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Vasco Maldonado Correia, com o Jornal das Quatro. Vasco, depois dos incidentes na Polónia e na Roménia, caças russos violaram hoje o espaço aéreo da Estónia.

É o que dizem fontes diplomáticas europeias e da NATO à agência Reuters. Falamos de três caças que entraram momentaneamente no espaço aéreo da Estónia, episódio que surge depois de a Polónia e a Roménia terem registado incidentes semelhantes e terem denunciado a entrada de drones russos em território próprio e terem convocado os embaixadores russos a esclarecer a situação. O governo da Estónia também já reagiu, isto pela voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que convocou o representante diplomático da Rússia no país para protestar a violação do espaço aéreo. O ministro garante que a Rússia já violou o espaço aéreo estónio quatro vezes só este ano. Fala numa situação inaceitável e de uma brutalidade sem precedentes.

Na atualidade nacional, Luís Montenegro reage com normalidade ao pedido de mais documentação por parte do Ministério Público no âmbito do caso Spin off Viva.

Amadeu Guerra, procurador-geral da República, explica que há documentos em falta, que já foram pedidos ao primeiro-ministro. No Porto, Montenegro garantiu que se trata apenas de um processo natural.

É um pedido muito normal, de poder complementar a informação que já tive ocasião de remeter ainda antes do verão para o processo e que me foi solicitada. Posso dizer que não é nada de mais, é uma situação completamente normal, mas é processual.

Não passa de uma questão processual, é o que garante Luís Montenegro, que considera que está mais do que na altura de se chegar a uma decisão no caso do Spin off Viva.

O primeiro-ministro, que não está preocupado com a popularidade da medida, que prevê a mobilização forçada de obstetras do Hospital do Barreiro para as urgências do Garcia de Orta.

Intenção que foi revelada na última noite pelo semanário Expresso. Também nesta visita ao Porto, em declarações na Avenida dos Aliados, Luís Montenegro defendeu que é preciso arranjar soluções para este serviço de urgência e garante, por isso, que o governo vai assumir as responsabilidades.

Está localizada em dois ou três espaços territoriais e, em particular, na península de Setúbal, a necessidade de ter, eventualmente, medidas muito específicas para dar uma resposta e para tranquilizar todas as famílias daquela região. O governo tem que cumprir a sua responsabilidade e a administração pública tem que cumprir a sua responsabilidade perante as pessoas. Nós temos que ter uma resposta. Nós não estamos preocupados com a popularidade das decisões, nós estamos preocupados com o efeito e a consequência que elas têm. E o efeito e a consequência é que nós temos de encontrar uma resposta para as urgências de ginecologia e obstetrícia, como já encontrámos, por exemplo, para a de pediatria, para todo o território e também para a península de Setúbal.

O que diz o primeiro-ministro aqui em declarações aos jornalistas, num registo captado pela SIC Notícias, sendo que esta tarde o PS Setúbal já criticou esta medida do governo, acusa o executivo de estar a prejudicar gravemente a prestação de cuidados de saúde no distrito de Setúbal.

A Ordem dos Médicos considera que a decisão é reveladora da falta de conhecimento do SNS por parte da ministra Ana Paula Martins.

O semanário alerta que se trata de uma má solução, já aplicada no passado e que falhou. À Rádio Observador, Carlos Cortes garante que o processo só vai prejudicar a contratação de profissionais de saúde. Já a Federação Nacional dos Médicos alerta que não há condições para aplicar a medida. Também à Rádio Observador, a presidente da FNAM acusa a tutela de falta de respeito pelos médicos, mas também pela população desta região. Joana Aiportun Liçá fala numa medida inútil, impossível de ser posta em prática.

Os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa estiveram hoje em debate na Rádio Observador. O tema da mobilidade esteve em destaque.

E com várias críticas ao atual autarca e recandidato Carlos Moedas, Alexandra Leitão, candidata socialista, apoiada também pelo Livre, Bloco de Esquerda e PAN, fala numa cidade completamente tomada pelos carros.

Também na mobilidade é uma questão de equilíbrio, equilíbrio entre o carro, entre o transporte público e entre as formas de mobilidade suave. Lisboa nunca foi tão pouco amigável para os peões. Nunca. O que é que se pode fazer para isto? Fazer mais faixas bus, alargar os horários da Carris.

Já o comunista João Ferreira defende que a gratuidade de transportes públicos não deve ser prioridade porque o problema não passa pelo preço.

A cidade, nos últimos anos, deu passos atrás. A gratuidade não deve ser, neste momento, uma prioridade. Nós revemo-nos no objetivo de termos transportes tendencialmente gratuitos. Neste momento, há um bloqueio à utilização do sistema que não passa pelo preço, passa pela quantidade e pela qualidade da oferta.

E Bruno Mascarenhas critica o excesso de ciclovias que, de acordo com o candidato do Chega, contribui precisamente para o aumento do trânsito automóvel em Lisboa.

São todos defensores das ciclovias, às quais nós chamamos já há uma série de anos as ciclovazias. Acabando com estas ciclovias, nós conseguimos novamente ter faixas de rodagem para dar fluidez ao trânsito e, sobretudo, apostarmos num bom transporte coletivo.

E a todas essas críticas, Carlos Moedas responde com medidas aplicadas ao longo do mandato.

Houve um grande investimento para conseguir que as pessoas não entrem com o carro em Lisboa. Aumentámos muitos lugares de estacionamento gratuitos para que isso acontecesse. E isso foi muito importante nesta caminhada.

Debate de Lisboa aqui na Rádio Observador, em que o acidente do elevador da Glória também foi tema, com todos os candidatos garantirem que teriam aceitado a demissão do presidente da Carris e com Carlos Moedas a insistir que vai esperar pelo apuramento de todas as responsabilidades.

No Parlamento, foi hoje aprovada a redução da taxa do IRC para 17% até 2028.

Com votos favoráveis do PSD, CDS-PP, Chega, IL, PAN e JPP. As bancadas do PS, Livre e PCP votaram contra e com a ausência do Bloco de Esquerda, da deputada Mariana Mortágua, nesta votação. A proposta do governo prevê reduzir a taxa geral de IRC ao longo dos próximos três anos, mas é ficar nos 17% em 2028. O Parlamento aprovou também, por unanimidade, a proposta de lei do governo que estabelece medidas de apoio e mitigação do impacto de incêndios rurais e também um projeto de lei do PCP que reforça as medidas urgentes de apoio às vítimas. Já a tentativa de revogar a privatização parcial da TAP, que foi proposta pelo PCP e pelo Livre, foi chumbada com os votos contra dos partidos da direita parlamentar.

Luís Montenegro saúda Pedro Pablo Pichardo. Fala numa conquista histórica que orgulha todos os portugueses.

Uma publicação na rede social X, o primeiro-ministro elogia a garra do atleta, a quem deu os parabéns depois desta medalha de ouro em Tóquio. Pedro Pablo Pichardo sagrou-se bicampeão mundial de triplo salto. A vitória chegou já no último salto desta prova, atingiu a meta dos 17 metros e 91 centímetros. E já depois da medalha, Pichardo revelou que o segredo foi precisamente guardar o melhor para o final, mas deixou também elogios ao salto do concorrente italiano Andrea Dallavalle.

Eu fiquei assustado, mas eu sempre deixo um pouco para o último salto. A minha esposa não gosta. A minha esposa sempre me diz: "Olha, quando tu saires a competir, dá tudo no primeiro salto". Mas eu sempre deixo um pouco para o último salto, para se acontecer o que aconteceu hoje, ter ainda energia para responder. E por acaso tinha. Como abdiquei também do quinto salto, poupei um pouco de energia e graças a Deus não foi nulo o último ensaio. E pronto, temos a vitória do nosso lado.

Pedro Pablo Pichardo, aqui numa reação à RTP 3, em que repete, em Tóquio, o título que tinha conquistado nos Estados Unidos há três anos.

O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo acredita que Pedro Pablo Pichardo é um dos melhores do mundo no triplo salto.

Elogios de Domingos Castro, em entrevista à Rádio Observador, em que realça a emoção sentida em todo o estádio no momento da vitória. E deixa elogios precisamente a Pichardo, porque garante: é um dos melhores do mundo.

Foi um momento emocionante, que realmente o Pedro abdicou do penúltimo salto e quando o italiano passa pra frente, aquilo foi um balde d'água fria que nos caiu. Mas nós vimos que o Pedro estava muito confiante e demonstrou que realmente o último salto foi uma coisa extraordinária. O estádio todo vibrou. Eu diria que pra mim, pessoalmente, que não é surpresa, porque tenho dito que nós temos atletas dos melhores do mundo. O Pedro é dos melhores do mundo e por isso ganhou o melhor atleta do mundo.

Domingos Castro, em entrevista à Rádio Observador, a partir de Tóquio, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, que tem crença que Portugal vai conquistar ainda mais medalhas de ouro nestes mundiais.

Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Há três incêndios a preocupar as autoridades a esta hora, começando por Castro Daire, uma dezena de aeronaves combatem as chamas, além de 450 bombeiros no terreno. Atenção virada também para Oliveira do Hospital, onde há quase 300 operacionais no combate às chamas, apoiados esta hora por seis meios aéreos. Em Viseu, há quatro aeronaves no terreno a auxiliar os mais de 250 bombeiros no combate. Alerta foi dado na localidade de Meire de Baixo, Conselho de Viseu. Depois de Gouveia e Melo, também Catarina Martins critica Aníbal Cavaco Silva. O antigo chefe de Estado defendeu que o próximo presidente da República deve ter experiência governativa, ora a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda critica Cavaco. Lembra que não teve nada a dizer sobre um candidato, além que ataca o Estado de Direito. Lembra o pacto de regime para tirar direitos a trabalhadores quando o governo está a visar alterações laborais. São críticas de Catarina Martins a Aníbal Cavaco Silva, depois do artigo assinado pelo antigo presidente da República no Expresso.