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Notícias. Começa agora o Jornal das Três, edição do jornalista José Rafael Lopes. E José, começamos com a habitual descida da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Acontece todos os anos, são esperadas milhares de pessoas na Praça Marquês de Pombal, que vão depois descer pela Avenida da Liberdade. Está previsto que comece a esta hora, mas para já estão milhares de pessoas a preparar-se para começar essa descida, que ainda não começou, há aqui um ligeiro atraso. No Porto, está também previsto um desfile pelas ruas da cidade, que vai terminar na Avenida dos Aliados, também aqui com um ligeiro atraso e também, à semelhança de Lisboa, são esperadas milhares de pessoas para celebrar o 25 de Abril, sendo que no Porto, antes da marcha, realizou-se uma homenagem aos resistentes antifascistas.
E José, o Palácio de São Bento já abriu as portas ao público, uma tradição do Dia da Liberdade.
Luís Montenegro recebe a população na residência oficial. As portas abriram às 14h e a primeira atuação começou às 14h45. Vamos em direto para os Jardins do Palácio de São Bento, em Lisboa. É lá que está o repórter da Rádio Observador, o Miguel Pina Andrade. Miguel, as portas estão abertas. Já há população a entrar nos Jardins de São Bento, que estiveram a escutar Luís Montenegro há instantes. O que é que disse o primeiro-ministro?
O primeiro-ministro discursou antes da primeira peça de teatro começar. Luís Montenegro recebeu com alegria os visitantes dos Jardins do Palácio de São Bento, celebrou a liberdade, a cultura e aproveitou também para homenagear o teatro neste dia da Liberdade. O primeiro-ministro almoçou aqui nos Jardins com o ator Rui de Carvalho e a família, num evento fechado à comunicação social. Durante o discurso, antes da primeira peça, Luís Montenegro sublinhou a importância do ator de 99 anos para a cultura. Descreve-o como um herói nacional. Como disseste, José, as portas abriram às 14h e neste momento acontece a primeira de três peças de teatro. Até às 17h, as portas da residência oficial do primeiro-ministro estão abertas, nesta que é uma tradição do 25 de Abril. O público aproveita o bom tempo, o teatro e os Jardins do Palácio de São Bento para celebrar a liberdade e a democracia.
A reportagem do Miguel Pina Andrade. O Palácio de São Bento abriu as portas ao público, uma tradição do Dia da Liberdade, o 25 de Abril. Também em Belém, os Jardins do Palácio de Belém estão abertos, decisão de António José Seguro, que vai conduzir durante a tarde uma conversa com jovens portugueses.
E no Parlamento, a sessão solene do 25 de Abril contou com o habitual desfile de cravos no Parlamento e com recados do Presidente da República.
António José Seguro pede que a origem dos donativos aos partidos seja conhecida. O chefe de Estado foi claro na posição que deixou sobre a ocultação dos nomes dos financiadores dos partidos políticos. Numa intervenção onde falou sobretudo para os jovens, o chefe de Estado deixou um pedido claro aos partidos. Miguel Vitor Dias.
Sobre a polêmica mais recente, António José Seguro foi claro.
Os cidadãos têm o direito de saber como são tomadas as decisões que afetam as suas vidas. A transparência dos donativos políticos é essencial para garantir uma democracia saudável e justa.
Partidos como o PS, o Bloco de Esquerda ou o Livre já apresentaram propostas para ultrapassar esta decisão da Entidade de Contas dos Partidos Políticos, perante a pressão do Presidente da República.
Onde há opacidade, cresce a suspeita. Onde há clareza, fortalece a legitimidade.
E depois da mensagem para os partidos, o piscar de olho ao país, sobretudo aos que nasceram depois de 25 de abril de 1974.
Eu não venho pedir-vos que amem o 25 de Abril. Não tenho esse direito. Ninguém ama por decreto ou procuração aquilo que não viveu.
Por isso, deixou algumas ilustrações.
Quando deixaste de ser obrigado a combater, ir pra guerra, foi Abril. Quando és mulher e viajas sem ter que pedir autorização ao teu companheiro, foi Abril. Quando leste ou partilhaste uma notícia crítica do poder e ninguém te bateu à porta, foi Abril.
Na estreia em sessões solenes do 25 de Abril como Presidente da República, Seguro quis ainda fazer uma promessa.
Tinha 12 anos quando o 25 de Abril aconteceu. Não o compreendi nesse dia. Fui compreendendo ao longo da minha vida. Sou presidente porque esse dia existiu. Exercerei os meus poderes e tudo farei de forma que vale a pena ter acontecido. É tudo isso que vos posso prometer e é tudo aquilo que Abril pede.
O Presidente da República na sessão no Parlamento, com um apelo para que os jovens não tomem a democracia por garantida.
Miguel Vitor Dias com os destaques da intervenção de António José Seguro, a primeira como Presidente da República numa cerimônia do 25 de Abril.
E o presidente da Assembleia da República também discursou na sessão solene do 25 de Abril. José Pedro Aguiar-Branco critica o populismo que não deixa discutir temas importantes.
E um dos temas escolhidos pelo presidente da Assembleia da República foi a remuneração dos políticos.
Medidas dos políticos contra os próprios políticos são sempre muito populares ou populistas, como hoje se diz. E de repente, discutir o aumento da remuneração dos políticos passou a ser um assunto proibido, um tema de que não falamos porque não é popular. Esquecemos o velho princípio democrático, que vem desde os tempos de Péricles, que o serviço público, para atrair os melhores e para ser acessível a todos, ricos ou pobres, deve remunerar bem.
O presidente da Assembleia da República critica também aqueles que atacam o caráter dos intervenientes políticos e ignoram a presunção da inocência. O discurso de José Pedro Aguiar-Branco dividiu a bancada do PS, sobretudo nos trechos sobre as regras para a transparência dos políticos. O deputado socialista Pedro Delgado Alves levantou-se e, em protesto, virou costas à mesa da Assembleia da República. Já António Mendonça Mendes aplaudiu de pé. Depois da sessão solene à Agência Lusa, Pedro Delgado Alves explica que virou as costas a José Pedro Aguiar-Branco por considerar que o presidente da Assembleia da República estava a prestar um mau serviço. PalavrasApós a sessão solene do 25 de Abril, com críticas à forma como foram conduzidos os trabalhos por José Pedro Aguiar Branco.
Acho que na sessão de hoje devemos valorizar a democracia e as suas instituições. O discurso do senhor Presidente da Assembleia da República desvalorizou o trabalho que se tem feito ao longo de muitos anos para garantir transparência no funcionamento das instituições, caricaturou a forma como funciona o controle de transparência, as incompatibilidades, as portas giratórias, algo que é exigido pela sociedade como uma forma de credibilizar o exercício de funções públicas, mistura coisas que são interesse público com interesse privado, prestou um mau serviço na intervenção que fez hoje. E de facto, nas sessões solenes não há espaço, normalmente, para protestos ou para coisas similares e confesso a si que não podia deixar passar sem uma nota.
De acordo com o deputado do PS, nas sessões solenes não há espaço para protestos e foi por isso que Pedro Delgado Alves diz ter virado as costas a José Pedro Aguiar Branco.
E agora com sete minutos para lá das 15h, vamos ao habitual espaço de informação local.
Começamos em Leiria. Há idosos sem conseguir ligar para o 112 em caso de emergência. É uma consequência do atraso na reposição das comunicações fixas depois das tempestades, segundo denunciam dois autarcas do Conselho à Agência Luz. O presidente da Junta de Leiria denuncia também que há zonas do Conselho ainda sem internet. No Porto, a 21ª manifestação da Marcha de Orgulho LGBTQI+ do Porto arrancou agora às 15h. Partiu do Largo Soares dos Reis. A edição deste ano junta-se às manifestações do 25 de Abril com o mote "Desculpa, Gisberta" em memória de Gisberta Júnior, uma mulher trans assassinada no Porto há 20 anos por um grupo de adolescentes. Em Lisboa, o Quartel do Carmo abriu as portas ao público para celebrar o 25 de Abril e os 115 anos da GNR. Este ano é possível, pela primeira vez, visitar a antiga biblioteca, atingida por disparos no dia da Revolução dos Cravos. Pode ainda visitar uma réplica da viatura que transportou Marcelo Caetano para a Pontinha. As visitas são gratuitas, não apenas hoje, mas até o dia 9 de maio. Em São João da Madeira, o Museu da Chapelaria propõe uma ótica diferente sobre o 25 de Abril. A mais recente exposição do museu explora o contributo do movimento operário do setor industrial chapeleiro nas lutas que culminaram na Revolução. Até 2027, a exposição "O Movimento Operário Chapelheiro" apresenta à imprensa operária da época documentos históricos das estruturas sindicais e pinturas da realidade laboral do Conselho de São João da Madeira. Em Santarém, as comemorações do 25 de Abril contaram com uma homenagem a Salgueiro Maia, junto à estátua do comandante, inaugurada no mês passado. Marcaram presença autarcas, representantes de associações e a neta de Salgueiro Maia. O presidente da Câmara deixou num discurso o compromisso do reforço do municipalismo para o atual mandato. No mês passado, também o presidente da República, António José Seguro, visitou esta estátua de Salgueiro Maia em Santarém. Depositou, na altura, o presidente da República uma coroa de flores. Já Sesimbra escolheu assinalar o 25 de Abril no Largo do Município com uma sessão solene. O presidente da Câmara discursou para relembrar que este ano se celebram os 50 anos da Constituição e os 50 anos das primeiras eleições autárquicas em território nacional. Francisco Jesus disse ainda que o Conselho de Sesimbra não tinha escolas, infraestruturas, energia, estradas, nem equipamentos de utilização coletiva antes do 25 de Abril.
E assim fechamos o Jornal das 3, edição de José Rafael Lopes Jacir, Conversas do Fim do Mundo.