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Vamos às notícias. Jornal das quatro, com Luís Soares. A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros apresentou uma queixa contra a Ministra da Saúde junto da Procuradoria-Geral da República.
Em causa está o que o sindicato considera ser um tratamento discriminatório por parte de Ana Paula Martins. O sindicato acusa a ministra de não ter cumprido com os deveres de imparcialidade e de boa-fé negocial por parte da tutela, com impacto na liberdade sindical e também na negociação coletiva. A presidente deste sindicato de enfermeiros explica que foi apresentada uma proposta de acordo coletivo de trabalho há mais de um ano e que nunca receberam qualquer resposta por parte do Ministério. Em declarações à Rádio Observador, Lúcia Leite refere que o Ministério da Saúde confirmou que seriam afastados das negociações por terem apresentado um pré-aviso de greve.
Esta nova visão de que é preciso atacar também a lei da greve e pôr em causa, no fundo, a única ferramenta que os sindicatos têm para pressionar, neste caso, os governos a negociar. É impensável e inaceitável que o interlocutor, que é o maior empregador de enfermeiros no país, se coíba de manter negociações e conversações com sindicatos que anunciam um pré-aviso de greve.
E por isso a queixa apresentada na Procuradoria-Geral da República, Lúcia Leite critica a decisão da Ministra da Saúde de negociar um acordo com outros cinco sindicatos. Foi com esses sindicatos que em setembro do ano passado o Ministério assinou um acordo de valorização salarial, do qual este sindicato de enfermeiros foi excluído.
Na educação, a Federação Nacional de Professores decidiu convocar uma greve às novas provas de monitorização das aprendizagens em formato digital do quarto e sexto anos de escolaridade.
Informação avançada pela FENPROF no final da reunião do Secretariado Nacional. Em conferência de imprensa, o secretário-geral disse que o pré-aviso de greve se estende a todos os serviços, desde o secretariado à vigilância e correções a estas provas marcadas para o fim de maio e junho. Provas que Mário Nogueira critica.
São provas que irão prejudicar o trabalho das escolas, criando instabilidade, anulando aulas, enchendo as salas de uns professores com os alunos dos outros que estão implicados nas provas e, portanto, essas provas não têm nenhum sentido.
As críticas de Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, numa conferência de imprensa. As provas digitais estão marcadas para entre os dias 19 de maio e 6 de junho.
O Tribunal Arbitral decidiu fixar serviços mínimos para a greve da CP a partir de domingo e até quarta-feira.
É uma decisão que abrange a paralisação marcada pelo Sindicato Ferroviário de Revisão Comercial Itinerante, ou seja, dos revisores e das bilheteiras. Estes serviços mínimos, de 25%, realizam-se numa altura em que a greve dos sindicatos maquinistas já não será total, como tem acontecido, estando apenas prevista para o trabalho suplementar, incluindo o trabalho em dia de descanso semanal. A CP indica no site que foram definidos serviços mínimos para o período compreendido entre os dias 11 e 14 de maio, tendo publicado as listas dos comboios abrangidos por essa decisão. Segundo a decisão do tribunal, o motivo para que a fixação seja feita prende-se com a necessidade de assegurar o transporte ferroviário mínimo quando não existam alternativas ou, existindo, se apresentam como excessivamente onerosas. A circulação de comboios da CP tem estado parada devido às greves de vários sindicatos, sendo que no caso das restantes paralisações, o Tribunal Arbitral decidiu não fixar serviços mínimos.
Vamos à campanha eleitoral. Num almoço com autarcas em Pombal, Luís Montenegro pediu a mobilização do voto para evitar surpresas como a da geringonça.
No apelo ao voto, que de resto pode ser feito já de forma antecipada no próximo domingo, Luís Montenegro lembra o período em que o PSD venceu eleições, mas não conseguiu formar governo.
Se ainda não decidiram, decidam e pensem qual é o voto que lhes dá estabilidade e que lhes dá o governo que eles querem, para não acordarem, como aconteceu há 10 anos, na segunda-feira, com um governo diferente daquele que queriam.
O aviso deixado pelo candidato à AD, que atira também pela primeira vez aos liberais. A falar de habitação e da estratégia para combater a crise no setor, Luís Montenegro estabelece as diferenças.
É aqui que não somos liberais. Nós não somos daqueles que acham que o mercado resolve tudo. Nós sabemos que há uma responsabilidade pública e o nível de habitação pública em Portugal é muito baixo. É por isso que nós não perdemos de vista a construção de habitação por parte do governo e por parte das autarquias locais.
O aviso de Luís Montenegro durante um almoço com autarcas em Pombal, a tentar entrar também no eleitorado liberal.
E o secretário-geral do PS avisa que uma coligação entre a AD e a Iniciativa Liberal é um entendimento radical.
Foi durante uma ação de campanha pelas ruas da Guarda, Pedro Nuno Santos alerta que esse entendimento entre a AD de Montenegro e os liberais poderia colocar em causa o Estado social.
O atual primeiro-ministro não consegue, não garantiu até agora, não vai garantir no futuro. Para termos estabilidade, nós precisamos mesmo de uma vitória do PS. E ela é importante para nós fazermos a mudança segura que o governo da AD não conseguiu fazer, falhou em toda a linha, falhou na saúde, falhou na economia e agora com a Iniciativa Liberal, aí, sim, teríamos uma coligação radical que poria em causa o estado social em Portugal.
Declarações de Pedro Nuno Santos numa ação de campanha pelas ruas da Guarda. Defende, por isso, que um voto no PS é um voto na estabilidade que o país precisa.
A Iniciativa Liberal quer contribuir para uma solução de centro-direita reformista e estável, mas com rigor e exigência.
São declarações do presidente do partido, esta manhã em Aveiro. Rui Rocha esteve a confeccionar ovos moles e deixou a receita de governabilidade para o país.
Os pratos gastronômicos não se fazem por fazer, fazem-se para ter uma boa receita final. É a mesma coisa que a política. O caminho tem que ser que a receita seja muito boa para os portugueses, seja algo que os portugueses podem desfrutar, podem valorizar. Portanto, nós somos rigorosos, somos exigentes e seremos sempre muito exigentes numa solução para o país, mas estamos focados nessa solução. Aqui também enfrentamos algumas dificuldades. Tínhamos o fogão que não aquecia, que não era totalmente adequado àquilo que precisávamos. É por isso que temos que dizer aos portugueses: "Deem-nos mais votos, porque nós precisamos de um fogão maior para fazer um cozinhado mais rápido e mais eficiente."
O papel de Rui Rocha em Aveiro, no meio da confeção de ovos moles.
Já a coordenadora do Bloco de Esquerda esteve no Porto e foi ao encontro do que classifica de população invisível.
Foi no bairro de Aldoar, no Porto, onde, segundo a Associação Geral, há 40% de habitantes sem luz e 20% sem água. A coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, propõe soluções.
A tarifa social da água pode ser alargada, assim como os consumos de eletricidade. Deve haver um básico que todas as pessoas têm de acesso à eletricidade para que ninguém tenha que viver sem luz ou a morrer de frio no inverno. Quantos idosos é que contam os minutos de aquecedor e de aquecimento que têm em casa porque não conseguem pagar a conta da luz ao fim do mês? Mas esta é apenas uma medida paliativa, é apenas uma medida para ajudar as pessoas a chegarem ao fim do mês. Há o mais importante, e o mais importante é subir os salários.
As declarações de Mariana Mortágua em campanha esta manhã no Porto.
Também no Porto esteve a porta-voz do PAN, afirma que as pessoas estão zangadas com os grandes partidos.
Inês de Sousa Real, numa arruada onde ouviu reclamações sobre o trabalho dos partidos com assento parlamentar. A porta-voz do PAN explica que as grandes forças políticas não têm sido capazes de mudar a vida dos portugueses.
As pessoas têm estado zangadas com os grandes partidos, sentem que não têm feito a diferença nas suas vidas, que as respostas que são necessárias, quer para os apoios à proteção animal, e sendo nós um partido que defende os direitos dos animais, temos recebido muito essa queixa, mas também noutras áreas, como as pessoas mais idosas em relação às suas pensões, à compra de medicamentos ou até mesmo ao apoio às pessoas com deficiência, tem sido uma queixa reiterada esta manhã em relação às suas condições de vida.
Inês de Sousa Real, que começou este sexto dia de campanha com uma arruada no Porto.
Contagem decrescente para o jogo que pode decidir o campeonato. Os treinadores de Benfica e Sporting estão confiantes, esperam uma grande partida de futebol.
Do lado do Sporting, Rui Borges admite que se trata do jogo do século, garante que os Leões vão ao Estádio da Luz para vencer. De resto, o Sporting nunca se sagrou campeão frente ao Benfica, mas Rui Borges garante que isso não é fator que desestabilize a equipa. O técnico leonino admite também que este é o jogo mais importante da carreira enquanto treinador.
É um momento importante para aquilo que é o futuro do Sporting, para aquilo que é o futuro do campeonato, para aquilo que nos pode dar, dá-nos o campeonato. Lógico que é o maior objetivo de um treinador, de uma equipa, ser campeã nacional, por isso é a primeira vez que o posso ser. Por isso, dentro daquilo que tem sido o meu trajeto até ao momento, é o momento, se calhar, mais importante da carreira.
Um momento muito importante para o treinador do Sporting, na expectativa para o jogo de amanhã.
Do lado do Benfica, Bruno Lage afirma que a equipa está a viver o derby de amanhã como um jogo decisivo.
O técnico dos encarnados avisa que esse jogo pode não fechar as contas do campeonato, mas reforça que o balneário das Águias vai encarar esse jogo como muito importante.
O jogo mais importante é sempre o próximo. A título individual, a título coletivo e do clube, é um jogo muito importante. Pode ser decisivo e é dessa forma que o estamos a viver.
O treinador do Benfica não confirma se Di María vai ser titular na partida de amanhã, enaltece os valores individuais e coletivos do Sporting e valoriza o trabalho realizado por Rui Borges ao longo da temporada.
A partida começa às 18h, no Estádio da Luz. Amanhã pode acompanhar tudo numa emissão especial da Rádio Observador, que começa às 15h. Luís, ainda neste jornal das 16, outras notícias que estão a marcar a tarde.
Uma nota ainda relacionada também com este derby de amanhã: as estações de metro do Parque, Marquês de Pombal, Avenida e Picoas vão fechar ao público a partir das 17h30, uma medida do plano de segurança da PSP, devido aos eventuais festejos do campeão nacional, depois desse jogo entre o Benfica e o Sporting. Os cinemas portugueses ultrapassaram um milhão de espectadores em abril. Dados do Instituto do Cinema e Audiovisual, aumento de quase 60% comparando com abril de 2024.