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Este é o Jornal das Três, na Rádio Observador, com Miguel Videira. Miguel, subiu para 97 o número de portugueses e lusodescendentes que morreram na sequência dos terremotos da Venezuela.
Mais uma vítima mortal face ao último balanço. Foi também atualizado o número de desaparecidos, são agora 59. Dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Quanto aos números globais, apontam para 3535 mortos, perto de 17 mil feridos. As autoridades venezuelanas avançaram esta terça-feira com outros números: há 17 mil pessoas desalojadas e quase 860 edifícios danificados ou destruídos.
E Portugal envia hoje para a Venezuela quase 15 toneladas de ajuda humanitária.
Material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, também ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros, ainda duas ambulâncias cedidas pela Cruz Vermelha. O material deve chegar amanhã a território venezuelano. A equipe portuguesa que foi ajudar nas operações de resgate regressa depois no voo que transporta este material.
Vamos a um outro assunto a marcar a atualidade. Deve estar para breve a remoção do autocarro envolvido esta manhã num acidente que resultou em dois mortos.
Duas mulheres que estavam na plataforma do terminal rodoviário do Cacém, junto à estação dos comboios, foram atropeladas por este autocarro da Carris Metropolitana, na sequência do despiste do veículo. Há ainda a registrar 16 feridos. Seguimos até à estação do Cacém, onde continua o repórter do Observador, Miguel Pires Andrade. Miguel, há pouco enviavas aqui uma fotografia para a redação, mostrava o caminhão que seguramente haverá de transportar o autocarro acidentado. Essa remoção já aconteceu?
Sim, Miguel. O caminhão-reboque chegou, passava uns poucos minutos das 14h, fez o percurso que os autocarros costumam fazer e agora do sítio onde me encontro, desloquei-me até à saída do terminal. Vi a saída do autocarro rebocado por este caminhão-reboque muito grande. O autocarro envolvido no acidente estava muito danificado, com a frente completamente destruída, o vidro da frente completamente estilhaçado e a maioria dos vidros laterais partidos. Portanto, o cenário era de destruição. Foi um grande acidente, como pude comprovar pelo estado em que se encontrava o autocarro. Ora, visto que a circulação dentro do terminal está vedada, as carreiras que normalmente recolhiam os passageiros dentro do terminal estão a fazê-lo agora cá fora, em frente à porta principal de acesso à estação de Agualva-Cacém, que tem tanto circulação de autocarros como ferroviária. Esta circulação ferroviária acontece com normalidade. As pessoas ou entram pela entrada da parte de cima ou pela entrada de baixo, uma entrada que também serve o terminal dos autocarros. Os acessos estão cortados e se há umas horas era possível ver o local do acidente, agora isso é completamente impossível. O local foi vedado pelas autoridades que continuam no local do acidente. Em frente à entrada principal estão muitas dezenas de pessoas, algumas muito emocionadas. Do local onde aconteceu o acidente, saiu um grupo de cerca de seis pessoas a chorar muito, muito emocionadas, que se abraçou a outras pessoas que estavam atrás das fitas da polícia, que impedem a passagem tanto das pessoas que querem ver mais de perto, como dos jornalistas. Pelo que consegui apurar, na última hora, saiu de dentro do terminal mais uma ambulância, esta sem janelas, completamente fechada. Por agora continuamos a aguardar a remoção do resto dos corpos, que ainda não temos uma confirmação oficial de que eles já foram removidos, e um novo ponto de situação das autoridades.
Miguel Pires Andrade é o jornalista do Observador que aqui nos tem trazido as atualizações deste trágico acidente. Esta manhã, duas pessoas morreram na sequência de um atropelamento de um autocarro da Carris Metropolitana, junto ao terminal instalado ao pé da estação de comboios de Agualva-Cacém.
Os líderes das bancadas parlamentares que compõem a AD dizem que o país está melhor depois destes dois anos de governação e acusam a oposição de não permitir fazer mais.
Para as intervenções que marcaram o encerramento das jornadas parlamentares da Aliança Democrática, fizeram uso da palavra os líderes das bancadas parlamentares de PSD e CDS. O primeiro foi Paulo Núncio, o líder da bancada centrista, que se auxiliou do mote destas jornadas, "Governar com Resultados", para distanciar a Aliança Democrática dos restantes partidos.
E estas três palavras distinguem-nos de todas as forças políticas que existem em Portugal. Primeiro porque sabemos o que é governar. Governar com qualidade e governar com competência. Nos nove governos que a AD governou, o país mudou sempre para melhor. E o nosso espírito reformista não é de agora.
Paulo Núncio garante que o país está melhor com a AD e que podia estar ainda melhor, não fosse a existência de uma nova geringonça.
Perguntam-nos: "E esta governação não podia ter ainda mais resultados?" E eu respondo: sim, se algumas das reformas que o governo propôs não tivessem sido chumbadas pela oposição. E não há melhor imagem para aquilo que eu vos estou a dizer do que o chumbo da reforma laboral. O Chega aliou-se à esquerda e à extrema-esquerda para chumbar a reforma do Código de Trabalho. A geringonça voltou.
Também Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, apontou o dedo à oposição e usou uma conhecida expressão popular para passar a mensagem de que a AD está no centro e é aí que se quer manter.
Partimos efetivamente para o debate do Estado da Nação muito orgulhosos daquilo que temos alcançado
Foram só dois anos, com interrupção, e creio que as senhoras e senhores deputados sabem, mas nunca é demais relembrar às deputadas e aos deputados, mas sobretudo ao país, que nós ainda estamos no início. Este é só o princípio da transformação que nós queremos fazer em Portugal.
Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, no encerramento das jornadas parlamentares da Aliança Democrática, que decorreram ontem e hoje em Cascais.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal defende que a reforma laboral é necessária, não se trata de uma birra.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro, também marcou presença nestas jornadas parlamentares do PSD. Foi convidado, à semelhança de Paulo Macedo, presidente-executivo da Caixa Geral de Depósitos. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, abordou o tema da reforma laboral, reforma que não passou pelo crivo do Parlamento, para dizer isto:
A produtividade é igualmente a décima mais baixa da União Europeia, é de 66,5%. E nós sabemos como podemos aumentar a produtividade. Tentámos, empenhámo-nos há pouco tempo com a discussão do Código de Trabalho. A discussão do Código de Trabalho não era um jogo floral, não era uma birra, era uma questão prática, objetiva.
Armindo Monteiro lamenta que o processo de reforma do Código do Trabalho tenha sido influenciado, em opinião de Armindo Monteiro, por questões político-partidárias.
Donald Trump não descarta a possibilidade de reduzir as tropas norte-americanas na Europa e reitera a desilusão com a NATO.
Na Turquia, para participar na Cimeira da Aliança Atlântica, o presidente norte-americano voltou a manifestar desilusão com os aliados europeus. Questionado sobre uma possível redução de militares norte-americanos na Europa, Donald Trump não se quis comprometer entre críticas aos aliados.
Bem, vamos ver. Eu estou muito desapontado com a NATO e, francamente, se a cimeira não fosse na Turquia, onde o meu amigo é um líder muito forte, é possível que eu não tivesse vindo. Não nos trataram bem, porque nós fizemos algo no Irão. Nós não precisamos da ajuda de ninguém, eu nem queria a ajuda deles. Nós investimos trilhões de dólares na NATO e por mim tudo bem, mas seria de esperar que eles estivessem dispostos a fazer alguma coisa para nos ajudar. De certa forma, estava a testá-los. Itália virou-nos as costas. A Alemanha virou-nos as costas. França virou-nos as costas. E tudo bem, mas por que estamos a gastar centenas de milhões de dólares e eles não estão lá para nós? Nós sempre estivemos lá para eles.
Donald Trump, depois do encontro com o presidente da Turquia, Recep Erdoğan, em Ancara, a capital, à margem da Cimeira da NATO. Amanhã, o presidente norte-americano vai reunir com Volodymyr Zelensky. O presidente da Ucrânia fez já saber que o reforço do fornecimento de sistemas de defesa aérea Patriot será o principal tema da conversa.
Vamos às notícias de âmbito local.
Os Bombeiros Voluntários da Marinha Grande continuam sem apoio financeiro, cinco meses depois da tempestade Cristina. Os danos no quartel representam prejuízo de €380 mil. Os trabalhos de reconstrução estão em curso, mas nenhuma entidade disponibilizou apoios financeiros até à data. O presidente da Associação Humanitária admite que as contas estão a ficar apertadas. Os bombeiros esperam agora o pagamento pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Vai começar o corte de vegetação para prevenir incêndios nas freguesias de Aveiro. A vegetação nas faixas laterais dos terrenos vai ser cortada a partir do próximo dia 14. Isto nas zonas de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Naris. É uma iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro. Almada vai ter, a partir de quinta-feira, uma ligação fluvial para Oeiras. Vai ser prolongado o percurso entre a Trasferia e Lisboa até Pedrouços, durante um período experimental de meio ano. O objetivo é reforçar a oferta de transporte público entre as duas margens do Tejo, a coincidir com o início do festival de música Nos Alive. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra interromperam o abastecimento de água em Maçameá, Monte Abraão e Queluz até às 18h para trabalhos de melhoria da rede. Os SMAS garantem que a intervenção pretende aumentar a fiabilidade do serviço. A Associação Ambientalista Quercus contesta o projeto turístico Amara Village, previsto para Albufeira de Castelo de Bode, em Tomar. A associação considera escandaloso que o empreendimento com 50 hectares avance sem avaliação de impacto ambiental e alerta para os riscos para uma das principais reservas de água do país, que abastece cerca de três milhões de pessoas. Os trabalhadores da Intagua, Matosinhos, estão há três dias em greve pela igualdade de tratamento. A empresa de gestão de águas distribuiu aumentos salariais diferenciados, baseados em processos de avaliação. Os sindicatos de trabalhadores do norte falam numa avaliação injusta. A manifestação mobiliza cerca de duas dezenas de trabalhadores em frente às instalações da empresa.