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São três de tarde . Jornal das três da tarde na Rádio Observador, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Destaque a esta hora para a FENPROF, que diz que o Governo não tem qualquer garantia de que a segunda fase dos exames vá correr melhor do que a primeira.
Isto foi dito no Ministério da Educação depois de uma reunião com o Governo, reunião em que não participou o ministro. O ministro reuniu-se com outros sindicatos durante a manhã, mas quando começou o encontro com a FENPROF, o Ministro da Educação deixou o edifício. A FENPROF falou há minutos, no final dessa reunião com o Governo, e referiu que não existem garantias de que a segunda fase dos exames vai correr melhor do que a primeira. Declarações anotadas pelo jornalista Ricardo Lopes, em direto a partir do Ministério da Educação. Ricardo, o que explicou a FENPROF nessas declarações há minutos?
Deixe-me só dizer, Miguel, que José Feliciano da Costa, secretário-geral da FENPROF, ironizou essa ausência do ministro da Educação. Como davas conta, falaram apenas com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, que à semelhança daquilo que Fernando Alexandre fez nas reuniões ao longo da manhã, abordou o tema inevitável, os exames nacionais, para dar a garantia que a segunda fase dos exames vai correr bem, sem os erros da primeira fase. Mas José Feliciano da Costa não ficou convencido. Sublinha que os alunos não têm garantias que o processo vai correr melhor desta vez.
Nós não temos essa garantia. Os alunos não têm essa garantia, as famílias não têm essa garantia. A garantia que nós tivemos é que o processo correu mal, foi avançado, aliás, com todos os alertas, apesar mesmo dos desmentidos, houve alertas no sentido de que o processo não devia ter arrancado desta forma. E, portanto, eu digo-lhe neste momento que eu acho que nenhum aluno, neste momento, nenhuma família, pode ter garantias na nota que saiu, e os resultados estão aí à vista todos os dias, nós vemos na comunicação social, vocês também o fazem, porque divulgam, nem a garantia que o processo vai decorrer normalmente. Mas nós queremos que decorra.
Dúvidas levantadas aqui pelo secretário-geral da FENPROF, que aproveitou também este encontro no Ministério da Educação para perguntar à tutela quem é que vai, afinal, assumir responsabilidades políticas.
Queremos saber, perante este caos, deixamo-nos colocar estas questões. Responsabilidades políticas, quem é que assume estas responsabilidades políticas, porque isto ao longo destes tempos foi sempre assim. Essas responsabilidades não foram nunca, na prática, assumidas.
Ainda sobre os exames, Miguel, que embora não fosse o tema central da agenda destes encontros, pelo que percebi, marcou efetivamente uma parte significativa da reunião. José Feliciano da Costa acusa o ministro de não saber como será feito o pagamento das horas extraordinárias, algo que, nas palavras também do secretário-geral da FENPROF, foram anunciadas por Sebastião Bugalho de forma ligeira.
Falar de trabalho suplementar, evidentemente vamos estar atentos e vamos tentar perceber, que eu acho que nem o ministro sabe ainda como é que o vai fazer, como é que isso vai ser pago. Como é que vão ser pagas as horas ao fim de semana, como é que vão ser pagas as horas de madrugada, como é que vão ser pagas as horas pela noite dentro. Tentar perceber como é que isso vai ser feito.
Acusações de José Feliciano da Costa, da FENPROF, aqui a acusar o ministro da Educação de ainda não saber como vai pagar estas horas extraordinárias aos professores. As rondas de negociação prosseguem. Neste momento, está reunido com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, o sindicato STOP.
Reuniões a decorrer no Ministério da Educação com a FENPROF a alertar que não existem garantias de que a segunda fase possa correr melhor do que correu a primeira.
Isto num dia em que continuam a ser enviadas novas revisões de nota de exames para as escolas, o primeiro-ministro diz que o pior já passou.
Palavras de Luís Montenegro em Atenas.
Dizer que as preocupações do senhor presidente da República foram também sempre as preocupações do Governo e do senhor Ministro da Educação e creio que estão reunidas as condições para podermos dizer que o pior já passou, que as garantias de rigor e de equidade no processo estão salvaguardadas e que esta segunda fase em que já nos encontramos possa ter muito menos perturbação do que teve a primeira e que no futuro o sistema possa responder.
Declarações de Luís Montenegro depois de uma reunião com o primeiro-ministro grego em Atenas.
E no Algarve, é para lá que olhamos agora, a Federação de Bombeiros alerta para um verão muito complicado na região por causa da retenção das ambulâncias nas urgências.
Steven Sousa Piedade, presidente desta federação, falou à Rádio Observador para explicar este problema, que se repete, e admite que pode colocar em causa o socorro às populações na época alta.
Com o que temos tido até o momento e com aquilo que é expectável que aconteça em agosto, acho que vamos ter um verão muito complicado a nível de emergência pré-hospitalar. E o nosso maior receio, à semelhança do que aconteceu no mês passado aqui em Faro, foi um doente que esteve duas horas e meia à espera da chegada do MEI, na via pública, que venha a acontecer mais vezes.
A esta hora estão retidos seis MEI no Hospital de Faro. Há situações em que as ambulâncias ficam retidas durante mais de oito horas, é o que garante a Federação dos Bombeiros do Algarve. Para minimizar esta situação, a federação pede mais macas. Sublinha que essa medida por si só não resolve o problema, mas faz esse pedido e defende que é necessário uma resposta do Ministério da Saúde.
Por outro lado, mas ainda na saúde, o Governo garante que o tempo global de espera nas urgências baixou, tal como o índice de abandono.
Com a triagem do SNS 24, as idas às urgências caíram entre 20 a 40%. Estes dados são da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que refere que apesar dos tempos de espera terem caído, nalguns casos a espera reduziu menos, como nos doentes mais complexos.
Três horas, seis minutos, nesta quarta-feira, no Palácio de Belém Recorda-se, Luís Represas, o músico, morreu hoje aos 69 anos.
É uma homenagem. Algumas das músicas mais conhecidas do cantor estão a tocar no palácio. Luís Represas morreu e António José Seguro deixou uma homenagem sentida no site da presidência. E depois, ao início da tarde, foi comunicado que junto ao Palácio de Belém, durante este dia, podem ouvir-se algumas das canções que marcaram o percurso de Luís Represas e dos Trovante. "Perdidamente", "125 Azul", "Timor", "Feiticeira" são algumas das canções. As melodias que ecoam na rua constituem uma homenagem musical ao legado do cantor e compositor, cuja obra ocupa um lugar próprio na cultura portuguesa. Isto é o que se pode ler na nota divulgada no site oficial da Presidência da República.
Já ao final da manhã, em Cabo Verde, o Presidente da República emocionou-se num discurso em que evocou Luís Represas.
Está em Cabo Verde. Estava a participar numa sessão na Assembleia Nacional de Cabo Verde quando recordou Luís Represas.
Um músico de exceção, com timbre de voz inabalável e que muito contribuiu para a afirmação e para a defesa da língua portuguesa. Invocá-lo hoje é um duplo sentimento de quem perde um amigo e de um certo Estado que se curva perante a sua memória e agradecido pelo contributo que deu ao nosso país, à cultura, à afirmação da língua portuguesa, que ultrapassou verdadeiramente vários continentes, que tocou gerações e que hoje nos faz sentir que perdemos alguém mesmo dentro de nossa casa.
Perante tudo isto, António José Seguro quis deixar um agradecimento.
Muito obrigado, Luís. Como tantas vezes cantaste, talvez um dia te encontre.
António José Seguro emocionado em Cabo Verde. O velório de Luís Represas está agendado para amanhã, na Basílica da Estrela, em Lisboa, entre as 16h e as 22h30. O funeral é na sexta-feira, reservado à família.
Como é hábito, no final do jornal das 15h, Miguel Cordeiro, damos espaço à informação regional e local e começamos pelo norte do país.
A Câmara Municipal do Porto avança com o UNIC Porto, University Network for Innovation and Knowledge. O município pretende consolidar a cidade como um polo de excelência e atratividade académica. Esta iniciativa tem como objetivo reforçar essa atratividade, promover talento e construir uma identidade comum. Em Santarém, a Unidade de Saúde Pública da Lezíria inicia o projeto Calor Seguro em Salvaterra de Magos. Esta iniciativa leva uma unidade móvel a vários pontos do concelho para alertar a população para os riscos associados às temperaturas elevadas. Em Leiria, a Câmara Municipal de Ansião vai criar fogos habitacionais, que vão ser distribuídos pelas antigas casas da GNR e ex-serviços de finanças. A Estamo Participações Imobiliárias, empresa pública responsável pela gestão, valorização e rentabilização do património imobiliário do Estado, assinou já um acordo com o município para a transferência de imóveis. No Barreiro, o abastecimento de água vai ser interrompido às 20h. A intervenção deve-se a uma rotura na conduta geral na Quinta dos Fidalguinhos, junto à saída do reservatório do Alto da Paiva. A interrupção está prevista durar até amanhã de manhã. O Festival Verão Clássico arranca hoje em Lisboa. Às 21h vai decorrer no Teatro Thália o concerto que inaugura o evento. O diretor artístico do festival, Filipe Pinto Roseira, disse à Agência Lusa que ao festival regressam músicos de referência internacional, cuja presença continuada tem contribuído para afirmar a identidade artística. E o município de Ovar reforça a resposta à habitação com a entrega de 106 fogos no Dia do Município. As comemorações vão decorrer no próximo sábado. O município pretende garantir a habitação digna para todos e responder a um desafio transversal a todo o país. Fechamos este jornal das 15h com uma informação de última hora, notícia avançada pelo Observador. O Ministério Público não delega na Polícia Judiciária a investigação do caso do atrelado encontrado na empresa de amigo de Luís Neves. A Procuradoria-Geral da República já confirmou ao Observador que o DIAP de Lisboa vai conduzir sozinho o inquérito sobre o atrelado apreendido. Foi parar à empresa do ministro da Administração Interna. É uma notícia para desenvolver ao longo desta tarde informativa na Rádio Observador.