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As notícias Jornal das quatro, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, o Presidente da República admite que o estado de calamidade pode ser alargado para além dos 60 municípios em que já está em vigor.
Está em vigor, Rita, até amanhã. Numa visita ao município Vila de Rei, Marcelo lembra que o maior problema continua a ser o restabelecimento das comunicações. O presidente admite também que o processo de reconstrução das zonas afetadas vai ser demorado. Vamos aqui ouvir o presidente da República.
Vai demorar tempo e é preciso explicar, desde o início, que vai ser assim, para não se criarem expectativas de que é uma coisa fácil, que se resolve num instante. Já não contando com o fato de que ainda é um processo que está em curso, pode haver mais chuva, pode haver mais inundações, pode haver mais municípios a se juntar aos 59 que estão em estado de calamidade.
O presidente da República admite que os municípios esperam apoios do Estado, mas também da Europa.
Isto é profundo, tem consequências, implica mexidas em redes elétricas, em formas de comunicação ou sistemas de comunicação e por aí em diante. As autarquias e as populações esperam aí um papel fundamental do Estado. É muito importante o contributo dos fundos europeus e isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses. Vai exigir mais do que isso.
É o entendimento de Marcelo Rebelo de Sousa, aqui no registro da RTP. O chefe de Estado considera que a Europa deve ser flexível na execução do PRR.
E António José Seguro pressiona as instituições europeias para flexibilizar os prazos de execução do PRR, para apoiar a reconstrução das zonas afetadas pela depressão.
Tal como Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato à presidência diz que é lamentável caso isso não aconteça. António José Seguro mantém o registro contido em iniciativas de campanha com apoiantes e evita passar mensagens políticas. No entanto, apesar de manter uma postura reservada, desta vez começou com o apelo ao voto. Vasco Maldonado Correia.
Desta vez António José Seguro ficou para almoçar e na véspera do dia para o voto antecipado, faz novo apelo à mobilização.
Não basta ter o voto no coração e na cabeça. É necessário que ele seja depositado no dia das eleições. Quem elege o presidente não são as sondagens. Quem elege o presidente é cada portuguesa e cada português.
A ação de campanha na Lixa serviu também para recolher mais de cinco toneladas de alimentos para as populações afetadas pelo mau tempo. Seguro enaltece o gesto.
É este sentido de solidariedade e de amor ao próximo que eu quero aqui enaltecer como uma marca e uma característica da alma de ser português. Bem-hajam!
No discurso do socialista continua a não haver espaço para a política, nem para menções ao adversário André Ventura. Essa tarefa fica ao encargo, primeiro, do presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca.
Ou temos alguém que me faz lembrar aqueles livros da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães, que é uma aventura e que hoje faz uma aventura e sou candidato à Câmara de Loures, amanhã faço uma aventura e sou candidato a São Bento ou hoje faço uma aventura e sou candidato a Belém. Queremos um homem que sabe aquilo que quer.
E depois do mandatário distrital do Porto, Pedro Sobrado.
Como cristão, fico arrepiado com um candidato que gosta de fazer propaganda no final das missas, mas cujas tomadas de posição vão ao arrepio da doutrina social da Igreja.
O almoço deste sábado voltou a acontecer num clima contido, com aplausos à chegada do candidato, mas sem música nem bandeiras.
Vasco Maldonado Correia a acompanhar a campanha de António José Seguro. O candidato tem esta noite uma sessão em Guimarães.
E André Ventura cancelou um ponto de agenda esta tarde e colocou as eleições em segundo plano.
O candidato à presidência apoiado pelo CHEGA voltou a Leiria para ver de perto uma exploração agrícola que ficou danificada. Continua a recusar as acusações de aproveitamento político. Recorda uma expressão utilizada no passado por Pedro Passos Coelho. Miguel Viteiro Dias.
Dois dias depois de ter estado no centro da cidade de Leiria, André Ventura voltou ao conselho, mas a uma zona rural, para ver de perto os prejuízos causados pelo mau tempo. E perante as acusações de aproveitamento político, usou a famosa frase de Pedro Passos Coelho.
Agora é que é a mesma expressão: "Que se lixem as eleições". Nós agora temos que nos focar. Agora nós temos que nos focar. A campanha está marcada. Nós temos que nos focar em ajudar.
André Ventura não respondeu às críticas do presidente da Câmara de Leiria, insistindo apenas nas acusações ao governo e desafia António José Seguro a contribuir para o mediatismo dos locais afetados.
Pode vir aqui, tenho certeza que se vier aqui o meu adversário será recebido também e será passada a imagem. Façam! Eu não quero entrar hoje em picardias políticas. Eu estou aqui pra ajudar, pra dar visibilidade. Quem está preocupado hoje com picardia política, está do lado errado da história.
O candidato presidencial foi recebido por Fábio Franco, empresário agrícola, que lhe pediu para ver os estragos fora da cidade e que confessou ser difícil recuperar de mais uma intempérie, vincando a importância do mundo rural pra economia da região.
Talvez ainda estejam a comer alfaces produzidas em Leiria, mas para a semana, certeza que não vão consumir alfaces.
À boleia dos estragos, críticas também para o acordo do Mercosul, mas de regresso aos pedidos de ajuda, uma exigência ao Estado.
Nós estamos às ordens, cheio de Moçambique, com os nossos militares e não podemos ajudar aqui em Leiria, na zona de Leiria, de Castelo Branco, na zona da Figueira da Foz, na zona de Alcácer do Sal, por amor de Deus! Parece um país do terceiro mundo.
André Ventura quer mais militares a ajudar as populações da zona centro nestes dias de limpeza e recuperação, mas também de preparação para novos tempos complicados.
Não, segunda-feira é um dia muito complicado em termos de queda pluviométrica e vai causar muito mais estragos do que aqueles que já conseguimos ver aqui, que já são muitos.
O candidato presidencial, rodeado de empresários agrícolas e dirigentes associativos do mundo rural, no regresso ao município de Leiria.
Miguel Viteiro Dias, a acompanhar o regresso de André Ventura a Leiria nestas eleições presidenciais marcadas pela recuperação dos prejuízos causados pela tempestade
E o PS acusa o governo de absoluta descoordenação e apela que sejam usados todos os mecanismos disponíveis para ajudar as populações afetadas pelo mau tempo.
Nacionais e europeus. Em declarações à Lusa, o líder parlamentar Eurico Brilhante Dias lamenta que a Comissão Nacional de Proteção Civil só vá reunir-se amanhã.
Nós continuamos sem perceber como é que a Comissão Nacional de Proteção Civil, que tem a coordenação e a presidência a partir da administração interna, não foi convocada e será só convocada para amanhã. Ela devia ter sido convocada a partir do aviso do IPMA no dia 27 de janeiro. Não foi. Continua a não ser convocada para hoje e vai ser convocada apenas, segundo o que se vai sabendo, para amanhã. Essa Comissão Nacional de Proteção Civil tem poderes próprios de coordenação que era útil que fossem ativados.
Brilhante Dias questiona também se já foi ou não ativado o Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil, que permite um comando único na dependência do primeiro-ministro.
Porque a informação que chega do terreno é uma informação de abandono e descoordenação. E, portanto, é importante que o governo use os instrumentos da Proteção Civil, a direção do primeiro-ministro, a intervenção e a coordenação também da Ministra da Administração Interna, para que no terreno se vá notando uma intervenção coordenada.
O líder parlamentar do PS questiona também onde estão os 3 mil militares que o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse na sexta-feira estarem disponíveis.
Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna, considera a atual titular da pasta, Maria Lúcia Amaral, considera que não reúne os requisitos suficientes para o cargo.
Precisamente, Rita, o governo está a apostar na estratégia errada, entende Eduardo Cabrita, que fala num executivo preocupado com propaganda, em vez da prevenção de catástrofes, críticas que já tinha feito na época dos incêndios. O ex-ministro acredita que Maria Lúcia Amaral não está minimamente capacitada para lidar com a situação.
Até me custa, porque tenho uma grande simpatia pessoal pela doutora Lúcia Amaral, mas nesta dimensão operacional de proteção civil, manifestamente não está minimamente capacitada. E o governo tem aqui um problema que, aliás, já fez em agosto e começa a ser um padrão de comportamento, e isso é que é grave.
Ainda assim, Eduardo Cabrita aponta responsabilidades diretas ao primeiro-ministro e descarta a demissão da ministra da Administração Interna.
Demissões não aceleram neste momento nem a redução de danos, não gosto de colocar as questões nesses termos. Há aqui é um modelo que assenta em desvalorizar o investimento em prevenção, reagir tarde aos acontecimentos e centralizar a ação na propaganda, isto é, na intervenção dos ministros políticos. Leitão Amaro é o rosto disso, não tem nenhuma responsabilidade em nenhuma das áreas importantes nisto. E é claramente o ministro da propaganda e é quem aparece a dar o rosto sem preparação. Isto é um modelo, e aqui a responsabilidade política não é de Lúcia Amaral, é claramente de Luís Montenegro.
Eduardo Cabrita, que concorda com a leitura de vários autarcas, diz que o governo não tem outra opção sem ser prolongar o estado de calamidade nas regiões mais afetadas.
E fica por aqui o Jornal das Quatro. A edição foi da jornalista Diana Rosa. Até já.
Até já.