta sexta-feira e o evento À Festa no Jardim no dia 25 são os destaques para o mês de abril em Santarém. Em Estarreja, a autarquia vai reduzir em 50% as taxas de ocupação da feira. É uma medida que tem como objetivo apoiar os feirantes e atrair novos operadores e mais público. Em comunicado, a autarquia informa que a proposta já foi aprovada pela Assembleia Municipal. A Costa de Caparica vai receber o Caparica Surf Fest 2026 entre 3 e 12 de abril. Esta edição é centrada no surf nacional e vai ser marcada pelo regresso do Campeonato Nacional de Clubes. A Praia do Paraíso vai reunir centenas de atletas com o objetivo de recolocar Almada no centro desta modalidade.

Edição das 13h com Miguel Cordero.